A guardiã da Noite - A primeira noite
3 Capítulo 03 - O Refúgio
Luna respirava com dificuldade enquanto galopava pela floresta em busca de um abrigo.
–Onde está? — Celéstia perguntou.
–Acho que a despistamos — Luna respondeu com lagrimas nos olhos — temos que encontrar os outros pôneis.
–De nada vai adiantar se não pudermos protege eles — Celéstia respondeu iluminando ao redor, procurando algum refúgio — espera… sei onde estamos. Vem comigo!
Celéstia correu floresta a dentro e então as duas pararam em frente á caverna da Árvore da Harmonia, as duas não hesitaram em entrar para se proteger apesar de, agora, se a criatura surgisse, elas estariam encurraladas. Elas foram até a árvore que ainda brilhava e pararam para tentar recuperar o fôlego.
–Vou trazer o dia — Celéstia respondeu.
Luna não discutiu, Celéstia respirou fundo e então usou sua magia para erguer novamente o sol. No mesmo instante em que a luz surgiu no horizonte, Luna sentiu que a força sombria da criatura se esvaiu rapidamente até desaparecer.
–Se foi — ela disse para a irmã.
Luna sentia-se mal. A noite era muito mais perigosa do que ela imaginava. Pelo jeito, liberar a magia não apenas trouxe a magia para elas, mas também para as criaturas sombrias, E agora ela não podia simplesmente trazer a noite, por mais bonita que a achasse, sem saber como impedir que aquela criatura matasse os outros pôneis.
No entanto, tanto ela quanto Celéstia sentiam que elas não poderiam fugir para sempre. A Lua precisava ser erguida e a noite deveria existir.
–Eu não entendo... O que era aquela coisa? – Celéstia perguntou.
–Eu não sei – Luna respondeu e então olhou para a irmã – espera, você não conseguiu vê-la, né?
–Não por inteiro. Só em partes.
–Por que será... – Luna não entendia o que aquilo podia significar.
–Você controla a noite – Celéstia explicou – e essa é uma criatura sombria da noite, vai ver por isso você consegue vê-la.
–Pode ser... Mas teve um momento que você a viu, não foi? Você desviou de um ataque dela.
–Sim, mas era como um vulto, sem forma, não conseguia vê-la tão claramente assim. Só consegui focalizá-la melhor quando me concentrei.
–Então você sobreviveu por pura sorte – Luna disse e arregalou os olhos de preocupação.
–Olha, agora eu estou bem. Isso que importa, agora vamos encontrar os outros pôneis, reuni-los, acalmá-los… Depois pensamos no que fazer sobre aquela criatura — Celéstia respondeu.
–Ok…
Todos estavam muito abalados. A família do pequeno potrinho estava abalada, além da morte trágica da criança, sua mãe também havia desaparecido, deixando apenas uma trilha de sangue que ninguém estava disposto a seguir.
–Isso tudo é culpa de vocês duas! — Um pônei gritou apontando o casco na direção das irmãs — vocês que trouxeram essa magia para nosso mundo, vocês que e a espalharam por todo lugar, e agora essa criatura surgiu!
–Ela matará todos nós!
–Nossa vida estava ótima antes de vocês gerarem tudo isso!
As irmãs não sabiam o que responder diante de acusações como essas. Elas não concordavam com as acusações, a magia podia ser maravilhosa, elas só precisavam de tempo para aprender a usá-la. Sabiam que não seria fácil, mas não esperavam um caos como aquele em tão pouco tempo.
–A árvore já existia antes de nós a encontrarmos — Luna disse aumentando o tom da voz para que pudesse ser ouvida — seu poder já estava armazenado lá, e com um propósito: ser um dia liberada.
–Tudo isso é tão novo para nós quanto para vocês — Celéstia completou — tudo o que precisamos é de tempo para compreender e descobrir como deter essa monstruosidade. A Árvore da Harmonia faz jus ao nome, e encontraremos uma forma de fazer essa harmonia prevalecer!
Ninguém pareceu muito entusiasmado com aquelas simples palavras, mas era tudo o que tinham e então se preocuparam apenas em tentar se recuperar, procurar alimento e repousar em algum canto por ali.
–Alguma ideia de como faremos isso? — Luna perguntou para a irmã.
–Ainda não. Mas teremos que descobrir.
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