A good person

1 Prólogo


Notas iniciais
Bom dia/tarde/noite, espero que gostem. s2

2321 – Inglaterra [Casa da Emilly]

O que estava acontecendo? Ela podia sentir o sangue lhe subindo a cabeça, seu rosto ardia em um tom avermelhado e os olhos fitavam o casal ao qual Emilly chamava de pai e mãe com nada menos do que puro ódio. O motivo de tudo? Seu irmão.

– Como você pode dizer uma coisa como essa? Como pode fazer isso com Travor depois de tudo o que ele passou?! – As palavras saiam de sua boca aos berros, ela simplesmente não conseguia se controlar. Apertava as mãos em punhos e deixava que seu olhar ardesse sobre os mais velhos, ignorando qualquer pedido de seu irmão mais novo para que parasse de gritar e voltasse ao quarto com o mesmo.

– Emilly, minha filha, você precisa entender que aquele monstro não é mais o seu irmão. Ele se tornou um animal, não poderia conviver conosco como uma família. – O pai continuava com a discussão, encarando a filha com olhos pesados, sentindo-se terrível por, após tantos anos, deixar escapar o verdadeiro motivo de Travor sair de casa, porém este não tinha culpa. Tudo o que ele tentava fazer era proteger sua família de um mal terrível, afastar as crianças de um monstro que havia tomado seu primogênito e seguir com sua vida comum.

Emilly não via deste modo.

– ELE NÃO É UM ANIMAL! – A raiva a dominava por completo agora. Seus olhos ardiam em lágrimas e o braço se ergueu com força, desferindo um soco no armário ao seu lado que fez com que todos os copos e pratos que estivesse ali se quebrassem em inúmeros pedaços. – Travor é meu irmão! Ele era o único com quem eu podia conversar, ele me ajudava e me protegia enquanto vocês idiotas ficavam sentados em frente a uma máquina! – As palavras soavam cada vez mais doloridas. Pouco a pouco as lágrimas escorriam por suas bochechas rosadas, fazendo seus olhos arderem e toda a sua visão começar a embaçar.

Deu alguns passos em direção aos pais, as pernas bambas e fracas enquanto tudo o que passava em sua cabeça era a vontade de feri-los, descontar toda a raiva que sentia no momento. – Porque fizeram isto? Porque não tentaram o ajudar? – Sua voz já não passava de um sussurro. Ela sentia o peito arder como se uma faca estivesse atravessando seu coração e o estômago se revirar, uma sensação estranha de enjoo e dor apertando seu abdômen.

O corpo da pequena se encolhia cada vez mais enquanto alguns objetos mais leves a sua volta começavam a flutuar, tremendo um pouco e logo se distanciando do solo em uma dança sem ritmo algum, desafiando a gravidade em um voo incerto que fez todos os presentes na cozinha se calarem, recuando em alguns passos.

– Emilly, meu amor, o que esta acontecendo? – A voz estranhamente familiar a fez sorrir por alguns segundos. O tom melodioso das palavras de seu tio fez com que tudo o que se movia parasse em pleno ar. Por alguns segundos, Emilly se esqueceu de tudo o que estava acontecendo e ergueu seu olhar para encarar o mais velho que agora entrava pela porta da frente da sala, empurrando Ethan para fora da casa contra a vontade do pequeno e se aproximando de Emilly com passos receosos, sem ter certeza se era aquilo o que deveria fazer.

– Diga a eles, tio... Diga que estão errados. Diga que Travor não era um monstro. – As lágrimas escorriam por seu rosto sem cessar. Emilly elevou as mãos até os próprios cabelos e embolou os dedos entre o emaranhado de fios, sentindo a dor cada vez mais forte dentro de si, as emoções a dominando por completo e fazendo com que o ambiente a sua volta voltasse a tremer, as cadeiras se movendo sem cessar e as coisas voando por ali sem rumo algum, apenas circulando todo o ambiente até baterem em algo e se quebrarem ou continuarem por outro ângulo.

–E-eu não posso, pequena... Seu irmão. Ele realmente se foi, tudo o que restou deste foi um monstro incontrolável.

As palavras entraram aos ouvidos de Emilly e se espalharam por todo o ambiente, ressoando na cabeça da loira de novo e de novo. Ela mal conseguia se mover. Os olhos travaram sobre o tio e toda a raiva que sentia há alguns minutos pareceu retornar com o dobro da força, atingindo-a como um baque poderoso e fazendo todo o seu corpo começar a tremer, os músculos se enrijecerem e os olhos perderem o foco por completo, aderindo a uma coloração esbranquiçada.

Tudo o que antes flutuava, se espalhando por ali, pareceu travar. Os cabelos de Emilly se elevaram pouco a pouco, os fios começando a bailar no ar, movendo-se lentamente, enquanto os outros presentes naquele cômodo simplesmente não conseguiam se mover, em um estado de choque profundo. Seu corpo começou a flutuar, os pés abandonando o solo e a postura ereta, girando-se até parar completamente virada para seu tio, este preso pelos poderes da loira tendo apenas os movimentos da boca e olhos livres.

– Ele não era um monstro. – A vós não parecia mais a de Emilly, era mais grossa e firme, decidida, e até mesmo etérea.

A loira continuou com o olhar fixo nos olhos de seu tio. O ambiente a sua volta tornou-se um completo caos, os objetos voavam por ali em alta velocidade, batendo nos móveis espalhados pela cozinha e destruindo tudo a sua volta. Seus pais saíram correndo do local, puxando Ethan para longe de sua irmã mais velha e esperando que o pior pudesse acontecer.

Não demorou muito.

Pouco a pouco, alguns dos objetos a sua volta começaram a se desfazer. Cadeiras, pratos, talheres, tudo se quebrava, partindo em várias partes até que ficassem pequenos e apenas se unissem aos milhares de pedaços que já estavam circulando a volta de Emilly. Ela encarava o tio com puro ódio, sentindo a dor em seu peito diminuir cada vez mais enquanto o nó que se formava no abdômen parecia se apertar. As mãos se elevaram um pouco, a cabeça se ergueu e ela gritou em protesto, elevando o braço direito em direção ao tio e, com um simples movimento de suas mãos, quebrando o pescoço do homem.

Notas finais
Só posto o primeiro capítulo com um review. Um só, poxa, não é muita coisa, é? ç.ç Pode ser só um "next" para eu saber que alguém leu e gostou pelo menos um tiko... ç.ç Um pontinho.... :c Okay, parei de mendigar. Espero que tenham gostado da loirinha, próximo capítulo faço maiorzinho procês. IUAHSIAUHSAIUHAh, também queria me desculpar por estar um pouco confuso, é que não me lembrava como se escreve uma fic em POV. q E pelos erros de português, me desculpem, não sou teacher de gramática. :t Enfim, até mais. :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.