A garota que eu amo me odeia

8 Os ídolos e as jogadoras


Mariko e Aiko andavam pela cidade no fim de semana. O treino daquela semana estava sendo puxado e Hayato ainda queria levar todo o time para um acampamento de treino. Mas estava vendo os custos com o colégio.

– Tenho certeza de que se ele conseguir a gente vai e não volta. – Aiko disse, tensa.

Mariko riu.

– Ele exagera, mas é por uma boa causa.

– Hum. – Aiko resmungou.

– Tenta ligar para Seikori de novo.

– Já tentei. – Ela resmungou – Emi e Sakura foram para a casa dela jogar vídeo game.

– Soka... Três viciadas.

– Hai, hai. – Aiko disse apoiando a parte de trás da cabeça com as mãos.

De repente viram dois garotos altos conversando na frente de uma lanchonete. Mariko arregalou os olhos ao ver o cabelo verde.

– Fala sério... Não sei por que deixei você me tirar de casa. Hoje não estou com muita sorte.

– Ahhh, Midoricchi. Fala sério, é fim de semana. Hum? – O loiro fitou as meninas que caminhavam em direção a eles – Aikocchi! – Ele sorriu.

– Kise-kun! – Aiko sorriu, acenando.

Midorima virou e fitou Mariko, que já estava corada. Ela viu que ele segurava um pequeno ursinho de pelúcia. Deu uma leve risada ao ver o quão ele era supersticioso.

– Ne, ne. – Kise disse – A gente estava pensando em entrar e comer alguma coisa, mas ele não quer. Marikocchi, convença ele, onegai. – Ele sorriu abaixando até a altura dela.

Mariko se espantou e corou.

– Ne, vamos! – Kise puxou Aiko para dentro.

– Oe...!

Midorima e Mariko se entreolharam. Ele se afastou um pouco para que ela pudesse entrar. Quando procuravam pelos outros dois, Kise estava acenando para eles, rindo. Eles caminharam até os dois.

– Ne, Aikocchi. Eu tenho um plano pra esses dois, quer saber? – Kise cochichou.

– Quero, quero. – Ela sorriu empolgada, se aproximando dele.

Ao vê-la daquele jeito, Ryouta apoiou o rosto na mão e sorriu. Ela corou, e ele contou rapidamente o plano, fazendo-a rir.

– Hum... – Midorima bufou – Você é muito afobado mesmo.

– E você é chato às vezes, mas todos nós temos defeitos... Ne? – Kise deu um sorriso largo.

Shintarou bufou e os dois se sentaram. Eles ficaram conversando algum tempo. Kise falava besteiras e Midorima ajeitava os óculos constantemente, mexendo a sobrancelha como um tique nervoso. Mariko ficou calada o tempo todo, ela estava quase ficando chateada de ficar ao lado de Midorima e os dois não dirigirem sequer uma palavra um para o outro. Aiko a fitava, apoiando o rosto na mão. Enquanto kise falava as besteiras, ele olhou para ela e ela o mesmo, pelo canto do olho. Era hora de pôr o plano em ação!

Aiko pegou seu celular discretamente e fez uma ligação, debaixo da mesa. Kise continuava a falar até que seu telefone tocou.

– Moshi, moshi? Hum? Hai, hai! – Ele desligou – Gomen, gomen, mas preciso ir.

Kise se levantou.

– Onde vai? – Midorima perguntou – Me fez sair pra depois ir embora?

– Gomen, gomen. – Ryouta disse sacudindo – Ne, Aikocchi, quer vir?

Mariko engoliu em seco.

– Hai, hai! – Ela levantou.

– Aiko... – Mariko disse nervosamente.

– Hum. Não se preocupe, depois a gente se fala.

Os dois saíram e Midorima ficou sozinho com Mariko, que estava de cabeça baixa. Ela mexia as pernas, nervosa, ele não sabia o que dizer. Kise e Aiko estavam escondidos do lado de fora, observando os dois pela janela, abaixados.

– Mariko baka. – Ela resmungou – Muito lerda.

– Nande? – Ele cochichou.

– Ela gosta dele, mas fica sem saber o que dizer quando está perto dele. Run... Baka, baka...

Ele riu. Pôs uma mexa do cabelo azul-céu dela atrás da orelha. Ela corou, sem olhá-lo.

– Você não faz isso?

Ela o olhou com as mãos apoiadas na janela.

– Não sei... – Aiko disse quase inaudível.

Ele riu. Midorima e Mariko olharam para o movimento vindo da janela e os viram. Suas auras obscuras naquele momento fitavam Kise e Aiko.

– Fomos pegos! – Ela exclamou.

– Vem! – Ele pegou a mão dela e saíram correndo.

Mariko ficou olhando para a janela com cara de tédio. “Eu devia saber...”, pensou com a mão na testa.

– Hum... Idiota.

– Hum? – Ela o olhou.

– Os dois planejaram isso. – Midorima disse ajeitando os óculos.

Mariko ficou cabisbaixa.

– Gomen ne...

– Hum? Nande?

– Hum. – Ela balançou a cabeça – Se não quiser ficar tudo bem, eu vou embora.

Ela levantava, mas Midorima segurou sua mão gentilmente. De costas, Mariko arregalou os olhos, seu coração batia rápido parecendo que pularia de seu peito. “Ele... Ele...! Está segurando minha mão! A pele dele... Está tocando a minha!”, ela pensava sem parar.

– Não quero ficar aqui, mas podemos ir a outro lugar. Se você quiser.

Ela se virou para ele com a mão contra o peito. Se surpreendeu e corou um pouco ao perceber que ele sorria levemente para ela.

– Então... – Ele levantou e pôs as mãos nos bolsos – O que quer fazer?

– Ano... Hum... – Ela pensava – Onde Midorima-kun gosta de ir?

Ele riu baixo.

– Vem.

– Hum... Hai.

Eles saíram da lanchonete e Midorima parou na entrada.

– Ah é. Me chame de Shintarou.

Ela o encarou, surpresa e admirada.

– Hum... Hai. – Sorriu coçando a bochecha.

Os dois andaram um tempo até chegarem a um prédio. Shintarou a levou para o terraço. Quando chegaram, ele andou até a mureta com ela o seguindo. Mariko olhava para os lados se perguntando por que estavam ali. Ele sentou na mureta e olhou para ela.

– Gomen, mas vamos ter que esperar um pouco.

– Ok... Mas...

– Sabe... – Ele olhava para o lado.

O vento batia em seu cabelo e Mariko ficava admirada vendo-o aproveitar a brisa enquanto falava. Ela o achava bonito, e cada vez mais depois daquele momento.

– Está de tarde ainda, mas aqui fica bem bonita no pôr do sol. Não moro nesse prédio, mas eu gosto de vir pra cá às vezes. – Ele deixou escapar uma risada – Nunca trouxe ninguém aqui.

– Hum... Soka, se quiser... Eu vou...

– Mariko.

Ela pôs a mão contra o peito, ele a chamou pelo nome.

– Hai...

Midorima levantou e foi até ela.

– Eu trouxe você aqui porque quero que você veja o pôr do sol comigo. – Ele sorria.

Mariko ainda estava com a mão contra seu peito olhando para ele, admirada. Shintarou pegou gentilmente em uma mecha cacheada do cabelo dela.

– Momoi tinha razão.

O vento balançou os cabelos e roupas de Mariko enquanto ela o olhava, corando levemente. Shintarou a levou até a mureta e eles se sentaram. Ficaram conversando, esperando pelo pôr do sol. Midorima conversava calmamente e Mariko começava a conversar normalmente com ele. Ela admirava aqueles olhos verdes por trás dos óculos e ele gostava de vê-la sorrir apenas pelo simples gesto em si. Isso o fazia querer fazê-la sorrir ainda mais.

...

Kise e Aiko caminhavam com sorvetes na mão. Pararam num parque e se sentaram num banco de madeira.

– Hum... – Aiko cantarolou – Como será que eles estão se saindo?

– Midoricchi sabe se virar. – Ele disse comendo o sorvete.

Kise ficou com um bigode de sorvete e ela riu passando o dedo na boca dele pra tirar o resto do sorvete. Kise ficou olhando ela e quase corava. Virou o rosto.

– Aikocchi não devia fazer isso.

Ela não entendeu. Virou para frente, cabisbaixa. Mexia os pés batendo os calcanhares.

– Gomen, eu não sabia que...

– É que... Se você fizer isso eu não vou conseguir me segurar.

Ela o olhou surpresa.

– Hum?

– Eu quero te beijar já tem... Um tempinho. – Kise deixou escapar uma risada fraca.

Aiko lentamente abriu um sorriso na direção dele, vendo aqueles olhos dourados.

– Eu gostava de você só como jogador. Acho Ryouta incrível, ne! Mas... Acho que agora... Gosto de você de verdade. – Ela sorriu, corada.

Kise sorriu gentilmente, pegou uma mecha do cabelo dela e correu os dedos por ela até chegar ao ombro de Aiko. Ela o olhava, admirada. Ele chegava perto do rosto dela lentamente, como se pedisse permissão para aqueles olhos cinza intensos. Aiko piscava os olhos devagar, deixando-os meio abertos, estava deslumbrada. Kise a beijou. Um beijo suave e gentil com sabor de morango pelo sorvete.

...

Matsoeru fazia corrida. Ela era visivelmente atlética. Estava com calça de corrida, um top e um casaco meio aberto. Seu longo cabelo preto estava amarrado em um rabo de cabelo e ela estava de boné, ouvindo música no fone. Essa foi a razão de Mureni quase não perceber Murasakibara passar por ela.

– Hum, Mureni-chan. – Ele disse com sua voz arrastada.

– Hum? – Ela parou tirando os fones do ouvido – Atsushi-kun!

– Correndo?

– Hai! – Ela sorriu.

Ele reparou no que ela vestia, estava bem diferente.

– Já terminou?

– Hum... – Ela olhava no relógio – Hai... Verdade.

– Quer vir comigo?

– Claro.

Eles caminhavam. Atsushi estava com uma sacola cheia de doces e pôs um palitinho de chocolate na boca de Mureni sem que ela pedisse. Ela agradeceu e começou a comer.

– Se eu fizer isso sempre minha corrida vai para o buraco. Queria ser como você... – Ela deu mais um mordida – Sempre está comendo, mas sempre fica...

Ela parou de falar, pensando duas vezes.

– Nani?

– Em forma. – Ela deu risada coçando a bochecha.

“Por pouco...”, pensou.

– Hum... Arigatou. Você também é gostosa.

– HÃ?!

– Hum? Nani? – Ele riu – Você é mesmo.

Mureni corou extremamente.

– Hum... Não fale essas coisas...

Ele parou na frente dela de repente, pegando em seu rosto. Encostou a testa na aba do boné. Ela o olhava, mais corada ainda.

– Atsushi... Kun...

– Ne, eu gosto da Mureni. – Ele sorriu e abaixou a aba do boné com o dedo.

A aba cobriu o rosto de Mureni, que estava vermelho e seus olhos arregalados. Ela a suspendeu com o pulso e o olhou. Ele sorriu, maroto.

– Ne, vamos. Vou te levar para casa.

– Hum... Ok.

Quando chegaram à entrada de Mureni, não se despediram, pelo contrário, sentaram nas escadas e ficaram conversando. Murasakibara sempre pondo um biscoito na boca dela sem pedir, e ela sempre corando, mas por se lembrar do que ele disse.

Mureni sempre se interessou por Atsushi, mas ela nunca pensou que ele se interessaria por ela. Matsoeru não era o tipo de garota fofa que todos gostam. Ela era mais alta que a maioria e costumava intimidar os garotos. Esses eram alguns dos motivos de gostar de Murasakibara: ele era bem mais alto e ela o achava intimidador.

...

Hana estava no computador vendo os jogos de Akashi na internet. Seu cabelo estava solto e ela enrolava mechas entre os dedos. Suspirou, apaixonada.

– Ahhhh... Akashi-kun...

Seu celular tocou. Ela viu o nome no visor.

– Akashi-kun?! – Atendeu – Moshi... Moshi?

Hana-chan?

– Hai.

Quer sair comigo?

– Etto... Hai. – Ela sorriu.

Que bom, estou aqui em baixo te esperando.

– Hum?! Nani?

Hana correu até a janela. Akashi estava escorado naquele mesmo carro, na calçada em frente à casa dela. Ele fez um aceno ao vê-la da janela. Ela pôs a mão contra o peito, sorrindo.

– Já vou descer, não demoro.

Hai.

Hana correu para se arrumar. Deixou sua cama coberta de roupas para achar uma perfeita para sair com Akashi. Ela penteou o cabelo e prendeu a metade com uma presilha, tanto porque não achou que marias-chiquinhas ficariam bem em um encontro marcado, como não havia tempo de fazê-las.

Ela desceu as escadas correndo e ao chegar a porta respirou fundo para disfarçar sua ansiedade. Não adiantou nada, ao fechar a porta ela correu até ele, sorridente.

– Oi!

Ele sorriu.

– Sem marias-chiquinhas?

– Ano... Se quiser eu faço. – Ela mexia no cabelo.

– Não...! Eu gostei. – Ele disse mexendo no cabelo dela.

Ela deixou o ar escapar e deu uma risadinha.

– Arigatou.

Eles entraram no carro e foram para a casa dele. Hana olhava para aquela mansão, deslumbrada. “Sugoii!”, pensava. Akashi saiu do carro e pegou na mão dela para sair também. Quando entraram na casa, ela olhava até o teto vendo como tudo era grande e alto. Se assustou ao ver um mordomo na frente deles.

– Senhor Akashi. Bem-vindo de volta. Vejo que tem companhia.

– Hai. Essa é Yoko Hana. Vamos estar ocupados, ok? – Ele disse com seriedade.

– Sim, senhor. Seu pai pediu para avisá-lo que o jantar será uma hora mais tarde por causa de um compromisso.

– Hai, hai. Arigatou.

Akashi saiu andando com Hana logo atrás dele. Foram para o quarto dele, o que deixou Hana com vergonha, principalmente pelo fato de ele ter fechado a porta.

– Ano... O que vamos fazer... Exatamente?

– Gomen. – Ele sorriu – Se eu não dissesse aquilo ele ficaria vindo aqui o tempo todo falar de horários. – Ele disse passando a mão no cabelo.

– Soka... – Ela disse nervosa.

Ela reparou em seu quarto. Era extremamente organizado e limpo, além de ter uma coleção de CDs na prateleira e vários livros na estante.

– Sugoii...

Ele olhou para onde ela olhava, a estante de livros.

– Akashi-kun leu todos esses livros? – Ela olhava maravilhada.

– Hai. – Ele achou graça.

Hana quis pegar um, mas olhou para Akashi, como se pedisse permissão. Ele assentiu com a cabeça e ela pegou um livro, eufórica. Começou a folheá-lo e a passar o dedo pelas letras, lendo-o. Sorria o tempo todo como se fosse um jogo. Quando ela mordeu o lábio inferior sorrindo, Akashi se aproximou.

– Gosta de ler?

– Hai! – Ela se virou e deu de cara com o rosto de Akashi perto do seu – Hum! – Se virou de volta – Ano...! Hum...

Ele ria baixinho, gostava de quando ela corava. Hana viu e sorriu pra ele.

– Nunca vi Akashi-kun sorrir assim.

Ele parou e a fitou.

– Por que você me chama assim?

– Hum? Como assim?

– “Akashi-kun”.

– Porque é o seu nome. – Ela deu de ombros sem entender.

Ele sentou na cama.

– Seijuro.

– Hum?

Esse meu nome. – Ele riu.

– Mas...

– “Seijuro”.

Ela ficou sem jeito. Akashi levantou e pôs a mão na boca dela, mexendo-a gentilmente.

– “Seijuro”. – Ele riu largando a boca dela. Ela corou.

– Seijuro. – Hana disse quase inaudível, encolhida.

Akashi a fitava sem parar. Olhava para aqueles olhos azuis escuros. Ele se aproximou e pegou no rosto dela, pondo o cabelo rosa para trás do ombro. Ela arregalou os olhos quando ele se aproximou de sua boca, mas ficou estática ao vê-lo desviar e beijar sua testa de repente. Ela não sabia se deveria sentir vergonha ou frustação.

– Gomen. – Ele disse.

Ela o fitou, ficava na altura da boca dele.

– Nande?

Hana via seus lábios se movimentarem e só queria que eles tocassem os seus.

– É que... – Ele ria – Eu quero muito... Te beijar.

Ela corou. Desde quando um garoto quer beijá-la?

– Por que você quer me beijar? Ninguém nunca quis. – Ela dizia chateada.

Akashi a olhou e sorriu. Hana estava cabisbaixa. Ele pegou em sua bochecha e levantou seu rosto.

– Que bom.

– Hum? – Ela não entendeu.

– Porque eu quero ser o seu primeiro em tudo.

Hana abraçou o livro contra seu peito, respirando nervosamente. Corou e abaixou a cabeça. Akashi a fez se sentar em sua cama e começaram a conversar sobre o livro que ela ainda segurava. Como ela não o lera, ele contava a história fazendo-a rir dos detalhes que ele achava interessante ou engraçado.

Vendo-o daquele jeito, Hana teve a certeza absoluta de que ele era um cavalheiro, mesmo ainda estando um pouco frustrada por não ter acontecido o beijo.

...

Naname estava em sua cama, deitada. Olhava para o pôster de Aomine no teto de seu quarto. Ela abraçava uma fotografia. Duas meninas de cabelo curto segurando uma bola de basquete. Uma ruiva e outra loira. Elas estavam com seus braços em volta do pescoço uma da outra e davam um sorriso largo. Nana suspirou e pôs um braço em cima da testa, abaixando-o lentamente para cobrir seus olhos que estavam marejados.

– Ne... Nee-chan... Eu acho que gosto dele de verdade...

Uma lágrima escorreu por seu rosto.

...

O pôr do sol chegou, e em cada lugar acontecia algo. Seikori, Emi e Sakura jogavam vídeo game na casa de Seikori. Elas estavam eufóricas e gargalhavam sem parar enquanto jogavam e comiam guloseimas.

Hare respondia aos torpedos de Kagami, sorrindo o tempo todo enquanto balançava suas pernas na cama.

Kise levava Aiko para casa e discretamente a beijava a cada cinco minutos. Ela colocava as mãos em suas bochechas para que ele não a visse corar, mas ele sempre dava um sorriso largo ao vê-la rosada. Kise não conseguia ficar mias do lado dela sem beijá-la o tempo todo.

Midorima e Mariko viam o pôr do sol. Ela ficou boquiaberta ao ver o quão ele era bonito de onde eles estavam. Seus olhos brilhavam e ela sorria vendo aqueles tons vermelhos e laranjas, misturados entre si. Shintarou a observava sem se importar mais com o pôr do sol. O vento batia levemente no cabelo dela e ele reparara que estava ao lado de algo mais bonito ainda.

Murasakibara e Mureni ainda conversavam nas escadas e ela notou o pôr do sol que batia do outro lado da rua, nas casas vizinhas. Atsushi pegou no rosto dela e o virou gentilmente na direção de seu rosto. Ela corou ao ver que ele colocava outro palitinho de chocolate em sua boca, porém a outra ponta estava na boca dele. Davam pequenas mordidas, cada um. Os olhos dela estavam meio abertos e ela corava. Enquanto ele dava as mordidas, tirou o boné da cabeça dela e soltou seu cabelo, passando os dedos por ele. Ela fechou os olhos, apertando-os. Atsushi segurou na cabeça dela, fazendo-a terminar o biscoito. Quando Mureni abriu os olhos ele a beijava. Ela deixou escapar o ar sentindo aquele beijo quente com gosto de chocolate.

Akashi levava Hana para casa. Estavam na varanda dela se despedindo. Ela não corava tanto mais, até que ele chegou perto dela daquele jeito de novo e beijou sua bochecha. “Ele está brincando comigo?”, ela pensava frustrada. Ele riu pondo o cabelo dela atrás do ombro. Hana sorriu com o gesto que já virava mania.

Naname ainda fitava o pôster no teto. Virou, abraçando mais a fotografia. Olhou para a janela e fechou os olhos lentamente, corando e se encolhendo. Do lado de fora, Aomine observava a casa dela sem que ela soubesse. Fitou a janela pondo as mãos nos bolsos. Respirou fundo e olhou para o céu, já escuro.

– “Por que...?” Por que eu me importo tanto com ela?

Notas finais
Gostaram? *------------------*