A garota que eu amo me odeia
4 Aquele sorriso
Notas iniciais
Aomine andava pelo colégio quando Momoi veio correndo até ele, sorrindo e saltitando.
– Dai-chan!
– Nani? – Ele disse com as mãos nos bolsos.
– Tetsu vai jogar em uma semana. Nas preliminares do Inter-colegial. Vamos? Vamos ver?
– Hum? Talvez... A gente também tem jogo.
– Eu já vi as datas. Elas não batem. – Momoi sorriu.
– Talvez eu vá.
– Hum? Nande?
– Nada.
– Ne, ne?
– Hum?
– Quem sabe se a Nana-chan não está lá? – Ela deu um sorrisinho.
Ele arregalou os olhos.
– Pare de falar essas coisas.
– Hihi. – Ela riu – Ne, o time feminino da Seirin está ficando conhecido por causa dela.
– Hum...
...
Sakura corria pelo colégio procurando Naname, quando a avistou. Correu até ela.
– Nana-chan!
Ela virou.
– Você soube? O time masculino vai começar as preliminares para o Inter-colegial. – Sakura sorria – Vamos assistir?
– Nande?
– “Nande?”. Sua prima é a treinadora! E eu quero ver os meninos jogando. – Ela se balançava com as mãos nas bochechas.
Naname fez cara de tédio, bufando em seguida.
– Ok, eu vou.
– Ai, que ótimo! – Sakura a abraçou, mas os seios de Nana a impediram um pouco – Ano, Nana-chan. Como você tem isso tudo?
Nana a fitou apertando os olhos.
– Sai... – Ela a empurrou com um dedo na testa de Sakura.
– Hai, hai... – Sakura riu – O resto do time vai também. Vamos nos encontrar aqui. Depois te falo a hora.
– Tá...
...
Assim como o time masculino começaria as preliminares para o Inter-colegial, o time feminino também. Porém seriam meses à frente.
– Por que vamos começar a treinar agora se só vai começar em três meses? – Mureni reclamava.
Katsuo respirou fundo.
– Você quer vencer?
– Hai... – Ela fez cara de tédio.
– Então fica quietinha. – Ele disse apontando e balançando a prancheta para Mureni, e virando-se para todas – O treino a partir de agora vai ser muito pior, então se alimentem bem, durmam no mínimo oito horas por dia e fiquem relaxadas.
– Com esses treinos não vai dar não. – Aiko riu.
– Se alonguem e vão para o lado de fora correr na pista de corrida.
Algumas reclamaram um pouco. Hayato era famoso por arrancar o couro delas durante o treino. E com o treino ficando pior, elas tinham certeza que estavam ferradas!
Todas corriam na pista. Naname estava com as mãos nos bolsos, caminhando!
– KOUSEN! – Katsuo gritou.
Ela o olhou com cara de tédio, preguiça.
– Corre, se não vai fazer 40 polichinelos, 50 abdominais e 30 flexões!
Mariko agarrou o braço de Nana, fazendo-a correr.
– Corre, corre sua doida! Ele vai arrancar sua pele!
– Hai, hai... – Ela disse começando a correr.
Em menos de um minuto Nana ultrapassou as meninas. Katsuo arregalou os olhos. Elas deram várias voltas na pista por um bom tempo. Quando o treinador assoprou o apito todas caíram no chão de cansaço.
Katsuo deu cinco minutos de descanso e elas foram para a piscina.
– Agachamentos e saltos. E nem reclamem dizendo que na água é mais difícil! É por isso mesmo que estão aí!
– Eu nem ia reclamar. Pelo menos a gente vai se refrescar. – Sakura disse rindo para Aiko, que assentiu.
Katsuo marcava um minuto no cronômetro, quando assoprava o apito dava um minuto de descanso.
– Oe, ruiva. – Mureni disse – Por que não tira essa blusa? Não está de top?
– Estou, mas não quero. – Nana deu de ombros.
– Mas assim com a blusa encharcada você vai forçar mais.
– Eu sei. – Nana disse pondo uma mexa atrás da orelha.
– Agora os saltos. – Katsuo disse apitando.
Elas começaram. Hayato fez essas repetições sete vezes até as garotas começarem a “suar” debaixo da água! Enquanto elas pulavam na piscina na vez dos saltos, Riko se aproximou com o time masculino. Seikori os viu e corou, desviando o olhar. Nana percebeu.
– Oe, Katsuo-kun. Já está acabando?
– Hai. Vai treinar o time?
– Hai, as preliminares vão começar. Já está treinando as meninas?
– Já. Quero que elas fiquem logo em forma.
Mureni revirou os olhos.
– Quer é matar a gente. – Ela murmurou.
Kagami fitou Nana que esfregava o braço na testa, pela franja estar pingando.
– Oe, minna! – Hayato assoprou o apito – Podem sair. Por hoje acho que está bom.
– E vocês, entrem! – Riko exclamou.
Todas saíram e passaram pelos meninos. Seikori passou por Izuki de cabeça baixa. Nana olhou para ela desconfiada. Ela correu até Seikori e pôs o braço ao redor do pescoço dela.
– Vamos, coradinha. – Ela cochichou.
– Hã? – Seikori não entendeu.
– Melhor você não ficar tão vermelha assim, se não ele vai perceber. – Nana cochichou ainda mais baixo.
– Hai... – Seikori assentiu ainda mais envergonhada por Nana ter percebido.
Enquanto elas se afastavam Kagami caminhava em direção ao banco para tirar a blusa, mas esbarrou em Hare, que quase caiu.
– Ai!
– Hum... Gomen, não te vi. – Ele disse sério.
– Normal. – Ela deu uma risadinha. De tão pequena e ele tão alto, ele não a viu – Sem problema – Ela disse voltando a andar.
– Ano... – Taiga a chamou.
Ela se virou, esperando. Ele mexeu no cabelo um pouco.
– Vai fazer o que depois que ir embora?
– Hum? – Hare foi pega de surpresa. – Etto... Nada. – Ela disse mexendo na ponta do seu cabelo curto e molhado.
Ele tirou o telefone do bolso e deu a ela.
– Coloca seu número aí. Quando eu acabar aqui vou te ligar.
– Hum! Hai... – Hare corou, pondo seu número no telefone.
Devolveu o telefone a ele.
– Até depois.
– Hai. – Ela sorriu envergonhada e foi embora.
...
Naname passeava pela cidade no fim de semana. Depois que as dores do treino apaziguaram um pouco, ela voltou a andar e mexer os braços sem sentir dor. Parou em frente a uma loja vendo um porta-joias com uma bailarina girando. Ajeitou a alça da bolsa enquanto se lembrava da irmã.
Quando despertou e voltou a andar, esbarrou de frente com Aomine.
– Yo. – Ele disse de cima.
Ela bufou e passou direto por ele. Ele a seguiu, e ela revirou os olhos.
– O que você quer?
– Nada. – Ele disse pondo as mãos nos bolsos – Nunca vi você sem o uniforme. Fica bem de calça.
– Por quê? Quer reparar na minha bunda também, hentai?
– Não, mas agora que disse... – Ele virou a cabeça para ver, mas Nana deu um tapa em seu braço.
– Pare de me sacanear.
Ele riu.
– Pelo visto seu braço melhorou. Como se cortou?
Ela parou e o encarou, surpresa.
– Como sabe?
Ela usava uma blusa de manga curta e a marca em seu antebraço era bem clara, além de já estar à noite. Não havia como ele reparar!
– Eu não reparo só nos seus peitos.
Ela fez cara de tédio.
– Vai no jogo dos garotos essa semana? – Ele perguntou.
– Hai.
– Então a gente se vê lá.
– Ah não... – Ela reclamou olhando para cima.
– Oe... – Ele parou na frente dela pondo a mão em sua bochecha.
Nana a tirou bruscamente.
– O que você tem?
– Não, o que você tem? – Ela disse irritada – Acha que pode fazer o que bem entende?
– Não, só queria pôr a mão no seu rosto. – Ele disse, surpreso com ela.
– Você é convencido, isso sim!
Ele a olhou com os olhos pidões.
– Não faça isso. – Ela o olhou com cara de tédio.
– Por quê? Vai se derreter?
Daiki abaixou a cabeça e aproximou o rosto do dela, sorrindo de forma marota.
– Idiota... – Ela disse.
Nana passou por ele, e ele a seguiu levando-a para casa de novo. Na porta da casa dela, ele tentou beijar sua bochecha, mas ela pôs o dedo na testa dele e o afastou. Entrou e fechou a porta na cara dele. Aomine riu indo embora, estava começando a gostar de perturbar Nana.
...
Daiki e Momoi estavam na arquibancada do colégio que Seirin enfrentaria. Ela pulava sentada enquanto via Kuroko se aquecer.
– Oh, Tetsu... – Ela se derretia.
Daiki fitava o time feminino da Seirin que entrara no ginásio naquele momento.
– Olha ela! Nana-chan! – Momoi gritou acenando.
– Pare com isso! – Ele abaixou a mão dela.
– Nande?
Nana olhou para Daiki e franziu a testa seriamente, se sentando em seguida com as meninas.
– Por isso. – Ele disse com cara de tédio.
– O que você fez pra ela? – Satsuki perguntou desconfiada.
– Nada! – Ele disse balançando as mãos.
– Duvido. – Ela disse emburrada.
O jogo começou e a bola estava com o time rival. Kuroko desaparecia na quadra e quando reaparecia dava um tapa na bola e passava para Kagami, que fazia sempre uma enterrada. Hyuga fez várias cestas de 3 pontos, Izuki analisava a quadra com seus olhos para planejar as jogadas. Todo o time feminino gritava “Seirin” e torcia loucamente. Nana estava sentada quieta observando as jogadas e ações de todos. Momoi gritava para Kuroko, torcendo. Daiki não tirava os olhos de Naname, que ainda estava quieta. Naquele momento ela fitava Riko.
Quando faltavam cinco segundos para o fim do jogo, Nana se levantou aos poucos como as outras, começando a torcer. A adrenalina começou a correr em seu sangue. Kagami fez a última cesta dando o ponto da vitória, e todas as meninas gritaram e pularam.
Depois que o juiz fez os times se cumprimentarem, Nana correu sorrindo em direção a eles passando direto e pulando em cima de Riko.
– Nana... – Riko tentava respirar – Você pode... Me matar dormindo?!
– Gomen, gomen. – Nana ria sem parar – Parabéns! – Ela abriu os braços e abraçou Riko, esfregando sua bochecha na dela.
Enquanto Riko brigava com ela por quase esmagá-la, Daiki observava Nana, que não parava de rir. Ele gostava do sorriso dela e agora descobrira que ela era um “pouco” empolgada.
– Ne, Dai-chan. – Momoi disse sorrindo – Ela é bem animada.
– É sim... – Ele disse admirado, vendo aquele sorriso.
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