A garota do time 7 - Livro 1

5 Capítulo 5 — Floresta da Morte, Parte 3


Harumi ignorou completamente a discussão acima da árvore e seguiu para o rio. Ela não queria ouvir, mas foi meio difícil perder às duas vozes alteradas. Não entendeu completamente, todavia sabia que eles estavam falando sobre ela e sobre o peso que era para o time.

Quando chegou ao rio, ela travou no lugar. Coincidentemente, havia um tigre bebendo água. Ela fez a única coisa que qualquer pessoa em sã consciência faria, quando encontrada por um faminto tigre, com o triplo do tamanho de um ser humano, com um saco de carne crua ainda sangrando nas mãos.

Harumi gritou, jogando o saco no ar, e começou a correr na direção oposta, com o enorme tigre rosnando ao seu encalço.

Era assim que terminaria sua carreira como shinobi da aldeia da folha: morta por tigre na Floresta da Morte.

'Ela ia morrer. Ela, Nohara Harumi, ia morrer com comida de tigre'.

Harumi começou a chorar, quando sua respiração ficou irregular. Podia ouvir as patas fortes do seu perseguidor se aproximando a cada instante, enquanto o sangue corria para seus ouvidos, carregando o som de seu coração errático.

Não bastava ter lidado com uma matilha de lobos no dia anterior, agora, havia tigre.

Ela fez movimentos rápidos com as mãos, retirou papéis explosivos dos selos em seus pulsos e os jogou contra o tigre. Ela fechou os olhos diante da estrondosa explosão, rezando para acertar o felino. Pois, suas etiquetas acabaram.

Harumi pulou sobre um tronco morto de uma árvore e rolou um pequeno desentendimento, antes de dar uma volta brusca em torno de um tronco de árvore gigante e manter o ritmo. O rosnado se aproximava, deixando claro que suas etiquetas explosivas não surtiram muitos efeitos.

Ela aumentou a velocidade da corrida, mas isso fez a sua visão começar a diminuir, devido ao esforço, enquanto suas costelas doíam.

Um rosnado alto a fez recuar, quando o tigre apareceu na sua frente. Ela desviou o caminho e retirou o conjunto de shuriken de sua bolsa e jogou as afiadas armas contra os monstruosos animais.

Harumi desviou de um ataque inevitável e jogou a kunai, mas não virou para ver se acertou.

Ela continuou correndo sem parar, entrando na floresta e usando as árvores como suas aliadas, cortando caminho entre elas. Em sua corrida, colocou algumas etiquetas nas árvores, e correu sem parar quando ouvia os estrondos barulhentos.

Ela não parou por um longo tempo, mas quando finalmente o fez e caiu de joelhos, engasgou e vomitou no chão. Fechou os olhos, esperando que o felino a atacasse no segundo seguinte, mas quando nada aconteceu, ela hesitantemente os abriu.

Ela estava bem! Ela estava segura e também estava perdida.

— Respire. Respire e acalme-se — Harumi murmurou, olhando em volta — Vamos sair daqui, Harumi — ela acrescentou como uma reflexão tardia — Talvez este seja um maldito Genjutsu — sussurrou enquanto seus olhos se arregalaram — Sim... isso pode ser um Genjutsu. Eu provavelmente estou parecendo uma idiota agora.

A garota riu e no momento seguinte, ela levantou as mãos com o símbolo 'Kai'.

— Claro, não é uma ilusão. Tinha que ser um tigre de verdade nesta maldita floresta.

Harumi olhou ao redor. Não poderia se arriscar ali e ser alcançada pelo felino, mas havia acabado as etiquetas.

Ela não gostava de estar perdida, com fome, no meio de uma Floresta da Morte, porque seu preguiçoso sensei pensava que ela conseguiria sobreviver ao teste igual aos seus dois prodígios.

Ela esfolou um javali!

Quem comprava carne no açougue, esfolou um animal selvagem, contudo, no final, perdeu a carne.

Sasuke iria ficar tão chateado. Ela não sabia se tinha mais medo de Kakashi ou Sasuke. Os dois tinham aquela aura perigosa, que a amedrontava.

Ela começou a rir.

— Só provei que não sou um peso morto. Tomem isso, seus prodígios idiotas. — Ela empurrou as costas contra a árvore próxima. — Ah! Estou com sede.

Harumi não pretendia arriscar voltar ao rio e se deparar novamente com o tigre ou outro predador.

'Sasuke não deveria estar vigiando?'

Ela não queria estar neste esquadrão. Ela preferia voltar para a Academia. Foi bom na Academia. Era um lugar agradável, cheio de risadas, as pessoas brincando, fazendo a lição de casa, sendo o evento mais 'estressante'. Por que diabos entrou na Academia Ninja?

Seu pai disse que não precisava seguir aquela vida, que era dura e dolorosa. Sua avó disse que poderia apenas estudar Fuuinjutsu e trabalhar no centro de pesquisa da aldeia, sem nenhum sangue ou perigo.

Harumi olhou ao redor e segurou a respiração quando se deparou com uma cobra, que descia lentamente em sua direção, assobiando. Sua mão direita procurou o cabo da kunai.

'Ela já disse que odiava cobras?'

Não ia morrer porque uma cobra estava com fome. Ah! Se ela sobrevivesse a isso, daria um soco no estômago de Sasuke. Se era assim que o Uchiha fazia a 'vigilância', então ela era a futura Godaime Hokage.

Quando a mandíbula da cobra se estendeu para dar o bote, Harumi se moveu sem pensar e apunhalou a kunai na cabeça do réptil. O imenso animal tombou completamente no chão com a boca arreganhada e os olhos sem brilho.

Harumi fechou os olhos.

Aquele teste precisava acabar. Ela não aguentava mais. Havia matado lobos, tigre e uma cobra. Alguém que nunca matou sequer uma barata em sua vida acabara de matar alguns animais perigosos. Não esquecendo o javali. Sim, esfolou um javali. Grande dia!

Quando abriu os olhos, ela se deparou com dois garotos a encarando. Naruto olhava espantado e Sasuke parecia confuso.

— Ôh Haru-chan! — Naruto exclamou com seu sorriso brilhante — Desculpe, estamos atrasados!

— Sinto muito — A voz de Sasuke veio ao seu lado. — Eu perdi você de vista no meio... onde está a carne?

— Onde está a carne? — ela perguntou grunhindo e levantou apontou o dedo para Sasuke — Você é um péssimo vigia. Eu quase fui morta por um tigre e uma cobra, e você pergunta pela carne?

— Calma Haru-chan!

— Vocês deviam parar de discutir sobre o fato de eu ser um peso morto e fazer a merda das suas partes nesta porcaria de teste — ela gritou — Só dizendo! — suspirou baixinho e caiu sentada novamente, olhando para a cobra morta, que ainda tinha sua kunai cravada na cabeça.

Naruto piscou surpreso com a pequena explosão da garota, que sempre se mostrava calma. — Bem! Eu tenho alguns coelhos! Não há necessidade de carne!

— Precisamos nos lavar antes de voltarmos para o acampamento — comentou Sasuke, olhando para Naruto.

Harumi rosnou.

— Eu não disse nada — murmurou Naruto.

— Só… — ela resmungou — Apenas vigie quando você diz que vai. Faça o que disse que faria.

Seu tom de voz surpreendeu Sasuke. Pelo visto, a garota tinha uma veia autoritária.

— Ele disse que sente muito Haru-chan! — Naruto disse.

Harumi levantou com dificuldade, usando a árvore como apoio. — Sim, contudo, ele tem que implorar um pouco mais para ser perdoado.

— Isso foi uma tentativa de brincadeira? — Sasuke perguntou calmamente.

— Você tenta ser hilário após sobreviver contra um tigre e uma cobra gigante — Harumi grunhiu.

— Não era tão grande assim! — Naruto exclamou — Ouvi dizer que existem cobras tão grandes quanto as próprias árvores.

Ela não respondeu.

Naruto e Sasuke se entreolharam, porém foi o Uchiha que falou primeiro.

— Precisamos sair daqui e voltar para o acampamento — O Uchiha olhou em volta. — Você pode andar de árvore em árvore?

Ela balançou a cabeça em negativa.

— Ensinar coisas é mais difícil do que eu pensava — Sasuke resmungou — Bem, eu vou garantir que o rio esteja limpo — ele olhou para Naruto — Você pode cuidar dela?

— Eu peguei os coelhos — afirmou Naruto. — Não devia cozinhá-los?

— Sua comida é considerada uma arma de destruição em massa, Dobe — Sasuke bufou — Você conseguiu queimar uma panela com água, água!

— Eu apenas esqueci quando me entretive com o vídeo-game.

Harumi revirou os olhos. — Não vamos comer aqui. Estamos saindo.

— Sonhar não faz mal, mas não conseguiremos isso facilmente — disse Naruto em tom baixo, algo incomum para ele. — Estamos lidando com ANBU. Aquele ataque anterior foi meio que sorte.

Sasuke acenou em concordância. — Temos que encontrar abrigo e traça u plano…

— Não! Estamos saindo agora. Não vou comer carne mal-passada, dormir no chão ou chegar perto de um rio. Estamos saindo. Agora!

— Haru-chan…

Mantendo uma postura determinada, ela se aproximou dos garotos. Abaixou o tom da voz e manteve em um ângulo que sua boca não pudesse ser vista. Harumi tinha certeza que havia alguns agentes ANBU escondidos entre as árvores.

— Não podemos traçar um plano, porque eles ouviram, vamos ter que ir ao improviso. Sem táticas da academia ou óbvio, eles conheceram — disse Harumi. — Pode não funcionar, todavia, ainda tentaremos. Não quero ficar mais aqui.

Sasuke olhou com seriedade. — Como vamos agir se não traçamos um plano?

— Sasuke e eu estamos acostumados a jogar juntos, pode ser possível, — comentou Naruto, — Porém você é uma adição nova.

Harumi sorriu e evitou olhar na direção dos dois. — Vamos fazer acontecer! Naruto… — ela chamou o loiro. — Use suas pegadinhas e armadilhas. Sasuke… — olhou para o garoto de cabelos pretos — Use as armas, fogo e sua rapidez. O resto, apenas me observe e sejam criativos. Estamos deixando esse lugar hoje.

— Assim se falar — Naruto gritou. — Adeus maldita floresta.

Sasuke olhou pasmo para aqueles dois. Aquele plano de merda nunca funcionaria. Nem havia um plano, para começo de história.

— Naruto-kun, você devia falar mais baixo — Harumi disse.

— Ela tem razão, Dobe. Cale a boca — Sasuke disse.

— Vocês não são divertidos — Naruto chorou.

—oÕo-

Sasuke suspirou e fechou os olhos, possivelmente contando até cem para não perder a calma.

Harumi levantou e olhou ao redor. Sua pele arrepiou quando sentiu o perigo eriçar os pelos de seus braços.

— Ei... — ela murmurou. — Parem com isso!

Naruto olhou inquieto para seus dois companheiros. Ele não estava muito confiante naquele plano, ou a falta dele, mas Sasuke concordou e Harumi estava determinada que sairia hoje dali. Três dias era tempo suficiente,

— Dobe! — Sasuke rosnou.

— Ok, eu sei. — disse o loiro.

Nem mesmo um segundo depois, Naruto fez rapidamente os sinais, tão bem conhecidos por ele, e uma pequena multidão de clones do loiro ocupou a clareira na floresta. Era clones comuns. Ele queria usar os clones das sombras, entretanto mesmo após sua ‘grande’ insistência, o seu pai recusou ensiná-lo. O jeito era ir com o que tinha.

Quando os clones gritaram em sequência, "Henge no Jutsu", Harumi direcionou chakra para o selo que escreveu no chão e bateu a palmas da mão, e instantes depois, todos os clones se transformaram em vários Sasuke, Naruto e Harumi. Com a ajuda do selo, os clones tornaram-se um pouco mais consistentes e duráveis.

— Essa é nossa melhor chance — Harumi disse.

— Vamos fazer! — Sasuke disse em suspiro e recebeu acenos dos seus companheiros.

Kakashi sorriu quando pousou no chão a alguns metros de seus genins, acompanhado pelo pelotão de ANBU mascarados e a convidada especial.

— Olá, meus queridos genins! — Ele acenou — Vocês pretendem ir a algum lugar? Vocês sabem que este plano jamais dará certo.

— Ah, Kakashi-Nii deve estar com medo. Ohhh... ele deve estar tremendo de medo. — Naruto provocou com um largo sorriso zombeteiro.

Anko moveu-se para ficar ao lado do jounin de elite e sorriu.

— Eu adoro caçar minhas presas. — A kunoichi do departamento de inteligência e tortura disse, com um sorriso malicioso e cruel. Ela estava empolgada, porque finalmente, Kakashi permitiu a sua participação na empreitada.

Harumi — a verdadeira — recuou alguns passos. Ela tinha total certeza de que seria usada novamente como peão para ensinar alguma lição aos seus companheiros prodígios.

— Uh? Ei, não podemos conversar sobre... — ela disse com a voz trêmula.

— Não chore ainda, garota. Eu nem comecei contigo — disse Anko.

— Capturem-nos. Subjugue os três — ordenou Kakashi cantarolou pensativo.

Sasuke acenou para seus companheiros, mas foi Naruto que gritou.

— Separa e conquista.

O que se viu em seguida foi os mais de setenta clones se separando em várias direções diferentes, em grupos de três, dois ou individualmente. Devido ao selo de Harumi, ao realizar o Henge no Jutsu, era difícil dizer quais eram os verdadeiros e quais eram clones.

Kakashi, Yugao e Anko permaneceram no mesmo lugar, enquanto os estagiários ANBU seguiam os impertinentes genins.

— Seus filhotes realmente pensam que essa estratégia vai funcionar? Talvez contra outros genins ou um chuunin fraco… — Anko disse — Ao menos poderei caçar! — Em um piscar de olhos, ela sumiu, indo caçar os fofos genins.

— Eu ainda não concordo com isto — Uzuki Yugao falou.

Kakashi olhou para a mulher com a máscara e encolheu os ombros.

— Você não tem que voz nisto, apenas obedeça.

A ANBU não disse mais nada e moveu-se para caçar e nocautear as crianças, enquanto Kakashi permaneceu no mesmo lugar, pensativo. Ele considerou convocar seu ninken, mas desistiu. Os ANBU precisavam de treinamento, e esta era uma boa prática. Ele pulou na árvore mais próxima e moveu-se por entre as árvores para supervisionar as ações dos estagiários ANBU, para capturar seus genins fugitivos.

Não demorou muito para que o silêncio da floresta fosse interrompido por estrondos. Naruto não era exatamente silencioso, e vários deles eram como uma manada de búfalos raivosos em fuga. Não ajudou que explosões e armadilhas fossem ativadas, seguidas de fumaças quando os clones eram eliminados pelos ANBU.

Naruto sempre foi habilidoso em fugir, desde criança, da sua guarda ANBU. Sendo filho do Quarto Hokage, antes mesmo de aprender a andar ele teve que ser protegido. A prática do garoto estava sendo bastante útil naquele momento.

Seus clones disfarçados em Sasuke e Harumi pareciam manter a habilidade, mesmo que fizesse alguns maneirismos diferentes, possivelmente tentando agir como sua transformação original.

Quando o relógio marcou quase uma hora depois, um trovão riscou o céu.

O pelotão ANBU aterrissou no chão, rodeando a área e cercando completamente o trio desgastado de genin. Os ninjas inexperientes respiravam profundamente e tinham vários ferimentos.

Anko parou ao lado de Yugao e sorriu.

— Devo dizer que foi uma caçada divertida, porém, Kakashi me prometeu que poderia torturar a garota fofinha — ela disse com um olhar cruel. A mulher sacou uma kunai e lambeu a lâmina com a língua, nunca deixando o sorriso cair.

Kakashi aproximou-se, guardando o livro que segurava na mão, com um olhar entediado.

— Foi uma brincadeira divertida. Viu? Sou um bom sensei, pois deixei que vocês se divertissem. Agora tenho que conceder um pouco de entretenimento para os estagiários ANBU.

Harumi recuou. Porque ela sempre tinha que ser o alvo? Ela poderia apostar que Sasuke suportaria a dor perfeitamente bem.

— Eu voto para que torturarem Sasuke. Não! Naruto. Ele disse que se cura bem rápido — a garota disse, enquanto se escondia atrás de seus companheiros.

— Kakashi-Nii — Naruto clamou suavemente — Você deve nos deixar ir.

Kakashi apenas sorriu.

— Estou com o Dobe nisso — Sasuke rosnou — Isso já foi longo o suficiente. Estou cansado desta porcaria.

— Estamos tirando Haru-chan daqui, ttebayo! — Naruto gritou, mas foi impedido de fazer mais clones quando um ANBU bateu com o punho no peito, interrompendo-o.

O que aconteceu na sequência deixou todos surpresos! Naruto sumiu, deixando um rastro de fumaça no ar.

— Isso era... — Yugao disse sem compreender totalmente a situação.

Anko soltou uma gargalhada. — Era um clone. Um maldito clone. Seus ANBU estão ficando fracos, Kakashi!

Kakashi sorriu.

— SEU DESGRAÇADO! — Sasuke gritou, somente para evaporar quando uma kunai lhe acertou na testa, deixando apenas uma trêmula Harumi, mas o medo sumiu rapidamente assim como a sua postura. O sorriso sapeca apareceu em suas feições.

— Oh, bom plano! Pelo visto minha aposentadoria acabou. Vocês passam. São oficialmente time 7 — Kakashi disse.

Em um 'pop' a figura de Harumi deu espaço para o garoto loiro com a berrante roupa laranja.

— Isso! Ah, só para saber. Já estamos fora da floresta.

— Mah mah. Eu acredito que os ANBU serão castigados por falharem — disse Kakashi divertido, e com um abanar da mão direita, os ANBU desapareceram, restando no prado apenas o trio que escondia a surpresa.

Naruto começou a fungar.

— O chefe mandou lembrança — disse e sumiu em uma fumaça branca.

— Eu não posso acreditar que eles nos enganaram — comentou Yugao — Pareciam os verdadeiros... os outros tinham falhas.

— Suponho que essa era a intenção... — Anko disse. — Oh, você tem alguns genins muitos bons, Kakashi. Ainda poderei brincar com eles? — ela perguntou, encarando o homem de cabelos prateados.

Kakashi a dispensou com um olhar.

— Taichou, estou indo conferir a localização do trio — Yugao disse e sumiu sem esperar por resposta.

— A caçada me deu fome. Hun... Daigo seria bom agora. Adeus! — Anko disse, deslizando uma mão maliciosamente pelo braço de Kakashi — Passe no meu apartamento mais tarde, podemos nos divertir! — Ela não esperou pela resposta do homem e sumiu da floresta, deixando apenas Kakashi para trás.

— Ah! Suponho que Obito gostaria desse plano ou improviso dele. — Ele soltou um suspiro cansado — Tenho que ir ver o Hokage. Que saco!

—oÕo-

Os três ANBU somente pararam de correr quando estavam em frente a um prédio comercial, que tinha várias lojas de vestuário. Eles respiraram profundamente.

Konoha era linda. Os prédios eram majestosos e as pessoas ao redor eram lindas.

— Penso que estamos seguros ou devemos nos esconder por mais algumas horas? — um deles perguntou.

— Ele disse que o teste era fugir da floresta. — disse a máscara de raposa. — Devemos estar seguros.

— S-sim. Eu... suponho que vou para casa — disse a voz feminina.

— Devia ir ao hospital.

O ANBU da máscara de raposa acenou freneticamente. — Um médico de verdade deveria olhar seus ferimentos.

— Eu estou bem, são apenas arranhões. Minha avó pode curá-los. — disse o ANBU, que carregava a máscara de branca, sem nenhum traço animal ou humano, titulada como fantasma. — Depois eu vou... então... tchau...

— Ei, Haru-chan!

Ela parou e encarou o loiro, que ainda estava disfarçado de ANBU. — Encontre-nos daqui a duas horas, no Ichiraku Ramen. Devemos comemorar.

O ANBU gato grunhiu.

— O que devemos comemorar? Que ela quase foi morta várias vezes?

— Temee... cala a boca.

— Eu os encontrarei lá. Tchau. — Harumi disse e correu para casa. Ela queria estar na segurança da sua casa. A ideia de ser interceptada por algum ANBU verdadeiro e levada novamente para a Floresta da Morte a fez estremecer.

Em sua corrida, ela deixou cair o disfarce. Havia muitas caretas quando as pessoas encaravam seus cabelos sujos e roupas esfarrapadas. Eles acreditavam que ela era um mendigo ou algo assim? Provavelmente. A água do rio não era a maneira mais fácil de manter-se limpa e Harumi quase morrera mais de uma vez, para começar, perto dos rios.

Finalmente chegou a sua casa, ela permitiu-se suspirar aliviada.

Harumi empurrou o portão e entrou no pequeno jardim frontal. Ela sentiu desejo forte de chorar. Era tão bom estar em casa. Mas o pânico se apossou de seu corpo quando um ANBU de cabelos roxos parou na sua frente.

— Não! Eu me recuso... nós escapamos — Harumi balbuciou desesperada — Voltarei para aquela floresta somente morta.

— Relaxe, Nohara-san. Estou aqui somente para avisar que o teste foi concluído. Vocês passaram. São oficialmente o time 7 — Uzuki Yugao disse com certo tom de diversão — Kakashi pediu para informar que o time 7 tem três dias de folga. Apresenta-se no campo de treinamento 7.

Harumi acenou aliviada. Ela esperou que a ANBU sumisse para entrar em sua casa. Torceu a boca quando foi recepcionada pelo silêncio. Seu pai deveria estar no trabalho e a sua avó visitando alguém.

Queria vê-los. Estava com muita saudade, mas talvez fosse melhor assim, que eles não a vissem no estado deplorável que se encontrava.

Tomar banho não foi difícil. Retirar as roupas foi uma pequena batalha, principalmente o top esportivo. Harumi acabou optando por cortá-lo, para evitar dor em seu ombro. Mas foi prazeroso lavar a sujeira que impregnava a sua pele. A água escoou no ralo em tons vermelho e marrons, devido à sujeira e sangue.

Lavar os cabelos levou mais tempo do que normalmente, porém ela saiu do banheiro cansada e satisfeita. Querendo evitar impor mais dor ao seu lado direito, Harumi vestiu uma camisa de mangas compridas e folgadas, fez uma dança estranha para vestir a peça íntima e a calças preta.