A garota do time 7 - Livro 1
12 Capítulo 12 — Primeira missão Rank-C
Harumi acordou cedo e se arrumou para poder dirigir-se ao campo de treinamento para encontrar o time mas quando estava prestes a sair de casa, recebeu uma mensagem da jounin, dizendo que o treinamento foi cancelado e que o time deveria se encontrar na torre do Hokage às 13h com uma mochila embalada, pois eles sairiam para realizar uma missão Rank-C.
Harumi tinha certeza de que Naruto e Sasuke ficariam chateados. A primeira missão Rank-C era um marco importante para qualquer equipe, porém, como parte do castigo, a primeira missão deles foram da aldeia seriam separados.
Kurenai pediu que ela parasse as suas sessões de treinamento com Gai-sensei e Lee, asim, Harumi tinha a manhã de folga.
Ela decidiu ir à padaria no centro comercial de Konoha, onde vendia Shokupan, que era um pão tradicional feito com leite, com massa fofinha e uma densa casca.
Harumi seguia em passos saltitantes, mas seu caminho foi interrompido por um grupo de crianças que passaram correndo. Ela se moveu rápido para evitar esbarrar com qualquer um deles. Ao dar um passo para trás, Harumi acabou tropeçando em outra pessoa, e às duas teriam caído no chão se não fosse o reflexo rápido da pessoa.
Harumi fechou os olhos e inclinou desculpando-se.
— Me desculpa... eu...
— Harumi? — uma voz gentil a chamou, fazendo-a olhar para cima e deparar-se com os olhos cor lavanda.
Nohara olhou surpresa e sorriu.
— Oh, Hinata-san...
— Eu pedi que me chamasse somente de Hinata, lembra? — perguntou a garota Hyuuga.
Harumi corou.
— Desculpa, força do hábito — ela disse e olhou para o lado, deparando-se com um homem de pele bronzeada e os olhos sem íris. — Ah! Olá.
— Senhorita — ele disse.
— Este é Kou-san. É um dos meus acompanhantes quando saio do complexo — Hinata disse — Está indo treinar?
— Não! — Harumi negou, movendo a cabeça na sentença. — Estou livre na parte da manhã. Estava indo à padaria comprar Shokupan. Quer ir junto? Quero dizer...
O doce sorriso de Hinata contagiou Harumi, que sorriu de volta.
— Eu adoraria — disse a Hyuuga. Às duas garotas seguiram lado a lado sendo acompanhadas por Hyuuga Kou, um membro da família secundária.
Ao chegarem à padaria, havia uma pequena fila, entretanto isso não desanimou às duas adolescentes. Elas esperaram paciente para comprarem os pãezinhos e algo para beber. Harumi e Hinata decidiram ir comer aproveitando o clima ensolarado. Elas optaram pelo jardim criado algumas décadas atrás pelo primeiro Hokage. As altas árvores davam sombra e ainda contribuíam para uma agradável brisa.
Os bancos rústicos completavam o cenário, com os caminhos de pedras e as flores brilhantes e coloridas.
— Eles são realmente bons — Hinata comentou quando finalizou o seu Shokupan. — É bem macio! Eu acredito que vou procurar a receita.
Harumi sorriu.
— Você gosta de cozinhar?
— Sim... mas... papai sempre briga dizendo que temos cozinheiro... — disse a menina Hyuuga. — Diz ser indigno... — ela olhou ao redor, localizando seu guarda a alguns metros de distância, descansado contra uma velha árvore. Hinata sabia que não deveria estar dizendo isso a uma garota que conheceu recentemente.
— Não concordo! — Harumi disse, encarando o rosto pálido de Hinata. Ela considerou que aquela garota tão doce e tímida devia passar por grandes dificuldades, devido aos altos padrões que seu clã devia impor. — Indigno é roubar, enganar e trair... não cozinhar. É apenas uma atividade prazerosa. Eu gosto de cozinhar para minha família e companheiros de time.
— Eu... também gosto — Hinata sorriu — Também gosto de fazer arranjos ornamentais e a cerimônia de chá.
— Eu pratico meditação. Vovó disse ser devido ao fuuinjutsu. Estou aprendendo um novo nível, é difícil. Eu gosto de meditar. Traz-me relaxamento — Harumi admitiu. Ela não sabia explicar porque sentia necessidade de abrir-se com Hinata. Pessoalmente, conhecia a Hyuuga apenas alguns dias, porém sentia como se fossem amigas por anos. — Mas também gosto de cozinhar, desenhar, ler e jogos de tabuleiro.
Hinata acenou.
— São hobbies calmos, né.
— Sim... meu time é bem barulhento. Quero dizer, Naruto-kun e Sasuke-kun são melhores amigos, porém, eles brigam muito... então, ter pequenos momentos tranquilos em minhas atividades preferidas é meu pequeno prazer culpado.
Elas terminaram de comer, porém permaneceram sentadas debaixo da frondosa árvore, ocupando o bando de bandeira. — Queria poder dividir um desses hobbies com minha irmãzinha... mas...
— Penso que a pressão do clã as separam, né? — Harumi observou.
Hinata corou levemente.
— O clã gosta salientar minhas falhas. Hanabi é considerado um gênio, e talvez os constantes elogios que recebe a tornou um pouco vaidosa... — ela parou de falar.
Nunca Hinata teve com quem dividir suas dúvidas e medos, mesmo quando ainda recebia instruções de Kurenai, sentia que não devia dizer seus lamentos para a jounin.
— Ela é uma criança e, como tal, não sabe filtrar elogios... — Harumi disse, completando as falas de sua nova amiga. — E ao ver as críticas que recebe, tem medo de estar na mesma ponta afiada da kunai, assim, acaba agindo segundo a expectativa do clã e a ataca ou afasta você.
— Sim... Tanto Hanabi e Neji-Nii... para eles, sou uma fraca...
Harumi queria socar a irmã e o primo de Hinata, na verdade, ansiava dar uma lição para todo esse clã de rabo preso, que estava minando a confiança da garota ao invés de incentivá-la e ajudá-la a tornar-se confiante.
— Você não deve deixar as pessoas medirem seu valor — Harumi disse com firmeza, enquanto encarava um grupo de crianças brincando no parquinho mais adiante. — Não deixe essas críticas diminuírem você...
— Eu queria ser forte...
— Você é! Aguentar tudo isso e ainda manter-se firme e calma. Você é forte, Hinata — Harumi disse. — Ser calma ou tímida não a torna indigna, ou fraca... paciência é algo que muitos não têm, no entanto, é uma qualidade importante para shinobi.
Hinata corou diante dos elogios, algo que ela tão raramente recebia.
— Eu... obrigada, Harumi...
A especialista de Fuuinjutsu sorriu.
— Quando quiser, podemos treinar juntas — sugeriu Harumi. — Eu gostaria muito.
— Adoraria! — Hyuuga sorriu abertamente.
—oÕo-
Kurenai ficou satisfeita ao ver seus genins já a esperando, enquanto se aproximava da Torre do Hokage para a missão deles. As histórias de horror que ela ouvira a fez temer muito quando foi designada responsável por um time.
Ela sorriu.
A jounin sabia que o time dez realizou menos de um terço do número de missões que o time oito, e Kurenai ainda não os viu fazer nenhum treinamento sério. Somente o time 7 havia superado os demais times, algo esperado de uma equipe que tinha três prodígios.
Kurenai considerou que a garota Harumi seria uma genin arrogante ou fraca, por estar em um time de gênios. Que ela seria alguma fangirl do filho do Hokage ou do Herdeiro Uchiha, que, como tal, muitas garotas teriam a fantasia tola de ser salva pelo príncipe encantado.
Segundo o relatório de Hatake Kakashi, ela tinha talento em estratégia, armadilha e Fuuinjutsu. Tinha um taijutsu mediano e pouca resistência, mas Nohara lhe surpreendeu. A menina trabalhava duro e se esforçava em aprender. Não era nenhum talento nato, fora o campo de fuuinjutsu, mas ainda tinha coragem e determinação. Kurenai estava confiante que sua amizade com Hinata ajudaria a herdeira Hyuuga desabrochar.
A kunoichi considerou que Harumi seria um incentivo para sua aluna Sakura.
Obviamente, ela mesma vinha trabalhando com a rosada para quebrar as manias sonhadoras ou fantasiosas da vida ninja, porém Kurenai acreditava que se Sakura testemunhasse outra genin feminina esforçando-se — ainda mais alguém no time de sua paixão juvenil — isso a incentivaria a comprometer-se mais com a carreira que escolheu.
A reflexão de Kurenai parou quando ela se aproximou do banco. Shino estava parado olhando para ela. Harumi estava sentada ao lado de Sakura, ambas em silêncio s Kiba estava sentado no chão com Akamaru dormindo em seu colo.
Ela os liberou do treinamento aquela manhã, já que pretendia solicitar ao Hokage a primeira missão de Rank-C do esquadrão. Kurenai iria aproveitar ter um ninja a mais no grupo para somar força.
Kurenai chegou diante de seus alunos.
— Boa tarde!
Sakura corrigiu sua postura e disse, com extrema educação:
— Boa tarde, Kurenai-sensei!
Shino permaneceu da mesma forma parcial e Kiba se levantou com movimentos desequilibrados, quase derrubando seu amigo peludo. Harumi deu um pequeno aceno com a cabeça, porém manteve-se calma.
Kurenai sorriu para seus subordinados.
— Espero que todos tenham descansado.
— Vamos mesmo realizar uma missão de verdade? — Kiba perguntou com certa insegurança, considerando que a jounin iria pregar uma peça neles.
— Não devemos deixar o Hokage esperando.
Quando Harumi olhou para cima, viu Shino e teve a impressão mais estranha de que ele estava sorrindo para ela por trás da gola alta.
Ela suspirou e decidii que estava imaginando coisas.
O sorriso do Hokage quando entraram serviu para aquecê-la. O homem era naturalmente caloroso e gentil.
Harumi não teve oportunidade de conhecer ainda Namikaze Kushina, mas apostava que a personalidade de Naruto vinha toda da mãe;
— Hummm! — ele murmurou, enquanto eles ficavam em atenção diante de sua mesa. Ele estendeu um par de pergaminhos para Kurenai — O pergaminho com o selo azul contém os detalhes de sua tarefa. Você estará patrulhando a seção da fronteira com o País da Terra por duas semanas, a partir de três dias. O pergaminho com o selo vermelho deve ser apresentado ao líder da equipe atualmente em funcionamento, um jounin chamado Taiketsu.
— Estamos substituindo a equipe de Shiro? — Kurenai perguntou, tentando apartar a raiva na voz.
— Sim! — respondeu o Yondaime, gesticulando para a jounin com seu cachimbo — Você conhece ele?
Kurenai assentiu.
— O conheço de passagem. Estou surpresa de que o entregaram de uma localização tão sensível.
O homem loiro grunhiu.
— Houve alguns incidentes ultimamente. Escaramuças que pareciam ultrapassar a linha entre nossos dois países. Nunca é realmente claro em que lado da fronteira ela começou, então houve repercussões diplomáticas confusas. Há muitas pessoas por lá que ainda estão com raiva de uma guerra travada antes de seus genins nascerem. Para dar um voto de confiança, estamos enviando uma equipe genin para substituir uma equipe de veteranos de combate. Estou explicando isso porque quero que todos vocês adotem uma abordagem muito... flexível para invasões nas fronteiras.
— O Senhor quer que deixemos alguém passar? — Harumi perguntou incrédula.
Minato sorriu.
Ele sabia que a garota analisaria sua estratégia, diferente dos outros, que apenas seguiam tudo cegamente.
— Sim e não! — o Hokage disse com firmeza, enquanto balançava a cabeça. — Eu quero que vocês tenham a certeza de que se interceptarem alguém, isso acontecerá em um local que deixará muito claro quem violou a fronteira de quem.
Harumi franziu a testa enquanto tentava entender as palavras de seu líder.
— Então você quer que tenhamos certeza de que o outro lado seja o culpado se houver uma briga?
Minato assentiu.
— Sim, porém eu espero que não ocorra nenhum confronto, principalmente se a Aldeia da Terra reprimir sua patrulha também.
Kurenai finalmente falou novamente:
— Vamos patrulhar alguns quilômetros da fronteira real para ocorrerem confrontos no território do fogo.
O Hokage assentiu.
— Muito bem. Boa sorte e vejo vocês em torno de duas semanas. Nohara, não se preocupe que Kakashi será avisado que você estará ausente, quando ele retornar.
Harumi assentiu. Ela não teria tempo para despedir-se dos seus companheiros de time. Talvez essa distância tenha surgido como bálsamo para ela analisar a sua contribuição real no time 7.
Todos assentiram e, com isso, deixaram o escritório do Hokage. Iniciando sua primeira missão de rank-C.
Kiba queria pular no ar e gritar "Yatta!", mas duas coisas o impediram. A primeira foi as palestras de Kurenai para sua equipe sobre o decoro adequado. A segunda era Sakura, que, certamente, acertaria a cabeça dele com seus socos desumanos.
O esquadrão oito e a "afiliada" se moveram pelas ruas de Konoha em uma rápida caminhada, indo para o portão mais próximo.
Harumi já havia atravessado os portões antes, por isso não devia se sentir nervosa. Ela sua primeira vez fora de Konoha. Ela sabia que sentiria mais tranquila se tivesse Kakashi, Naruto e Sasuke ao seu lado. Não que quisesse despreza o time 8, mas a verdade era que, conhecia e confiava mais em seu time 7.
Ela ajeitou o coldre kunai na perna direita e resistiu à vontade de puxar para fora uma kunai e girá-la pelo anel no final da manivela. Ela só esperava que as coisas não saíssem do controle.
—oÕo-
Eles seguiram viagem por algumas horas, mas quando o sol começava a se pôr no horizonte, decidiram que deveriam descansar.
Em vez de optar por um acampamento no meio da floresta, Kurenai optou por dormirem em uma pequena pousada. Não querendo chamar atenção necessária para eles, apertaram-se em dois quartos. Os meninos dividiram um, enquanto as meninas ficaram com outro.
Obviamente, Kiba e Sakura brigaram para decidir quem tomaria banho primeiro, e Sakura ganhou, depois que deixou vários galos na cabeça do seu companheiro de time.
Não querendo se envolver na disputa, Harumi manteve-se calma e foi a última a tomar banho. Por sorte, ela conhecia um selo para esquentar a água, já que a água quente encanada acabou há muito tempo.
O jantar foi simples, mas os donos da pousada foram atenciosos. O lugar estava na baixa temporada, por isso, além deles, havia apenas um casal de comerciantes hospedados.
—oÕo-
Acostumada a acordar cedo, Harumi aproveitou os primeiros raios solares para praticar katas no quintal da pousada. Ela estava tentando dominar os dois estilos de taijutsus que Maito a sugeriu.
Um pouco depois, Shino juntou-se a ela. Bem, o garoto ficou apenas com os braços estendidos para o céu, enquanto sua colmeia de kikkai saía para explorar a área e retornava ao seu corpo.
Ela gostava da companhia de Aburame, ele era calmo e quieto, não havia necessidade de conversas carregadas de banalidades.
Somente quando o dono da pousada veio avisar que o café da manhã estava pronto, os dois seguiram para a grande área que era o refeitório da pousada. Harumi sentou em seu assento, enquanto esperava a comida deles chegar.
Os proprietários da pousada, um casal de meia-idade que raramente visitavam Konoha, eram acostumados a hospedar shinobis. A esposa, que dirigia a cozinha, continuou dando tapinhas na cabeça de Harumi e dizendo como ela lembrava sua filha. Ela era uma cozinheira ótima e possuía experiência em muitas cozinhas regionais.
— Você acordou cedo — Kurenai disse em tom calmo.
Harumi abaixou a cabeça enquanto se virava para o sensei.
— Eu acostumei acordar de madrugada para treinar.
Sakura a encarou com os olhos arregalados.
— Por quê?
— Er... eu costumo treinar com Gai-sensei e Lee-kun — ela disse— Quero dizer... meu taijutsu era deficiente, então Kakashi-sensei organizou o intercâmbio de treinamento — disse encolhendo os ombros. Ela considerou ser uma prática comum, mas pelo visto, não.
Kurenai suspirou.
— É incomum esse intercâmbio entre time, porém já estou considerando a realização da troca de conhecimento e ensinamento. Parece útil — disse a mulher mais velha, atraindo a atenção de seus alunos.
— É bastante útil, principalmente para aqueles que não têm um clã — observou Shino.
Harumi se virou e olhou através da mesa para o garoto.
— Você está bravo porque Obasan quase golpeou um dos seus insetos em seu ombro?
— O massacre imprudente de criaturas inocentes e produtivas não é nada que eu leve a sério — Shino insistiu em um tom gelado. — Ela poderia ter sido mais cuidadosa em seu julgamento, se não tivesse se distraído tentando saciar o apetite de Kiba.
Kiba rosnou.
— Akamaru está com fome.
Sakura revirou os olhos.
— Você sempre culpa seu cachorro. Tão infantil.
Kurenai sentou-se ao lado de Shino e logo a cozinheira estava levando seu pedido. Com um sorriso caloroso em Harumi, a mulher mais velha correu de volta para sua cozinha para preparar a comida do jounin. Isso aqueceu dolorosamente o coração de Harumi. Há muito tempo ela se perguntou como teria sido as coisas se sua mãe não tivesse morrido.
—oÕo-
No dia seguinte, eles estavam de volta à estrada, bem cedo. Sakura ainda estava um pouco grogue e bocejava com frequência pela primeira hora.
Surpreendentemente, a esposa do dono da pousada também acordou cedo para preparar-lhes um bom café da manhã. Ao receberam o olhar firme de Kurenai, os adolescentes rapidamente fizeram questão de agradecer e apreciar os seus esforços.
Eles caminharam juntos em um silêncio confortável. Harumi se concentrou na floresta ao seu redor, procurando por emboscada.
Por volta do meio-dia, Kurenai interrompeu a caminhada para eles poderem comer e beber em seu cantil. Vendo como não havia riacho por perto, ela também mostrou-lhes um novo jutsu para convocar permanentemente pequenas quantidades de água, coletando a umidade presente no solo e o ar ao redor deles.
Harumi estava ansiosa para aprender qualquer novo jutsus que pudesse e assistiu Kurenai, lentamente, formar os selos, com olhos ansiosos. Sakura e Shino realizaram o jutsu simples sem muitos problemas, enquanto Kiba teve dificuldade de se concentrar.
Quando chegou a vez de Harumi, ela estava um pouco nervosa. Não queria decepcionar Kurenai, a quem começou a admirar. Ela conseguiu formar os selos corretamente enquanto disse:
— Suiton: Ketsuro!
No entanto, em vez de um vórtice de ar giratório de duas polegadas de largura aparecer sobre a boca do cantil, Harumi convocou um metro e meio de diâmetro. A torrente de água que jorrou não só encheu seu cantil, mas também a derrubou e molhou as suas roupas. Ao mesmo tempo, o ar ficou extremamente seco, ardendo na garganta.
Harumi conseguiu pegar seu cantil antes que toda a água acabasse, e então sorriu timidamente para o trio do time 8, enquanto tentava sacudir a lama salpicada de suas pernas.
Shino e Sakura não disseram nada, Kiba gritou pasmo e Akamaru latiu animado.
Kurenai finalmente quebrou o silêncio:
— Devo assumir que foi um acidente, Harumi? Ou isso foi intencional? — ela perguntou em tom seco.
— Eu julgo que concentrei muito, desculpa.
— Entendo! — respondeu Kurenai — Bem, acho seguro dizer que não se manifestou como pretendido. Você sabe por quê?
Harumi deu de ombros, um pouco frustrada e envergonhada. Ela não queria se mostrar fraca diante do time, não quando representava o seu esquadrão.
— Eh.... — disse Sakura, quebrando o silêncio.
— Sim, Sakura? — perguntou Kurenai.
— Harumi concentrou muito chakra em um jutsu que demanda pouco — Sakura murmurou. — Ela provavelmente colocou muito chakra no jutsu — ela disse com um olhar inteligente.
Harumi olhou para sua companheira de equipe com curiosidade.
— Essa foi uma observação muito astuta, Sakura — disse Kurenai, aprovando — Harumi, ao usar um jutsu, especialmente pela primeira vez, é uma boa ideia usar apenas a quantidade mínima de chakra para completá-lo.
Harumi franziu a testa e coçou a cabeça, esquecendo por um momento que sua mão estava molhada e um pouco enlameada.
— Como eu sei quanto usar? — ela perguntou, intrigada.
Kurenai piscou.
— Ao completar os selos, você deve sentir uma sensação de drenagem enquanto o jutsu tenta desenhar o chakra necessário. Solte chakra apenas o suficiente para que a sensação de drenagem pare, e nada mais.
Harumi balançou a cabeça, arregalando os olhos.
— Não sabe fazer? — Sakura perguntou. — Pensei que estivesse em time de prodígios.
— Ela deve ser última morta — Kiba disse, arrogante.
Kurenai estreitou os olhos perigosamente, fazendo-os calar a boca.
— Hatake ensinou exercícios de controle de chakra?
Harumi sentiu-se envergonhada por todos os olhares estarem sobre ela.
— Ainda não.
Harumi olhou para os próprios pés.
— No futuro — continuou Kurenai — Quando aprendermos novos jutsus, tentarei dar a você uma expectativa de quanto chakra usar em relação a este. — Ela sorriu. — Nós não queremos que você destrua suas roupas com um jutsu de limpeza, não é?
Harumi riu dessa imagem mental. Ela gostava do método de ensinar da mulher de olhos vermelhos.
Fale com o autor