A garota do time 7 - Livro 1

1 Capítulo 1 - Formatura da Academia


Notas iniciais
Personagem Principal: Nohara Harumi

Os degraus da escada rangeram diante dos passos apressados. Um pequeno descuido, e a figura pequena, quase rolou escada abaixo, mas no último instante, ela seguiu segurar no corrimão e evitou a tragédia.

— Já disse para parar de correr, — disse o homem que lia alguns arquivos na mesa e quando saboreava o seu chá de jasmim.

Ele recebeu uma colher de pau na cabeça,

— Ei, sem violência! — ele exclamou.

A senhora que ostentava poucas rugas, apesar da idade, lhe deu outra colherada.

— E eu já disse para não trazer trabalho para a mesa.

A adolescente magricela soltou uma gargalha enquanto observava a cena. Ela amava isso. Ela amava esses pequenos momentos em família.

— Harumi, vai se atrasar. — A voz calorosa do seu pai a fez arregalar os olhos.

Nohara Harumi era uma garota no glamour dos 11 anos. Não era mais criança, pois seu corpo começava a tomar forma femininas, apesar de timidamente, mas também não era uma mulher, pois ainda mantinha certo traços infantis.

Ela correu e sentou descuidadamente na cadeira antes de pegar dois bolinhos de arroz e enfiar na boca.

— Bom dia, vovó, pai — disse a garota com a boca cheia.

Raiden sorriu para sua única filha e voltou a ler seu relatório, mesmo sob olhar calculista de sua sogra.

— Animada? Hoje finalmente vai conhecer os seus companheiros de time, e até, melhores amigos — disse Raiden com olhar animado.

Harumi afundou na cadeira.

— Só espero que sejam pessoas legais.

Harumi cresceu com a ausência de sua mãe, que faleceu alguns anos atrás no exercício do dever. Ela foi criada por seu pai, um chuunin que ocupava o cargo de chefe departamento de arquivos shinobi, e a sua avó materna, uma senhora autoritária e tradicionalista.

A garota de cabelos castanhos na altura dos ombros e uma franja fofa, amava a sua família. Para honrar seus pais, ela entrou na academia shinobi, mesma sem grandes pretensões para o heroísmo.

— Está atrasada. — A voz rouca pela idade ecoou.

— Ahhh...— A garota resmungou com um bolinho de arroz na boca. Suas bochechas ficaram estufadas pela quantidade exorbitante de comida que colocou na boca. Como castigo, recebeu uma colher de pau na cabeça. — Aí, vovó!

— Coma devagar. Vai morrer engasgada. Na sua lápide estará: aqui jaz um ninja que morreu pela gula.

— Vai nos dar traumatismo craniano se continuar nos batendo — disse Raiden, que desviou com louvor se outra colherada.

Harumi soltou uma gargalhada. — Eu tenho que ir. Tchau pai, adeus vovó — ela gritou e levantou apressada.

— Não esqueça seu almoço! — Yumi lembrou a neta.

A adolescente voltou correndo e pegou o pequeno embrulho e saiu novamente. Ela deixou a modesta casa de dois andares, porém teve que retornar outra vez, desta vez, para calçar as tradicionais sandálias ninjas.

Harumi era uma garota simples e com um sonho simples. Ela não fazia parte de nenhum grande Clã da Vila Escondida de Konoha ou de uma família rica.

A família Nohara estava em Konoha há algumas gerações, porém era pequena. Devido à última guerra, atualmente tinha apenas três integrantes.

Apesar de pequena, era uma família unida e bem estruturada. Uzumaki Yumi foi morar com o sogro e neta após a morte de sua única filha. Em um momento difícil para pai e filha, Yumi estava presente como uma rocha e mantendo-os unidos.

Foi Yumi que incentivou Harumi a se matricular na academia, já que a retraída criança que sofria pela perda da mãe precisava de distração. Harumi tinha seu pai e sua avó materna, Yumi. Eles eram seu mundo, e por eles e por seus ancestrais, ela decidiu tornar-se uma Kunoichi.

Ela não tinha nenhum sonho tolo de se tornar uma ninja famosa ou super poderosa. Isso poderia ter seu glamour, contudo, ainda era arriscado e suicida. Os mais poderosos eram sempre mais visados e tinham uma cota maior de inimigos. Normalmente, suas famílias pagavam o preço pela tal fama.

Harumi queria chegar ao status chuunin e conseguir emprego fixo na aldeia. Talvez no escritório de missões, professora da academia ou nos arquivos, como seu pai.

A adolescente correu pelas ruas movimentadas da aldeia. Era cedo, em torno das 8h da manhã, mas a aldeia já rugia cheia de vida. As lojas começavam a abrir, as mães levavam seus filhos para a escola e os shinobis se ocupavam em sair ou retornar de suas missões.

As folhas da grande árvore vibravam verdes e bonitas.

— Estou passando — Harumi gritou quando se deparou com uma família em sua frente. Ela pulou alguns barris de peixe e desviou de um carrinho de tecidos, tudo para evitar esbarrar em uma dupla mãe e filho.

A criança gritou “ninja!” e a mãe reclamou para que Harumi fosse mais cuidadosa.

Harumi fez reverência, desculpando-se, e continuou correndo. Seria vergonhoso se perdesse o anúncio dos times.

Quando sua corrida louca se aproximou da Academia Shinobi, Harumi deu um largo sorriso. Seus passos frearam em frente à porta da sala.

Ela respirou fundo e ajeitou os cabelos com a ponta dos dedos antes de entrar. Seus olhos analisaram toda a sala. Praticamente toda a turma havia passado no teste da academia, exceto por duas crianças, somando um total 27 novos shinobis.

Harumi lamentou o fato de estar em uma turma onde 29% faziam parte dos Clãs famosos e poderosos da aldeia. Sua chance de estar em uma equipe com herdeiro de uma linhagem era muito alta.

Ela não queria isso.

Suportaria a irritante Haruno Sakura, mas com certeza, não queria estar com nenhuma criança de qualquer prestigiado Clã.

Feliz pelo professor não ter chegado ainda, Harumi seguiu em passos silenciosos até o fundo da sala. Ela sorriu para o garoto Aburame Shino quando se sentou ao lado dele. Eles não eram amigos próximos, mas após cinco anos se sentando juntos, ela diria que se respeitavam mutuamente.

Alguns não gostavam de ficar perto de Shino devido aos insetos. As pessoas podiam ser preconceituosas e mentes fechadas. Harumi não se importava. Shino era silencioso, educado e respeitoso. Com certeza bem melhor que Kiba ou Naruto, já que esses dois eram os barulhentos da turma.

Harumi olhou para sua amiga Aiko e sentiu uma pontada em seu coração. Ambas cresceram juntas, já que suas mães eram amigas, porém depois que entraram na academia, foram se distanciando uma da outra. Aiko se aliou ao grupo de fangirls e isso as afastou.

Aiko havia decidido se tornar shinobi quando Harumi anunciou que seguiria os passos de seus pais. Aiko encarava tudo ainda como uma grande fantasia. Ela poderia ter notas razoáveis, entretanto, o seu trabalho físico era uma piada.

Harumi não entendia porque a academia aceitava crianças que encaravam a profissão Shinobi como brincadeira. Ela se perguntou se tais crianças não estavam cientes que um ninja podia ser ferido, torturado e até morto. Ela tinha sua mãe como exemplo; a mulher morreu quando sua filha tinha apenas seis anos, e esse acontecimento deixou um buraco na vida dela que nunca seria preenchido, mesmo que Harumi tivesse sua avó e pai como apoio.

— PRIMEIRA!

— Mentira, eu ganhei. Você jamais ganharia de mim, testuda! — gritou Ino com postura esnobe.

Harumi gemeu.

Aquela era uma cena tão corriqueira na sala. Diariamente havia alguma disputa ou briga por cauda da feição do herdeiro Uchiha, ou o filho do Yondaime.

O lamentável era que ambas já foram melhores amigas, mas jogaram tal amizade no lixo, por garotos que nem sabia que elas existiam.

— O que você está falando, Ino-porca? Eu cheguei aqui em primeiro lugar!

— Em seus sonhos, testuda! — A loira gritou de volta. Às duas fizeram o seu caminho como se fossem gêmeas siamesas, empurrando-se uma contra a outra até onde os dois garotos herdeiros mais famosos da Academia estavam sentados.

Ao verem outra garota ocupando o espaço ao lado de Sasuke, Ino e Sakura rosnaram de raiva.

— Saia, Aiko! Esse lugar é meu. Eu sou a melhor aluna — gritou Sakura.

As mesas da sala de aula eram do tamanho que permitia três alunos sentados bem próximos. Como Naruto e Sasuke sempre se sentavam juntos, era comum ver garotas brigando para ocupar o terceiro lugar.

— Não! Eu vou sentar ao lado de Naruto-kun e Sasuke-kun — Ino declarou com veemência. Praticamente todos os recentes genins estavam observando a ‘novela’. Era um evento quase diário.

Harumi suspirou.

Aqueles garotos tinham apenas uma meta em suas mentes: tornarem-se ninjas poderosos, como seus clãs, pais ou irmãos. Não tinham olhos para nada além naquele momento.

Ela ouviu o Nara Shikamaru dizer ‘que problemático’ sem ao menos levantar a cabeça apoiada sobre a mesa. Já Akimichi Chouji comia com gosto seu salgadinho e assistia à cena como se fosse um filme no cinema.

— Eu cheguei aqui primeiro e ninguém vai rouba o meu lugar — Aiko gritou tão alto quanto as outras duas garotas.

Inuzuka Kiba grunhiu e bateu as mãos na mesa enquanto se levantava.

— O que esses dois têm de mais? Eles nem são tão bonitos!

Sakura prontamente respondeu.

— Como se alguém feio como você saberia o que é beleza. Sasuke-kun é incrível. Ele é bonito, inteligente e legal. Ninguém é metade do ninja que ele é.

Kiba era conhecido por ter um temperamento explosivo, e que odiava, se ridicularizado. Ele não entendia a paixão que as meninas tinham pelos dois. Sasuke era pomposo idiota e frio, se agia como robô. Naruto era irritantemente alegre e esnobe. Os dois nunca se misturavam com mais ninguém.

Sasuke estava lá, sentado como uma pedra e ouvindo Naruto, que falava sobre as maravilhas do ramén e como sua mãe fora cruel por não deixá-lo comer mais do que duas tigelas no café da manhã.

Kiba estreitou os olhos enquanto os observava.

— KIBA! — Ino gritou — Pare de invadir o espaço pessoal de Sasuke-kun e Naruto-kun!

As outras garotas, que se reuniram em torno do espetáculo, assentiram fervorosamente em concordância.

Naruto estava irritado. Ele estava pronto para pedir ao seu pai uma ordem de restrição para essa ‘manada’ de fangirl.

Kiba olhou confuso para elas e continuou a sua inspeção. Ele não podia aceitar que aqueles dois fossem tão famosos e tivessem tantas garotas atrás deles. Indignado, Kiba decidiu ser melhor ir se sentar. Ele moveu-se para retornar ao seu lugar, todavia, ele acabou tropeçando com o empurrão de uma das garotas e tombou para frente. Antes que pudesse se mover, Kiba se viu olhando nos olhos chocados de Uchiha Sasuke, enquanto os lábios dos dois garotos se conectaram.

O silêncio perdurou na sala por longos segundos. Todos ficaram abismados com a situação.

Harumi olhou sem acreditar. Ela teve que levar a mão até a boca para impedir que sua risada soasse alta e chamasse atenção das loucas fangirls.

Aburame, ao seu lado, bufou. Uma rara reação do garoto.

O silêncio foi quebrado por Naruto caiu na gargalhada. O melhor amigo de Sasuke, ria tanto que acabou caindo da cadeira. Uchiha não sabia se matava Kiba ou punia seu amigo, que ria de sua desgraça.

— KI-BA! Seu idiota! — Sakura gritou — Você roubou o primeiro beijo de Sasuke-kun!

A situação foi decidida quando uma rodada de garotas, estalando dos dedos, e atacaram Kiba. O espancamento parou somente quando o instrutor Umino Iruka entrou na sala e gritou para os alunos ocuparem seus lugares.

Harumi conseguiu finalmente parar de rir e acalmar. Ela não queria que Iruka-sensei chamasse sua atenção no último dia de aula na Academia.

Quando os adolescentes finalmente se acalmaram e ocuparam o seu lugar, Iruka limpou a garganta e sorriu.

— Agora vocês são shinobis da Aldeia Oculta da Folha, chega de brincadeiras infantis! — Iruka disse com tom sério.

Harumi ajeitou-se na cadeira quando Iruka finalmente começou a anunciar os times.

Houve vários resmungos tristes, principalmente das meninas, quando perceberam que não estariam na equipe de seu ídolo. Ela torceu a boca ao não ouvir seu nome ser chamado.

‘Não, por favor, não’, Harumi rezou quando ficou obvio que ela acabaria com algum time de herdeiros dos clãs Shinobi.

— O time 7 será composto por Namikaze Naruto, Uchiha Sasuke e Nohara Harumi. O seu Jounin-sensei será Hatake Kakashi.

Naruto deu um pulo e gritou animado.

— Ah, todo meu trabalho duro valeu a pena. Ouviu isso temee? Estamos no mesmo time, melhor ainda, com Kakashi-Niisan.

— Baka! Eu fiz todo o trabalho duro, você apenas dormiu e brincou — disse Sasuke com uma veia pulsando na testa.

Naruto sorriu e coçou a nuca.

— Ei, foi trabalhoso não fazer nada.

— NARUTO! — Iruka gritou para que seu aluno favorito calasse a boca.

Harumi deslizou pela cadeira, querendo sumir da face da terra. Ela pediu tanto à qualquer divindade que não acabasse em um time de ‘elite’ e ela acabou justamente no pior esquadrão. Justamente com o filho do Quarto Hokage e o filho do Chefe de Polícia.

Poderia ficar pior? Claro que sim!

Ela lembrou que seu pai comentou de um Hatake que foi companheiro do esquadrão da sua falecida tia Rin. Algo sobre o homem ser conhecido como o ninja copiador de mais de mil jutsu.

Gritos femininos ecoaram como enxame irritadas. Todas questionando quem era a pessoa que pensava digna de ter o privilégio de estar no mesmo time que os dois garotos mais bonitos e talentosos da turma.

Harumi não queria lidar com um bando de harpias femininas revoltadas. Sério, elas poderiam ser mais perigosas que o esquadrão ANBU.

'Isso é um pesadelo', ela lamentou. ‘Eu fui realmente bem no teste?’

Harumi sabia plenamente como funcionar o sistema de seleção dos esquadrões. Ela se esforçou para não cair em nenhum possível esquadrão de elite.

Seus olhos castanhos encararam a superfície de sua mesa. Sua mente se desligou da nomeação dos outros times.

— Talvez eu possa falhar no próximo teste? — Harumi perguntou baixinho para si mesmo. Não havia problema em refazer a academia por mais um ano. — Não! — respondeu.

'Se eu causar a falha dos dois garotos, a aldeia inteira vai me crucificar. O Hokage não me permitirá tentar novamente para outro esquadrão'.

Iruka usou jutsu cabeça grande e gritou para que todas calassem a boca, e somente assim, conseguiu continuar os anúncios.

— Time 8 será Aburame Shino, Inuzuka Kiba e Haruno Sakura.

— O QUÊ? Sensei, eu fui a aluna com as melhores notas, deveria estar no time de Sasuke-kun e não com respiração de cachorro e garoto inseto — A garota de cabelos rosa lamentou.

Harumi gemeu.

'Garota estúpida'.

Ela olhou para o Aburame ao seu lado, que não pareceu se importar com o insulto por parte de sua nova colega de time, diferente do Inuzuka e seu cachorro Akamaru, que começaram a gritar de volta com Sakura.

Iruka mais uma vez teve que apelar para um pulso firme para controlar a situação.

— Seu Jounin-sensei será Yuhi Kurenai.

— Uma mulher?

— Algum problema, vira-lata? — Sakura ameaçou Kiba.

Iruka voltou a falar, mas Sakura continuou a gemer de decepção. Kiba soltou um grunhido por não ter em seu time nenhum kunoichi bonita e produtiva.

— Time 10 será Nara Shikamaru, Akimichi Chouji e Yamanaka Ino. O seu Jounin responsável é Sarutobi Asuma.

— Não! Eu estou presa com um preguiçoso e um comilão. Por que a vida é tão injusta? — lamentou Ino.

Shikamaru encolheu os ombros. Ele já deduziu que os três acabaram juntos.

Chouji continuou comendo as suas batatas fritas, achando o arranjo sem grande importância.

— Pelo visto, nenhuma garota ficou satisfeita.

Harumi assustou-se ao ouvir a voz de Shino. Ela o encarou e acabou concordando.

— Verdade!

Iruka-sensei terminou de dar as últimas considerações, mas a mente de Harumi viajou para longe. Ela ainda lamentava a situação que acabou sendo jogada. Se assustou quando uma voz feminina soou bem perto dela.

— Sua sorte foi grande, porque parece que comeu bosta?

Ela olhou para cima e tentou sorrir para Aiko, mas saiu uma careta ao invés de um belo sorriso. Harumi olhou ao redor da sala e percebeu que a maioria dos alunos saiu.

— Onde estão todos?

— Horário de almoço! Iruka-sensei disse que nossos instrutores virão nos buscar depois do almoço — Aiko disse — Meus parabéns! — suas palavras não mostravam nenhuma sinceridade.

— Você quer dizer, não falhe ou será amaldiçoada por manchar a reputação do filho do Yondaime e o filho do chefe de polícia? — ela disse com semblante tenso — Estou completamente ferrada!

Aiko sorriu, contudo, a gentileza nunca alcançou os olhos, mostrando ser ato falso — Vamos lá, pense positivo. Sua avó ficará feliz. Ela sempre diz algo sobre reviver a herança dos seus ancestrais!?

Harumi bateu a cabeça na mesa. — Ah! Minha avó vai ser ainda mais dura nos ensinamentos.

— Não vai ser tão ruim assim. — Aiko sorriu. — Você estará com os dois garotos mais lindos. Poderá ser salvo por eles.

Harumi olhou para a ex-amiga irritada. Ela não queria ser salva por um príncipe encantado, ela queria salvar a si mesma. Queria ser forte e determinada. Queria permanecer viva.

— Não adianta mais lamentar — Harumi disse tentando munir-se de coragem.

Quando Aiko se despediu e saiu com sua própria equipe, Harumi considerou ir procurar seus colegas de time, porém desistiu. Ela não sabia o que falar com eles, nunca foi boa em fazer novas amizades. Manter uma conversa contínua era difícil.

Harumi decidiu comer seu almoço na sala de aula. Não queria procurar um lugar e comer sozinha, poderia fazer ali mesmo.

~oÕo~

Os adolescentes continuavam barulhentos após retorno do almoço. Se via vários trios em estágio diferente de conversar. Alguns pareciam ter tornando-se melhores amigos, e outros, havia uma grande discordância.

Harumi terminou de comer sua deliciosa refeição e agora lia um livro que havia trago consigo. Sua mente estava concentrada no texto, mas também ao seu redor.

Shino foi sentar-se com seus dois colegas de time, deixando-a sozinha. Ela preferiu preservar a sua vida e não arriscar sentar com Sasuke e Naruto. Ela era muito jovem para morrer.

Gradualmente, os Jounin-sensei foram entrando e chamando seus recrutas. Quando a bela mulher de olhos vermelhos entrou e chamou o time 8, Kiba pareceu se animar, por ter uma sensei bonita, e Sakura olhou desolada para o herdeiro Uchiha, que a ignorou totalmente.

Ino apenas reclamou por estar em time com três preguiçosos que era para eles ficarem bem cientes, devia fazer o que ela mandava. Seu sensei pareceu achar graça no que a garota loira dizia e Shikamaru dignou-se em dizer apenas “problemático”.

Lentamente, a sala ficou vazia e até mesmo Iruka-sensei despediu-se do trio que restou.

Agora não poderia mais fingir que não estava no time 7. Ainda que contra a sua natureza, ela largou o livro e levantou. Sem fazer barulho, aproximou-se da mesa onde estavam os dois meninos, e forçou um sorriso.

NOTAS DE CURIOSIDADE:

Kami-sama: Deus;

Sensei: professor (a);

Baka: Bobo, idiota;

Temee: Desgraçado, cretino;

—Nii: Irmão mais velho.