A garota do time 7 - Livro 1

21 Capítulo 21 — Volta ao lar


Sem um civil no meio deles, Kakashi estabeleceu um ritmo um tanto exigente. O grupo conseguiu viajar rapidamente entre as árvores.

Finalmente indo para casa, Harumi pensou. Mal podia esperar para dormir em sua própria cama novamente. Ela não queria estar mais perto da sua ex-amiga Aiko, pois havia um clima estranho. A outra garota encarava Harumi com olhar assustado.

Eles gastaram dois dias. Quando finalmente se aproximaram dos grandes portões de Konoha, o alívio era estampado no rosto de todos.

Saltando na frente do grupo de 10 pessoas, Naruto girou um pouco e estendeu as mãos para a vila. — Bem-vindo a Konoha! Bastante impressionante, certo?

— Não é grande coisa — Zabuza resmungou, tentando parecer desinteressado.

— Parece bonita, Naruto-san.— disse Haku, olhando os muros altos. Ele nunca morou oficialmente dentro de uma aldeia ninja, antes morava em uma vila pobre e pequena com seus pais.

— Eles terão tempo de sobra depois para que você apresentar a aldeia, Naruto. Deveríamos nos reportar a Hokage-sama imediatamente. — Kakashi acenou com a cabeça para os dois chuunin vigiando a entrada da torre administrativa de Konoha. Eles olharam para o grupo de surpresa. — Há esta hora do dia, ele já terminou de atribuir missões, então vamos encontrá-lo em seu escritório.

Naruto assentiu. — Sim, eu tenho certeza que Otousan sentiu minha falta depois de todo esse tempo.

— Você quer dizer da sua dose diária de enxaqueca, Naruto-kun — disse Sasuke com um pequeno sorriso.

Naruto apenas riu.

— Você está com saudade de ser mimado por sua mãe, temee? — ele provocou.

Eles se encaram com raiva mais do que o habitual, até mesmo para Naruto e Sasuke. Quando eles começaram a andar pela aldeia, Harumi percebeu que os civis e ninjas encaravam o grupo, mas viraram o rosto rapidamente, não querendo ofender o homem que carregava a grande espada.

Eles caminharam para a Torre Hokage em ritmo lento. Na entrada, um ninja mastigando um senbon examinou o grupo, interrompendo seu passo casual.

— Ei, Kakashi! Quanto tempo — o jounin falou demoradamente — Você sabe que tem um terrorista de primeira classe no seu grupo, certo?

— Foi trazido à minha atenção, Genma.

Zabuza sorriu sob seus curativos. — Eu sou realmente mais um lutador da liberdade.

— Tsk, por que você não pode nem fazer missões simples de escolta, hein? Sempre tem que ser espetacular.

Kakashi deu de ombros. — O problema parece me encontrar onde quer que eu vá. Francamente, suponho que são as crianças.

— Esse cara me parece familiar — Naruto murmurou.

Sasuke reconheceu o homem. — Ele foi um dos jounin que testou uma equipe após a formatura — disse ele.

O senbon entre os dentes do homem chamou a atenção de Haku. Ele olhou interrogativamente. — Senhor, isso não é incrivelmente perigoso?

Genma ofereceu um sorriso. — Talvez para outra pessoa, garoto, mas para mim, é o lugar mais seguro para guardar.

Haku inclinou a cabeça, encarando o homem.

— Bem, prazer em vê-lo, contudo devemos realmente levar esses dois para o Hokage.

— Sim, até depois Kakashi. — Genma continuou seu caminho. — Vamos marcar para tomar uma bebida depois.

Atrás de uma pequena escada havia o corredor circular e sinuoso, onde rolos e tapeçarias estavam pendurados nas paredes. O escritório do Hokage ficava no centro do edifício. Kakashi bateu na simples porta de madeira.

Eles pediram a secretaria para anunciar a presença deles. O Hokage solicitou que o time 5 fosse primeiro, sozinhos. Naruto ficou irritado por esperar, mas depois de vinte minutos, Souja saiu acompanhado de seus alunos.

Ele agradeceu a Kakashi pela assistência e guiou os seus alunos. Aiko deu um último olhar sonhador para Sasuke e outro de raiva para Harumi, mas a garota do time 7 realmente não se importou.

— Entre, Kakashi. — Uma voz chamou do outro lado da porta.

O grupo entrou no escritório.

Zabuza imediatamente avaliou o homem loiro sentado atrás da mesa. Ele ouvira falar do Quarto Hokage. O homem aclamado como uma lenda e temido por muitas nações. Ele parecia jovem demais e com uma expressão muito causal para alguém tão perigoso.

Minato suspirou, recostando-se na cadeira enquanto observava o grupo. — Você é ainda mais atrasado que o normal.

— Desculpe por isso — disse Kakashi, coçando a cabeça. — Veja bem, tudo era uma grande bagunça e surgiu a oportunidade de lucrar sobre a situação.

— Mentiroso! — Naruto gritou, apontando para o sensei acusadoramente. Ele piscou, depois coçou a cabeça. — Opa, desculpe, ele está realmente dizendo a verdade desta vez. — seus olhos se arregalaram quando ele se virou para seus companheiros de equipe. — Ei, ei, e se essa história ridícula como as que ele costuma conta, mas é verdadeira. Como sabemos que Kakashi-Nii estava mentindo nessas outras vezes? — ele perguntou em um sussurro conspirador.

Harumi abriu a boca para protestar, entretanto, fechou. Ela pressionou os lábios em uma linha fina. Sasuke igualmente considerou sobre os atrasos crônicos. Talvez o jounin chegava atrasado porque estava realizando alguma missão importante para o Hokage

— Sim, li sua mensagem e o Corvo já entregou o relatório dele. Isso também será bom para Konoha. A ideia do pedágio e proteção prolongada, certamente nos dará uma boa margem de lucro e um ponto estratégico belico. Acredito que esses são os nukenins que me foram informados. — disse o Yondaime, olhando Zabuza e Haku sem malícia nos olhos. — Demônio da névoa, Momochi Zabuza. Você é bastante famoso, você sabe.

— Eu tento — disse Zabuza com um sorriso fácil.

— Mas seu jovem amigo aqui, eu não conheço o nome dele — Yondaime olhou para o garoto, sentindo pena de ter suportado a vida de um nukenin em uma idade tão jovem.

— Haku, Hokage-sama — disse o garoto, curvando-se — Eu sou aprendiz de Zabuza-san.

Minato assentiu.

— E eu assumo que os Irmãos Demônios que os meus ANBU capturaram eram seus seguidores?

— Eles são.— disse Zabuza, rispidamente — Eu entendo que eles podem ser liberados.

O Yondaime fez um barulho descomprometido. — Talvez. Estive pensando em mandá-los de volta para Kiri, mas já ouvi muitos... rumores sobre o Yondaime Mizukage. Prendê-los para sempre pode ser mais misericordioso.

— O que quer que você tenha ouvido falar sobre esse bastardo, a realidade é ainda pior.

— Gostaria de ouvir mais, Zabuza-san. Mas antes disso — falou Minato, analisando os genins, feliz por vê-los inteiros — Esta deve ser uma história interessante. Me dê seu relatório, Kakashi.

Kakashi começou a falar em um tom profissional que sua equipe raramente ouvia.

— Gatou das empresas Gatou Corporation era o responsável. Ele assumirá o controle da Nami no Kuni e estava destruindo a economia, usando seu negócio de transporte marítimo. Tazuna deixou de mencionar que Gatou havia contratado assassinos porque não podia pagar uma missão de Rank-B. Tazuna confessou isso. O time 5 não estava qualificada para lidar com a situação.

Minato franziu a testa. Ele não gostou que seus ninjas se encontrassem em perigo desconhecido, especialmente quando o conhecimento era desnecessariamente retido pelo cliente.

Enquanto ouvia Kakashi, suas sobrancelhas saltaram um pouco quando foi explicado que foi capturado por Zabuza e libertado pelos esforços combinados dos seus alunos.

— Isso é impressionante. — O Yondaime parabenizou calorosamente.

Naruto passou um braço em volta de cada um de seus companheiros de equipe, os aproximando. Sasuke e Harumi se expressaram um pouco mais reservados.

Durante os anos da amizade de Naruto com Sasuke, Minato se acostumou com o garoto Uchiha sendo mais calmo, porém pelo que indicava, Harumi também tinha temperamento tranquilo, tão diferente do seu filho.

Ele ouviu Zabuza resmungar sobre como não teria funcionado uma segunda vez, e o garoto, Haku, se divertiu com tudo.

Kakashi continuou contando sobre o treinamento que se seguiu ao chegar à casa dos clientes. Que os três aprenderam muito em poucos dias e o quão dedicados eles se mostraram. Ele também descreveu a batalha na ponte, incluindo relatos de sua equipe e suas escaramuças individuais.

Minato ficou tenso quando soube que Harumi havia encontrado um nukenin com um poderoso artefato pertencente a Tobirama Senju, o segundo Hokage. Ele estava satisfeito por ela ter triunfado e saiu praticamente ilesa.

Sasuke e Naruto ouviram atentamente, pois não sabia dos detalhes daquela missão. Eles ainda não podiam acreditar que aquela pequena e calada menina havia matado duas pessoas em uma única missão.

Kakashi colocou sobre a mesa o pergaminho que continha o corpo, com a cabeça inclusa. Minato cuidaria para que o corpo chegasse à autópsia.

— Entendo por que teve que matar Rokusho Aoi — O Yondaime disse suavemente. — Obrigado por este serviço prestado a Konoha, Nohara Harumi. Acredito que Kakashi marcará um horário com um psicólogo. Além disso, foram duas mortes em espaço curto de tempo, Kurenai me contou sobre a situação a fronteira. O Daimyo ficou extremamente grato e deu uma generosa recompensa — Minato disse.

— Não quero incomodá-lo, Hokage — Harumi disse acenando negação com as suas mãos.

— É tática padrão — explicou Kakashi — Todo shinobi tem uma consulta de aconselhamento na sua primeira morte ou quando enfrentam grande perda ou trauma em uma missão.

— Oh, entendo. Agradeço, Hokage-sama — Ela se curvou levemente — Foram situações extremas.

A princípio, Minato foi nivelado pela insensibilidade dessa afirmação. Era muito diferente da menina sempre quieta e gentil, todavia, ele pensou com cuidado em suas palavras. Ele fora colega na academia de Raiden, sabia o quanto o homem sofreu com a perda da esposa, e ficaria certamente devastado se a filha seguisse o mesmo destino.

Minato assentiu. — E a espada?

— Eu a tenho comigo — respondeu rapidamente — Eu tenho que entregá-la? — Harumi perguntou com relutância.

Minato sabia ser uma relíquia que pertencia a Tsunade, mas a mulher jamais mostrou interesse neste tipo de arma. Volta a guardar aquela bela arma, parecia tão triste. Minato balançou a cabeça. — Guarde, afinal você conseguiu recuperá-la. Da próxima vez que você vier para uma missão, terei a recompensa de Aoi pronta, bem como pagarei por uma missão classificada como Rank-A para cada um de vocês.

O Hokage voltou sua atenção para Kakashi.

Antes que ele falasse, uma batida soou contra a porta.

— Pode entrar!

Kakashi se curvou em respeito para o homem idoso e lendário que entrou. Harumi fez o mesmo, e colocou a mão na cabeça de seus companheiros para que fizessem a reverência.

— Oh Sandaime! — Minato disse.

— Não sabia que estava ocupado. Posso retornar depois. — disse o terceiro Hokage.

— Não há necessidade. — expressou Minato, levantando da cadeira e indicando para que seu antecessor e mentor se aproximasse — O time de Kakashi e time 5 retornaram de uma missão e estão dando relatório. É bem interessante, você pode gostar de ouvir.

— Como você está, Jiji? — Naruto perguntou com largo sorriso, e recebeu um chute na perna da parte de Sasuke por sua ‘falta’ de respeito.

— Eu estou bem, Naruto. Feliz que tenha retornado em segurança. — Hiruzen Sarutobi disse. Poderia se dizer que ele era um dos poucos Kages que chegaram a sua velhice, ainda mais com vigor — Vejo que temos convidados. — ele deu um pequeno aceno ao ninja da Névoa e seu aprendiz.

— Continue, Kakashi! — Minato ordenou para o jounin.

Com calma, Kakashi retornou a relatar a missão. Como a luta foi encerrada graças, mais uma vez, ao trabalho em equipe e engenhosidade quando o hitai-eat foi apresentado a Zabuza; Kakashi deixou de fora a parte que Harumi apresentou a faixa ainda na cabeça.

Sandaime achou isso notável, que a equipe conseguiu reprimir as mãos ensanguentadas de Zabuza para acabar com o conflito entre os shinobis sem mais violência. A paz através das negociações sempre foi o melhor método para ele. Ele sempre prezava resolver os conflitos sem mortes, mesmo que às vezes fosse impossível.

Então Gatou entrou em cena, o que Minato achou extremamente tolo. Gatou era um comerciante e um bandido, não um lutador.

— Fiquei vigiando Zabuza e minha equipe olhou para Haku. Ambos concordaram em voltar conosco para Konoha. Nesse momento, simplesmente tivemos que esperar até que a ponte estivesse concluída.

— Entendo — declarou Minato. Ele cruzou as mãos e olhou para Zabuza — E por que você concordou em vir a Konoha? — ele perguntou com curiosidade aberta, avaliando o homem.

— Kiri é uma bagunça — decretou Zabuza, sem rodeios — Yagura está abatendo aldeias inteiras, onde ele suspeita que possa haver Kekkei Genkai. Sem Gatou para financiar meu golpe, não há muito a ser feito sobre isso. Estou apenas cortando meus prejuízos.

O Yondaime ficou sentado em contemplação silenciosa. Ele falara a verdade antes, o pior do que ouvira sobre o Yondaime Mizukage havia sido boato e especulação não confirmados.

— O que aconteceu com Gatou? — Minato perguntou.

Kakashi parou por um momento. — É aí que as coisas ficam um pouco mais complicadas, Hokage-sama.

— Oh? — Minato perguntou. A missão já tinha ficando bem mais complexa que a missão de escolta que atribui.

Sandaime estava achando o relato muito divertido e peculiar.

— Kakashi-sensei, talvez eu possa explicar? — Harumi pediu com educação.

Os dois Hokage se entreolharam curiosos para a reviravolta na situação.

Harumi deu um passo à frente e curvou-se. A imagem da garota o lembrou de Rin. Sua aluna que morreu ainda tão jovem. Isso fez seu peito apertar em dor.

— Hokage-sama! Gatou seria um problema persistente se permitíssemos que continuasse vivo. Considerei a opção de prendê-lo, mas só tornaria uma dor de cabeça, assim, para o bem País da Onda ou qualquer outro lugar, com o auxílio do ANBU, eu o matei — ela disse e depositou o objeto sobre a mesa, próximo ao rolo que continha o corpo do Aoi. — No esconderijo dele, recuperamos alguns documentos dos negócios de Gatou, algumas peças de artes e um montante em dinheiro. Da soma adquirida, uma parte foi entregue para o povo de Nami no Kuni para compensar o que foram roubados, mas o resto foi trazido. — ela confessou e depositou mais dois pergaminhos na mesa.

Minato olhou em choque. — Então, Harumi, o que você está dizendo é que...

— Resumindo, ganhamos controle sobre toda a riqueza de Gatou e seu império criminoso. Eles estão à sua disposição, Hokage-sama — Harumi curvou-se novamente. Ela sabia estar sendo audaciosa, porém a oportunidade parecia boa demais para deixar passar. Sua avó sempre lhe ensinou em pensar longe, nos efeitos que suas ações teriam no futuro.

Minato sentou-se em silêncio em sua cadeira do Quarto Hokage, considerando a magnitude dessas ações. Ele olhou para Sandaime, que tinha os olhos arregalados.

— Isso é uma grande conquista, Harumi — disse Hiruzen Sarutobi. Obviamente, ele ficou preocupado com atitude de um genin em decidir matar um civil, mesmo que esse fosse criminoso, mas não era segredo que na vida de shinobis, muitos matava ainda em idade mais jovem.

Minato concordou. — Sim, verdade. Gatou foi um dos homens mais ricos do mundo. Sua riqueza e recursos serão, sem dúvida, um grande trunfo para Konoha. Convocarei uma reunião do conselho amanhã para ver como podemos explorar melhor essa oportunidade.

Harumi escondeu seu nervosismo no fundo, de seu peito, e tentou manter a voz firme para continuar falando: — Se você der licença à minha impertinência, Hokage-sama, tenho uma sugestão de como esses fundos podem ser usados.

Minato assentiu.

— Podemos usar esses fundos para ajudar àqueles que se opõem ao governo de Yagura.

Minato sentiu suas sobrancelhas perseguirem sua linha do cabelo. Ele podia observar o choque de todos os presentes.

— Whoa! Haru-chan, você quer nos envolver na guerra civil de Kiri? — Naruto perguntou pasmo. — Bem, penso que devemos parar esse cara Yagura. Ele parece ser um imbecil bem grande — ele disse.

Harumi acenou, mas negou dizer todos os motivos por trás de seu plano. Ela não disse que ela queria acabar com governo de tirania de Kiri, que contribuiu para a morte da sua tia, uma tia que nunca teve oportunidade de conhecer. Foi por culpa de Kiri que sua tia Rin foi capturada e transformada em jinchuuriki do Sanbi, o bijuu de 3 caudas. Esta parte era um segredo, no entanto, alguns anos atrás ela ouviu seu pai e avó conversando. Não era preciso dizer que Harumi devorou tudo que encontrou sobre os bijuu, e até que Konoha tinha sua própria besta demônio selada. Harumi apenas nunca descobriu em quem estava, contudo, tinha suas suspeitas.

Zabuza olhou para a garota intensamente.

— Você pretendia intervir esse tempo todo? — ele perguntou descrente.

— Esta é a decisão de Hokage-sama — disse Harumi timidamente — Estou simplesmente fazendo uma sugestão.

Minato considerou a garota seriamente.

— Não tenho certeza de que você entende exatamente o que está sugerindo, Harumi. Você está dizendo que recomenda que Konoha inicie uma guerra?

Sandaime olhou para a menina que estava sugerindo uma guerra. Claro, muitas vidas seriam perdidas, mas a ideia era nobre. Libertar um povo do sanguinário líder que em alguns anos poderia causar mortes de muito mais pessoas.

— Gostaria que Konoha ajudasse nos bastidores — respondeu ela calmamente — Financiando com os recursos capturados dos negócios de Gatou. Zabuza se aliaria ao grupo de resistência contra Yagura. Não podemos interferir abertamente porque as outras nações poderiam se envolver.

— Isso fará de Konoha a única vila com a qual Kiri já se aliou e nos dará a lealdade das duas grandes aldeias — disse Sarutobi.

— Acredito que como é uma guerra civil, pode ser abordado de maneira cautelosa para evitar perdas de civis e aliadas. — Harumi disse.

— Então sua ideia é que Konoha não enviei abertamente seus ninjas, todavia financie com informações e recursos. — afirmou o Hokage.

— Sim, Hokage-sama.

Minato estava ciente que Harumi era uma jovem garota inteligente. Iruka sempre dizia que ela escondia sua inteligência, e que se ela quisesse, poderia facilmente rivalizar contra Shikamaru, o herdeiro dos Nara. Entretanto, isso estava muito além do que uma criança deveria planejar. Ela tinha planejado derrubar um Kage de uma vila estrangeira.

Sandaime suspirou. Era a vontade de fogo que a geração anterior fosse superada pela próxima. Harumi simplesmente pensou em medidas muito mais cedo do que ele imaginou.

Minato perguntou:

— No tempo que passou em Nami no Kuni, suponho que você tenha formulado algum plano?

Harumi assentiu. — Hai, Hokage-sama.

— Explique-me, e eu posso levá-lo em consideração para a reunião de amanhã.

Harumi fechou as mãos em punhos e começou a detalhar o plano que havia criado nas semanas anteriores.

— O primeiro passo seria estabelecer um posto avançado em Nami no Kuni. Daremos segurança ao povo da Terra das Ondas, fiscalizaremos e quem usar a ponte e até cobraremos uma taxa razoável sobre o pedágio, para os nossos serviços — ela disse com cuidado para não parecer arrogante ou audaciosa demais.

— Então, podemos usar os navios de Gatou, para transportar secretamente armas, etiquetas e até shinobis disfarçados para as ilhas que compõem Mizu no Kuni. Talvez seja melhor dividir as nossas forças para elas poderam se mover de maneira mais discreta, e utilize a manobra de pinça no alvo.

Minato se viu assentindo enquanto ouvia. — Quais ilhas? — ele perguntou.

— Isso depende. — respondeu Harumi, sentindo-se mais à vontade enquanto continuava falando. — Só podemos começar as operações após termos confirmado um tratado com as forças rebeldes. É aí que entra Zabuza-san. — explicou Harumi, virando brevemente a cabeça para o homem que a olhava pensativo.

— O que tem em mente, pirralha? — Zabuza perguntou, bastante interessado. Ele estava tão pronto para desistir do seu sonho, contudo a garota estava lhe entregando todos os recursos e planos para alcançá-lo. Ela não tinha ideia como isso faria a diferença em tantas vidas que estavam mergulhadas em dor e medo na tirania em Kiri.

— Um embaixador da escolha de Hokage-sama acompanhará Zabuza-san, que confirmará as intenções de Konoha. O embaixador irá coordenar os esforços com os rebeldes para determinar quando e onde irá atracar, bem como qual dos shinobis rebeldes terão o nosso apoio, e o próximo Mizukage.

— Eu sou a melhor escolha — disse Zabuza, seu tom desafiando qualquer um que pensasse em discordar dele.

Harumi encarou o espadachim.

— Você pode garantir que o povo confiará em você? Que eles não terão medo e iniciarão outra guerra? Que não o considerarão outro tirano no poder?

— Claro que posso! — disse Zabuza com irritação.

Harumi balançou a cabeça levemente. — Se outros estão dispostos a segui-lo, não vejo um problema. Deve ser simplesmente alguém capaz de comandar a lealdade dos outros rebeldes sem questionar.

— Zabuza-san, você deve participar da nossa discussão amanhã — convidou Minato — Você deve apresentar sua opinião e contribuições.

Zabuza assentiu bruscamente. — Eu estarei lá. Conte com isso.

Harumi garantiu que o Hokage terminasse de falar antes de começar de novo: — Após a seleção do Godaime Mizukage, visto que tudo esteja preparado, será apenas uma questão tempo para esmagar Yagura e aqueles sendo leais a ele. Claro, é preciso considerar o próximo jinchuuriki de Sanbi.

— Que prazo você tinha em mente para o início da operação? — Sarutobi perguntou.

— Começando com o contato com os outros rebeldes e transferindo nossas forças para Nami no Kuni, depois para Mizu no Kuni, eu estimo a preparação total dentro de três a cinco meses, Hokage-sama.

Harumi sentiu seu estômago revirar enquanto os dois homens mais poderosos da Terra do Fogo, até mais que muitas outras, a encarava.

Minato sorriu. — Infelizmente, Harumi, os Exames de Chunin começam em três meses.

— O... exame Chunin. — Harumi repetiu surpresa. A mortificação brotou dentro dela com o erro. — Isso está sendo realizado em Konoha este ano? — A kunoichi estava envergonhada. Ela devia ter analisado melhor a coisa toda. Ela era uma tola.

— Sim, e precisaremos de uma presença tão forte como sempre durante esse tempo. Não poderemos enviar um contingente enquanto recebemos ninjas estrangeiros em nosso meio.

— Mas Hokage… o ideal é que Konoha não enviei um grande número de ninjas. — Harumi disse. — Talvez um número menor, dos ninjas fortes para dar apoio.

Minato virou para Zabuza. — Você pensa que os rebeldes conseguirão lidar?

O demônio da névoa endureceu suas feições e postura. — Somos fortes e duros. Estamos lutando por nosso povo e não falharemos. Com a ajuda de Konoha… seja ela qual for.

Minato retornou os olhos para o trio de genins. Tão jovens e espetaculares. — Seu plano tem mérito. Evidentemente você dedicou esforço a isso, Harumi. Estou certo que isso nos dará muito o que discutir durante a reunião de amanhã. E aqui está. — ele disse, lhe estendendo um pedaço de papel. — Vá a este endereço amanhã!

— Arigato, Hokage-sama — disse Harumi com um sorriso suave. O elogio foi bom depois de algumas noites acordada criando o plano, corrigindo as incógnitas e avaliando todos erros que poderia ter. — Eu ficaria muito honrado se você considerasse. — Ela se afastou e curvou-se novamente, significando que terminou.

Isso lembrou a Kakashi que ele também teria que registrar um relatório por escrito. Droga, e seria submetido após o detalhado golpe militar de sua aluna. Kakashi suspirou. Isso o fez parecer ruim.

O Yondaime riu.

— Equipe sete, vocês se saíram muito bem. Vocês tiveram uma primeira missão difícil, porém foram extraordinários. Quero que tirem a próxima semana de folga para se reajustarem à vila. Afinal, estiveram ausentes durante quase um mês. Vocês podem receber seus pagamentos a qualquer momento depois de amanhã. Vocês estão demitidos.

Kakashi assentiu e levou seus genins para fora do escritório.

— Finalmente! — Naruto gemeu. — Ei, Haku, vamos lá, é hora do verdadeiro ramen! — disse animado.

— Penso que tenho mais negócios a discutir com nossos convidados, Naruto. — disse Minato, sufocando seus planos de jantar. — Você terá que mostrar-lhes em outra hora.

— Não pode esperar, Otousan? — ele implorou.

— Receio que não. — disse Minato, não medindo espaço para discussões. — Sua mãe deve estar ansiosa para vê-lo.

Naruto virou o nariz para ele. — Hmph. Mais tarde pessoal. — ele se despediu quando fechou a porta atrás de si.

Minato voltou sua atenção para os nukenins.

— Zabuza-san, vou mostrar a você e seu aprendiz seus aposentos durante a sua estadia. Estou confiando no julgamento de Kakashi de que você não representa uma ameaça. Mas, por favor. — disse o Hokage, sua voz se tornando implacável — Não tome minha hospitalidade como garantida. Não me faça ter que te matar.

Talvez essa fosse sua imaginação, mas Zabuza teve a impressão que estava sendo ameaçado.

— Obrigado. — Zabuza ouviu-se dizer. — Vejo você na reunião. Vamos, Haku. — eles saíram da sala, deixando os dois homens mais poderosos do mundo ninja.

Minato olhou para Sandaime.

— Esse time promete muito — afirmou o velho Hokage — Estou ansioso para a reunião de amanhã.