A garota do time 7 - Livro 1

18 Capítulo 18 - Eu não vou morrer!


Kakashi estava andando a frente com o velho e Naruto que seguiam despreocupado ao seu lado. Sasuk olhou par o amigo, que retorno o olhar com os olhos claros.

— O quê? — ele perguntou em um tom lamentoso.

Naruto olhou-lhe por mais alguns passos antes de olhar para frente. — Por que você tem andando mais calado que o normal? — Naruto perguntou.

Sasuke inclinou a cabeça e encarou seu amigo. — Eu sempre fui silencioso, você que é o falador do grupo.

— Não seja uma merda. Sabe o que quero dizer — Naruto grunhiu em resposta.

— Esta situação toda me deixa tenso.

— Daremos conta — Naruto disse com confiança — Ficaremos todos bem.

O moreno apenas fez uma careta profunda enquanto lentamente desviava o olhar para longe do amigo.

— Eu percebi estar olhando muito para Harumi. Decidiu ser fisgado? — Naruto brincou.

Piscando os olhos escuros, Sasuke olhou para as costas do loiro. — Não diga besteira. Ela apenas me surpreendeu. É mais forte do que aparenta ser, apenas isso.

Os dois se aproximaram do fim da ponte de Tazuna, onde os outros permaneceram congelados. Sasuke observou o que chamou toda a atenção deles. Os trabalhadores estavam todos esparramados pela ponte.

— Em posição! Kakashi latiu enquanto examinava a área, estendendo o braço para impedir que o cliente se aproximasse dos corpos dos amigos caídos.

Naruto criou mais clones e os espalhou ao redor, não demorou muito para ter retorno das memórias dos clones dispensados. Kakashi arregalou os olhos, — Quandi foi… — ele não se lembrava de ter ensinado ao seu aluno loiro esse jutsu.

— Surpresa? — disse Naruto, mas eles não tiveram tempo para muita conversa, pois uma névoa começou a tomar conta do lugar — Kakashi-sensei, este é o...

— Kirigakure no Jutsu — o jounin terminou — Equipe, prepare-se! — ordenou, e prontamente Naruto e Sasuke sacaram suas kunais e colocaram-se em posição de combate.

Uma risada familiar e sombria eclodiu de dentro do recém-formado banco de nevoeiro. — Quanto tempo, Kakashi.

Naruto olhou em volta, ele disse:

— Puta merda! Ele está vivo! Eu nunca mais vou chamá-lo paranoico, Kakashi-Nii.

O homem lançou-lhe um olhar desanimador e um pouco confuso. — O quê?

O loiro riu nervosamente. — Você! — Ele apontou para o clone mais próximo. — Vá avisa Haru-chan.

— Hai chefe! — gritou o clone. O bunshin colocou as mãos em um selo, preparando-se para se despedir, mas a mão de Kakashi se prendeu em seu braço.

— Espere — Kakashi ordenou — Ainda não. Reúna mais informações antes de dissipar, para que Harumi tenha uma ideia melhor do que esperar — O bunshin assentiu lentamente e recostou-se em uma posição pronta.

Um círculo dos clones de água de Zabuza apareceu e rodeou o grupo, cada um carregando um zanbato.

— Parece que vocês estavam nos esperando — Um dos clones zombou. — Que grande honrar enfrentar Kakakshi Sharigan, melhor que aquela desculpa de Jounin. Ops!

Souja grunhiu e sacou suma duzia de Sebon. Ele queria atacar diante de seu orgulho ferido, porém, ele tinha conhecimento do limite de suas habilidades. Ele duvidava que teria a sorte de sobreviver novamente em um ataque direto contra aquele monstro da névoa.

— Está tudo bem. Nós usamos esse tempo com sabedoria. Por que vocês não lhe mostram? — Kakashi perguntou agradavelmente, enquanto seu olho visível se curvava. — Sasuke? Naruto?

Os dois sumiram em piscar de olhos e destruíram a horda de clones Mizu bunshin com barras de metal e rajadas de chakra. O anel de clones se reduziu a poças d'água quando os garotos retornaram à formação original. Com os dois genins atacando, a necessidade de esforço diminuiu para cada um deles, permitindo que eles economizassem energia.

Souja tinha os olhos arregalados em descrença. Tudo que restou-lhe foi ficar fora do caminho deles. Ele moveu-se para ficar na frente do construtor e protegê-lo com sua vida.

— Heh, legal. — A voz de Naruto complementou.

Outra risada ecoou através da névoa. Atrás do shinobi de Konoha estava Momochi Zabuza e seu jovem ajudante.

— Eu quero que os dois sejam espertos — disse Kakashi.

— Hai, sensei — confirmou Sasuke, e correu encontrando o aprendiz de Zabuza no caminho, permitindo que kunai e senbon se chocassem.

Naruto estava pronto para se divertir ao lado de Sasuke, quando memórias inundaram sua mente.

— Kakashi-Nii — o loiro sibilou com urgência — Alguns outros clones encontraram rastros de um shinobi e dois samurais indo para a casa!

O olho visível de Kakashi arregalou-se por uma fração de segundo quando ele digeriu essa informação, contudo, ele manteve sua reação controlada.

— Um shinobi? Você tem certeza? — ele perguntou com cuidado, ainda olhando sozinho para os dois jovens shinobi.

— Tenho certeza. Devo ir agora?

— Não — Kakashi ordenou — Harumi terá que lidar com isso. Você precisa proteger Tazuna.

O loiro franziu os lábios, pensando que Kakashi não estava lhe dando crédito suficiente, mas não se opôs. Ele criou um pequeno batalhão de clone na frente de Tazuna, protegendo-o.

Sasuke girou e bloqueou o senbon de Haku com a kunai na mão esquerda. O Uchiha olhou para seu inimigo, que ainda tinha o rosto escondido pela máscara. Esse bastardo teve a coragem de pensar que ele entregaria o construtor da ponte após investir tanto tempo e esforço em protegê-lo?

— Vá para o inferno — Sasuke ralhou, não diminuindo a pressão que aplicou.

— Você não entende — implorou Haku, monótono — Este é o único aviso que posso lhe dar. Se você não recuar agora, serei forçado a tirar sua vida pelo bem de nossa missão.

Sasuke sorriu maliciosamente. — O mesmo vale para você.

Haku parou um pouco, sabendo que não seria capaz de se segurar contra um portador do Sharingan. Com um suspiro interior, ele se resignou a ter que terminar pelo menos uma dessas jovens vidas.

— Como quiser! — Haku usou uma das mãos para fazer uma sequência rápida de focas, para grande surpresa do outro garoto. — Hijutsu: Sensatsu Suishou.

As poças criadas pelos Mizu Bunshin destruídos de Zabuza subiram à vontade de Haku, quando ele pisou no chão, canalizando chakra focalizado através de sua perna. A água flutuante formou finas agulhas de gelo, que envolviam os dois combatentes.

Vendo o ataque que se aproximava, Sasuke ativou seu Sharingan e empurrou contra Haku com todas as suas forças. A parede de gelo do inimigo era dura como concreto. Sasuke então jogou às duas kunai que ele segurava; um apontado para o ombro do ninja mascarado e a outra para o joelho.

Haku girou habilmente em uma antena entre os projéteis. Foi só quando eles passaram que ele percebeu haver algo conectando às duas kunai. No ar, o garoto mascarado não conseguiu se esquivar quando algo o envolveu. Tarde demais; ele percebeu ser um fio ninja de alta qualidade. Às duas kunai recuaram, deixando Haku abismado. A kunai embutida no concreto, completando a contra-armadilha de Sasuke. Envolto em um casulo desconfortável de aço flexível, Haku foi forçado à inação.

Sasuke começou a formar selos de mão em alta velocidade, assim que suas mãos estavam livres. Ele girou os calcanhares em rotação de círculo completo e soltou a técnica.

— Katon: Housenka no Jutsu! — Sasuke arremessou várias bolas de fogo precisamente apontadas, que colidiram umas com as outras no ar, criando anéis de explosões.

Quando ele se virou para seu oponente em cativeiro, Sasuke notou os sons das agulhas de gelo batendo na água abaixo. Parecia que suas técnicas de fogo não eram quentes o suficiente para derreter que gelo Haku criou.

O Uchiha estava determinado a garantir que isso não importasse. Ele apertou os dentes no fio preso na boca, que estava conectado às amarras de Haku. Invertendo o efeito de suas rotações anteriores, desenrolou-se ao redor dele e se endireitou. Sasuke rapidamente completou um segundo conjunto de selos manuais.

— Katon: Ryuuka no Jutsu! — um fogo feroz acendeu e seguiu em direção ao aprendiz de Zabuza.

—oÕo-

Harumi encarava o Shinobi Amegakure com ferocidade enquanto seus braos tremia segurança a sua espada — herança da sua falecida mãe — enquanto bloqueava o ataque daquele homem.

Seu corpo estava exausto. O acumulo de dias sem dormir corretamente, a missão para a base secreta de Gatou não facilitou. Ela e Corvo retornaram de imediato a toda velocidade. O ANBU foi direto para a ponte e Harumi seguiu para a casa do construtor.

A cena que deparou a deixou apreensiva. O misterioso ninja feri um dos genins do time 5, o segundo tremia como vara verde em frente a Tsunami e Inari, ao que Aiko lidava sozinha com o Shinobi. Bem, mais precisava tentava sobreviver.

O Shinobi Ame atacou com sua espada pronto para cortar a genin ao meio, mas foi impedido por Harumi. Um segundo, foi o suficiente para impedir que sua ex-amiga fosse morta.

— Espero não estar atrapalhando! — exclamou Harumi com sarcasmo.

Ela firmou os pés no chão e jogou o corpo para frente, forçando o ninja a recuar. O homem de cabelos verdes pulou alguns metros para trás e olho irritado.

Harumi redefiniu a sua posição de ataque e defesa, e sem olhar para trás, disse para a outra garota:

— Pegue o seu companheiro e vá para casa. Eu coloquei uma barreira ao redor dela. Ficaram protegidos lá.

Aiko saiu de seu espanto e levantou: — Eu… posso ajudar… eu…

— Vai logo! — Harumi ordenou com autoridade, não deixando brechas para ser desobedecida por Aiko.

Ainda pasma sem entender o que aconteceu e quem era aquela Harumi destemida a sua frente, Aiko se moveu. Com ajuda do que parecia um clone de Naruto, ela pegou seu companheiro desacordado Hachibi. Ela não superou o fato que alguns minutos atrás, viu Harumi levar uma espada no peito, antes de desaparecer em fumaça. O loiro Naruto disse que tudo bem, que aquele era apenas um clone das sombras, assim como ele.

De alguma forma, a verdadeira Harumi surgiu do nada e a salvou. A garota medrosa, magricela e calma mostrou-se forte e rápida, e a salvou.

Harumi nunca desviou os olhos do seu inimigo a frente, mas manteve-se atender as ações de Aiko. Somente respirou fundo quando a outra garota e seu companheiro inconsciente chegaram a varanda da casa simples.

Finalmente, ela reparou no shinobi. Ele estava vestido com uma roupa que cobria tudo, exceto o rosto e os braços. Um grande guarda-chuva estava amarrado nas costas. O hitai-eat em sua testa confirmou seu status como um shinobi. Ela reconheceu às quatro linhas verticais em sua placa de metal, uma das quais foi parcialmente obscurecida por mechas de cabelo verde. Era a insígnia de um shinobi Amegakure.

Fazia sentido que Gatou contratasse um ninja que vivesse em um ambiente úmido. Eles provavelmente ficariam tão à vontade quanto Zabuza, nos arredores ricos em água do País das Ondas.

Harumi permaneceu em posição de emboscada. Um ninja solitário operando em um país estrangeiro provavelmente era forte e perigoso. A kunoichi estava lidando com um jounin. Ela temia que sua morte estivesse escrita para hoje.

Ela considerou em contar para ele sobre Gatou, que não haveria pagamento, contudo desistiu. Esse tipo de ninja, gostava de matar por prazer.

Harumi manteve-se escondida quando o último clone loiro caiu em pé no chão, em frente ao ninja da Aldeia da Chuva. Ele parou, todavia não parecia abertamente ameaçado pela aparição repentina do ninja de Konoha.

— Qual é o seu negócio aqui? — o clone de Naruto, que havia ajudado Aiko, retornou para o lado de Harumi, e exigiu com o tom desafiador.

— Meu negócio? — ele repetiu em tom esnobe — Bem, depois que eu te matar, eu mato seus colegas, limpamos o que resta de Kakashi e Zabuza, coleciono as suas recompensas e sigo o meu caminho alegremente. — disse o ninja mais velho, parecendo gostar muito de sua própria voz.

Harumi se perguntou porque os vilões sempre contavam seus planos no fervor da batalha. Eles certamente gostavam de ouvir o som das suas próprias vozes. Se ela tivesse que matar alguém, ela estava feliz que era um idiota perfeito como esse cara.

— Você não é metade do homem que Kakashi-Nii é, então você tem que tentar vencê-lo depois que Zabuza fez todo o trabalho duro. Nada além de um covarde — o clone disse com desdém.

— Rokusho Aoi é um oportunista — o shinobi de Ame disse com um sorriso cruel — Quantas vezes alguém tem a oportunidade de derrotar duas lendas de uma só vez?

— Você certamente tem bolas grandes. Por que você não volta com o rabo entre as pernas para uma vila de água doce?

Harumi gemeu.

Porque esse estúpido clone tinha que irritar o cara? Isso somente tornaria a vida de Harumi ainda mais difícil.

O corpo do ninja ficou tenso.

— Cale a boca, seu pirralho! Esse tolo senso de honra que Konoha desfila por aí é exatamente o porque eu deixei a vila. Sua recompensa também me dará boa diversão. Quão idiota o Yondaime é para enviar seu precioso filho para fora da aldeia? Para um verdadeiro ninja, qualquer método necessário é o método correto.

Então esse cara era um nukenin de Konohagakure?

Os olhos de Harumi se estreitaram. Ela nunca iria entender como alguém poderia trair tão facilmente seu lar.

— Um covarde e um traidor? — o clone instigou — Cara, você é uma merda lamentável. Pelo menos Zabuza parece ser convicto de suas crenças, mas você, eu penso que é apenas um idiota.

— Eu vou gostar de te matar, pirralho da folha — o ninja rosnou — Quantas vezes for preciso!

— Ah, eu machuquei seus sentimentos? Parece que alguém precisa de um abraço! — o clone de Naruto disse.

O nukenin estava segurando rapidamente o que parecia ser o punho de uma espada. Uma lâmina que parecia ser feita de raio surgiu do punho com um grito de trovão. O clone se dispensou em um ‘pop’, no entanto, antes de ser eliminado, ele jogou as etiquetas explosivas que Harumi tinha lhe entregado.

Rapidamente, Harumi ativou os selos, que causaram uma explosão calamitosa. Ela precisava retardar o máximo possível o shinobi.

O homem de cabelos verdes pulou da fumaça ondulante, ofegante, tendo escapado do peso da explosão com seus reflexos. A tática de auto-aniquilação do bunshin falhou em eliminar o shinobi traidor, mas ele estava longe de sair ileso. Cortes e machucados cobriam seus braços descobertos, várias manchas escuras mancharam o que restava de sua roupa, indicando perda de sangue.

Harumi precisava enfraquecê-lo. Ela sabia jamais teria chance contra um ninja em plena capacidade.

— Sua maldita pirralha! — ele uivou, virando a cabeça freneticamente para procurá-lo com olhos de pânico.

Harumi acenou para o último clone de Naruto ao seu lado.

— Proteja Tsunami, Inari e o time 5 — ela ordenou antes de pular para fora do seu esconderijo, pousando alguns metros de distância do nukenin enquanto o clone corria para a casa.

Ela não esperou o cara se recuperar da explosão e ativou as etiquetas que colocou no chão, causando mais explosões, porém agora as etiquetas estavam escondidas debaixo da terra, fazendo com que uma cratera se abrisse debaixo dos pés de Aoi.

— Sua puta! — ele gritou pulando novamente antes que caísse na cratera. Ainda no ar, ele gritou: — Encare o poder do Raijin-ken! — O ninja Rain agitou sua espada freneticamente em todas as direções.

Harumi fez selos manuais com às duas mãos e ativou a barreira ao seu redor. Uma barreira roxa a rodeou, protegendo-a do impacto cortante do Jutsu, mas ela viu a barreira começar a rachar.

Assim que o poder do jutsu foi perdido, várias shuriken e kunai voaram das etiquetas de armazenamento que ela colocou nas árvores mais próximas, que rodeava o campo em frente à casa. Uma chuva de aço choveu, sobre o ninja ferido, das árvores.

Os olhos do homem de cabelos verdes se arregalaram quando se atrapalhou um momento com a alça do seu guarda-chuva, antes de desenrolá-lo. Ele girou o guarda-chuva, desviando o ataque de Harumi. O ninja Ame jogou sua peculiar arma para o céu, onde começou a girar rapidamente.

— Joro Senbon! — O guarda-chuva polvilhou a floresta com um fluxo interminável de agulhas de metal. Harumi se moveu rápido, tentando desviar-se de todas as armas que cobriam o campo.

Ela caiu alguns passos atrás e gemeu de dor. Sem tirar os olhos de seu inimigo, ela removeu rapidamente as agulhas de aço de sua coxa esquerda e ombro. Harumi desviou da maior parte, entretanto ainda não saiu ilesa.

O som distante de um estrondo e um grito a assustou. Possivelmente era dos mercenários que seguiram para a casa de Tazuna, pelo fundo. Harumi estava confiante que sua proteção na casa aguentaria, a menos que um dos samurais conhecesse focas.

Ela retornou a sua atenção para o ninja sangrando. Aoi moveu para pegar o seu guarda-chuva, e isso, fez Harumi percebe que precisava inutilizar esta arma.

Ignorando a dor cruciante em sua coxa, ela sacou várias kunais — quatro em cada mão — e correu para o inimigo. Harumi jogou as armas, não acertou Aoi, mas o impediu que chegasse ao guarda-chuva.

Ela segurou com firmeza a sua espada e a ergueu contra o shinobi de Ame. O homem desistiu do guarda-chuva e brandiu sua espada com um sorriso psicótico. Quando a lâmina do relâmpago emergiu, ele a golpeou com todo o seu peso atrás do balanço, Harumi conseguiu interceptar o ataque com sua própria espada, porém a perna machucada dobrou sob a pressão, ela foi levada a ficar de joelhos.

O ninja de Ame pressionou mais forte a garota, com a intenção de cortá-la em pedaços. Harumi rangeu os dentes com as pontadas de eletricidade que corriam por seus braços.

Estava claro para ela que seria dominada. Pensando rapidamente, ela deliberadamente caiu de costas, usando a força de seu inimigo contra ele mesmo, fazendo-o perder o equilíbrio e começar a tropeçar na sua direção. Liberando uma mão da espada, Harumi bateu a palma da mão contra a perna esquerda de Aoi, e gritou:

— Chūdoku Gijutsu!

Aproveitou a distração do homem, ela deu um chute em seu queixo, fazendo-o voar para trás e liberando-a. Harumi chutou suas costas, aterrissando em seus pés, favorecendo seu lado direito, e pulou alguns metros de distância do homem.

— Você pensa que um tapinha na perna vai me parar? — disse com os lábios enrugados — Vejo que você não conseguiu escapar do meu Joro Senbon.

— Ah, isso? — Harumi perguntou, indicando a perna dela — É apenas um arranhão. Já fui mordida por um tigre gigante. Doi bem mais do que as suas agulhas — Sim, totalmente, ela estava insana da cabeça. A doença de Naruto passou-lhe, por estar provocando um inimigo no calor da batalha. — Mas já você… não durará muito tempo.

— Uma menina fraca como você jamais me venceria — o ninja disse em desdém, então ele sentiu leve tontura, porém firmou o aperto de suas mãos na espada.

Harumi apertou igualmente os seus dedos na espada. A arma era herança da sua falecida mãe. Sua mãe Haruki fora hábil em Kenjutsu. Demorou muito para Harumi aceitar a espada e decidir treinar com ela. Sua mãe morreu quando ela tinha 5 anos, e ela demorou quase dois anos para aceitar essa relíquia. Quando o fez, seu pai lhe conseguiu um professor. Ela ainda preferia Fuuinjutsus, porque segurar a bela arma sempre a deixava emocional.

— Veremos quanto tempo levará para o veneno percorrer todo seu sistema.

— O que está dizendo, pirralha?

— O selo que coloquei em sua perna… é um poderoso veneno… não existe antídoto. — Harumi disse confiante. Devido a sua paixão em ler, ela leu em algum lugar que as emoções sempre interferem em uma batalha, que era importante saber desestabilizar psicologicamente seu adversário.

Os olhos afiados do espadachim a estudou. — Está blefando. — ele disse e correu para ela, mas Harumi estava pronta.

Ela rebateu o ataque da espada que poderia cortá-la facilmente no meio. Harumi girou para a direita, libertou uma das mãos e sacou uma kunai tão rápido que Aoi não viu chegando, o que o levou a ter um olho cortado.

O Ame shinobi pulou para trás e levou a mão ao olho, ciente que seu globo ocular estava totalmente danificado. Ele rosnou quando o sangue escorreu por seu rosto. Ele estava sangrando, com dor e infeliz, tudo por um genin com o nariz entupido. Aoi gritou de raiva, e começou um furioso ataque.

Harumi bloqueou com sua espada, estremecendo quando a eletricidade espalhou contra o seu corpo. O ferimento da kunoichi finalmente mostrou seu efeito, fazendo-a tropeçar para trás.

O único olho bom de Aoi brilhou sadicamente quando ele cortou com todo o poder que ele poderia invocar. Harumi tentou bloquear o ataque com a espada, todavia sob a força do golpe, gritou quando seu corpo doeu pela eletricidade e caiu no chão.

Atordoada pela descarga da lâmina, os olhos da garota se arregalaram quando Aoi direcionou a espada contra seu peito. Ela se moveu no último instante, mas não rápido o suficiente para impedir ser atingida. A espada perfurou a carne em sua cintura. Harumi gritou, tanto de dor como fúria. Novamente, fora ferida. Isso a estava deixando irritada.

Aoi olhou-lhe predatoriamente.

— Agora é a parte em que você implora por sua vida.

—oÕo-

Inari soluçou, sentindo-se totalmente impotente e patético para fazer qualquer outra coisa.

Sua mãe e ele estavam protegidos na casa, ele sabia disso. Os dois bandidos que tentaram entrar, foram jogados em uma explosão para trás, somente para serem nocauteados pelo clone de Naruto e amarrados contra duas árvores. Os tres ninjas eram inúteis. Um estava ferido, outro tremendo de medo e a menina tentando ser forte. Eles não iriam ajudar Harumi-chan.

Mas agora, ele e Tsunami observavam a cena da varanda da casa. A garota seria morta, e Inari sentia que não poderia fazer nada. Mais uma vez, uma pessoa que começou a estimar seria morta em sua frente.

O garoto enfiou a mão no bolso do macacão e tirou a kunai que Sasuke havia lhe dado na noite passada. Ele só poderia usá-la se não estivesse com medo. Inari se fortaleceu. Respirando fundo, ele correu para fora da casa, ignorando os gritos de Tsunami para que ele não fosse.

O menino parou alguns metros de distância contra o ninja com a espada e gritou:

— Pare!

— Bem, se não é o pirralho — disse Aoi e seus olhos pousaram na kunai que o garoto segurava com um aperto fraco e inexperiente. Ele puxou a espada do ferimento de Harumi e começou a andar na direção da criança — E veja, ele tem uma arma para si — zombou, sentindo a sua vontade de tirar sangue subir.

Inari respirou fundo várias vezes e gritou: — BASTARDO, DEIXE HARU-CHAN — Inari correu em direção ao homem cruel.

Os olhos de Tsunami e Harumi se arregalaram. A genin se sentou. Ela precisava fazer algo ou aquele garoto seria morto.

Quando viu Aoi erguer a espada, pronto para cortar o menino no meio, Harumi moveu as mãos em alta velocidade, pegando sua espada e correu. O medo que não desse tempo pulsou em suas veias. Concentrando seu chakra na espada, ela direcionou sua afinidade elemental de água:

— MIZU SHURIKEN BUNSHIN NO JUTSU. — ela gritou e várias shuriken de água surgiram, duplicando a vida que voava na direção do ninja de Ame. Ela nunca seria tão grata por Kakashi ter lhe ensinado alguns ninjutsu de água.

Aoi virou-se zombando do ninjutsu fraco, porém foi sua arrogância que contribuiu para sua queda. Focando em Inari e no jutsu, não viu quando Harumi surgiu entre as armas de água, segurando firme a sua espada. Em um segundo, sua arrogância foi perdida para o olhar de choque, antes que seu único olho visível perdesse o brilho.

Inari parou em seu caminho quando as mãos frenéticas de sua mãe o agarraram. Mãe e filho olharam pasmos quando a cabeça do ninja desertor tombou para o lado e finalmente caiu no chão. Demorou alguns segundos, mas logo seu corpo seguiu o mesmo caminho, levantando poeira quando chocou contra o chão.

Tsunami tampou os olhos do filho com a mão, para que ele não visse aquela cena.

Harumi permitiu que o peso do seu corpo ferido caísse contra o chão. Seu peito subia e descia rápido diante da respiração frenética.

— Desculpe por demorar... pensei que o veneno agiria mais rápido — ela disse em voz afoita.

Aiko olhava paralisada para a cena. Ela nao podia acreditar no que tinha ocorrido.

— Harumi! — Inari chamou, sentindo-se imensamente aliviado. Ele se desvencilhou das mãos de sua mãe e correu até a garota ferida. — Não morra!

Ela sorriu.

— Não vou morrer. — ela disse e ergueu a mão acariciando as lágrimas do menino. — Apenas cansada…

Não demorou até que Tsunami se aproximasse e ajudasse a garota a levantar. — Vamos para dentro, vou cuidar de suas feridas.

Harumi negou com a cabeça.

— Eu vou cuidar do corpo dele e depois ir ajudar meu time — ela disse — Voltem para casa. Ficarão protegidos. Não sei se Gatou enviará mais pessoas atrás de vocês — Harumi pousou uma mão na cabeça do garoto — Você foi muito corajoso, Inari. Obrigada por estar disposto a se arriscar para me ajudar.

— Você realmente acha? — ele perguntou um pouco animado demais. Inari se acalmou, pensando em como Sasuke reagiria se estivesse em sua situação — Quero dizer, uh... — Ele deu de ombros casualmente, fazendo o possível para parecer indiferente — Obrigado.

Harumi revirou os olhos.

— Voltem para a casa! — ela disse.

Mãe e filho pareciam relutantes, entretanto Tsunami viu razão no que a garota disse, e puxou Inari de volta para casa. Se ficassem no caminho, apenas atrapalhariam.

Quando estava novamente sozinha, Harumi se ajoelhou e usou a espada da sua mãe como apoio. Ela olhou para o corpo decapitado de Aoi e quase vomitou. Havia matado alguém. Contudo, agora não era momento para ter um ataque de pânico. Ela precisava manter-se profissional, mesmo que seu corpo estivesse a ponto de entrar em colapso. Aquele Fuuinjutsu tomou muito de seu chakra.