A garota do time 7 - Livro 1

17 Capítulo 17 - Mate o líder


Os olhos castanhos encaravam o céu estrelado sem nuvens. Incapaz de dormir, Harumi estava mais uma vez virando a noite acordada, porém ao invés de ir treinar, ela estava deitada no telhado da residência do construtor aproveitando a brisa noturna e admirando as estrelas.

Quando as suas pálpebras ameaçavam fechar, ela beliscava o braço e forçava-se a acordar. Harumi não queria sonhar com a morte do Shinobi de Iwa, não queria ouvi-lo a acusando de deixar seus filhos órfãos e esposa viúva. Era ridícula, já que ela não sabia nada sobre a vida do homem.

Harumi suspirou e ergueu o braço direito, esticando os dedos como se quisesse roubar uma estrela, todavia, ela parou sua ação quando seus ouvidos captaram um som de passos. A adolescente sentou e olhou ao redor.

As luzes da casa estavam apagadas e a fogueira no quintal estava pequena. Ela tentou captar qualquer som na casa, porém todos pareciam dormir profundamente.

Harumi levantou e esgueirou à beirada do telhado. Seus olhos estreitaram para as duas barracas ocupadas pelo time 7, e pelo ronco de Naruto, deduziu que seus companheiros ainda dormiam.

Ela estava pronta para retornar a deixar no telhado alegando que sua mente estava começando a lhe pregar alucinações por falta de sono, no entanto, um vulto fugindo da casa chamou sua atenção. Harumi estava confiante que não era nenhum assassino de Gatou, pois, ela colocou selos de alerta de intrusos ao redor da casa e na floresta ao redor, além disso, a pessoa parecia estar saindo da casa e não tentando entrar.

Por segundos, ela considerou em chamar por Kakashi ou seus companheiros, mas desistiu da ideia e moveu-se para seguir o desconhecido. Movendo em total silêncio e usando as árvores como barreira de proteção, Harumi seguiu de longe a pessoa até que a floresta acabou e o penhasco que dava acesso à praia.

Sacando a espada do selo em seu pulso, ela passou diante da pessoa e apontou a arma para o peito do fugitivo. O grito estridente, fez Harumi recuar e abaixar a arma afiada. A espada de lâmina fina era herança da sua falecida mãe.

— Tsunami-san? — Harumi olhou descrente. Ela não entendeu porque a filha de Tazuna estava fugindo da casa na calada da noite. — Por que… — ela olhou para além da praia e entendeu. — Desista dessa ideia.

Tsunami tinha a mão no peito e respirava fundo, tentando recuperar o fôlego pelo susto.

— Eu… eu preciso fazer algo. Não quero que mais ninguém morra — os olhos medrosos da mulher encarou a distante ilha.

Harumi guardou a espada e aproximou da gentil mulher. Uma corajosa mãe que queria dar um futuro melhor para o filho, mas estava seguindo para a própria morte.

— Acha mesmo que convencerá aquele homem a parar? Ele apenas a matará. Que quer Inari perder a mãe?

As lágrimas brotaram dos olhos pretos e pereceram pela pele pálida. Tsunami tremeu de medo. — Eu… meu pai está se arriscando diariamente pelo nosso povo…

— Estamos aqui para ajudá-los. Vamos protegê-los.

Tsunami negou com a cabeça. — Vocês são apenas crianças… eu…

— Tsunami-san, somos ninjas e assassinos. Treinados desde jovens, além disso, Kakashi-sensei, Souja-sensei e ANBU-san lidaram com tudo, nós apenas daremos suporte — Harumi tentou amedronta a mulher para desistir da ideia de procurar por Gatou e confortá-la que no final tudo daria certo — Naruto ficará chateado por que ele não terá nenhuma ação. Acredite. Kakashi-sensei é um ninja forte.

— Tem certeza? — Tsunami olhou ao redor.

— Sim! Tudo ficará bem. Agora, retorne para casa. Inari vai ficar preocupado com a mãe dele.

Tsunami acenou e moveu-se em sentido a casa. A mulher tremia, não dava para dizer se era de medo ou pela brisa fria da noite. Harumi permaneceu no mesmo lugar. Suas mãos fecharam em punhos firmes, permitindo que as curtas unhas machucassem a pele macia da palma da mão.

—oÕo-

Harumi andava sem pressa na direção da casa. Seus pensamentos era um vendaval em conflitos. Ela repassava mentalmente os piores cenários e todas as táticas que poderiam ser usadas para que o povo da Onda pudessem seguir suas vidas sem medo.

Em todas as situações, as margens de sucesso eram pequenas, mas havia um cenário que poderia ser o mais benéfico. Nesse momento, ela odiava Kakashi por semear essa ideia em sua mente algumas noites atrás.

Ela freou seus passos e prendeu o seu lábio inferior entre os dentes. Harumi tinha certeza que iria se arrepender se não fizesse isso, só rezava que não acabasse morta.

—oÕo-

Quando os seus pés tocaram a areia da praia, ela ajoelhou-se e buscou o ar com rouquidão. Ela queria abordar aquela missão, mas sua mente sabia ser a melhor jogada. Seus olhos se escondem ao redor em busca de perigo. Por sua sorte, ela noite, e isso iria facilitar que se movesse sem ser vista.

Incapaz de abortar aquela missão que auto-impôs, Harumi levanta — com muito cuidado — segue pela floresta fechada da ilha. Ela usa os galhos das árvores altas como caminho e as copas verdes das árvores como camuflagem.

Ela tem que parar algumas vezes ao deparar com a patrulha do local. Homens com vestes sujas e fedendo a suor. Pelo linguajar e postura, devem ser bandidos contratados por Gatou como capangas.

Não querendo alertar a sua presença, Harumi evita lidar com eles, apenas seguir seus instintos para o coração da ilha onde imagina que esteja a base do empresário mercenário.

Em um salto para outro galho, seus instintos vibram e ela move as mãos rapidamente, pescando etiquetas, e jogando em determinado ponto sem olhar. As etiquetas eram carregadas de veneno, afinal, não poderia arriscar qualquer explosão.

Um vulto desviou com facilidade das etiquetas, as cortando com uma espada de lâmina curta. A garota sacou uma kunai pronta para se proteger, mas antes que piscasse, a pessoa se materializou na sua frente e a afiada lâmina foi pressionada contra a pele pálida da garganta de Harumi, a deixando imovel.

Ela arregalou os olhos quando a máscara branca a saudou e o uniforme preto com prata a fez reconhecer com facilidade o ANBU misterioso.

— ANBU-san? — Harumi gaguejou as palavras denunciando sua surpresa pela presença da figura misteriosa.

— Uma reação ótima, bons instintos — disse o Corvo enquanto abaixava sua arma e dava um passo para trás.

— Eu… eu sei… Não devia ter saído escondido ou considerando que conseguiria. Eu lamento — Ela se curvou em ângulo de 90º em um pedido de desculpas. Harumi sabia ter até chegado bem longe em sua tentativa tola de acabar com essa situação antes que mais pessoas se feriram.

O Corvo acenou com a mão — Sua iniciativa foi uma boa estratégia — ele disse a surpreendendo — Claro, jamais conseguirá sozinho, pois não tem experiência nesse tipo de missão. Por isso estou aqui!

Ela olhou confusa para o homem mascarado. Harumi não sabia dizer se estava sendo elogiada ou repreendida.

— Então, vamos?

— O quê? — ela indagou confusa.

— Mata uma baleia — afirmou o Corvo antes de sair pulando entre os galhos das árvores. A garota demorou alguns segundos para entender a situação e soltou suspiro aliviado antes de seguir o ANBU.

À medida que eles se aprofundaram no pântano, menos luz penetrava na vegetação densa.

A dupla pulou em uma árvore à beira de uma clareira, e olharam cautelosamente ao redor da base das operações de Gatou.

— Como devemos proceder? — Harumi perguntou.

— Teremos que ser cautelosos, eles têm em torno de 40 guardas, mas já retirei os reféns que estavam presos ontem — disse o ANBU Corvo.

— Kakashi sabe que estou aqui, neh — Harumi disse, e recebeu aceno de confirmação — Colocou as armadilhas? Lutar contra todos eles serão irritantes. Vamos nos infiltrar, eliminar o alvo, pegar o que precisamos e sair.

— Concordo. O escritório de Gatou está em lugar perto do topo — disse o Corvo — Você lida com ele e qualquer documento que seja útil, eu eliminarei os demais e libertarei qualquer outro refém.

— E Zabuza e seu aliado?

— Eles saíram bem cedo. Acredito que atacaram a ponte hoje.

— Teremos que criar uma distração — Harumi disse — Por acaso, não saberia nenhum jutsu de névoa ou algo parecido?

— Eu sei como executar o jutsu Kirigakure, sim — admitiu o ANBU, com relutância — No entanto, será necessária uma quantidade de chakra para poder cobrir a área, mesmo que brevemente, chakra que talvez não possua no momento — ele olhou sorrindo timidamente por detrás da máscara.

— Eu posso compartilhar um pouco de chakra — Harumi disse, ganhando atenção de ambos homens — Os Uzumakis eram conhecidos por ter uma considerável reserva de chakra e eu posso ser um descendente!

— Oh, isso parece bom — O Corvo disse animado.

Harumi retirou um pincel de sua bolsa, e pediu ANBU para erguer a manga da sua roupa. — Será temporário, mas quando acabar, você se sentirá um pouco cansado...

— Qual seu nível de conhecimento Fuuinjutsus? — o ANBU perguntou com curiosidade.

— Sou apenas uma estudante — Harumi disse enquanto trabalhava o selo no bíceps direito de Haku — Não chego nem perto de Jiraiya-sama ou da minha avó. Pronto, você vai sentir uma leve queimação.

— Ok!

— Dōryoku dentatsu! — Harumi disse, batendo a mão sobre o selo de tinta que pintou na pele de Haku, ativando e compartilhando um considerável volume de chakra.

Corvo se sentiu levemente tonto no começo, mas logo sentiu-se mais recuperado de chakra. Durou apenas dois minutos, e Harumi afastou a sua mão.

— Pode executar o jutsu.

O ANBU acenou e com facilidade executou o Kirigakure no Jutsu. Primeiramente, a névoa se levantou, principalmente na área do pântano ao seu redor, que se elevou no ar, criando uma névoa densa que envolvia a maior parte da base de Gatou, deixando apenas a ponta visível.

Corvo e Harumi correram ao longo da parte inferior da ponte mais alta, em direção ao nível intermediário. Nenhum alarme disparou quando eles entraram no casulo. Uma vez dentro, procuraram imediatamente os mercenários na área, mas não se depararam com ninguém.

— Isso é certamente divertido — Corvo disse em tom cansado.

— Eu avisei que seria cansativo. É um chakra que seu corpo não está acostumado. — disse Harumi.

O ANBU olhou ao redor enquanto sussurrava: — Eu lidarei com os capangas e reféns, você vai direito para o escritório de Gatou.

Ele ativou algumas armadilhas e eles ouviram explosões do lado oeste, confiante que desviaram a atenção dos guardas, então, saíram do esconderijo e seguiram com rapidez.

Os dois subiram alguns andares. Houve algumas brechas evitadas com o uso inteligente da habilidade de subir em árvores e henge.

A porta do escritório de Gatou estava trancada. ANBU acenou com a cabeça e moveu-se para executar sua parte da operação, enquanto a adolescente, lidava com sua primeira missão de assassinato. Sua primeira morte foi no calor do momento, agora, era algo planejado.

Harumi pegou uma pequena bolsa do selo em seu pulso, e ao abrir, revelou várias ferramentas finas e longas. Ela pegou duas agulhas finas e as usou para destrancar a porta. Antes de abrir, tentou captar qualquer som, mas nenhum barulho foi ouvido.

Harumi entrou no escritório. Ela ainda não se sentia segura sobre seu plano dar certo, ou se Hokage apoiaria, mas seu pai lhe ensinou a pensar em diferentes circunstâncias e aproveitar as oportunidades dadas.

O escritório estava centrado em torno de uma grande mesa de carvalho. Armários de arquivos imploravam para serem examinados. Não havia sinal de Gatou. Ela não sabia se se sentia aliviada ou decepcionada.

Não querendo perder tempo, ela moveu-se em busca de qualquer informação que poderia ser útil para Konoha.

Harumi moveu-se até a mesa grande. Ela olhou os documentos, tentando ver sua utilidade. Ciente que não teria muito tempo, ela abriu um rolo de selagem e começou a depositar sobre ele tudo que encontrou: extratos bancários, escrituras de terra, rotas de remessa, informações de contato. Ao terminar com tudo que estava em cima da mesa, ela abriu as gavetas e pegou alguns livros e arquivos.

— Será útil se acharmos algo com o selo oficial do Daimyo. Isso indica o alcance das negociações de Gatou e o quanto de cooperação ele coagiu.

Em sua procura, encontrou um botão escondido. Inicialmente temeu apertar, mas acabou arriscando, e isso fez um estalo. Ela parou quando um clique foi ouvido. Inicialmente consideraram ser um inimigo, então, uma grande estante se moveu revelando um cofre fortemente fechado.

Ela se aproximou e percebeu ser uma sala de pânico usada como cofre. Havia livros, caixas e sacolas Ao conferir, ela encontrou notas de dinheiro, barras de ouro, livros raros e alguns outros documentos.

Gatou era um homem confiante, que jamais seria derrotado para deixar esses arquivos amostra. Ela leu uma história abrangente de pedidos de remessas em todo o mundo, datado de anos anteriores, incluindo dias programados de partidas e chegadas, com pequenas notas para reduzir o pagamento de qualquer tripulação que não cumprisse os prazos estabelecidos por Gatou.

Os arquivos também listaram a carga oficial sendo transportada por cada navio mercante, geralmente declarando ser um recurso encontrado exclusivamente em uma pequena cidade ou vila onde Gatou mantinha o monopólio

Isso fez o estômago de Harumi embrulhar, em pensar que a ganância daquele homem, e de muitos outros, prejudicava diversas outras vidas e até causaram mortes.

Sua atenção foi desviada quando ouvir uma porta sendo aberta. Ela pegou sua espada do selo em seu pulso e moveu-se para ficar de costa a parede e em posição de ataque, ainda no cofre.

— O que… Quem ousa considerar me roubar? — A voz grossa e arrogante soou pelo escritório. Um segundo, era tudo que foi preciso para vencer o medo e decidir. Harumi não sabia afirmar se a figura chorosa de Inari que brilhou em sua mente a ajudou na decisão, mas tinha certeza que tomou sem nenhum arrependimento.

—oÕo-

Kakashi olhou pensativo para o horizonte, observando o céu pintado em tons de laranjas enquanto o sol nascia. Ele sabia que seus alunos eram habilidosos, mas ainda eram genins sem experiência para lidar com uma batalha. O bem-estar de sua equipe era o mais significativo.

Antes de assumir o Time Sete, Kakashi nunca precisou se preocupar com a segurança dos seus companheiros ou subordinados. O antigo pelotão ANBU sob seu comando estava muito mais próximo de seu calibre em habilidade e experiência; não havia necessidade de tomar conta deles. Kakashi se orgulhava do registro que possuía por completar todas as missões e fazê-las sem que ninguém morresse sob seu comando. Ele sempre se esforçou para não repetir os erros de sua época como genin.

Ele conhecia Naruto desde seu nascimento e não poderia negar que amasse aquele garoto como um irmão mais novo; em qualquer situação, Naruto sempre seria sua prioridade. O menino era sempre tão cheio de energia e tinha habilidade de iluminar qualquer cenário. Infelizmente, Naruto não confiava tão facilmente nas pessoas, principalmente nas crianças da sua idade, por experiências dolorosas.

Sasuke era amigo de Naruto desde pequenos, então Kakashi se acostumou em ter o garoto por perto. Olhar para Sasuke sempre o fazia lembrar-se de Obito e Itachi. Dois Uchihas que o ex-ANBU considerou e admirou, e ambos se perderam para o ódio, guerra e loucura da vida de um ninja. Kakashi pretendia garantir que Sasuke não seguisse esse caminho. Por sorte, ele tinha Naruto, que era uma grande influência sobre o herdeiro Uchiha.

Olhar para Harumi fazia seu peito doer. Ela era a sobrinha que Rin jamais conheceria. Ela era tão diferente de sua tia, porém também tinha alguns pontos similares. A garota era calma e insegura, entretanto era uma brisa refrescante em um time com três prodígios que tinham o peso da expectativa da aldeia, seus clãs e shinobis sobre os ombros.

Cada genin parecia saber exatamente o que eles queriam realizar na vida. Kakashi sabia o quão Sasuke estava sobrecarregado sobre a cobrança do seu clã, mesmo que Fugaku tenha adotado uma postura diferente com o caçula, em relação ao filho mais velho. Uma parte devido a Itachi, que limpou um dos clãs mais antigo de Konoha das maçãs podres. Kakashi sabia que, se Itachi não tivesse eliminado os antigos anciões e seus apoiadores, os Uchiha teriam causado uma guerra civil na aldeia, e mais vidas teriam sido perdidas.

Desde o primeiro dia em que ele foi designado para a equipe de genin, ele pode ver as rachaduras no esquadrão. Harumi não queria estar naquele time, Naruto e Sasuke não confiavam na garota e Kakashi não sabia ensinar ninjas inexperientes. Ele sabia que muitos julgariam seus métodos antiéticos, no entanto, fora assim que aprendia e ensinava ao seu pelotão na ANBU. Ele não queria jogar aquelas crianças no mundo cruel de um ninja sem estarem realmente preparados.

Os sinais eram sutis, gradualmente o trio estava se aproximando. Harumi estava aceitando a equipe que lhe foi selecionada, Sasuke parecia até protetor para com a garota e Naruto estava dando uma hipótese e confiando nela.

Eles tinham um longo caminho pela frente, porém já nas duas batalhas que enfrentaram até agora, Kakashi pode ver o pequeno desabrochar das suas habilidades. Seus alunos foram sensatos, inteligentes e trabalharam em equipe perfeitamente para eliminar os inimigos.

Quando o sol tornou-se majestoso no céu, seus alunos se alinharam em sua frente. Harumi estava no meio, dando a entender que os meninos estavam aceitando-a com mais facilidade.

Kakashi estava considerando qual dos três deixaria para trás para cuidar da família de Tazuna, caso Gatou decidisse atacar os esforços do construtor de pontes de um ponto de vista psicológico.

Olhando para os rostos jovens sob seus cuidados, Kakashi deu um suspiro.

— A partir de hoje estaremos em alerta máximo, pois acredito que em breve nosso inimigo atacará. Suspeito que possa ocorrer um ataque à casa de Tazuna. Harumi! — ele se dirigiu à garota, em tom sério — Você ficará para trás para defender Tsunami-san e seu filho. Naruto deixará alguns clones para ajudá-la. Caso as coisas saiam do controle, elimine um clone com a mensagem de ajuda e Naruto retornará para ajudá-la. Entendido?

— Hai, Kakashi-sensei! — a menina disse. Ele estava ciente que aquele era um clone das sombras criado por ANBU Corvo e usando Henge da sua genin. Kakashi ainda estava receoso com o que incentivou indiretamente Harumi fazer.

Kakashi assentiu. Ele chamou Tazuna enquanto eles se preparavam para partir. Naruto criou os clones e ordenou que eles obedecessem Harumi.

— Boa sorte Haru-chan — disse Naruto em voz alta.

— Sim, você também Naruto-kun — Harumi disse com um pequeno sorriso. Ela não conseguia esconder totalmente seu nervosismo diante da responsabilidade depositada em seus ombros.

— Não morra — Sasuke murmurou em um pequeno aceno, enquanto seguia o pequeno grupo para a ponte.