A garota do time 7 - Livro 1
10 Capítulo 10 — Invasão de Propriedade
Aquele dia foi cansativo. Após quatro missões de rank-D, incluindo lidar com aquele gato infernal, tudo que ela queria era descansar.
Um banho quentinho, antisséptico nos arranhões e refeição com a família, ajudou a melhorar seu ânimo.
O relógio marcava um pouco depois das 21h quando Harumi se jogou em sua cama. Ela pretendia ler um pouco seu livro sobre as aventuras de um samurai antes de dormir.
Contudo, ela mal leu duas páginas quando pedras irritantes começaram a ser jogadas na janela do seu quarto. Harumi conspirou fortemente para ignorar, na verdade, ela até o fez no começo, mas quem quer que fosse era insistente, e não parou.
Bufando, ela largou o livro e deixou o calor de edredom lilás com traços de estrelas e se arrastou até a janela.
— Ei, — ela resmungou quando uma pedra atingiu a sua testa. Harumi esfregou o ligar e olhou para a fonte do incômodo. Apesar de estar escuro, a lâmpada do poste na tua, ajudou a visualizar. — Naruto, esta tarde, — Harumi disse ao depara com a figura masculina. Seu amigo alegre vestia todo de preto ao invés das costumeiras roupas laranjas.
— Vamos Haru-chan, temos uma missão importante — disse Naruto em tom animado.
Harumi revirou os olhos.
— Duvido que recebemos uma missão que precisa ser realizada a noite — argumentou a garota.
Sasuke apareceu e empurrou a cabeça do amigo antes de olhar para a terceira integrante do time 7. Sua postura era fria e arrogante.
— Ele quer nos arrastar para uma de suas pegadinhas — informou o herdeiro Uchiha — Apenas aceite, ou ele nunca vai parar de atormentar.
Naruto deu um sorriso travesso. — Não é pegadinha, é vingança. Tou-san tem que aprender que nossa grandeza não se encaixa em tarefas domésticas.
— Vamos ser punidos! — Choramingou Harumi. Aquela era uma péssima ideia. Não precisava ser um gênio para saber disso.
Harumi revirou os olhos e saiu da janela. Ela abriu o guarda-roupa e escolheu uma roupa discreta. Após trocar de roupa, ela pegou sua bolsa com as kunai, shuriken e fios de cobre, por garantia.
Quando terminava de calçar as sandálias, um barulho vindo da Jana chamou sua atenção. Movendo-se por instinto, ela sacou uma faca e jogou, antes mesmo de olhar.
Seus olhos arregalaram quando percebeu que Sasuke estava na marquise da janela e segurava a kunai.
— Você estava demorando.
Não passou despercebido por Harumi que o garoto tinha as bochechas sutilmente rodadas. Ela se esforçou para não pensar quanto tempo ele estava ali e se a viu trocando de roupa.
— Só não quero ser pega pela ANBU vestido de pijama.
— Hn. — Sasuke murmurou e pulou para trás, sumindo da sua vista.
Harumi gemeu e seguiu para a janela. Ela colocou o pé e depois impulsionou o corpo para frente, caindo do segundo andar e pousando o chão com perfeição.
— Quem estávamos roubando? — Ela perguntou assim que eles deixaram a residência Nohara e seguiam por rotas escuras em direção ao centro da aldeia.
— Não é roubo, estamos pegando emprestado — afirmou Naruto.
— Você pediu?
Sasuke revirou os olhos em desdém para a discussão dos dois e seguiu. O trio parou em um beco escuro que dava visão para o alvo
Harumi arregalou os olhos em descrença quando seu cérebro entendeu o que fariam.
— Não. Sem oportunidade. Isso é traição.
— Não, não é. Eu já fiz isso antes.
— Naruto, eu tenho que concordar. De todas suas loucuras, está é a pior — disse Sasuke. Aposto que os ANBU já sabem de nossa presença.
Naruto sorriu e apontou para um ponto no beco.
— Eu conheço esse lugar como a palma da minha mão. Passei a infância aqui… e conheço várias rotas e pontos cegos.
Harumi simplesmente não podia acreditar que o loiro queria invadir a torre do Hokage. Aquele certamente era o prédio mais bem protegido de Konoha.
— Isso é loucura. Não temos capacidade de invadir, e mesmo que tivéssemos, ainda seria um crime.
Naruto bufou.
— Dois medrosos. Não vamos roubar, apenas pegar emprestado, pois devolveremos.
— O que quer pegar, afinal de contas?
— Você saberá quando entramos. Vamos! — Disse Naruto, revisando para dentro do beco. Ele foi até a parede de tijolos vermelhos e tateou até que encontrou um selo fuuinjutsu.
Ele inseriu a quantidade certa de chakra e deu um passo para trás. Segundos depois, uma porta de madeira escura foi revelada.
Harumi olhou maravilhada. Seu fascínio por selos foi aguçado, e ela se aproximou dos rabiscos para admirar, mas não pôde contemplar muito antes de ser arrastada pelo herdeiro Uchiha.
O trio atravessou a porta e seguiu por um beco estreito e escuro. A misteriosa porta fechou atrás deles.
Naruto pegou um bastão de luz que ajudou a iluminar o caminho. Quando criança, ele explorou cada recanto do prédio do poder em Konoha. Tornou-se habilidoso em fugir dos seus guardas e Anbu e descobriu entradas, esconderijos e lugares antigos e não conhecidos por muitos. A maioria é protegida por fuuinjutsus.
Eles seguiram por alguns minutos, até que Naruto parou diante de uma moldura. Ele retirou uma madeira final, rezando dois buracos, e olhou para eles.
— Temos que sair e entrar na tubulação de ar — disse para seus amigos.
Harumi estalou os dedos em nervosismo.
— Diga exatamente o que faremos. Precisamos de um plano de ação e também desculpas similares se formos pegos, ela disse.
Sasuke acenou em concordância.
— Ok. Não tenho um plano muito elaborado. Só quero invadir a biblioteca secreta dos Hokage — falou Naruto encarando seus companheiros de times. Sei onde fica e a rota segura até lá, mas nunca consegui quebrar o selo de segurança.
— Não! Eu não farei isso — disse Sasuke — Já lhe ajudei em muitas das suas pegadinhas, mas essa é demais. Isso é crime e traição. Seremos expulsos dos shinobis.
— UKE-CHAN! — choramingou Naruto — Podemos fazer isso.
— Por que invadir? Seus pais têm uma biblioteca particular cheia de jutsu — rosnou Sasuke — Sempre tivemos os melhores instrutores particulares. Não precisamos disso.
Harumi ouviu a discussão em segundo plano, porque a sua mente considerava tudo que poderia dar errado naquela invasão, mas também, traçou o que poderia fazer que garantiria o sucesso.
— Vamos fazer — ela disse, e ganhou atenção dos dois garotos.
— Haru-chan… — murmurou Naruto surpreso.
— Até você? — Sasuke disse pasmo. — Devia ser a voz da razão de nós três…
— Sasuke, você já segue a lei melhor que nós três — afirmou Harumi — Mas pense, Naruto é conhecido por pegadinhas, se formos pegos, o Hokage dará uma punição leve. Além disso, os velhos anciões babões, esperam muito de vocês dois, então jamais permitiriam que sejam expulsos.
Naruto deu um sorriso largo.
— E o selo de segurança, não é? Você é fanática por fuuinjutsus, quer testar as suas habilidades em desarmar o selo.
Sasuke arregalou os olhos.
— Você consegue?
Harumi encolheu os ombros. — Duvido muito! Não penso que passamos naquela porta, mas quer ver. Esse selo deve ser antigo, feito por Uzumaki Mito.
— Quem?
— Eu sei quem é. Foi a esposa do Hokage Madeira.
— Senju Hashirama — corrigiu Harumi.
— Ah tah! Ok. Já que é dois contra um, vamos fazer, mas se formos pegos, vou culpar totalmente os dois — falou Sasuke.
Harumi pegou três etiquetas do selo em sua tatuagem em seu pulso, e ganhou atenção dos garotos. Ela sorriu e entregou um para cada. — Pegue na pele, isso irá disfarçar o chakra, cheiro e o barulho.
Quando estavam prontos, Naruto abriu o falso retrato, permitindo que os adolescentes entrassem oficialmente na torre do Hokage. Devido ao horário, não havia nenhum funcionário, salvo pelos shinobis responsáveis pela segurança do prédio do poder.
Naruto os guiou pelos sinuosos e escuros corredores. Talvez por sorte, ou que as etiquetas realmente ajudaram, eles não encontraram nenhum guarda.
Estranhamente, eles conseguiram chegar à biblioteca particular sem muita dificuldade.
Harumi ignorou qualquer coisa que seus companheiros disseram desde o momento que os seus olhos pousaram sobre o selo trincado na porta. Era uma obra de arte perfeita.
Ela nem queria mais nenhum presente aquele ano, pois ali estava seu sonho de consumo.
—oÕo-
Ele sabia que Kushina iria puni-lo por ainda está acordado trabalhando, mas Minato não podia evitar. Ele tinha um senso de dever enraizado dentro dele, ao ponto que não conseguia descansar enquanto estivesse tarefas para finalizar.
O relógio da parede da cozinha marcava um pouco mais após 1 hora da madrugada. A bela casa estava mergulhada no silêncio e escuridão, apenas a luz fraca da cozinha extremamente limpa estava acessa. As crianças dormiam profundamente e sua amada esposa estava
Kushina dormia na cama cria. Não precisava ser um gênio para saber que logo a ruiva iria procurar pelo travesso marido.
Os olhos azuis analisavam o relatório enquanto a mão direita segurava a caneta. A atenção foi desviada do papel quando um sutil assinatura de chakra foi sentida. Minato não precisou erguer os olhos para saber que um Anbu havia se ajoelhado ao seu lado.
— Diga?
— A torre foi invadida.
— Por quem? Espião de Orochimaru?
— Não. Pelo... — O ANBU engasgou. Não era fácil admitir que três pirralhos haviam passado pela pesada segurança.
— O que Naruto aprontou? — Minato largou a cabeça e virou-se para o ninja mascarado. — Bomba laranja? Qual departamento foi afetado?
— O time 7 investiu a biblioteca dos hokages. Ainda não sabemos o que roubaram — anunciou o ANBU com a voz elevada.
Os olhos azuis de Minato arregalaram. Ele não tinha certeza se ouviu correto.
— Está me dizendo que três genin invadiram a torre, sem serem descobertos, desfizeram de um selo dificuldade e roubaram pergaminhos que não tem ideia quais?
O ninja mascarado acenou. Não precisava ser gênio para saber que ele perdeu aposta, por isso, era o único reportando o delito ao homem mais poderoso da aldeia.
— Onde estão? — O silêncio encheu o recinto. — Não sabem?
— Não, Senhor. Perdemos a trilha.
Minato suspirou cansado.
— Vou deixá-lo de castigo até os 18 anos. — grunhiu Minato. Ele não sabia mais o que fazer para controlar seu filho mais velho. O loiro mais velho jurava que, quando Naruto tornar-se shinobi, iria criar mais maturidade.
— Organize pelotão de buscar. Não alerte mais ninguém — ordenou o Yondaime, e sem precisa dizer mais nada, o ANBU desapareceu, como se nunca tivesse estado naquela cozinha.
Por sorte, ele costurou nas roupas de Naruto selos localizadores.
—oÕo-
— Eu não acredito que fizermos isso. Somos criminosos — lamentou Sasuke.
Naruto revirou os olhos em desdem ao amigo.
— Não seja melodramático. Vamos devolver.
Harumi nega a cabeça em descaso para os dois. Aqueles meninos não perdiam oportunidades para brigarem. Ela ainda sentia a euforia percorrer as suas veias.
Ela ainda não podia acreditar que fez isso. Ela, Nohara Harumi, realmente havia conseguido destravar um selo criado por Uzumaki mito.
Era um sonho sendo realizado, pois, sempre admirou e teve como modelo de vida, a falecida matriarca Uzumaki Mito.
Uma mulher inteligente, mestre surpreso de Fuuinjutsu e poderosa.
Após o roubo, o trio deixou a torre do Hokage. Então veio a questão: para aonde ir?
Harumi acabou sugerindo irem.para o templo Inari. O local estava nas dependências do complexo Uzumaki. O local foi residência da Lady Mito antes de casar-se com Hashirama, e depois tornou-se viúva. Kushina também morou lá antes de tornar-se genin.
O local estava deserto. Não havia mais clã Uzumaki para ocupar, mas o templo era zelado e cuidado por Yumi.
No subsolo do templo, havia tesouros Uzumaki guardados. Tesouros que Harumi, Naruto e Mena iriam herdar.
As casas estavam vazias e cheia de teias de aranha, mas o jardim brilhava com a luz da lua e estrelas, já que Harumi ajudava a sua avó cuidar do lugar.
O trio estava no salão ancestral Uzumaki no templo. A luz das duas velas era a única iluminação.
Sentada no chão de madeira lustrada, Harumu leu com cuidado os segredos contidos no grande pergaminho proibido.
Havia muitos tesouros na biblioteca secreta dos Hokages, mas devido o tempo, eles optaram por pegar apenas um.
O pergaminho proibido tinha vários jutsu poderosos, suicidas e perigosos. Não só pelo seu poder de destruição, mas pelo mal uso poderia causar o mundo e ao próprio usuário.
Uma boa parte dele foi criado por Tobirama Senju, por isso, ele atraia tanto Harumi. Além de Uzumaki Mito, a outra pessoa que ela mais admirava era o segundo Hokage.
— Pare de reclamar. Eu sei que você gostou da emoção — disse Naruto.
— Tudo bem! Foi a missão mais emocionante que fizemos — admitiu Sasuke. — Agora vamos devolver.
Naruto rosnou.
— Ao menos quero aprender um jutsu.
— Você é louco? Levaria tempo para aprender um jutsu desse pergaminho. Não temos tempo.
Harumi pegou um pergaminho em branco, tinteiro e pincel do selo no bolso do seu moletom. Ela desenrolou o pergaminho e molhou a ponta no tinteiro.
Sasuke desviou atenção de Naruto que resmungava e observou as ações da garota. Ele aproximou-se dele e agachou para descobrir o que escrevia. Naruto percebeu que ele estava falando sozinho e procurou com seus companheiros, somente para descobrir que Harumi escrevia e Sasuke a observava. — O que estão fazendo? — Aproximou-se da dupla e sentou próximo a eles. — Oh, está copiando os jutsu?
— Não teremos tempo de aprender nada agira — murmurou Harumi sem nunca retira os olhos do pergaminho valioso. — E seria um desperdiço não aproveitar.
— Isso pode ser considerado traição.
— Somente e descobrirem. Larga de ser chato, Uke-chan — reclamou Naruto.
Harumi sorriu, — Escolhi três jutsu — ela disse enquanto finalizava o último. A garota ergueu os olhos e encarou a porta do templo. — Eles estão aqui — afirmou. Com rapidez, enrolou o pergaminho que onde copiou os três jutsu proibidos e o guardou no selo em seu pulso.
Naruto foi rápido em pega o pergaminho proibido e enrolá-lo e segurar firme. Os adolescentes levantaram e encararam o esquadrão de ANBU que surgiu com uma brisa silenciosa e rápida e os cercaram.
—oÕo-
Harumi fechou a porta com cuidado atrás de si quando entrou e casa. Seu olhar era temeroso. O sermão do Hokage ainda estava vivo em sua mente, mas não era as palavras duras do governante da aldeia que temia, não, era duro olhar da sua avó que dava mais medo.
Ela moveu-se em direção a escada, pronta para se esconder em seu quarto, mas assim que seus pés tocaram o primeiro degrau, a voz enferrujada pelo tempo a interrompeu.
— Nohara Uzumaki Harumi, na sala, agora — ordenou Yumi sem brecha para se contrariada.
A adolescente gemeu, e moveu os pés, mudando a direção para a sala e seguiu. Suas mãos fecharam em punhos e sua cabeça inclinou para baixo.
— Sim, vovó.
— Olhe para cima.
Harumi mordeu os lábios inferiores entre os dentes e suspirou. Ao erguer a cabeça ela deparou com sua avó sentada em uma poltrona florida e com seu olhar firme. Seu pai estava sentado mais relaxado no sofá de dois lugares, mas manteve-se calado em todo o momento.
— Eu nunca esperei receber uma mensagem do Hokage informando que a minha neta, futura líder do clã Uzumaki, fosse uma ladra — disse Yumi.
— Eu… vovó… apenas… — Harumi tropeçou em suas palavras, porém calou, quando a senhora ergueu a mão.
— Naruto-san é uma criança travessa e bem convincente, tenha plena consciência disso, mas você deveria saber recusar.
Harumi não queria que a culpa caísse toda sobre Naruto. Sim, a ideia foi dele, todavia, ela concordou com fazer parte do plano. Ela que desfez do selo de proteção da biblioteca particular dos Hokages.
— Não fizermos por mal. Foi apenas… uma estúpida brincadeira que nunca mais faremos — falou Harumi.
— Sim, não haverá. Por que nos momentos que fizerem outra ação tola, você deixará o time 7. — Yumi ditou.
— Vamos com calma, Yumi-sama. — Raiden se pronunciou pela primeira vez. Normalmente, ele permitia que Yumi tomasse as rédeas da educação e até repreensão de Harumi. Sua sogra sempre alegava que ele era muito branco com a filha. — Haru-chan já entendeu seu erro e não cometera mais. Yondaime já os puniu.
— Roubo! Eles roubaram o pergaminho proibido. Que vergonha — lamentou Harumi.
— Desculpa vovó, desculpa pai — Harumi disse inclinando seu corpo para frente em reverência de respeito e lamento.
Como punição pelo ‘delito’, o Hokage Minato separou o time 7 por duas semanas. Cada integrante ficaria em time diferente. Naruto iria treinar com o time de Gai-sensei. Sasuke ficou designado a treinar com o time de Assuma-sensei e Harumi acabou ficando sobre a responsabilidade do time de Kurenai.
Quanto a Kakashi?
Apesar de não está envolvido na travessura, ele foi encargo por não gerenciar corretamente seus alunos, assim, foi ‘punido’ em fazer um treinamento especial com esquadrão ANBU. Habumi tinha certeza que quem seriam punidos seriam os ANBU e não Kakashi.
Mesmo que o ato dos três adolescentes foi inconseqüente, vergonhoso e totalmente errado. Rouba o pergaminho proibido. Foi claro a falha na segurança. Os ANBU foram desleixados em manter a vigilância e segurança da Torre Hokage, assim, eles seriam igualmente punidos.
— Vá para seu quarto. Está proibida de ver seus companheiros de time duramente esses 15 dias. Sairá apenas para treinar. — Yumi declarou. — Está de castigo. É treino e casa, e nada mais.
— Sim, vovó.
— Vá tomar banho e dormir — mandou Raiden.
Harumi não precisou se ordenada pela segunda vez, ela moveu-se com rapidez e correu em direção ao segundo andar da casa, onde ficava seu quarto e o banheiro.
— Sem correr! — disse Yumi.
Ao ouvir a repreensão de sua avó, ela diminuiu a velocidade de seus passos e andou mais calmamente.
— Você é muito brando com essa menina — comentou Yumi.
Raiden suspirou.
— Ela nunca teve muitos amigos — falou Raiden — Sempre foi retraída e tímida. Ela parece está fazendo amigos e sendo menos contida.
— Sim, para fazer coisas erradas — resmungou a matriarca Uzumaki.
— Ela precisa ser adolescente. Harumi sempre teve medo de decepcionar as pessoas e ficou presa em sua concha — Raiden sabia o quanto o passado da sua filha a marcou. Ela poderia não se lembrar dos eventos da sua primeira infância, mas isso ainda não deixava de ser uma cicatriz em sua vida.
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