A garota do Capuz

7 Capitulo VII - Comçando a jornada pela verdade.


Passam se os três dias e hoje entraremos na floresta.

Mariano, o guia decidiu que era melhor levar mais algumas pessoas de modo que estávamos em uma pequena comitiva.

Saímos ao meio dia quando todos tinham terminado de se preparar. Quando a noite cai, armamos nosso acampamento em uma pequena clareira me ofereço para fazer guarda mas recusam, deixo passar, eles não precisam saber do que sou capaz.

– Sou a única mulher no acampamento, é quase certo que algum deles tente algo durante a noite. – Comento com a voz.

– Deixe tentar, amanhã teremos o cadáver de quem tentar faze-lo. – Retruca ela.

Decido ir procurar em volta do acampamento por um rio ou lago para me banhar antes de dormir e um dos caras do grupo acaba vindo comigo a pedido do guia.

Encontro um pequeno lago.

– Vire-se e espere mais adiante. – Digo ao meu “segurança”.

– Tudo bem, mas se precisar de ajuda grite. – Diz ele.

Ele se afasta um pouco e se senta de costas para mim, tiro minha roupa, e entro no lago, é mais profundo do que parecia e eu mergulho nele sem querer.

Uma vez acostumada a profundidade do lago eu decido nadar nele um pouco, vou de margem a margem, mas no meio do caminho de volta vejo algo enorme deslizando sobre a agua.

Tem pelo menos 10m de comprimento, pelo tamanho dela e pela sua cor sei que ela é uma serpente venenosa, uma picada e eu vou ficar paralisada e me afogar.

– Socorro! – Ouço gritos distantes.

O cara que vinha comigo vem até a beira do lago e grita: — O acampamento está sendo atacado, precisamos voltar rap... – E para de falar ao ver a serpente.

Puxa o facão e começa a rodear o lago enquanto a serpente se aproxima de mim, ele toma posição para atacar eu ouço: — Bem vinda, sua presença em meu território me é uma honra. – A serpente falou. Fico completamente perdida.

– Não vai desmaiar de novo vai? – Cutuca-me a voz.

– Desculpe-me a intrusão – Respondo. – Ao que parece, meu acampamento está sendo atacado, você sabe algo sobre isso? – Pergunto enquanto faço sinal para meu “segurança” ficar parado.

Ela mergulha e reaparece na outra margem saltando para fora da água.

– Desculpe o engano, vou desfaze-lo imediatamente. – Diz ela enquanto sai rapidamente.

O cara que estava querendo mata-la vê que ela saiu da agua e se assusta.

– Vire-se. — Ordeno.

– mas a serpente.

– Ela nos ajudará, agora vire-se eu vou sair.

Quando ele se vira eu pego minhas roupas e me visto, vou até o acampamento. A maioria deles foi picado por serpentes e está abeira da morte.

– Voce disse que desfaria o mal entendido não é? – Digo a serpente.

– Perdão, demorei demais para chegar até aqui. – Responde-me ela.

– Todos foram picados pela sua espécie, ou tiveram outas espécies de serpente envolvidas no ataque? – Pergunto a ela.

– Apenas minhas filhas e filhos atacaram. Estamos dispostos a receber qualquer punição.

– Apenas me dê um pouco de seu veneno. – Mostro as costas de minha mão para ela. – Pique. – Ordeno.

– Porque estou fazendo isso? – Penso. Tarde demais ela já me picou. Sinto o veneno descer pelas minhas veias, minha mão arde por causa do veneno, mas também por causa da magia de Ouroboros.

O veneno começa a ser destruído dentro do meu corpo.

– Tire todas as serpentes de perto. Vocês tem três minutos. – Aviso a serpente que me picou. Pouco tempo depois quase todo a o veneno havia sido destruído dentro do meu corpo.

Eu liberei uma aura que fazia com que essa magia passasse também para os outros do acampamento.

Ao amanhecer todos já estavam limpos do veneno, mas eu estava tão cansada que mal conseguia andar, fui carregada mata adentro enquanto a nossa trilha continuava.

Próximo ao horário do almoço a guia avisou que estávamos entrando no território dos Rhirtimn. Me levanto e vou até o guia peço para ir na frente do grupo.

– Desculpe, mas neste estado você não tem condições de andar direito. – Diz ele preocupado.

– Desculpe-me, mas se eu não estiver na frente todos morrem. Não se esqueça que sou a unica capaz de controlar os Rhirtimn. – Aviso-o.

–Tudo bem, mas vamos parar um pouco para almoçar antes. Não vejo problemas adiantar o almoço de hoje. – Diz ele. – Já que pode ser o ultimo. – Comenta consigo mesmo.

Depois do almoço já estou um pouco melhor, consigo andar normalmente, nós levantamos acampamento e recomeçamos a andar.

Quanto mais avançamos mais e mais armadilhas aparecem, até que em certo ponto as armadilhas começam a escassear.

– Tem algo errado. – A voz comenta comigo.

– O quê? – Começo a ficar preocupada.

–Não sei. Sinto uma energia estranha, mas familiar ao mesmo tempo. – Depois de ouvir isto me concentro um pouco e começo a perceber que como a voz disse tem uma energia estranha por aqui.

– Parem! – Grita a voz tomando controle do meu corpo.

Vejo com o canto do olho. Uma cobra alada gigantesca formada de energia está vindo na nossa direção, não tem como qualquer um de nós conseguir sobreviver aquilo.

Meu corpo se move para receber o ataque.

– O que você está fazendo? Vamos morrer! – Grito para a voz.

A voz avança e para na frente daquela criatura, com o braço direito esticado ela assume uma posição de conjuração.

– Ouroboros, deus do fim e do inicio, aquele que morre e retorna como campeão da morte, tome agora esta forma e me preencha com seu poder ilimitado, permita que este frágil corpo consiga derrotar as trevas que nascem da luz!

Minha mão brilhou, por um segundo fiquei cega, vi aquela serpente alada ainda estava ali, mas estava parada. Vi, da palma de minha mão um campo de energia saía, a serpente tentava, mas não conseguia avançar.

– Ouroboros, aquele que vence a morte vence também o tempo, quem vence o tempo não pode vencer sem vontade, permita que sua vontade me possua multiplique minha energia.

– A vontade da luz é grande, mas seu poder é pouco. A vontade das trevas é fraca, mas seu poder é grande. A vontade da luz me moldou, agora traga o poder das trevas e deixe-me mostrar ao mundo o poder desta união!

A barreira que estava na minha frente foi sugada para minha mão e a serpente também foi sedo trazida, seu focinho está na palma de minha mão, ela abre a boca e me engole, toda a energia que estava acumulada na minha mão foi liberada.

Na minha frente eu vi algo que não se pode descrever a luz tomava formas sombrias, em quanto as sombras tomavam formas luminosas. Depois isto sumiu, somente vi a minha frente a destruição que eu causei.

Quilômetros sem absolutamente nada. Uma ravina tinha tomado a maior parte da floresta.

– Este é o poder de Ouroboros? – Pergunto, sem reação melhor, a voz.

– Não, este é o nosso poder.

O mundo gira, e tudo escurece.

Notas finais
bem, pra matar a saldade ela desmaiou outra vez. Logo a história vai terminar se alguém quiser falar algo legal de se por no fim, pode falar agora que o final ainda não está definido.