A frieza dos Malfoys
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Começo de umas férias tripuladas
(Narrador Scorpion)
Mas um fim de um ano, um ano incrível, venci o campeonato de Quadribol sendo apanhador, apanhei todos os pomos de ouro e fico muito feliz. Henry Higgs falou que seu pai ,que tinha sido apanhador, comentou que nunca tinha visto tanto talento na Sonserina. Ao contrário de meu pai tinha talento e estava lá com merecimento, não precisei pagar para entrar e nem oferecer nada para a equipe.
Também neste ano, a Sonserina ganhou a taça das casas, não quero me gabar mas maior parte dos pontos foram conseguidos graças a mim e ao Albus, somos uma grande equipe, completamos um ao outro, parece que estávamos mesmo destinados a ser grandes amigos. Rose ficou muito pistola, sinto que ela tal como eu, quer ser o orgulho dos pais, mas ela mal sabe que o meu esforço não vale de nada...
Rose vê que sua mãe foi muito inteligente e sempre era a melhor da turma, e quer ser igual, ao contrário de mim, quer continuar a ser aquilo que sua mãe era. Hugo era completamente diferente, ele entrou na casa Lufa-Lufa (pensa num garoto gente boa) ele é muito diferente de sua irmã, ele nunca me julgou ou deixou de ser meu amigo por ser um Malfoy, somos grandes amigos.
Lily Luna Potter, que entrou para a Grifindória, tal como a sua prima sempre foi muito desconfiada, podemos ver que sou bem falado na casa dos Potters (risos), vejo isso também em James nunca foi com minha cara e no primeiro ano fez de tudo para me afastar de sua família, o iludido não sabe que meu próprio pai já tenta fazer isso desde do meu nascimento (risos) mas não resultou, eu e Albus somos melhores amigos desde do primeiro ano e fizemos vários amigos ao longo deste tempo, como também fizemos inimigos.
Sim, inimigos, que tal como minha família não aceitam um novo Malfoy, um Malfoy sem preconceito e que aceita todo mundo tal como é, tenho como um exemplo Thomas Goyle, Brutus Nott e Anne Lament.
Thomas Goyle, é o mal em forma de gente, igualzinho ao meu pai, substitui-o em seu legado de destruição, e vem sempre com os guardas costas a atrás... Cresci com eles mas nunca criei amizade, eles são filhos de amigos do meu pai sempre via eles em visitas, jantares ou reuniões. Eles sempre zoaram comigo me chamando de "Malfoy defeituoso.
Sim, e tenho orgulho de ser o "Malfoy defeituoso" é como se fosse um elogio, significava que não era igual a eles e não queria ser de jeito nenhum, sinto que Albus é como eu, não quer ser visto como filho do Grande Harry Potter, o salvador do mundo bruxo e o menino que sobreviveu da maldição da morte, ele quer ser apenas um Albus, um Potter que quer ser ele mesmo, que não tem medo de ser diferente e não se importa se ele não for o "herói.
**
Começou o verão e como todos os anos voltei para a mansão dos Malfoys, minha casa mas não meu lar.
Como sempre meu pai não veio me buscar, eu já estava acostumado, ele estaria em casa a minha espera para fazer o comentário do ano, sim, todo ano é uma nova, no primeiro foi "Não acredito que meu filho foi um empata chapéu e amigo de um PoTtan, agora só falta ser amiguinho de um sangue ruim para para completar a desgraça. Não percebo o que fiz de errado com você, te apresentei crianças da sua idade de sangue puro, mas você vai sempre para o pior" (inocente, mal sabe que tenho vários parceiros filhos de pais trouxas kkk), no segundo foi "Você continua sendo amigo daquele sujeito ? Como sempre querendo manchar o nome da família, você não irá descansar até ver o nosso nobre nome na ruína, o que tem de errado com os amigos que arranjei ? Tô vendo que eles não têm nada de errado, e sim você".
Já estava preparado psicologicamente para o comentário desse ano, mas este ano foi diferente, eu fiz de tudo para não ser criticado pelo meu pai, me tornei bom jogador de quadribol, sou o melhor aluno em muitas matérias e recebi até uma medalha de mérito. Mas sinto que nada é suficiente para agradar meu pai, para agrada-lo verdadeiramente tinha que praticar bullying com os nascidos de pais trouxas e ter aquela ideologia ridícula de puro sangue, mas não é o certo, não consigo.
Quando cheguei a mansão como sempre senti frio daquele ambiente hostil, cada passo que dava vinha acompanhado com o medo da rejeição de meu pai, foi aproximando da entrada e senti a terra a tremer e ouvi o assobio do vento, abri a porta e vi meu pai sentado em sua grande poltrona preta, virado de costas para mim.
— Pensei que este ano iria viver na casa dos PoTtas, há que é tão amiguinho do filho deles.- disse meu pai com um ar sarcástico sério.
— Não teria coragem de deixar você sozinho aqui, você sabe que não seria capaz.
Aí meu pai se levanta rapidamente e vai lentamente ao meu encontro, olhando fixamente nos meus olhos com um olhar severo e coloca sua mão no meu queixo.
— Mas você é capaz de desiludir a cada dia que passa. Thomas Goyle me contou tudo, estou a par das tuas patetices.
Nesse momento me senti magoado, depois de tudo que fiz do tanto que me esforcei, e tem a cara de pau de falar que só disiludo !!!
— Sou o melhor apanhador de quadribol, tenho boas notas e ganhei essa medalha de mérito — tirei a medalha do bolso e mostrei pro meu pai quase esfregando na cara dele — Tá vendo ??? Você recebeu alguma dessas ? É verdade !!!! (Tom irónico) você recebeu uma coisa muito mais grandiosa, né pai ????
— SCORPION !!!! COMO OUSA FALAR ASSIM ? Você não seria nada se não fosse meu filho, um Malfoy, seria apenas mais um aluno naquela escola, sem nome e sem superioridade, apenas um bruxo imundo. (Tom de raiva e desprezo)
Eu esse momento já estava a imaginando meu funeral, fiquei muito bravo com ele quando disse que só sabia desiludir a família e mandou seus comentários preconceitos.
— E pensa que não sei que você tem amigos relés, aqueles sangue ruim, acha bonito um rapaz de seu porte conviver com essa gente, Scorpion ?
— Sangue não é documento pai, eles são como nós, tem medos, tem sonhos e estão lá para aprender magia, tal como eu e tal como você no passado. Quando vai meter na sua cabeça que SOMOS TODOS BRUXOS ???? Não importa nossa origem e sim nosso caráter.
— Você me faz lembrar alguém meu filho, e isso não me agrada. (Disse sério)
— Quem faço lembrar ?
— Harry Potter !!! Você está assim porque está convivendo com aquele sujeito. Você está PROIBIDO DE ANDAR COM ELE próximo ano.
— Você não me pode proibir.
Essa hora meu pai pega a varinha e encosta no meu pescoço
— Você não seria capaz pai, você não seria capaz !!! — disse eu com medo do que viesse acontecer.
— Me testa Scorpion... — disse calmamente, com um tom de voz desafiador
— Apenas queria que você me deixasse ser como sou, ser orgulhoso de mim, a mãe seria orgulhosa de mim se tivesse aqui — disse quase chorando.
Quando falei a palavra "mãe" meu pai paralisou, guardou a varinha e virou as costas.
Virou de novo, sem olhar e disse com um tom de superioridade
— Vai passar as férias todas dentro de seu quarto, só irá sair com minha permissão !!! E não enviará cartas para seus amigos.
Saiu da sala e bateu a porta com força, aquele som doeu mais que um soco na minha cara.
Tô vendo que irei passar mais uma temporada preso em meu quarto, já não é novidade, passei minha vida quase toda lá dentro, eu e meus livros, por um lado é bom, irei estudar e desenvolver mais minhas capacidades e me tornar um dia o ministro da magia, diretor de Hogwarts ou quem sabe, um professor. Gostaria de ser professor de feitiços já que é a área que mais domino.
Subi as escadas e foi em direção para o meu quarto. Como sempre o silêncio dominava aquela casa, apenas ouvia o eco dos meus passos.
Foi em direção ao meu quarto algo brilhante ofuscou minha visão, quando virei para ver o que era, reparei em algo diferente que nunca tinha visto antes no fim do corredor, parecia uma passagem secreta aberta que possivelmente alguém esqueceu de fechar, quando foi me aproximando e aproximando..... Até que, me deu um choque de realidade "imagina se meu pai me apanha vendo as coisas dele, iria viver nas masmorras", virei para trás e continuei meu caminho.
Entrando no meu quarto, vi que nada mudou, está exatamente como o deixei, até um copo que tinha deixado em cima do criado mudo ainda estava lá, meu pai não me preparou nada de especial, é como se minha presença não importasse para ele, sinto que sou uma peça de decoração nesta enorme mansão.
— oi livros, bom ver vocês de novo. Oi cartões dos sapos de chocolate (tinha a coleção quase completa, só me faltava um, a do Harry Potter).-
E foi comprimentando todos os meus velhos amigos objetos, até a solidão...
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