A flor do sertão
1 Capítulo 1 Olhares Cruzados
—NASINHA! NASINHA!NAAAASINHA!!! Grita Zefa a empregada da fazenda – dona Nasinha a sinhora tem que tomar banho pra ir a cidade pra missa da padroeira. Dizia Zefa enquanto Nazinha saia em disparada gritando – EU NAO VOU, ZEFA! EU NAO VOU!
Correu e subiu num umbuzeiro e ficou lá escondida, com o passar do tempo Zefa chega e senta sob o pé de umbu e começa a falar
— Dona NASINHA a sinhá tem que tumar baim pra ir a missa da padroeira se a senhora não for seu pai vai brigar cum eu e mim butar no tronco igual fazia antigamente cum os escravos. O pai de Nasinha era um homem muito rígido.
Nasinha, ouvindo aqui após alguns minutos decide descer e ir pro banho. Ela tinha verdadeiro horror quando a Zefa começava com as histórias do tempo da escravidão.
Quando a escravidão acabou Zefa ainda nem tinha nascido, mas a mãe de Zefa sempre contava para ela histórias das barbaridades que aconteceram naquela época.
Enquanto isso na sala da casa estavam seus pais seu próprio futuro e de suas filhas
— Gregório eu acho que deveríamos nos mudar para a capital. Estou preocupada com essas histórias de cangaceiros, e sem contar que lá vai ser bom para as meninas, lá elas estudariam já está no tempo.eu não quero que aconteça com elas o mesmo que aconteçeu comigo. Quando chegar a idade só pegar elas e jogar pra lá num internato e só sair de lá pra casar.
—de novo essa conversa, Amélia! Pois pra mim isso é perfeito. Eu já te disse nós não vamos nos mudar pra capital.
— Está certo meu senhor, o senhor que manda. (disse ela em tom de deboche), Agora deixa eu ir me arrumar para a missa.
Chegando na cidadezinha pararam a charrete em frente a igreja Dona Amália estava deslumbrante com seu vestido em tons de pêssego e suas lindas pérolas, já se percebia em dona Amelia um pequena pretuberancia em sua cintura dona Amélia estava grávida estavam todos contentes com chegada de um novo bebê
Estela estava estava em um vestido rosa bebê e Nasinha estava com um em tons de azul.
Cumprimentaram alguns conhecidos e entraram na igreja.
Após a missa voltaram pra casa, semanas passaram e após muita discussão o coronel Gregório resolve fazer os gostos de sua esposa ir embora morar na capital, Nasinha não gosta muito da ideia, mas ficou mais contente quando seus país decidem levar Zefa com eles pra capital.
Chegando na cidade grande eles vão morar em uma belíssima casa num excelente bairro. As meninas começam a estudar como era o desejo de sua mãe. Dona Amélia decide contrata uma outra moçinha para trabalhar na casa, na semana seguinte aparece uma moça interessada na vaga
Era Laura, Laura era um menina pobre que morava em um bairro muito pobre da cidade, Laura tinha uma família grande, seu havia morrido alguns anos, desde pequena ajudava a suas mãe que era lavadeira, como o salário Laura ia ajudar em casa pois tinha muitos irmãos ela era a mais velha se sentia responsável por eles também.
— O ideal era você dormir aqui, e ir para sua casa apenas na sua folga. Dizia Dona Amélia para Laura
— Eu não posso tenho que ajudar a mamãe em casa com meus irmãos, mas eu gostaria muito de trabalhar aqui.
—Esta certo Laura, você está contratada.
—Quando devo começar?
— Amanhã! Esteja aqui amanhã de manhã
No dia segui lá está Laura para seu primeiro dia de trabalho.
Num belo domingo foram a missa e lá estava Laura e sua família então os olhos de Nasinha se cruzaram com de um menino que estava sentado ao lado de Laura, sentiu seu coração acelerar enquanto seus olhos se cruzaram por um pequeno momento.
A missa acabou e foram pra casa mas os pensamentos de Nasinha. – que foi minha filha, que você tem? Perguntou sua mãe – não é nada, mamãe! Respondeu Nasinha. A semana passou e Nasinha não parava de pensar no menino.
Na semana seguinte no sábado Nasinha foi a até a cozinha e deu de cara como o menino da missa
— Olá
—Oi
— O que você está fazendo aqui?
— Estou esperando minha irmã.
— Você é irmão da Laura?
—Sim, me chamo Danilo,e você como se chama?
—me chamo, Nasin...quero dizer Carolina, nasinha é meu apelido todos me chamam assim.
— quem é você? Disse a mãe de Nasinha por trás dela.
O menino saiu em disparado pra fora da casa. – O que que deu nele? – não sei acho que a senhora assustou ele, ele é irmão da Laura. – atá depois eu vou falar com ela sobre isso.
Laura volto e chegando na cozinha viu Nasinha e dona Amélia e ficou preocupada pois não viu seu irmão – está procurando seu irmão, Laura? Ela saiu correndo pra fora, amanhã venha falar comigo.
Laura ficou preocupada – acho que a senhora vai me manter embora. Você não tinha nada que entra na casa, Danilo.
— mas, eu fiquei com sede, e não tinha ninguém na cozinha.
— Por que você não chamou a Zefa?
— Foi isso que eu fui fazer lá pedir água para ela, mas ela também não está, aí entrou menina e depois a mãe dela, e eu fiquei com medo e corri.
No dia seguinte...
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