A filha do homem-aranha
4 O dia da profissão
Notas iniciais
Estava se aproximando o dia da profissão na escola de Julie. A menina estava animada pois esse dia seria muito especial. Seria o dia em que ela e seus amiguinhos iriam falar da profissão dos pais ou de pessoas que admiram. A menina só não estava mais animada porque não poderia falar da profissão secreta de seu pai. Não poderia falar que ele era o homem-aranha.
Ela considerava ser super herói uma profissão. Achava que ser o homem-aranha era tipo um segundo emprego de seu pai. Porque no fim das contas ser herói e salvar os outros devia dá muito trabalho.
Como não poderia falar dessa segunda profissão de seu pai, Julie iria falar da profissão convencional. Seu pai trabalhava como jornalista.
*
No dia da profissão a menina acordou cedo e se arrumou animada. Enquanto tomavam café seu pai a lembrou, antes deles saírem para o ponto de ônibus :
–Não fale nada do nosso segredo, combinado? Nem para os seus amiguinhos.
–Combinado. Eu nunca vou falar, papai.
Seu pai sorriu. Um sorriso que era reservado somente para ela.
Os dois ainda conversaram sobre outros assuntos até que o ônibus escolar passou e a menina subiu nele para o dia esperado.
A menina andou pelo corredor do ônibus e se sentou perto de suas melhores amigas Rachel e Lilly. As meninas sorriram ao vê-la e Rachel tirou a mochila que guardava o local da Julie.
Julie gostava muito das duas, mas preferia Rachel, pois Lilly gostava de ficar dizendo que o seu pai era melhor que o delas,somente porque ele ganhava muito dinheiro e era dono de uma empresa importante de nome difícil que Julie não sabia pronunciar.
–A apresentação sobre o meu pai será a melhor. – falava Lilly como de costume se gabando – Eu vou falar o quanto ele é importante.
–O meu também é importante. – falou Rachel quase chorando. O pai da menina era um trabalhador simples, de uma loja, por isso ela sempre ficava ofendida quando Lilly começava a se gabar.
–Todos os nossos pais são importantes. – falou Julie tentando acalmar a briga entre as amigas. Ela não gostava de ninguém brigando e sempre fazia de tudo para que a paz reinasse. Assim como o seu pai que sempre tentava manter a paz na cidade.
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