A filha do homem-aranha
1 Desenhos de criança
Notas iniciais
Peter Parker ainda sentia o pesar da morte de sua amada Mary Jane. Mesmo tendo se passado seis anos a morte dela ainda era uma ferida aberta. Toda vez que dormia se lembrava dela, sonhava com seus cabelos ruivos e com o dia de sua morte.
Mary Jane morreu em um dia que era para ser de grande alegria. Morreu após o parto da filha deles. A pequena Julie May Parker. O bebê nasceu saudável, mas a mãe não teve a mesma sorte. Morreu horas depois por causa de complicações.
Um alarme de banco tirou Peter de seus pensamentos. Ele guardou as lembranças fundo no seu coração. Em uma parte que era dedicada as lembranças de sua amada e foi atuar como herói detendo os ladrões do banco. Estava na hora do homem-aranha salvar o dia.
Chegou com grande velocidade e pegou os bandidos de surpresa. Um deles que carregava uma sacola com o dinheiro roubado tentou lhe balear, mas usando suas habilidades, Peter conseguiu facilmente se desviar dos tiros e envolver os bandidos em sua teia. A polícia chegou no momento em que ele estava saindo do local.
Enquanto voltava para casa, Peter Parker pensava em como algumas coisas haviam mudado nos últimos anos. Principalmente em relação a opinião da mídia sobre o homem-aranha. As opiniões negativas que tinham no passado não existiam mais. Agora quase todos os jornais falavam de como o homem-aranha havia se tornado um herói mais maduro com o tempo.
Peter concordava com isso e sabia que a principal razão para o seu amadurecimento foi o nascimento de sua filha. Filhos deixam a pessoa mais responsável.
Quando chegou em casa ainda era cedo, mas sua tia May estava dormindo já. Ela já estava em uma idade avançada e se cansava com facilidade. Costumava dormir muito cedo para repor as forças. Peter tinha medo de perder sua tia. Já havia perdido muitas pessoas importantes e sabia como doía.
-Papai!- uma voz doce e alegre de criança chamou a sua atenção.
Ele se abaixou e recebeu o caloroso abraço de sua pequena Julie. Ao olhar para a filha reparou que ela estava ficando a cada dia mais parecida com a mãe, principalmente por causa de seus cabelos ruivos.
- Sentir sua falta, papai. – falou a menina com sua doce voz de criança – Me sentir sozinha. A titia só queria ficar dormindo.
- A titia tem que descansar, Julie.
- Eu sei disso, mas sentir sua falta.
-Também sentir. –falou Peter a abraçando. Ele sentia muita falta de menina. Ficava pouco tempo com ela por causa do trabalho e das obrigações como homem-aranha. Essa ausência piorou depois que ele ganhou uma promoção no trabalho. Mas nos momentos em que estava presente tentava ser o melhor pai do mundo. Por isso disse:
- Mas agora estou aqui. Vou tentar recuperar o tempo perdido. Porque você não me mostra seus desenhos da escola?
Julie sorriu seu belo sorriso infantil e foi alegre pegar seu caderno da escola. A coisa que ela mais amava fazer quando seu pai chegava em casa era mostrar seus desenhos. Todos feitos durante as aulas.
Os desenhos feitos nesse dia retrataram campos com flores e animais pequenos. Mas um dos desenhos chamou muito a atenção de Peter. O desenho mostrava um campo de flores, como muitos outros, mas diferente dos outros, o homem- aranha estava presente nele.
- Eu gosto muito do homem- aranha, papai. – falou a pequena Julie apontando para o desenho em questão.
Peter sorriu ao ouvir isso e ficou pensando se não seria a hora de falar a verdade para sua filha. De falar que ele era o homem- aranha.
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