A filha de Stoico
40 Uma Fúria da Noite,uma grávida e uma noiva pra resgatar
Notas iniciais
Pov's Seeylfe
Abri meus olhos lentamente.
Senti o chão frio rochoso abaixo de mim e me sentei rapidamente,vendo que minhas mãos estavam com algemas que as cobriam totalmente e que estavam ligadas à correntes nas paredes ao meu redor.
Ergui meu olhar avistando Astrid desmaiada,em uma jaula na frente da minha.
Arregalei os olhos ao sentir o bolo subir pela a minha garganta.
Corri para um canto da jaula e vomitei com tudo.
Uma das consequências de ficar grávida.Fato.
Ouvi um barulho e me virei vendo Astrid acordando.
—Astrid!-chamei tentando correr até as grades da jaula,mas as correntes me impediram.
—Seeylfe!Você está bem?E o bebê?-perguntou aflita.
—Estamos bem-afirmei.
Ela olhou ao redor.
—Onde estamos?-questionou.
Me sentei.
—Provavelmente na ilha dos exilados-comentei.
—Acertou na mosca,Strondus.
Alvin surgiu com Bolor e os dois pararam na frente da minha cela.
—Hofferson-corrigi.
Quantas vezes vou ter que fazer isso?
—Mas ainda tem o sangue imundo do seu pai,uma pena-lamentou Bolor melancólico.
Me pus de pé irritada.
—NÃO É IMUNDO!EU TENHO ORGULHO DE TER O SANGUE DOS STRONDUS NAS VEIAS!NÃO OUSE FALAR ASSIM DO MEU PAI,SE NÃO EU ARRANCO SUA CABEÇA!-gritei furiosa.
—Presa com essas correntes?Não será possível,pois elas foram feitas justamente para impedir você de usar seus poderes-afirmou.
Rosnei irritada.
—Meu marido e meu irmão vão vir me buscar e vão acabar com você-alertei.
—Veremos-sorriu antes de se afastar.
Caí de joelhos no chão e abaixei a cabeça começando a chorar.
(...)
Mais cedo...
Pov's Soluço
"Soluço!Socorro!-pediu Seeylfe desesperada."
Me pus de pé assustado.
—O que foi?-questionou Dag preocupado.
—Seeylfe tá pedindo ajuda!-exclamei saindo de casa.
(...)
Me abaixei,pegando o colar de Seeylfe em minhas mãos.
Tempestade ronronou tristonha.
Suspirei aflito.
—E agora,Soluço?-questionou Perna de Peixe temeroso.
Me levantei.
—Vou achá-las com a conexão que eu tenho com a Seeylfe-declarei.
(...)
Horas depois...
—Nós vamos morrer-afirmou Cabeça-Dura.
—Cabeça-Dura,faz silêncio!-pedi aborrecido.
—Desculpa se os meus pensamentos saem pela a minha boca!-rebateu.
Paramos quando ouvimos um barulho.
—Mas ainda tem o sangue imundo do seu pai,uma pena.
Arregalei os olhos chocado.
Bolor!?!
—NÃO É IMUNDO!EU TENHO ORGULHO DE TER O SANGUE DOS STRONDUS NAS VEIAS!NÃO OUSE FALAR ASSIM DO MEU PAI,SE NÃO EU ARRANCO SUA CABEÇA!—reconheci a voz de Seeylfe.
—Presa com essas correntes?Não será possível,pois elas foram feitas justamente para impedir você de usar seus poderes—afirmou.
Ouvi minha irmã rosnar irritada.
—Meu marido e meu irmão vão vir me buscar e vão acabar com você—alertou.
—Veremos—ouvi ele se afastar com outra pessoa.
Ouvi os soluços de Seeylfe.
Saímos do esconderijo.
Parei na frente da jaula da minha irmã.
—Está certo,vou acabar com ele-afirmei.
Ela ergueu o olhar e sorriu ao me ver.
—Soluço!-exclamou aliviada.
Usei meus poderes para derreter as grades e em seguida,entrei e derreti suas correntes.
Quando ela ficou livre,me abraçou com força.
—Calma,vai ficar tudo bem-declarei.
—Eu não tive escolha,ele ameaçou a vida do meu filho-respondeu aflita.
Me afastei e lhe dei um beijo na testa.
Me virei vendo que Dag havia libertado Astrid.
Saí da jaula de Seeylfe e me aproximei dela.
—Nunca mais faça isso comigo senhorita-pedi-Você quase me matou de susto.
Ela revirou os olhos.
—Cala a boca Soluço!-ordenou me puxando pelo o colarinho e me beijando.
Pov's Seeylfe
Saí da cela vendo Dag se aproximar.
—Você está bem?-perguntou preocupado.
Suspirei.
—Estou fazendo o possível-confessei.
Ele sorriu tristemente.
Ele pegou meu rosto com as mãos e me beijou.
Coloquei minhas mãos em seus ombros enquanto nossas línguas se deliciavam uma com a outra.
Quando nos faltou ar,nos separamos e nos encaramos profundamente.
Arregalei os olhos.
—Flora!-exclamei assustada.
—Está tudo bem-afirmou sorridente.
Ouvi um barulho de jato de plasma disparando.
Sorri.
Banguela.
(...)
Estava indo tudo bem,mas quando saímos da imensa escuridão da caverna,fomos cercados por vários vikings.
Alvin e Bolor se aproximaram.
—Acharam mesmo que eu deixaria vocês saírem daqui tão facilmente?-sorriu Alvin irônico.
—A diversão ainda nem começou-declarei marota-AGORA!
Banguela e Flora dispararam,fazendo alguns se jogarem no chão e outros serem mortos na hora.
Dag ficou na minha frente.
Revirei os olhos.
—Eu não estou doente!-reclamei passando por ele.
Disparei gelo em muitos.
Vi que os outros também lutavam bastante,principalmente Astrid,que derrubou 7 de uma vez.É uma Hofferson mesmo.
Gritei quando chutaram minha canela,o que me fez cair no chão.
Ergui minha cabeça avistando Bolor,que tinha uma adaga na mão.
Arregalei os olhos chocada paralisando.
—FLASBACK ON-
Gritei quando me jogou no chão.
Ergui meu olhar trêmula vendo Bolor fechar a porta com força.
—Você vai aprender a nunca mais me desobedecer-afirmou.
—Não...por favor...-sussurrei assustada enquanto as lágrimas desciam pelo o meu rosto.
Ele tirou o cinto e começou a me bater forte.
A cada chicotada com o cinto,eu soltava um grito de dor alto e minha pele ardia cada vez mais.
Quando ele parou,eu tentei me levantar,mas fraquejei.
Ouvi ele se aproximar e me virar com tudo.
Tossi sangue e arregalei os olhos ao vê-lo com uma adaga na mão.
—O que acha de uma cicatriz bem legal na sua cocha?-riu.
Ele ergueu minha saia.
Gritei desesperada quando ele cravou a adaga com força na minha coxa.
—FLASBACK OFF-
As lágrimas escorreram pelo o meu rosto.
—SEEYLFE!-a voz de Soluço me trouxe de volta à realidade.
Encarei Bolor.
—Eu sempre odiei seu pai por ele ter roubado a liderança de mim-afirmou-E sempre odiei você por ser filha dele,eu queria os dois mortos.Um já foi,agora só falta você-declarou erguendo a adaga.
Lhe dei uma rasteira,o derrubando no chão.
Me pus de pé.
—Eu não tenho mais cinco anos,Bolor-declarei sorrindo-Nunca mais você vai tocar em mim.
Me agachei na sua frente enquanto ele me encarava assustado.
—Eu não vou matá-lo,pois vou te deixar vivo para levar um recado para Drago Sangue Bravo-garanti num tom frio e sério-Diga à ele que a filha de Stoico está pronta para a guerra,mesmo que esteja gestante.
Me levantei e soquei sua cara,fazendo-o desmaiar.
(...)
Dias depois em Berk...
—Aí meu Odin...você está tão linda-confessei vendo Astrid vestida de noiva.
O casamento era amanhã e todos estavam uma pilha de nervos,principalmente Soluço e Astrid.
—Será que o Soluço vai gostar?-perguntou ela dando um giro.
Sorri marota.
—Meu irmão tem bom gosto-comentei levantando e abaixando as sobrancelhas.
Ela me analisou.
—Seeylfe...quando Bolor tentou te matar na ilha dos exilados...você ficou meio que...em estado de choque por causa da adaga-alertou.
Suspirei abaixando o olhar.
—Uma lembrança nada agradável me veio à cabeça naquela hora-respondi-Lembra daquele dia que conheci você,Dag e os outros?
—Nós tínhamos cinco anos e você quase morreu afogada-declarou-Foi seu pai que te salvou.
—E eu nem fazia idéia de que ele era meu pai naquela época-comentei sorrindo-Enfim,quando Bolor me achou,me levou pra casa e me deu uma surra.Depois...Ele...
—Ele?-insistiu.
A encarei com os olhos marejados.
—Ele quase me matou quando cravou a adaga na minha coxa-murmurei trêmula fazendo-a arregalar os olhos-Eu perdi muito sangue,só não morri porque consegui ir até a Gothi e ela tampou a ferida.Depois daquele dia,eu jurei pra mim mesma que jamais eu deixaria ninguém pisar em mim.Que eu ia ser forte e que nunca desistiria de mostrar quem sou.
—Você cumpriu a promessa-afirmou sorrindo-E a cicatriz?
Ergui a barra da saia e uma parte do short,para mostrar a cicatriz.
—Nem é tão feia assim,quase não dá pra ver-alertou-Mostrou pra mais alguém?
—Só pro Dag,quando nós...-parei de falar quando corei violentamente.
Astrid riu da minha cara.
Foi então que Soluço entrou no quarto sem bater.
Ele arregalou os olhos ao ver Astrid,que gritou tentando se esconder.
—SAÍ DAQUI SEU PESTE!-berrei irritada jogando uma bola de neve nele.
Ele saiu fechando a porta e se desculpando.
—Ah não...Ele me viu de noiva antes do casamento,vai dar azar-confessou Astrid assustada.
Me pus de pé.
—Esquece esse mito idiota,você vai se casar sim-afirmei a abraçando-Vai dar tudo certo.
Ouvi ela suspirar.
—Obrigada Seeylfe.
Sorri de lado.
—De nada,Astrid.
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