A filha de Stoico
12 Treinando dragões
Notas iniciais
Pov's Seeylfe
Dag se ajoelhou na minha frente segurando minha mão.
Não acredito que ele está fazendo isso...
—Seeylfe Spantosicus Strondus III,quer namorar comigo?-perguntou me encarando.
Bom,vocês já sabem muito bem a minha resposta.
—SIM!-berrei o abraçando.
Nos levantamos abraçados e em seguida,nos beijamos.
Eu agarrava seus cabelos loiros enquanto seus dedos caminhavam entre os meus cabelos ruivos da minha nuca.Nossas línguas brigavam violentamente entre si.
Quando nos faltou fôlego,nos separamos.
Foi aí que eu me toquei.
—Aí meu Thor!-exclamei me virando com a mão na testa e me afastando-Meu pai vai te matar se descobrir!
—Ele sabe-ouvi ele falar enquanto eu o sentia me abraçar por trás.
—O que?-perguntei me virando.
Ele deu seu lindo sorriso fazendo meu coração dar um pulo.
—Porque acha que ele deixou você vir?Quando eu pedi permissão pra te namorar,ele e Bocão quase me matam-riu me dando um selinho.
Revirei os olhos.Típico dele.
—Acho que seu irmão vai ter um ataque quando descobrir sobre nós-comentou.
—É,mas ele não manda em mim,pois eu sou a mais velha-declarei sorrindo orgulhosa.
—Vou te deixar em casa logo,se não seu pai me mata-brincou segurando minha mão e me guiando para fora dali.
(...)
Quando estávamos perto de casa,avistei meu pai na frente da porta,com a cara cancarruda.
Paramos na frente dele.
—Pai,eu...-tentei falar.
—Entre Seeylfe,preciso conversar com o senhor Hofferson-meu pai pediu num tom sério.
Assenti dando um beijo na bochecha de Dag e então,entrei em casa,me escondendo perto da porta.
—Acho que não faz idéia do porquê de eu ter deixado você namorar minha filha,certo Dag?-ouvi meu pai questionar.
—Não,Sr.Strondus-disse Dag.
—Pois bem,isso porque...eu confio em você-declarou.
Abri a boca chocada.
—Sério?-Dag parecia estar surpreso.
—Sim,mas peço que cuide da minha filha,ela e Soluço são meus bens mais preciosos.Ela é uma ótima garota e eu a amo demais-meu pai confessou.
Sorri emocionada.
Decidi parar de ouvir a conversa e subi para meu quarto.
Me joguei na cama e adormeci com um sorriso bobo no rosto.
(...)
Na arena no dia seguinte...
—Seu plano é esse?Treinar dragões?-perguntou Cabeça-Quente para meu irmão.
—Aqui?Onde a gente matava ele?-completou Cabeça-Dura.
—Isso-respondeu Soluço colocando uma cesta no chão-Mas a gente não faz mais isso,então o lugar tá disponível.
—Tá,mas os dragões estão um pouquinho nervosos...-comentou Astrid acariciando o focinho de Tempestade.
—É que eles são muito,sensíveis-declarou Perna de Peixe-Principalmente o Batatão,ele perdeu o primo aqui,não vamos falar sobre isso-completou num sussurro
—Achei incrível o papai ter dado a arena pra gente-sorri me aproximando de Soluço.
—É...eu também acharia incrível se ele desse...mas ele não deu-respondeu meio nervoso-É melhor não ficar falando sobre isso
Arregalei os olhos.
—Espera,então quer dizer que é escondido do nosso pai?-perguntei incrédula colocando as mãos na cintura.
—Se controla,você já tá falando-pediu se afastando-Vamos lá galera,é o seguinte,escuta o que eu vou falar-ele começou a andar de um lado para o outro-Os dragões estão descontrolados,a gente quer que eles vivam aqui sem destruir tudo.Mas acho que sozinhos,eles não vão conseguir fazer isso,eles explodem tudo na aldeia,a gente tem que fazer alguma coisa-declarou determinado parando de andar.
—Entendi!Ajudar os dragões a destruírem tudo!-exclamou Cabeça-Dura-A gente dá conta disso-encarou a irmã gêmea.
—Não olha...-meu irmão tentou falar.
—Vamos fazer assim:Primeiro a gente irrita eles pra caramba-explicou Cabeça-Quente empolgada.
—Tranquilo!A gente irrita todo mundo!-riu Cabeça-Dura.
—Gente,isso é sério!-avisei perdendo a paciência-O Bolor,quer todos os dragões,enjaulados.Não sei se tá tudo bem pra vocês,mas pra mim não,nem pro meu irmão.
—Se acalma Seeylfe-Dag indicou ao redor.
Segui sua indicação e vi que as paredes da arena estavam ficando congeladas.
—Verdade,ela pede desculpa-Cabeça-Dura apontou para a irmã,que lhe olhou mortalmente.
—Então vamos lá-declarou Soluço pegando um pão dentro da cesta-Próximo problema:Os dragões costumam comer tudo o que eles vêem.
Banguela lambeu os beiços encarando o pão na mão do meu irmão.
—Então,quando um dragão pegar uma coisa que ele não deve pegar...-explicou estendendo o pão para Banguela,que o abocanhou com a boca-...ele vai largar facilmente se você acariciar embaixo do queixo-respondeu pegando o pão da boca de Banguela que largou quando ele acariciou embaixo do seu queixo
—Não,não,não,não-falou Melequento balançando a cabeça e pegando o pão da mão do Soluço-Pode funcionar com o Banguela,mas eu e o Dente de Anzol fazemos um pouco diferente
Ele jogou o pão para Dente de Anzol que pegou com a boca.
Melequento se aproximou do seu dragão.
—Quando eu quero que ele faça alguma coisa,eu olho na cara dele e digo bem assim:LARGA ISSO AGORA!TÁ ME ESCUTAN...-Dente de Anzol largou o pão e cobriu Melequento com a boca pela a metade-Viu,ele largou...-a voz de Melequento saiu abafada.
—É...a gente ajuda ele?-perguntou Perna de Peixe.
—É,daqui a pouco-respondeu Astrid indiferente
—Olha só,nós vamos ter que treinar bastante,mas acho que juntos,eu acho que podemos colocar os dragões nos eixos-respondeu meu irmão determinando pegando mais pães.
Sorri orgulhosa.
—Alguém pode fazer o lance de acariciar?-ouvimos Melequento perguntar.
(...)
No centro da vila...
Depois de treinarmos,andamos até a praça,dispostos ajeitar a confusão com os dragões.
Mas quando chegamos,estava tudo vazio.
—Hum,sem dragões-comentou Perna de Peixe.
—Essa foi fácil-confessou Cabeça-Quente
—Almoço?-sorriu Melequento.
—Que estranho,se eles não estão aqui...-falou Soluço me lançando um olhar preocupado.
—Onde é que eles estão?-completei olhando ao redor.
Ouvimos uma enorme explosão,em seguida,muita fumaça.
—Eu acho que eles estão pra aquele lado-comentou Dag apontando.
Corremos em direção à confusão,nos deparando com o inacreditável.
—Tempestade?
—Dente de Anzol?
Os dragões haviam atacado o armazém e estavam comendo a comida.
Eu e Soluço nos entreolhamos assustados e em seguida,corremos até o armazém vendo papai sair de lá,furioso.
—Ah!-grunhiu irritado-Comeram tudo!Não sobrou nada para o inverno!
—Eu avisei Stoico,mas você me ouviu?-perguntou Bolor se aproximando-Não!Deixou os adolescentes resolverem!
Respirei fundo tentando não queimar aquele trasgo vivo.
—Olha que os dragões fizeram!Essas feras merecem ir para a jaula!-Bolor exclamou.
—Pai,a gente já tá começando a treiná-los-explicou Soluço.
—Já chega,como vocês acham que vão controlar os dragões se não conseguem controlar os seus,meus filhos?-perguntou papai apontando.
Seguimos sua indicação vendo Banguela e Flora comendo restos de comida que estavam no chão.
—Ah Flora...-murmurei chateada.
—Baldão!Estrume!Para os barcos agora,nós vamos pescar!-exclamou ele jogando cestas para Baldão e Estrume.
—Tarde demais Stoico,demorou três meses para pescar aquilo tudo-explicou Estrume preocupado.
—Nunca é tarde demais!Nós vamos tentar!-meu pai insistiu.
—Haha,é claro que sim,não fala isso pro chefe-Estrume sorriu amarelo culpando Baldão-Quanta negatividade...
—Não sei o que deu em mim-disse Baldão.
—Pai,por favor-pedi o seguindo pra fora do armazém-Você tem que nos escutar,eu e Soluço conhecemos os dragões melhor do que qualquer um.
—Agora não Seeylfe,preciso alimentar a aldeia,até o anoitecer,quero todos os dragões em jaulas-ordenou papai.
Arregalei os olhos chocada.
—Isso!Precisa enjaular os dragões!-encarei o trasgo que exclamou arracando gritos do povo.
Encarei papai tristonha.
—Nos o enjaularemos e ao amanhecer,meus filhos os levarão para fora de Berk-avisou meu pai.
Acariciei a cabeça de Flora.
—Pai,por favor,não faça isso-pedi com a voz embargada.
—Desculpa filha-ele falou se afastando
Fechei os olhos frustrada.
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