A filha de Stoico

31 Serei sempre a sua princesa...


Notas iniciais
Oi gente!Não tenho nada a falar por que estou Chorando muito aqui. Boa leitura... Foto do capítulo: https://www.instagram.com/p/BG4jEK5oxP5/

Pov's Seeylfe

Abri meus olhos lentamente e me coloquei de quatro no chão.

Ergui meu olhar vendo fumaça saindo das bocas de Banguela e Flora.

Olhei ao redor e arregalei os olhos ao ver meu pai,com pedaços de gelo em cima do seu corpo.

Procurei por Soluço,que me encarava assustado.

Me levantei ao mesmo tempo que ele e corremos até papai,ficando de joelhos ao lado do seu corpo.

Eu respirava ofegante enquanto retirava os pedaços de gelo de cima de papai junto com Soluço.

—Pai!-chamou meu irmão tentando virar seu corpo pra cima.

—Stoico!-exclamou mamãe se aproximando assustada e ajudando a virar o corpo de papai para cima.

—Pai...-murmurei assustada vendo mamãe colocar o ouvido no peito de papai.

Ela ofegava,até que ela fechou os olhos tristonha fazendo meu coração parar por um instante.

Ela abriu os olhos cheios de lágrimas e ergueu a cabeça encarando à mim e Soluço.

—Não...-sussurrou meu irmão com os olhos se enchendo de lágrimas.

Paralisei.

Não.Não pode ser.

Me levantei,ainda em choque.

—Não,não,não!-murmurou Soluço abraçando o corpo de papai e começando a chorar.

Os pilotos pousaram perto de nós.

Astrid e Dag se aproximaram.

—Seeylfe!-chamou meu namorado me balançando pelos os ombros enquanto Astrid se abaixava ao lado do meu irmão e o abraçava.

Bocão se aproximou e retirou o capecete tristonho.

Abaixei o olhar perdida.

Não.Isso não tá acontecendo.

Vi pela a minha visão periférica,Banguela e Flora,se aproximarem de papai,tristonhos.Eles não estavam mais controlados.

—NÃO!SE AFASTEM DELE!-berrou Soluço irritado empurrando eles.

Os olhos dos nossos dragões se entristeceram.

—PODEM IR!SAÍAM DAQUI!-ordenou-VÃO EMBORA!

Banguela e Flora se encolheram assustados e se afastaram.

—Não é culpa deles,você sabe disso-afirmou mamãe tristonha.

Neguei com a cabeça.

—Não,não pode ser-murmurei sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.

—Seeylfe?-ouvi Astrid me chamar.

Me joguei em cima do corpo de papai.

—VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR!PAPAI,POR FAVOR!-gritei puxando sua blusa e em seguida socando seu peito-ACORDA,PAI!NÃO ME DEIXE,PAI!POR FAVOR!NÃO!!!

O chão congelava abaixo de mim,mas eu não me importava.

—Seeylfe,para!-gritou Dag me segurando pelos os ombros me obrigando a encará-lo

Mais lágrimas caíram.

—Ele morreu,Dag!Ele morreu!-exclamei o abraçando com força e escondendo meu rosto em seu peito.

Ouvi o Alpha Preto rugir alto.

Os dragões se afastaram e voaram pra longe.

—Dragões bons,sobre o controle de pessoas más,fazem coisas ruins-disse mamãe tristonha.

Fechei meus olhos com força sentindo meu coração totalmente quebrado.

Ouvi o rugido de Flora.

Abri meus olhos assustada vendo os vikings levando ela amarrada a correntes para o navio.Drago estava montado em Banguela.

—Vamos!Juntem os outros e me encontrem em Berk!-ordenou ele.

—FLORA/BANGUELA!-berramos eu e Soluço ao mesmo tempo levantando e tentando correr,mas fomos segurados por mamãe e Dag.

Os capangas de Drago gritaram animados.

Fechei os olhos deixando mais lágrimas escorrerem pelo o meu rosto.

A ficha tinha caído,mas o meu coração não queria aceitar.

Meu pai...estava morto.

(...)

Eu estava abraçada à Soluço,com o rosto enterrado em seu ombro enquanto chorava e ele acariciava meus cabelos,também chorando,mas silenciosamente.

A ilha estava completamente vazia.Só havia ficado eu,minha família e os pilotos.

Ergui meu olhar,vendo o barco que levava o corpo velado do meu pai,se afastando lentamente.

—Que as Valquírias lhe dêem as boas vindas e o levem para o grande campo de batalha de Odin-declarou Bocão enquanto pegava duas flechas e um arco-Que elas cantem seu nome com amor e fúria,para que possamos ouvi-lo sair das profundezas até Valhala e sabemos que você tomou seu lugar de direito na mesa dos reis-disse entregando para meu irmão que pegou com a mão livre e então se afastou-Pois um grande homem caiu.Um guerreiro,um líder,um pai...

Fechei meus olhos com força deixando escapar um soluço.

Bocão engoliu o seco.

—Um amigo.

—Seeylfe-pediu Soluço.

O primogênito atirava a primeira flecha nesse caso,eu.

Suspirei me afastando e pegando o arco e uma das flechas da sua mão.

Apertei meu colar antes de acender a ponta da flecha.

Posicionei o arco e flecha e então,atirei.

A flecha em chamas acertou no barco que começou a pegar fogo.

Entreguei o arco pro meu irmão que tinha a flecha acesa e foi o próximo a atirar.

Em seguida,minha mãe,Bocão e o resto do pessoal ao mesmo tempo.

Observei as chamas se espalharem pelo barco.

—Eu sinto muito pai...-sussurrei com a voz embargada.

Suspirei quando Soluço parou ao meu lado.

—Eu não sou...a líder que você queria que eu fosse-confessei.

—E nós,não somos os pacificadores que pensávamos que fôssemos-completou meu irmão-Nós...não sabemos...

—Eu só quero que saiba pai-disse eu soluçando-Eu serei sempre a sua princesa...

Ouvi passos se aproximando.

Mamãe se colocou entre nós dois colocando uma mão no meu ombro e outra no de Soluço.

—Vocês vieram cedo a este mundo-declarou-Vocês dois eram tão pequenos,tão delicados,ah...tão frágeis,eu temi,que vocês não sobrevivessem-confessou se colocando na nossa frente.

Abaixei o olhar tristonha.

—Mas o pai de vocês,nunca duvidou-afirmou-Ele sempre disse que vocês dois seriam os mais fortes de todos e ele estava certo-declarou me fazendo erguer o olhar.

De alguma forma,meu coração se acendeu.

—Vocês dois tem corações de líderes e as almas,de dragões.Só vocês dois são capazes de juntar os nossos mundos-explicou-Isso,é o que vocês são,meus filhos...

Então,se colocou atrás de nós.

Mais lágrimas escorreram.

—Eu tive tanto medo de transformar no nosso pai-confessei-Em grande parte porque eu achava que não ia conseguir.C-Como você se torna alguém tão...grande?Tão bravo?Tão...altruísta?

Funguei.

—Acho...que você só pode tentar né?-dei de ombros.

Franzi a testa determinada encarando meu irmão que tinha o mesmo olhar que eu.

Nos viramos para encarar o grupo.

—Um líder,protege,os seus-disse Soluço em tom firme-Nós vamos voltar.

Astrid e Dag foram os primeiros a sorrir em apoio.

—Ah...com o que?-resmungou Cabeça-Dura ranzinza.

—Mas ele não levou todos os dragões?-questionou Cabeça-Quente fazendo uma careta.

Dei meu típico sorriso maroto.

—Nem todos eles-alertei.

Notas finais
Até...