A filha de Stoico
31 Serei sempre a sua princesa...
Notas iniciais
Pov's Seeylfe
Abri meus olhos lentamente e me coloquei de quatro no chão.
Ergui meu olhar vendo fumaça saindo das bocas de Banguela e Flora.
Olhei ao redor e arregalei os olhos ao ver meu pai,com pedaços de gelo em cima do seu corpo.
Procurei por Soluço,que me encarava assustado.
Me levantei ao mesmo tempo que ele e corremos até papai,ficando de joelhos ao lado do seu corpo.
Eu respirava ofegante enquanto retirava os pedaços de gelo de cima de papai junto com Soluço.
—Pai!-chamou meu irmão tentando virar seu corpo pra cima.
—Stoico!-exclamou mamãe se aproximando assustada e ajudando a virar o corpo de papai para cima.
—Pai...-murmurei assustada vendo mamãe colocar o ouvido no peito de papai.
Ela ofegava,até que ela fechou os olhos tristonha fazendo meu coração parar por um instante.
Ela abriu os olhos cheios de lágrimas e ergueu a cabeça encarando à mim e Soluço.
—Não...-sussurrou meu irmão com os olhos se enchendo de lágrimas.
Paralisei.
Não.Não pode ser.
Me levantei,ainda em choque.
—Não,não,não!-murmurou Soluço abraçando o corpo de papai e começando a chorar.
Os pilotos pousaram perto de nós.
Astrid e Dag se aproximaram.
—Seeylfe!-chamou meu namorado me balançando pelos os ombros enquanto Astrid se abaixava ao lado do meu irmão e o abraçava.
Bocão se aproximou e retirou o capecete tristonho.
Abaixei o olhar perdida.
Não.Isso não tá acontecendo.
Vi pela a minha visão periférica,Banguela e Flora,se aproximarem de papai,tristonhos.Eles não estavam mais controlados.
—NÃO!SE AFASTEM DELE!-berrou Soluço irritado empurrando eles.
Os olhos dos nossos dragões se entristeceram.
—PODEM IR!SAÍAM DAQUI!-ordenou-VÃO EMBORA!
Banguela e Flora se encolheram assustados e se afastaram.
—Não é culpa deles,você sabe disso-afirmou mamãe tristonha.
Neguei com a cabeça.
—Não,não pode ser-murmurei sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.
—Seeylfe?-ouvi Astrid me chamar.
Me joguei em cima do corpo de papai.
—VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR!PAPAI,POR FAVOR!-gritei puxando sua blusa e em seguida socando seu peito-ACORDA,PAI!NÃO ME DEIXE,PAI!POR FAVOR!NÃO!!!
O chão congelava abaixo de mim,mas eu não me importava.
—Seeylfe,para!-gritou Dag me segurando pelos os ombros me obrigando a encará-lo
Mais lágrimas caíram.
—Ele morreu,Dag!Ele morreu!-exclamei o abraçando com força e escondendo meu rosto em seu peito.
Ouvi o Alpha Preto rugir alto.
Os dragões se afastaram e voaram pra longe.
—Dragões bons,sobre o controle de pessoas más,fazem coisas ruins-disse mamãe tristonha.
Fechei meus olhos com força sentindo meu coração totalmente quebrado.
Ouvi o rugido de Flora.
Abri meus olhos assustada vendo os vikings levando ela amarrada a correntes para o navio.Drago estava montado em Banguela.
—Vamos!Juntem os outros e me encontrem em Berk!-ordenou ele.
—FLORA/BANGUELA!-berramos eu e Soluço ao mesmo tempo levantando e tentando correr,mas fomos segurados por mamãe e Dag.
Os capangas de Drago gritaram animados.
Fechei os olhos deixando mais lágrimas escorrerem pelo o meu rosto.
A ficha tinha caído,mas o meu coração não queria aceitar.
Meu pai...estava morto.
(...)
Eu estava abraçada à Soluço,com o rosto enterrado em seu ombro enquanto chorava e ele acariciava meus cabelos,também chorando,mas silenciosamente.
A ilha estava completamente vazia.Só havia ficado eu,minha família e os pilotos.
Ergui meu olhar,vendo o barco que levava o corpo velado do meu pai,se afastando lentamente.
—Que as Valquírias lhe dêem as boas vindas e o levem para o grande campo de batalha de Odin-declarou Bocão enquanto pegava duas flechas e um arco-Que elas cantem seu nome com amor e fúria,para que possamos ouvi-lo sair das profundezas até Valhala e sabemos que você tomou seu lugar de direito na mesa dos reis-disse entregando para meu irmão que pegou com a mão livre e então se afastou-Pois um grande homem caiu.Um guerreiro,um líder,um pai...
Fechei meus olhos com força deixando escapar um soluço.
Bocão engoliu o seco.
—Um amigo.
—Seeylfe-pediu Soluço.
O primogênito atirava a primeira flecha nesse caso,eu.
Suspirei me afastando e pegando o arco e uma das flechas da sua mão.
Apertei meu colar antes de acender a ponta da flecha.
Posicionei o arco e flecha e então,atirei.
A flecha em chamas acertou no barco que começou a pegar fogo.
Entreguei o arco pro meu irmão que tinha a flecha acesa e foi o próximo a atirar.
Em seguida,minha mãe,Bocão e o resto do pessoal ao mesmo tempo.
Observei as chamas se espalharem pelo barco.
—Eu sinto muito pai...-sussurrei com a voz embargada.
Suspirei quando Soluço parou ao meu lado.
—Eu não sou...a líder que você queria que eu fosse-confessei.
—E nós,não somos os pacificadores que pensávamos que fôssemos-completou meu irmão-Nós...não sabemos...
—Eu só quero que saiba pai-disse eu soluçando-Eu serei sempre a sua princesa...
Ouvi passos se aproximando.
Mamãe se colocou entre nós dois colocando uma mão no meu ombro e outra no de Soluço.
—Vocês vieram cedo a este mundo-declarou-Vocês dois eram tão pequenos,tão delicados,ah...tão frágeis,eu temi,que vocês não sobrevivessem-confessou se colocando na nossa frente.
Abaixei o olhar tristonha.
—Mas o pai de vocês,nunca duvidou-afirmou-Ele sempre disse que vocês dois seriam os mais fortes de todos e ele estava certo-declarou me fazendo erguer o olhar.
De alguma forma,meu coração se acendeu.
—Vocês dois tem corações de líderes e as almas,de dragões.Só vocês dois são capazes de juntar os nossos mundos-explicou-Isso,é o que vocês são,meus filhos...
Então,se colocou atrás de nós.
Mais lágrimas escorreram.
—Eu tive tanto medo de transformar no nosso pai-confessei-Em grande parte porque eu achava que não ia conseguir.C-Como você se torna alguém tão...grande?Tão bravo?Tão...altruísta?
Funguei.
—Acho...que você só pode tentar né?-dei de ombros.
Franzi a testa determinada encarando meu irmão que tinha o mesmo olhar que eu.
Nos viramos para encarar o grupo.
—Um líder,protege,os seus-disse Soluço em tom firme-Nós vamos voltar.
Astrid e Dag foram os primeiros a sorrir em apoio.
—Ah...com o que?-resmungou Cabeça-Dura ranzinza.
—Mas ele não levou todos os dragões?-questionou Cabeça-Quente fazendo uma careta.
Dei meu típico sorriso maroto.
—Nem todos eles-alertei.
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