A filha de Stoico
35 Mini-Banguelas à caminho
Notas iniciais
Pov's Seeylfe
Dois meses.
Haviam se passado dois meses,faltando um mês para o meu casamento com Dag.Eu estava uma pilha de nervos e mal esperava pelo o grande dia.
Durante todo esse tempo que passou,Drago não atacou mais,claro,porque eu aumentei a segurança de Berk,temendo por meu povo.
Somente duas coisas me preocupavam no momento:Meu irmão e Flora.
Astrid estava incomodada ao ver eu e Dag noivos,então esperava ansiosamente por um pedido de casamento do Soluço.
Só que o cara mais romântico de Berk,estava sem idéias.
Confesso,isso me chocou.
Eu e mamãe estamos enchendo o saco dele para ele logo fazer o pedido,mas meu irmão afirmou que tem que ser especial e único.O melhor pedido de todos.
Bom...Não podemos fazer mais nada,só esperar.
Quanto a Flora,ela sempre comeu muito,mas estava comendo de uma forma tão exagerada,que estava já me assustando.Ela quer dormir toda a hora e não consegue mais voar,pois cresceu de tamanho.Agora eu tenho que voar no Banguela com Soluço.
—Vamos Seeylfe!-ouvi meu irmão me chamar.
Coloquei minha máscara e desci correndo as escadas.
Era nossa primeira reunião com os líderes dos clãs.Estava nervosa,mas lembrava direitinho do jeito que papai me ensinou.
Como Flora não tinha condições de voar,mais uma vez,fui com Soluço no Banguela.
Assim que chegamos no Grande Salão,entramos e vimos todos sentados.
Avistei Dag sentado em uma cadeira que ficava ao lado da minha.Como seu pai morreu,ele era o líder do clã Hofferson agora.
Retirei minha máscara enquanto eu e Soluço nos aproximávamos e nos sentávamos.
Respirei fundo.
Meus deuses.Aquela foi a cadeira do meu pai.
Ignorei o aperto no peito e decidi começar reunião.
—Bom dia à todos-comecei-Nos perdoem se eu e Soluço formos inexperientes,mas isso ainda é tudo novo para nós.Esperamos alcançar o nível do nosso pai.
Engoli o seco.
—Para começar,estou ouvindo boatos de que crianças travessas estão irritando os iaques da fazenda do Estrume-declarei-Quero saber se é verdade.
—Estão irritando os iaques sim,mas não são as crianças-alertou Perna de Peixe,que estava ao lado do seu pai.
Fechei meus olhos ao entender seu alerta.
Abri meus olhos irritada.
—Eu posso ser pior que o meu pai,então se comportem os dois-avisei aos gêmeos que engoliram o seco.
—Eles quase destruíram o armazém de armas também-completou Gosmento,meu tio.
—Gêmeos,mais uma travessura que afete os animais,as pessoas ou as armas,vamos confiscar seu dragão-declarou Soluço sério.
Suspirei.
—Acelerei o armazenamento de comida,pois de acordo com a Anciã,uma tempestade vem vindo-expliquei-Alertem todos da aldeia.Ela chega amanhã e temos que nos preparar.Reunião encerrada.
Todos nos levantamos.
Eu,Soluço,Dag saímos juntos do salão.
—E aí?Como está a Flora?-perguntou Dag pra mim.
—Não conseguiu voar de novo-respondi-Eu realmente estou ficando cada vez mais preocupada com ela.Às vezes o Banguela nem quer sair de perto dela.
—Isso é muito estranho,nem nossa mãe sabe o que é!-exclamou meu irmão incrédulo enquanto subia em Banguela.
Dag subiu em Chama.
—Temos que ficar de olho nela-declarou.
Suspirei subindo em Banguela e abraçando a cintura de Soluço.
—Isso é o que eu mais faço-confessei.
(...)
No dia seguinte...
O vento era muito forte.Eu e Soluço não iríamos entrar até todos estarem seguros.
—Rápido,entrem!-ordenava meu irmão.
Banguela parecia agitado e estranho.
Tô com a impressão de que esqueci alguma coisa...
Arregalei os olhos quando me lembrei.
—FLORA!-berrei descendo as escadas desesperada.
—Seeylfe!
Entrei na enorme nevasca.Ainda bem que o frio não me afetava,mas eu não conseguia enxergar nada.
Eu fazia força nos pés enquanto enfrentava o forte vento.
Eu não vou conseguir chegar em casa desse jeito...
—Seeylfe!
Me virei vendo Soluço se aproximar com Banguela,com dificuldade.Eles mal conseguiam ficar de pé.
—Que droga Seeylfe!Vamos voltar!-pediu.
—Não sem a Flora!-rebati.
Banguela avançou e se afastou de nós,correndo.
—BANGUELA!-berramos o seguindo.
Era difícil enxergá-lo e correr contra a tempestade ao mesmo tempo.
—BANGUELA!VOLTA!-pedi.
—ONDE VOCÊ ESTÁ ESTÁ?-berrou meu irmão.
—BANGUELA!-chamei mais uma vez.
—Seeylfe,olha!-apontou Soluço.
Era nossa casa.
Nos entreolhamos antes de corrermos e entrarmos.
Sacudimos a neve das nossas roupas e dos nossos cabelos.
Avistamos Banguela ao lado de Flora.Ao nos ver,rosnou.
—Calma Banguela!Somos nós!-alertei.
Seus olhos dóceis voltaram.
Ele pulou no meu irmão e deu um ataque de lambidas.
—Banguela!Você sabe que isso não saí!-protestou Soluço.
Me ajoelhei ao lado de Flora e acariciei sua cabeça.
—Oi garota-sussurrei vendo ela ronronar-Como você está?
Encostei a minha mão na sua barriga e senti uma pontada.
Arregalei os olhos chocada.
Meus deuses...
—Soluço-chamei.
Ele se ajoelhou ao meu lado.
Sorri feito boba e peguei sua mão.
—Olha isso...-falei enquanto colocava sua mão sobre a barriga de Flora.
Ele arregalou os olhos e sorriu.
—Meu Thor!-ofegou-Como não percebemos antes?
Sorri para Flora.
—Parabéns garota...-confessei acariciando sua cabeça.
(...)
Fizemos o máximo de esforço possível para levar Flora para o salão no meio daquela tempestade horrível,mas conseguimos com muito esforço.
Quando entramos,Dag,Astrid e mamãe se aproximaram.
—Onde vocês estavam?-perguntaram ao mesmo tempo.
Eu e Soluço arregalamos os olhos assustados.
Vi Flora se deitar num canto e Banguela se deitar ao seu lado.
—Você poderia ter se perdido!-exclamou Dag pra mim.
—Poderia ter se machucado!-alertou Astrid para meu irmão.
—Ou pego um resfriado-comentou mamãe preocupada.
Revirei os olhos.
Eu levando bronca do Dag,Soluço da Astrid e nós dois da nossa mãe.Thor realmente me odeia.
—Era um caso de extrema urgência!-afirmei.
—Como assim?-questionou Astrid confusa.
Eu e Soluço nos entreolhamos sorrindo.
—Fomos trazer Flora para cá e descobrimos que ela e Banguela vão ser pais-explicou.
Os três arregalaram os olhos.
Mamãe sorriu maravilhada.
—Eu sabia que se os dois se unissem,iriam salvar a espécie-declarou.
Astrid socou o ombro do meu irmão que gritou.
—Isso,é por me assustar!-declarou irritada.
—Mas eu não...-Meu irmão se calou quando ela o beijou.
—Ah,pelo o amor de Thor!-reclamei rolando os olhos.
(...)
De madrugada...
Acordei assustada por conta do barulho dos relâmpagos.
Virei minha cabeça vendo que Dag ainda dormia.
Retirei sua mão da minha cintura com calma e me levantei,passando por vários vikings adormecidos.
Adentrei a cozinha que estava com a luz acesa.
Avistei meu irmão de costas.
Sorri marota.
Criei uma bola de neve na mão e joguei na sua cabeça.
Ele se virou assustado,com uma tigela cheia de coxa de galinha na mão.
—Atacando a comida de madrugada...que feio...-comentei fingindo decepção-Vai ter que dividir!
Ele me chamou com a mão e sentou.
Dobrei a mesa e me sentei ao seu lado.
Peguei uma coxa e comecei a comer.
—Preciso da sua ajuda-declarou ele.
O encarei surpresa.
—Não ajudo não-brinquei vendo ele me dar língua.
Ele pegou minha mão e colocou sobre o seu peito.
—Ouve isso?-perguntou.
Arregalei os olhos surpresa ao sentir o coração acelerado.
—É assim que meu coração fica quando estou com Astrid-declarou-Ela é minha vida e eu quero fazer um pedido de casamento inesquecível.
Sorri.
—Beleza.Do que precisa?-indaguei curiosa.
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