A filha de Stoico
45 A guerra começou-parte 2
Notas iniciais
Pov's Seeylfe
Me levantei com dificuldade,com Stoico nos braços e dei banho nele,para tirar o sangue do seu corpo.
O enxuguei,botei frauda e uma roupinha,depois,lhe dei de mamar,fazendo-o adormecer logo em seguida.
Deitei meu filho delicadamente no berço,que dormia sereno e calmo.Tão puro,tão inocente.
Fui tomar banho,mas não coloquei a roupa que estava acostumada.Meu corpo não estava tão bonito como antes,então não iria mostrá-lo como sempre fiz.
Coloquei uma blusa confortável azul,colada nas mangas que iam até os cotovelos e frouxa no resto,para não mostrar minha barriga inchada do parto.Vesti um short marrom curto e coloquei minhas botas de sempre.Amarrei meu cabelo num rabo de cavalo,peguei meu machado e prendi nas costas.
Retirei o meu colar e coloquei do lado do corpinho de Stoico.
Me inclinei e lhe dei um beijo delicado na testa.Pendi pra trás e enxuguei as lágrimas que escorreram.Eu não queria deixá-lo ali,meu coração não queria deixar,mas eu precisava ir.Precisava ser forte por Berk.Precisava ser forte por ele.
Minhas pernas estavam bambas e meu corpo estava exausto,mas eu ignorava.
Suspirei tristonha,enquanto eu encarava o lindo bebê adormecido.
—A mamãe te ama-murmurei emocionada-Eu já volto.
Peguei meu escudo com uma mão e minha espada com outra,então saí do quarto.
Andei pelo o corredor e desci as escadas,avistando Flora,em posição,me esperando.
Sorri de lado.
—Vamos lá garota-pedi.
Caminhei e abri a porta de casa,vendo o caos lá fora:Algumas casas estavam em chamas,havia alguns corpos no chão,sangue e muitos vikings lutando entre si,tanto no solo quanto no céu,pois vários dragões com seus cavaleiros,enfrentavam a Besta Implacável negra.
Senti o mundo ao meu redor ficar de câmera lenta quando saí lentamente de casa,enquanto girava a espada na minha mão.Flora caminhava do meu lado,preparada para atacar qualquer momento.
Alguns vikings,que pareciam ser aliados de Drago,me encararam.
—A filha de Stoico!-gritou um deles,apontando ele pra mim.
Franzi a testa determinada vendo eles avançarem em nossa direção.
Desviei meu olhar para Flora e fiz sinal com a cabeça,o que a fez brilhar com sua luz lilás e rugir alto.Ela se preparou,antes de pular em um deles com tudo e soltar o jato de plasma.
Apertei o cabo da espada e avancei,cortando o pescoço de três num golpe só.Me defendi do último com o escudo e consegui enfiar a espada no seu peito.
Suspirei retirando a espada,enquanto seu corpo caía morto no chão.
Encarei Flora,que assentiu,parecendo tão determinada quanto eu.
Corri até ela e a montei.Ativei a cauda no automático e decolei com tudo,avistando a batalha do alto.
Minutos depois,cheguei no centro da vila e desci de Flora,que rugiu irritada,disparando brilho roxo para tudo o que é lado.
Ouvi um rugido conhecido e ergui meu olhar,vendo meu irmão e Banguela voando no céu.
Desci meu olhar,passando-o ao meu redor e arregalei os olhos,ao ver Dag deitado no chão,se defendendo com a espada,de um cara que tentava matá-lo.
Criei um espinho de gelo na minha mão e o joguei.O espinho acertou bem no pescoço do inimigo,que caiu morto no chão.
Hurts Like Hell
Dag se sentou e olhou ao redor,procurando de onde veio o ataque e pousou os olhos em mim,arregalando-os em seguida.
—SEEYLFE!-berrou assustado se levantando e vindo em minha direção-O que está fazendo aqui?Você acabou de dar à luz!Não está em condições de lutar!
—Eu estou ótima-afirmei-Parece que você é quem não está em condições de lutar,acabei de salvar sua vida.
Ele bufou.
—Pelo o amor de Thor!Deixa de ser teimosa!-reclamou.
Sorri minimamente.
—Ele nasceu igual à você-declarei.
Meu coração pulou quando vi um brilho desconhecido surgir nas orbes azuis de Dag.
—É sério?-murmurou maravilhado.
Assenti com a cabeça e em seguida,caminhei até Flora,montando-a.
—Vá pra casa Seeylfe!Por favor!-pediu Dag aborrecido.
—Você não manda em mim!-rebati irritada-Não é meu pai!
—E se fosse ele falando?
Ignorei sua pergunta e decolei com Flora.
Arregalei os olhos ao ver uma rede pegar e derrubar Banguela.
—SOLUÇO!-berrei desesperada.
Pov's Soluço
Rolei pelo o chão e Banguela também,mas preso na rede.Ele tentava se soltar desesperado.
Me pus de pé e avistei Drago se aproximando com sua espada na mão.
—Você vai morrer hoje treinador de dragões-afirmou com um sorriso maléfico.
—Será mesmo?Como tem tanta certeza?-provoquei com uma sobrancelha levantada.
Ele me atacou e eu me defendi com minha espada flamejante.Ele conseguiu fazer um corte no meu ombro,mas eu acendi minha mão e queimei sua cara,fazendo-o gritar e fugir.
Comecei a persegui-ló,enquanto passava por vários vikings que lutavam.
Avistei Astrid levantar do chão e vi que Drago ia em sua direção.
Arregalei os olhos em pânico e corri o mais rápido que pude.
Parei quando Drago a pegou,colocando a adaga em seu pescoço.
—ASTRID!-berrei desesperado.
—Abaixe a arma treinador de dragões-ordenou Drago num tom ameaçador-Ou você ficará viúvo.
Ele pressionou a adaga no pescoço de Astrid,que soltou um som de espanto.
Sem tirar os olhos dos dois,me abaixei lentamente e desliguei o fogo da espada,deixando-a no chão.
Drago sorriu satisfeito.
—Bom garoto.
Pov's Seeylfe
Gritei pulando com tudo nas costas de Drago,o que nos levou até o chão e libertou Astrid,que correu para o lado de Soluço.
Me pus de pé.
—Os Strondus nunca perdem seu otário-afirmei com um sorriso maroto e animado.
—Seeylfe!-exclamou meu irmão contente ao me ver,mas em seguida,arregalou os olhos junto com Astrid-Seeylfe,cuidado!
Me virei rapidamente,mas não deu tempo,pois Drago conseguiu enfiar a adaga no meu abdômen.
Encarei Drago,que sorriu maldoso e eu cuspi sangue pela a boca.
A dor foi insuportável e gritei quando ele retirou a adaga com força.
Gemi de dor,colocando as mãos sobre a ferida ensanguentada,enquanto eu via pela a minha visão periférica,Drago gritar e girar o cajado.
Senti tudo ficar em câmera lenta e minhas fraquejaram,me fazendo cair de joelhos.Antes que eu caísse no chão,senti os braços de Soluço me agarrarem com força.
Ergui meu olhar com dificuldade,avistando o rosto do meu irmão cheio de lágrimas.
—Aguente firme Seeylfe,por favor!-pediu desesperado.
Astrid se aproximou,tirando o machado das minhas costas e tentou estancar a ferida que sangrava e manchava minha blusa.
Minhas pálpebras estavam fechadas,mas eu estava fazendo muito esforço para me manter acordada.
—SEEYLFE!
Virei minha cabeça,vendo Dag e meus pais,se agacharem do meu lado.
—Sua teimosa!-exclamou meu marido irritado,mas desesperado ao mesmo tempo.Ele estava prestes a chorar.
Cuspi mais sangue e comecei a ficar com a respiração ofegante.
—Não,não Seeylfe,resista filha-pediu meu pai aflito,segurando minha mão.
Apertei sua mão.
—Eu te amo pai...-murmurei com a voz arrastada.
—Não filha!Eu não vou te perder de novo!-exclamou.
Drago parou de gritar e a Besta Implacável apareceu,cobrindo todos com uma pequena nevasca,que prejudicou a visão.
Minha família se encolheu toda e eu acabei desmaiando.
(...)
Abri meus olhos com dificuldade e pelo o teto,vi que estava em casa.Eu estava nos braços fortes de alguém e pela a força,deduzi ser meu pai.Minha barriga estava enfaixada por um tecido meio rasgado — que estava sujo de sangue.
Virei minha cabeça e avistei mamãe aflita,enquanto passava as mãos nos cabelos e Soluço,que chorava.
Mas o que houve?O que aconteceu?
Foi então que Dag desceu as escadas,desesperado e com os olhos cheios de lágrimas.
—Levaram ele!Não está no berço!-respondeu chorando.
"Não está no berço"—a frase ecoou na minha cabeça até eu perceber o que Dag falou.
Pulei do colo de papai e caí no chão de quarto.
—Seeylfe!-exclamou Dag assustado e se aproximando para me ajudar,mas me levantei com dificuldade,ignorando sua ajuda.
Subi as escadas com as pernas bambas e com as mãos apoiadas nas paredes.
Cambaleando e tonta,caminhei pelo o corredor,até entrar no quarto.
Senti uma tontura e abaixei minha cabeça,me apoiando na porta.
Quando passou,ergui meu olhar e senti meu coração parar de bater por segundos,ao ver o berço,apenas com o meu colar.O pânico tomou conta do meu corpo.
—NÃO!!!!!!-gritei desesperada sentindo as lágrimas descerem pelo meu rosto.
Corri até o berço e me ajoelhei,agarrando com as mãos,a cerquinha feita de madeira.
—Não...Não...Meu filho...Não...-solucei aflita.
Fechei os olhos e soltei um grito angustiado.Os pesadelos que eu tive,se tornaram realidade,infelizmente.Eu me sentia vazia e me deu vontade de sumir completamente da face da Terra.
Solucei mais ainda,enquanto encostava minha testa na cerquinha do berço e mais lágrimas desciam.
Pov's Dag
Adentrei o quarto e meu coração se apertou ao ver Seeylfe,ajoelhada no chão,agarrada à cerca do berço,enquanto chorava sem parar.
As lágrimas escorreram pelo o meu rosto.
—Seeylfe-chamei me aproximando e me agachando ao seu lado-Tem que limpar essa ferida.
—E-Eu...-gaguejou-...quero meu filho.Eu quero o meu filho.
Suspirei,pegando-a no colo.
(...)
Pov's Seeylfe
Abri meus olhos lentamente,sentindo que estava deitada na cama.
Me sentei com dificuldade,por conta do curativo no meu abdômen e olhei ao redor,vendo que estava no quarto.
Dag,Soluço e papai entraram.
—Como está se sentindo?-perguntou meu irmão preocupado.Eu não o encarava,mas sim o berço vazio.
Engoli o seco,me segurando para não chorar.
—O pior possível...-confessei.
Dag suspirou.
—Não se preocupe,nós vamos achá-los-afirmou.
Franzi a testa confusa e encarei os três homens à minha frente.
—Achá-los?-repeti.
Soluço engoliu o seco.
—Drago levou a Astrid também-respondeu.
Fechei os olhos frustada.
—Droga...-resmunguei.
—Drago deixou isto-declarou papai.
Abri meus olhos vendo que ele estendia um papel na minha direção.O peguei e li:
"Querida filha de Stoico,
Se estiver lendo este bilhete,quer dizer que já estou longe com Astrid e seu filho.
Você sabe exatamente o que eu quero.Se quer que esta guerra acabe,deixei um mapa que leva até a ilha em que estou agora.Venha para se entregar.
Uma vida,pela a outra.
Ass:Drago Sangue Bravo."
Abaixei o bilhete e suspirei tristonha.Estavámos de mãos atadas.
—Nós vamos salvá-los mana,não se preocupe-ouvi Soluço dizer.
Ergui meu olhar vendo eles saírem do quarto.
Franzi a testa determinada e amassei o papel em minha mão.
Eu posso estar ferida,mas não estou morta ainda.Eu não vou deixar Stoico e Astrid pagarem pelos os meus erros.
Eu não permitiria.
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