A filha de Lissa e Caos

5 Marcie, o espirito, a reencarnação e... a própria Julie.


Notas iniciais
Perdoem-me pelos atrasos. Estou tentando me acostumar com o novo horário da escola, mas aí está o cap que vocês vão adorar.

Abri os olhos de manhã e me deparei com Thompson, que abria a cortina do meu quarto. Fiquei meio ofuscada pelo sol na minha cara. Peguei um travesseiro e enterrei meu rosto nele.

– Senhorita Julie, infelizmente está na hora de acordar. — nosso mordomo disse — Não me pediu para lhe acordar às seis horas?

Sentei na cama e olhei para ele sorrindo:

– Sim, Thompson, obrigada.

Ele disse um de nada e saiu.

Aquele era o dia que eu fazia um pequeno "ritual". Eu ia para fora do mar, para a praia, trazendo meu violino consigo. Tocava até às onze da manhã. Eu ainda achava que aquilo incomodava meus pais, mas eles diziam que ficavam mais calmos.

Lembrei da conversa que tive com a Nicole ontem a noite. Ela havia me dito que mesmo eu assobiando, poderia estar usando meus poderes. Na verdade eu uso. Quando eu faço esse meu "ritual", eu tento transmitir uma energia boa para toda Atlantis.

Suspirei e fui me arrumar. Resolvi tomar um banho. Ontem fumei muita flor de Lótus, acho que estou com cheiro disso. Embora não seja um cheiro ruim, mas vicia muito fácil.

O violino não é meu. É de outra pessoa. Mas eu ainda não descobri quem é. Nicole foi que me deu e disse que um dia eu iria saber também de quem era. E é o que eu queria mais saber.

O violino é lindo: preto, com detalhes lindos desenhados na madeira.

Fui para praia com o violino na mão. Olhei para o horizonte, onde o sol ainda estava um pouco baixo, e me posicionei. Respirei bem fundo e comecei a tocar.

(Beyond the Veil — Lindsey Stirling)

Eu tenho uma coisa que é imitada mas eu gosto. Eu imito bastante a Lindsey Stirling, principalmente nessa técnica que ela tem de dançar e tocar.

Eu sei toda a coreografia dessa música. Para mim era fácil.

Mas eu não estava me importando com isso. Estava tentando usar meu poder um pouco, treinando. Usei meu coração enquanto tocava e dançava. O mar ficou totalmente quieto. Os animais pararam onde estavam para me ouvir. As nuvens no céu sumiram para abrir espaço para a cor azul. Terminei a música me curvando, como se cumprimentasse uma plateia, porém já me posicionando de novo para tocar outra música.

(Roundtable Rival — Lindsey Stirling)

Uma música mais agitada. Sorri. Era nessa hora que Jack deveria aparecer com a guitarra e... aí está ele. Se colocou ao meu lado com sua guitarra verde em formato de estrela. Vocês devem estar pensando se não deveria ser ao contrário. Eu com a guitarra e ele com o violino. Mas não sempre fui apaixonada pelo violino. Parece que já está na minha alma. Talvez Audrea Mae gostasse muito de violino. Ou...

Acho que você sabe quem eu sou.

Eu ouvi a voz e me virei. Marcie. Parei de tocar. Jack parou também e franziu a testa.

– O que foi, meu amor?

Me virei para ele e pedi que ele fosse embora e que depois eu explicava. Ele assentiu, me beijou e saiu em cima de um pégasus. Voltei o olhar para frente mas não a vi.

Continue a tocar..., pediu ela.

Obedeci e dei um giro 360 graus.

(Crystallize — Lindsey Stirling)

Quando eu a pude ver, percebi que ela estava imitando o que eu fazia.

Eu não estou imitando, você é minha reencarnação. Você é que está me imitando.

Queria ver se era verdade. Fiz uma série de saltos e giros e ela me seguiu igual. Mesmo tento 5 anos de idade.

Marcie foi a primeira filha de meu pai. Filha dele com Ivie, que era uma mortal. Ela trabalhava como a secretária dele, digamos assim. Eles viviam felizes. Se casaram, tiveram Marcie, mas, 5 anos depois, aconteceu uma tragédia. Oceano sequestrou as duas. Porém, quando papai chegou lá para salva-las, deu tempo de ver apenas Oceano arrancando a cabeça das duas.

Terminei a música e olhei para ela.

– Você sabe de quem é esse violino não sabe?

Ela confirmou com a cabeça.

É de Pandora. Ela me deu depois de me ensinar a tocar. A propósito, você já nasceu sabendo por causa de mim.

(Shatter Me — Lindsey Stirling)

Eu nunca faço isso, mas resolvi cantar. Marcie não cantou comigo.

Se você usar sua alma ao cantar, posso te seguir. Vai fazer um bom efeito.

Sorri e fiz isso. Nós duas cantávamos e dançávamos juntas.

–x-

PVO AUTORA

Sally olhou para o tigre marinho que Poseidon havia acabado de matar com seu Tridente. Era um enviado de Oceano. Seu marido checava para ver se ele estava vivo ou não até que...

A voz de Julie podia ser ouvida por toda Atlantis... O tigre marinho abriu os olhos assustado e observou em volta... Saiu de perto de Poseidon, enquanto uma tatuagem aparecia nas suas costas... a marca de Audrea Mae...

Não, isso é impossível, pensou Sally, Não é possível que ela também faça isso.

Sally foi se afastando para trás até que se esbarrou em Julie, que estava atrás dela cantando. Esta caiu no chão e acabou parando de cantar. O tigre voltou a sua forma agressiva e pulou em cima de Poseidon, tentando morde-lo.

Mas Julie foi mais rápida. Jogou o tigre para a parede de mármore, que bateu as costas nela. A herdeira de Audrea Mae caminhou até ele, pôs a mão em sua cabeça e fechou os olhos. Queria purifica-lo, torna-lo seu aliado. O tigre, que antes era negro, foi se tornando branco e apenas tinha algumas listras pretas.

Ela tirou a mão do tigre e este desmaiou.

Julie deu um passo para trás, se sentindo tonta. Se segurou na parede, enquanto ouvia sua mãe, assustada, perguntar:

– Como você fez isso? Aliás, como você sabe fazer isso?

Notas finais
Gostaram? Mandem sugestões, meus divos!