Notas iniciais
NÃO É UM CAPÍTULO

— Não tenho certeza se quero fazer isso. – Meu avô fechou a cara fazendo bico.

— Mas vai fazer. – Revirei os olhos.

— Por que não leva seu outro avô? – Ele perguntou ainda de bico.

— Porque ele está com Sue fazendo coisas indecentes. – Respondi.

— Eu não quero ficar em uma sala vendo um filme patético. – Ele resmungou.

— Ah, para.

— Não é melhor comprarmos o filme no camelô?

— PIRATARIA É CRIME.

— Como se nunca tivesse feito isso. – Ele resmunguei com os olhos na estrada.

Na verdade não vamos no cinema, eu vou levar ele para… Hum… Digamos… SE DIVERTIR!

— Vire à direita à 100 metros. – Imitei a voz da tia do GPS.

— Annie, tem certeza que estamos indo ao cinema? – Ele questionou assim que viramos a rua e demos de cara com nosso destino.

— Pode parar ali. – Ignorei ele.

— Annie, eu não estou gostando disso. – Ele estacionou.

— Ah, para. – Sai do carro.

— O que é isso, Annie? – Ele perguntou saindo também.

— UM CLUBE DE STRIPPER – Gritei empolgada enquanto apontava para o letreiro e atravessava a rua. – Mulheres tirando a roupa, homens dançando e muita, MUITA SARRACÃO.

— Annie, vamos para casa. – Ele resmungou enquanto me seguia.

— Ah para, ta com medo da pipa não voar?

— Do que não voar?

— Da muriçoca não socar.

— O que?

— Você sabe, com medo do passarinho não sair do ninho.

— Annie não sei do que você tá falando.

— Tô falando de você não dá conta.

— Não sou garçom pra dá conta.

— CARALHO, TÔ FALANDO DA PORRA DO TEU PAU NÃO LEVANTA.

— Aaaah, por que não falou antes que era isso? E fique tranquila que ele é forte.

Entreguei as duas identidades falsas para o segurança, ele deu uma encarada na gente e então deixou nós entrar.

— PAGO 500 DÓLARES PARA A MOÇA QUE SATISFAZER MEU AVÔ AQUI! – Gritei entrando no local.

Logo um monte de garotas apareceu e arrastaram meu avô com ela.

— Annie! – Ele gritou sendo levado.

— E a senhorita, não gostaria de um showzinho? – Escutei uma menina perguntar.

— Gosto de pau. – Esclareci me afastando.

— Não senhorita, é que um dos meninos do clube quer te presenciar um show grátis. – Ela tornou a me seguir.

— Ah, desculpa a confusão, mas eu aceito sim. – Ela sorriu e me guiou até uma sala reservada.

Entrei sem ver ninguém, me sentei em frente ao palco e então um homem entrou. Ele era forte e mais musculoso que Embry. Ele estava vestido de policial e tinha uma máscara nos olhos.

— Ponha as mãos para cima, você está presa. – Ele gritou e eu entrei na brincadeira seguindo suas ordens, eu até que tava gostando, ele retirou a máscara e eu o olhei surpresa. – Embry sabe que você vem a clubes de Stripper à noite?

— Paul? – Perguntei espantada.

— EU JÁ FALEI QUE SE FALA POUL E NÃO PAUU – Ele revirou os olhos.

— Não fala para o Embry. – Dei um sorriso torto.

— Pensarei em seu caso. – Ele deu um sorriso maroto. – Só quero que saiba que eu tô de olho.

— Idiota. – Caminhei para a saída da sala. – E aliás você tem um bunda até que bonitinha.

Sai emburrada, pelo visto só vovô vai curtir a noite.

— ANNALICE VAMOS EMBORA AGORA! – Meu avô gritou me empurrando para fora.

A roupa dele estava rasgada, ele estava arranhado, seu cabelo bagunçado e faltava um pedaço de sua orelha.


— É… melhor ir – Segurei a risada.

Notas finais
Heeeey, gostaram? Espero que sim Obrigada pelos comentários passados. COMENTEM ♥