A filha da morte

5 Atacada por um poodle


Notas iniciais
Hoje postando dois para compensar a demora do capt 4. Comentem sua opiniões. Espero que gostem.

Eu estava com a minha mãe no carro e nós falávamos sobre NY.

– Quase não me lembro da nossa casa lá.

– Era boa filha, tínhamos três quartos e muito espaço.

– Por que você quis morar longe?

– Ah meu bem depois do acidente com os raios... E também eu me mudaria mesmo sem o acidente. Ahhh droga esqueci minha pasta preta.

Ela voltou pela rua de trás e me pediu para ir buscar a pasta no quarto dela.

Eu sai do carro e entrei no prédio. Fui para o quarto dela e peguei a pasta preta.

Desci as escadas e abri a porta e sai antes de fechar olhei para o nosso apartamento, era o ultimo andar, num prédio de três andares a cozinha era branca a sala era enorme tínhamos uma varanda e uma escada pequena levava a um corredor onde tínhamos um banheiro e os dois quartos, era perfeito, olhei de relance mais uma vez e fechei a porta, mal sabia eu que logo ficaria muito tempo sem ver aquele lugar.

Voltei para o carro e fui para escola o dia foi calmo, menos na ultima aula em que eu e Henri jogamos bolinhas de cuspe no cabelo de Mirta e pegamos uma hora de detenção.

Já era minha segunda detenção em três meses, e na próxima teria que ir para diretoria.

– Temos que tomar cuidado com as detenções. – falou Henri

– Ahan- concordei enquanto mexia no meu armário.

De repente um barulho enorme deu tamanho susto no pobre Henri que ele caiu no chão.

– O-que f-oi isso?- gaguejou ele.

– Não sei.

Eu o ajudei ele a levantar, e quando ele se recuperou farejou o ar mexeu a cabeça algumas vezes balançando seu gorrinho rastafári que ele sempre usava, suas pernas tremeram no seu jeans folgado e ele com uma expressão assustada olhava para os lados.

– Não acredito, não faz nem três meses. — murmurou ele.

– O que foi?- perguntei.

– N-nada

Eu o olhei irritada, mas antes que eu me manifestasse o chão começou a tremer, e uivos baixos foram aumentando conforme os tremores eram mais violentos e o som de fortes pisadas se aproximavam.

– Socorrooooooooooooooooooo- gritou uma menina correndo em minha direção.

Um pouco depois dela apareceu um... Poodle?

Eu balanceia cabeça algumas vezes e vi o que realmente era um cachorro enorme todo preto ele devia ter dois metros ou mais seus olhos eram avermelhados e estavam focados na menina loira que corria em minha direção.

A garota correu até mim o mais rápido que pode.

– Me ajuda aquela coisa ta me perseguindo. — falou

– O que é aquilo?- perguntei

– Sei lá, um cachorro muito grande e raivoso, eu acho.

–Cão I-inf-fernal- gaguejou Henri antes de desmaiar no chão.

– Cão o que?-perguntei

A menina estava prestes a ser atacada e por algum motivo não sei bem qual acho que adrenalina ou alguma coisa assim a puxei para trás de mim e me postei na sua frente, o cachorro parou indeciso se atacava ou não, seus olhos enormes pretos avermelhados se encontraram com os meus e ele apenas ficou lá me olhando, ele rosnava, mas não atacou.

Começou a trovejar o cachorro voltou a rosnar e estava prestes a atacar quando o chão tremeu, e ele pareceu indeciso sobre o que fazer.

– Ei calma garoto.- disse prestes a toca-lo

Antes que eu pudesse acalma-lo trovejou e começou a chover enquanto relâmpagos e trovões tornavam o céu que na mesma manhã estava calmo agora agitado.

O chão tremeu quase tão violentamente quanto o céu, mas por fim o cão resolveu que ia atacar esticou a pata e me empurrou com um pouco de força para o lado. Antes que atacasse a garota alguém assoviou

Ele se virou e uma menina de olhos azuis e cabelo negro desgrenhado o chamou

– Ei quer?- disse esticando um pedaço de bife enorme- Vem busca.

Ela arremessou a carne e o cachorro correu para pegar antes que ele chegasse na carne ela esticou uma lança enorme e perfurou o cachorro até ele cair e virar pó.

Eu estava jogada no chão dolorida, mas me levantei e corri até Henri que estava meio que acordando, ajudei ele a levantar, ele nem ao menos agradeceu seus olhos se arregalaram ao ver a garota com a lança na mão.

– Thalia Grace...- Falou

– Presente- falou a menina- vamos levar essas duas para a minha senhora depois se encarregue de leva-las em segurança para o acampamento.

– Não vou a lugar nenhum- disse- nem sei o que esta acontecendo.

– Vou explicar tudo, vamos.- respondeu Henri

– Posso ir para casa?

– Ah roupas é uma boa ideia — disse a menina.