A filha da Ravena...
3 Capítulo 3 - O cúmplice
Saindo da Torre, Ravena abre um portal e entra, dando acesso em frente ao teatro. Havia poucas pessoas na rua. A empata caminha em direção ao prédio abandonado, passa por um portão que estava semi-aberto e observa aquele lugar.
– Parece que não tem ninguém aqui – pensa Ravena em voz alta
Ravena então, se vira para voltar, e leva um susto quando vê Yamasaki observando-a
– Então você veio!! – exclama Yamasaki com um sorriso no rosto
– Onde está Agatha?? — indaga Ravena
– Ela está bem — responde o líder da gangue
– Onde ela está?? Eu quero vê-la... – diz Ravena aumentando seu tom de voz. Seus olhos emanavam energia negra, seus cabelos e sua capa voava verozmente. Nesse mesmo instante apareceram Meryl e Howard, ficando entre Ravena e Yamasaki
– Meryl, Howard está tudo bem – diz Yamasaki.
Meryl e Howard saíram da frente de Yamasaki, deixando-o cara a cara com Ravena de novo
– Calma... eu vou deixar você ver aquela garotinha, mas antes nós vamos fazer um acordo – o líder da gangue sorri – Eu quero você no lugar dela
– Eu vim pra isso – responde Ravena ainda saindo energia negra em seus olhos
– Você veio sozinha? – ingada Yamasaki
– Sim
– Howard, vai verificar se tem mais alguém aqui com ela – diz Yamasaki
– Ok – diz Howard já saindo daquele local
– Me dê seu comunicador — diz Yamasaki voltando sua atenção a Ravena
Ravena continua imóvel, observando-o
– Não quer ver a menina? Achei que estava com pressa – ironiza Yamasaki
Ravena tira seu comunicador T do bolso interno capa, e o joga no chão, perto de Yamasaki. Meryl caminha até aquele objeto no chão, apanha-o, e entrega ao líder da gangue, que o quebra nas mãos.
– Muito bem, eu vou deixar você ver a sua filha, Ravena. Agatha o nome dela não é? – diz Yamasaki sarcástico – Depois que você ver a menina na minha presença, eu vou deixá-la na Torre dos Titans, como o combinado. Como eu disse, eu não tenho interesse nela, mas sim em você. Você tem poderes incríveis Ravena, os outros Titans nem se compara a você, a sua força. Você tem um lado sombrio e eu gosto disso em você. Bom, por outro lado, se você me trair e não fizer nada do que eu mandar, você pode dar adeus a sua filha. – diz o líder da gangue
Meryl dá uma risada maléfica
– Eu coloquei um dispositivo na menina. Esse dispositivo tem uma cápsula que quando ativada, libera um veneno. Esse veneno, se for liberado, mata em aproximadamente 1 minuto. Se você pensar em nos trair, eu vou acionar esse dispositivo. – diz Yamasaki
– Como você pôde? – diz Ravena com os olhos arregalados com o que Yamasaki acabara de lhe dizer
– Vamos dizer que foi uma precaução. Só mais uma coisa, esse dispositivo está preso em um órgão vital e só pode ser removido pelo próprio aparelho. Caso você tente tirá-lo, ele irá se ativar automaticamente. Se ele não é ativado não causa problema nenhum. Não se preocupe, sua colocação não é dolorosa. – diz Yamasaki com um sorriso no rosto — Meryl traga a menina
– Sim chefe – diz Meryl
– Resumindo, só eu posso retirar esse dispositivo, se você colaborar nada de ruim vai acontecer com a garotinha – Yamasaki volta sua atenção a Ravena
– Eu vou matar você – diz Ravena com os punhos cerrados
– Não, não, você vai trabalhar pra mim – responde Yamasaki
Bem ao longe escuta-se uma voz, que vai aumentando rapidamente enquanto vão se aproximando
– Mamãe, mamãe... – grita Agatha tentando correr em direção a Ravena, mas é segurada por Maryl pelas mãos.
– Meryl, está tudo bem, deixe a criança – diz Yamasaki
Meryl solta Agatha, que vai correndo em direção a Ravena.
– Agatha – diz Ravena abraçando-a fortemente – eu senti tanto a sua falta – várias lágrimas escorriam pelo rosto da empata
– Agatha também sentiu a falta da mamãe, muita falta – Agatha chorava abraçada a Ravena – Agatha achou que nunca mais veria a mamãe
– Eu estou aqui filha, vim te levar pra casa
– Onde está o papai?
– Em casa – diz Ravena acariciando os cabelos da menina
– Porque ele não veio buscar a Agatha também?
– Ele não pode vir – responde a empata enxugando suas lágrimas com as mãos
– Venha vocês duas – diz Yamasaki
Um carro preto, com os vidros escuros já estava parado ali, Howard e Meryl já estavam dentro dele. Yamasaki abre a porta de trás do carro e Ravena o observa
– Eu quero ficar com ela um pouco – lamenta Ravena tristemente agarrando Agatha junto de si
– Eu quero ficar com você mamãe, Agatha não quer voltar pra lá, Agatha quer ir pra casa – diz Agatha se escondendo atrás de Ravena
– Nós vamos pra casa, vai ficar tudo bem, venha – a empata segura a mão de Agatha e se dirige ao carro.
– Onde nós estamos indo? – indaga Ravena já no carro
– Para o nosso esconderijo – responde Yamasaki
Ravena abraçada a Agatha, olha atentamente pela janela do carro, observando cada detalhe do caminho. Eles saíram da cidade Jump City e pegaram uma outra estrada. Após 30 minutos de viajem o carro parou.
– Chegamos – diz Yamasaki saindo do carro
Ravena sai do carro e observa aquele local, era completamente diferente do que ela imaginava que fosse. Havia uma casa enorme com detalhes em madeira e vidro, era clara e realmente bonita. Tinha várias flores ao redor da casa e um lago com alguns pássaros e cisnes. Ela se assusta com aquela visão, pois imaginava que fosse um local escuro e sujo.
– Vamos pra casa mamãe – diz Agatha puxando a capa da Ravena
– Agatha porque você não busca aquele desenho que você fez ontem pra sua mãe ver? – diz Yamasaki
Agatha sai correndo em direção a casa, deixando Ravena e Yamasaki as sós.
– Você pode ficar com a menina hoje e nós a entregamos na Torre amanhã. Se você falar do nosso esconderijo, ou se eu suspeitar de que você ainda tenha vínculo com qualquer um dos Titans, a menina já era. Então, se eu fosse você, eu andaria na linha e não tentaria bancar a esperta pra cima de nós.
– Eu não vou falar nada – responde Ravena tristemente abaixando a cabeça
Agatha chega correndo com um desenho na mão e o entrega a Ravena. Ela olha aqueles rabiscos em roxo, verde e amarelo que seriam três pessoas, ela, Mutano e Agatha
– Que lindo!! – exclama Ravena tentando sorrir.
Yamasaki vai embora, deixando Ravena e Agatha sozinhas.
– Vamos embora mamãe, estou com saudade do papai, vamos – Agatha puxava a mão de Ravena
– Agatha senta aqui – Ravena se senta próximo ao lago, e Agatha ao seu lado. – Eles machucaram você?
– Não, ninguém machucou Agatha. Agatha não gosta do Howard e da Meryl
– Porque? – Ravena encara Agatha
– Por causa daquela vez...
Ravena começa a lembrar daquela noite na cobertura dos Titans, em que Agatha a salvara do Howard, e bloqueia esses pensamentos
– E do Yamasaki?
– Ele é legal – responde Agatha tirando as pétalas de uma rosa, uma a uma.
– Legal? Como assim legal? – indaga Ravena encarando-a
– Legal, ele brinca comigo e me faz rir
Ravena se assusta, mas fica aliviada em saber que não machucaram Agatha e que ela estava bem.
– Agatha, eu estou muito cansada, tudo bem pra você se nós ficássemos aqui só por hoje? Aí amanhã nós voltamos pra casa
– Olha o que Agatha aprendeu a fazer – diz Agatha ignorando o que Ravena acabara de lhe dizer. Ela fechou os olhos e nesse instante várias bolhas de água começou a emergir do lago, envolta por uma energia negra e giravam no ar. Agatha abriu os olhos e começou a sorrir
– Que lindo Agatha – a empata sorri
– O almoço está pronto – diz Yamasaki acabando de chegar onde estavam Ravena e Agatha
– Agatha está com fome, hoje ela vai almoçar com a mamãe – diz Agatha sorrindo
Ravena, Agatha e Yamasaki se dirigiram para dentro da casa. Quando Ravena entrou, ela ficou encantada, a casa parecia ser muito maior por dentro. A sala era enorme, todos os móveis novos e de ultima geração. Possuía vários quadros e pinturas nas paredes, um piano na sala e um lustre de cristal. Ela nunca tinha entrado em uma casa tão bonita.
– Algum problema? – pergunta Yamasaki vendo que Ravena havia parado no meio do caminho
– Não, nada – responde Ravena
Ravena passa pela sala, e chega à cozinha. Agatha já estava ao lado de uma mulher loira, com um avental preto e branco em frente ao fogão.
– Você quer espaguete? – pergunta a mulher loira
– Sim – responde Agatha
– Lóren? – diz Yamasaki
– Sim – responde a mulher loira colocando o prato em cima da mesa, onde Agatha estava.
– Essa é a Ravena, a mãe da Agatha – apresenta o líder da gangue
– Ah, oi, tudo bem? – diz Lóren dando um sorriso
– Tudo – mente Ravena
– Sua filha é um anjo
Ravena responde com um sorriso forçado
– Você quer suco Agatha? – pergunta Lóren
– Sim – responde a menina
– Ravena, Lóren trabalha aqui pra gente, e ela vai te mostrar onde fica as coisas por aqui, e te apresentar a casa. Eu vou dar uma saída, e não esquece da nossa conversa. Fique a vontade, a casa é sua – diz Yamasaki sorrindo
Yamasaki sai da cozinha, deixando as três ali. Lóren entrega um prato a Ravena
– Obrigada, mas estou sem fome – agradece a empata
Lóren mostra toda a casa à Ravena, que a cada cômodo fica mais encantada com o luxo. Ela apresenta o seu quarto, assim como a casa, ele era enorme, com suíte, e closet com várias roupas, blusas, vestidos, sapados e sandálias tudo novo e separado por sessão. Ravena nunca tivera nem um terço da metade do que estava ali dentro.
– É lindo não é!! – exclama Lóren observando o mundo de objetos que se encontrava ali
– É sim – responde Ravena olhando as várias prateleiras sem interesse nenhum – Você trabalha pro Yamasaki a muito tempo? – Ravena volta sua atenção a Lóren
– A uns 8 meses mais ou menos – responde a empregada
– E você gosta? De trabalhar aqui?
– Nossa, eu adoro trabalhar aqui, o Yamasaki é um ótimo patrão. Bom no final do corredor tem uma biblioteca, se você gostar de ler... Agora vou voltar para o meu serviço – Lóren vai embora, e deixa Ravena e Agatha a sós
Ravena tenta organizar suas idéias
– Será que ela sabe que o Yamasaki é um vilão? E porque tudo isso? — pensa Ravena tentando achar uma resposta
– Venha ver o meu quarto – diz Agatha puxando Ravena pela mão
Ravena vai até o quarto ao lado, tinha vários brinquedos e bonecas espalhados pelo chão. O quarto era lindo, muito mais bonito do que Agatha tivera na Torre.
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– Como assim a Ravena sumiu? – grita Mutano
– Ela só pode ter sumido, já vasculhei em tudo que é canto – responde Ciborgue
– Eu também procurei em vários lugares e não achei nada amigos – diz Estelar acabando de chegar à sala principal
– O que aconteceu com a Rae gente, eu estou preocupado. Já é tarde e até agora nada dela aparecer – diz Mutano segurando a cabeça com as mãos, sentado no sofá
– Já tentei o comunicador dela e nada – diz Ciborgue
– Será que eu fiz alguma coisa de errado? Eu não lembro, a gente estava tão bem... – lágrimas escorriam pelo rosto do transmorfo
– Calma amigo Mutano, às vezes ela precisou resolver algumas coisas e já esta voltando – responde a tamaraneana
– Até agora? Já faz mais de 6 horas que a Rae sumiu. Será que aconteceu alguma coisa com ela? – indaga Mutano desesperado
– Não Mutano, não aconteceu nada a Ravena, ela é forte e sabe se defender – responde Ciborgue
– E você Robin? – pergunta Estelar
– Eu? Eu o que? – responde Robin que estava perdido em seus pensamentos
– Não achou nenhuma pista de onde a Ravena possa estar? – diz Estelar
– Não, nada... – responde Robin se dirigindo ao seu quarto
– Como eu pude deixar a Ravena ir? – lamenta Robin em voz alta fechando a porta de seu quarto – Estou me sentindo tão culpado, e a Agatha, será que está com ela? – diz o menino prodígio angustiado
Robin sai correndo do seu quarto e vai até a garagem, pega a moto, e se dirige ao prédio abandonado, do lado do teatro, onde era o ponto de encontro de Ravena e Yamasaki. Robin desce da moto e procura por alguma pista, algum objeto, qualquer coisa que pudesse dizer aonde Ravena poderia estar. Caminhando mais um pouco pelo local Robin encontrou o comunicador da Ravena quebrado no chão
– Ravena, o que aconteceu com você? Porque que eu não te impedi dessa sua idéia – lamenta Robin recolhendo os pedaços do comunicador no chão e voltando pra Torre
– Você encontrou o comunicador da Ravena?? – diz Ciborgue surpreso
– Vou contar essa noticia ao Mutano, ele está arrasado, talvez nos possamos descobrir onde ela esta – diz Estelar
– Vou fazer a análise pra ver quais são as digitais que tem no comunicador da Ravena – diz Ciborgue pegando o comunicador e já saindo da sala
Estelar sai da sala principal e se dirige ao quarto do transmorfo, chegando na porta ela para e ouve os soluços de Mutano. Estelar bate na porta
– Mutano, posso entrar?
– Po-de – diz Mutano chorando
Estelar caminha e senta ao lado do transmorfo
– Calma amigo Mutano, o Robin achou o comunicador da Ravena, talvez nós...
– O que? – exalta Multano interrompendo Estelar, se levantando e correndo para a sala principal
– Robin? Robin? – grita Mutano correndo pela Torre
– O que foi – responde Robin
– A Estelar me disse... – Mutano não consegue terminar a frase
– Já está com o Ciborgue, ele está analisando o comunicador dela – responde Robin interrompendo o transmorfo e saindo da sala principal
Mutano senta no sofá da sala, e lágrimas escorriam pelo seu rosto
– Mutano? – diz Estelar
– Oi, Estelar – responde o transmorfo tampando o rosto com as mãos
– Todos nós também estamos preocupados com a Ravena, nós vamos descobrir o que aconteceu – diz Estelar tentando confortar o transmorfo
– Eu estou com medo Estelar, eu perdi a minha filha e agora a mulher que eu amo? Porque, Estelar? Por quê? O que eu fiz pra merecer isso? – lamenta o transmorfo
Estelar da um abraço tamaraneano em Mutano, que fica um pouco sem ar.
– Nós vamos encontrá-la
Mutano e Estelar ficaram ali por um tempo, em silêncio. Robin chega à sala principal acompanhado de Ciborgue. O transmorfo dá um pulo do sofá
– Fala Cib, o que você descobriu? – indaga Mutano desesperado
– Bom, além das digitais do Robin, minha e da Ravena, havia outra digital – diz Ciborgue respirando fundo
– De quem?? ... Fala logo Cib, de quem é a outra digital? – desespera Mutano
– Do Yamasaki – responde Ciborgue tristemente fechando seus olhos
– O que?? Do Yamasaki?? Não pode ser... Como assim?? – Mutano se descontrola e cai no sofá
– Será que ele raptou a Ravena? – indaga Estelar cobrindo sua boca com as mãos
– Não creio que seja isso Estelar, Ravena é forte e sabe se defender – responde Ciborgue – Ela saiu da Torre sem avisar ninguém, e encontrar com ele assim por acaso, é bem estranho. Ela estava com o comunicador, porque não nos chamou? – analisa Ciborgue
– O que você está querendo dizer com isso? – indaga a tamaraneana
– Ela se entregou... – diz Mutano em voz baixa – Ela se entregou... – agora sua voz aumentava. Ele se levantou do sofá e seu rosto triste foi tomado por um ódio mortal
– Calma Mutano, ninguém afirmou nada, nós só estamos pensando nas possibilidades... – diz Ciborgue tentando contornar a situação
– Como ela pode fazer isso comigo?? Ela me prometeu que não iria se entregar, ela me pro-me-teu – Mutano pronunciava cada palavra — Ela mentiu pra mim, e eu acreditei nela, que nós iríamos resgatar Agatha juntos.
Estelar tentou abraçar Mutano, que desviou do seu abraço.
– Ela me prometeu que não iria fazer isso, eu não estou acreditando. Não posso acreditar – diz o transmorfo transtonado – Ela não pensou em mim, em como eu ia me sentir.
– Ela deve ter feito isso pela Agatha – diz Ciborgue decepcionado
– Sim, pela Agatha, não por mim. Se ela gostasse de mim mesmo, ela não teria feito isso. Ela fez tudo isso nas minhas costas, foi embora e nem se quer despediu de mim... – diz o transmorfo com ódio
– Claro, você não iria deixar ela ir – diz Ciborgue
– Não importa, ela mentiu, me fazendo acreditar nela. Não pensou em mim, em como eu ia ficar aqui, eu disse isso a ela...
– Para Mutano, chega – diz Robin friamente
Todos voltam sua atenção a Robin
– A Ravena sempre pensou em você, e se ela fez isso, foi pra devolver a filha de vocês, a você Mutano – diz Robin
– A é, cadê a minha filha então? – indaga Mutano sarcástico
– Eu não sei, mas se ela foi se entregar é pra devolver a sua filha a você – responde Robin
– E ficar sem ela? Eu não pedi pra ela fazer isso, eu não queria isso... – diz Mutano com raiva
– Ravena sabia que você estava sofrendo muito por causa da Agatha, talvez tenha sido por isso – justifica Robin
– Sim, ela é minha filha, mas eu não queria que a Rae se entregasse, e ela me prometeu que não faria isso. Ela sabia que isso ia me magoar, acabar comigo pra dizer a verdade, e ela ignorou isso. Então, não venha me dizer que ela pensou em mim em algum momento, porque a única pessoa que ela pensou foi nela mesma
– Você acha isso? Que a Ravena pensou nela mesma? E o que ela ia ganhar com isso? – pergunta Robin encarando Mutano
– A liberdade da Agatha, só por ela. Não por mim. Porque nós não poderíamos procurar juntos, nós já tínhamos até um plano. Em falar em plano, como ela sabia do local de encontro? – diz Mutano
– É verdade, não tinha pensando nisso – responde a tamaraneana
– Algum contato deve ter chegado até ela, já estava tudo planejado. Como ela pôde fazer isso tudo nas minhas costas, sem me falar nada? – Mutano aumentava a voz
– A Ravena te ama Mutano – diz Robin sem poder explicar a verdade a todos
– Me ama? – o transmorfo da uma risada sarcástica – Se ela me amasse não teria feito isso. Ela achou que sem ela aqui, eu ia ficar como? Eu vou ficar como agora? – todo aquele ódio foi transformado em tristeza, e o transmorfo começou a chorar
Mutano se levanta e corre para seu quarto. Estelar vai atrás dele
– Mutano, vamos conversar? — diz Estelar batendo na porta
– Vai embora Estelar, eu quero ficar sozinho — responde o transmorfo com a voz de choro
Estelar vai embora e se junta ao outros Titans na sala principal
– Como a Ravena pode fazer isso? — pergunta Estelar se sentando ao lado de Robin no sofá
– Eu também não faço ideia, a gente não tinha um plano? — diz Ciborgue
– Sim, mas não é assim que as coisas funcionam. Se nós fossemos com a Ravena, mesmo que escondidos para resgatar a Agatha eles poderiam nos descobrir e matar a Agatha talvez... — responde Robin
– Será que a Ravena pensou nisso também? — pergunta Estelar
– Você tá sabendo de alguma coisa Robin? — indaga Ciborgue desconfiado encarando Robin
– Sabendo o que? — retruca Robin
– Não sei, alguma coisa que nós não sabemos — responde Ciborgue
– Não, não sei de nada — diz Robin se levantando e indo para a sala de treinamento
– Eu acho que o Robin está escondendo alguma coisa — suspeita Ciborgue
– Como assim? — pergunta a tamaraneana
– Não sei, o Robin está muito estranho ultimamente. Ele foi o único que não se preocupou com o sumiço da Ravena, ele ter encontrado o comunicador dela, sei lá, me parece muito suspeito — diz Ciborgue pensativo
– Você acha que ele já sabia? — indaga Estelar
– Não sei Estelar, você fica mais próxima dele, porque não procura saber? — sugere Ciborgue
Estelar fica sentada ao lado de Ciborgue pensativa, depois de alguns minutos ela se levanta e vai até o quarto de Robin
– Robin? Posso entrar? — diz a tamaraneana batendo na porta
Estelar abre a porta e encontra o quarto vazio. Ela entra e senta na cama do menino prodígio e fica esperando por ele. Um boneco quebrado em cima do cômodo chama a atenção de Estelar, que se levanta e vai até ele. Quando ela pega os dois pedaços do boneco ela percebe a gaveta da cômoda semi-aberta com alguns objetos e um pedaço de papel amaçado. A tamaraneana fica curiosa, pega o papel e o lê
– Eu não acredito — diz Estelar horrorizada
Nesse mesmo instante Robin entra no quarto vestindo um short e uma toalha nos ombros
– Oi Estelar, acabei de sair do banho — diz Robin jogando a toalha em cima da cama e se dirigindo a Estelar. Quando a vê com um papel amassado na mão ele para
– Estelar, eu posso explicar... — justifica Robin
– O Ciborgue tinha razão, você foi cúmplice da Ravena — diz Estelar decepcionada com a atitude do menino prodígio
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