A eternidade é o limite (Primeira temporada)
95 Capítulo 95- Ventre de nossa mãe Terra
Notas iniciais
Lety e Fernando estavam na fila de purificação quando Fernando notou algo muito suspeito ...
Aqueles devoradores de mulheres alheiras estavam de olho em sua Lety !.
Encarou-os com seu olhar mortal e envolveu Lety pelos quadris , como se estivesse marcando território.
Lety desviou o olhar para o noivo e viu que ele estava com cara de poucos amigos.
Suspirou e indagou:
(L) –O que houve , Fernando ?
(F) –Esses maníacos sexuais ficam te devorando com o olhar ! –Respondeu rangendo os dentes
Lety revirou os olhos.
(L) –Deixe de neurose , há muitas mulheres aqui além de mim !
Ouve-se um assobio atrás deles.
(F) –Eu não disse ?! –Rosnou , pegando o roupão que estava sobre a mesinha –Coloque , Letícia !
Lety fez cara de indignada.
(L) –Você sabe perfeitamente bem que não pode-se purificar a alma de roupão !
(F) –Engraçado , da última vez que estivemos aqui você não queria tirar e agora você não quer colocar ?
Lety revirou os olhos.
(L) –Tudo bem , tudo bem ... Mas saiba que vou colocar porque eu quero , não porque você mandou !
Lety colocou o roupão e Fernando fez uma cara vitoriosa para os demais homens da fila.
(F) –É exclusiva , exclusiva !!
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Carolina , Luigi , Pathy e Math estavam na sala de edição quando Omar apareceu.
Luigi revirou os olhos.
(LU) –O que foi Chaves ? , a Chiquinha não está aqui !
Pathy gargalhou.
(O) –Eu não vim atrás do Fernando ... Eu vim atrás de você , Carol !
(C) –De mim ? –Carolina apontou para si mesma –O que você quer comigo , Omar ?
(O) –Podemos falar em particular ?
Carolina olhou para Luigi.
(L) –Ai Chaves , você e a Chiquinha só prestam para atrapalhar minha criação ! –Luigi reclamou –Agora mesmo eu estava inspiradíssima , e toda minha inspiração sumiu quando te vi aí com essa cara de pata choca !
Omar ficou boquiaberto.
(O) –Pata choca , eu ?
(LU) –Sim e daquelas que ficam andando em círculos e fazendo “Cuééé” procurando um macho para acasalar .. ui , como eu gostaria de ser um cisne negro , ficaria diva , não ficaria ?
Math revirou os olhos , enquanto Pathy entrava na pilha de Luigi.
(P) –Você ficaria diva até se fosse uma borboletinha , Luigi !
Luigi deu pulinhos de alegria.
(LU) –Pelo menos um nessa sala admite que eu sou uma diva !! ... Eu de borboletinha ficaria linda , não ficaria Branca de neve ? ... –Path riu e assentiu com a cabeça –Borboletinha , tá na cozinha , fazendo chocolate para a madrinha , Poti Poti , perna de pau , olho de vidro e nariz de pica pau !
Math , Omar e Carolina se entreolharam.
(C) –Beem .. eu vou falar rapidinho com o Omar , Luigi ! .. Já volto , está bem ?
Luigi deu os ombros.
(LU) –Não preciso mais de você , Carol , tenho minha nova diva inspiradora ! –Ele apontou para Pathy , fazendo Math revirar os olhos
Carolina gargalhou e saiu com Omar.
(P) –E o que vamos criar agora , óh minha grande diva criadora ?
(LU) –Óh minha Branca de neve , vamos criar o mais difícil: O logotipo da expô feira !
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Omar levou Carolina até um café próximo á Conceitos.
(GAR) –O que vão querer , senhores ?
(O) –Um whisky por favor !
Carolina revirou os olhos.
(C) –Pra mim um cappuccino , obrigada !
O garçom se retirou e os deixou a sós.
(C) –O que você tanto quer falar comigo em particular , Omar ?
(O) –Carol eu .. eu .. eu preciso que você me arrume outro encontro com a sua amiga , Aurora !
Carolina se sentiu incomodada.
(C) –Mas .. mas porque toda essa insistência com ela , Omar ? , ela não quer nada com você , ela te despreza como homem !
Omar bateu as mãos na mesa.
(O) –Não Carol , ela quer sim ! Ela quer mas não admite ! –Carolina colocou as mãos sobre o rosto –Ela está se fazendo de difícil , mas no fundo está caindo de amores por mim !
(C) –Omar , não se iluda ! Desista da Aurora !!
(O) –Eu nunca vou desistir da mulher da minha vida , Carol !
Carolina arregalou os olhos e depois os fechou com força.
(C) –Omar , você apenas está impressionado com ela !
Omar se levantou com agressividade.
(O) –Que droga , que droga !! Você é a segunda pessoa que me diz isso , por que não podem acreditar que eu a amo ?
(C) –Por que você mal a conhece !?
Omar se ajoelhou diante Carolina.
(O) –Carol , por favor , me arrume mais um encontro com a minha rainha !
(C) –Se eu disser que não ?
Ele levantou-se e bateu na roupa , limpando-a.
(O) –Se você não me arrumar mais um encontro com ela , Carol , você provará que não gosta de mim , que se alegra com meu sofrimento !
Carolina olhou espantada para Omar.
(O) –Com licença !
Omar se retirou , deixando uma Carolina totalmente perplexa e sem reação para trás.
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Seu Humberto chegou á Conceitos disposto a ter uma conversa séria com o filho.
Passou pelo hall das secretárias e espantou-se ao notar que encontrava-se vazio.
As meninas estavam em um de seus alertas vermelhos , fofocando sobre Thomas , o novo estagiário , enquanto Alice estava na sala de Márcia.
Adentrou a vice presidência e a encontrou vazia.
(SH) –Fernando ?!
Andou até a mesa do filho e sorriu , sobre o móvel haviam diversos porta retratos com fotos de Fernando e Lety juntos !.
Sentou-se na cadeira de Fernando pode avistar diversas folhas amassadas próximas ao lixo.
Movido por sua curiosidade , pegou uma delas , desamassou e leu com um imenso sorriso nos lábios:
"Lety , minha Lety , prometo que esse fim de semana será maravilhoso , demonstrarei mais uma vez o tamanho do amor que nutro por você ..."
Humberto gargalhou ao imaginar o filho sem saber como dar uma continuidade “Á altura” , como diria Sara , para aquela declaração de amor.
Foi assim que Jhonny o encontrou.
(JH) –Olá meu senhor .. O que faz na vice presidência ?
Humberto levou um susto.
(SH) –Quem é você ?
(JH) –Sou Jonathan Padilha Solis !
(SH) –Padilha Solis ? , por acaso você é parente de Letícia ?
(JH) –Sim , eu sou primo dela !
Humberto sorriu e estendeu a mão para Jhonny.
(SH) –Eu sou Humberto Mendiola , sogro de Letícia !
Humberto e Jhonny sorriram um para o outro.
(JH) –Prazer em conhecê-lo , senhor Mendiola !
(SH) –O prazer é todo meu , Jonathan !
(JH) –Sente-se , por favor !
Jhonny e seu Humberto sentaram-se frente a frente.
(SH) –Bem ... você trabalha aqui ?
(JH) –Sim , fui contratado a pouco tempo !. Trabalho na área financeira , mas hoje estou substituindo o Fernando , porque ele quis fazer uma “surpresinha” para Lety !
Humberto se espantou.
(SH) –Surpresinha ?! , Tem certeza que estamos falando do mesmo Fernando ?
Jhonny olhou sem entender para Humberto.
(JH) –Ué , por que o espanto ?
(SH) –Porque só agora vejo o quanto o meu filho mudou por causa do amor de Letícia !
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(FUN) –Senhorita , por favor , tire o roupão !
Fernando arregalou os olhos e fechou os punhos diante a ousadia daquele homem.
(F) –Quem você pensa que é para mandar minha noiva tirar o roupão ?! Olha que eu te quebro !!
O rapaz olhou espantado para Fernando.
Lety bufou e envolveu as mãos sobre o rosto , pedindo paciência aos céus.
(L) –Fernando , pelo amor de Deus , ele está me mandando tirar o roupão para purificar-me com a fumaça do incenso !
Fernando olhou envergonhado para a noiva.
(F) –É .. desculpe !
Lety bufou e tirou o roupão.
Fechou os olhos e elevou as mãos para o alto , deixando que aquele marcante aroma penetrasse em sua alma.
Fernando resmungava algo quando chegou a sua vez.
Ele olhou para os lados e depois estendeu os braços , nada confortável com aquela situação.
Lety gargalhou e pegou-o pelas mãos.
(L) –Vamos meu amor .. vamos para o ventre de nossa mãe terra !
(F) –Vamos ! –Ele respondeu contragosto
Adentraram a pequena portinha em fila.
Aquele lugar não havia mudado nada!.
Estava escuro e fresco , o que aliviou Fernando.
(F) –Será descobriram que aquele vapor nos sufocava ?
(L) –Ué , meu amor , você não disse que foram suas mentiras que te sufocaram ?
(F) –Em parte , aquele lugar abafado também teve uma grande parcela de culpa !
Lety revirou os olhos e sentou-se ao lado de Fernando.
A pouca luz que os iluminava desapareceu e tambores começaram a tocar.
(F) –Lety , segura a minha mão ! –Fernando gemeu , apavorado
(L) –Ué , está com medo do escuro ?
(F) –Claro que não , um macho como eu não sente medo do escuro ! ... É que não quero que você fique com medo !
Lety revirou os olhos.
(L) –Ah , claro !
(PUR) –Bem vindos ao ventre da nossa mãe terra ! ... Peço que vocês fechem os olhos e inalem com toda a força de suas almas o aroma purificante que invadirá vossas narinas !!
Aparelhos localizados no canto da sala impregnaram o ambiente com o cheiro forte de incenso.
(F) –Que cheiro enjoativo , Lety ! –Fernando reclamou , virando-se para a noiva –Lety ?
Lety estava tão entretida em sua purificação que nem ouvia o que o noivo dizia.
(PUR) –Nossas almas são como plantas que necessitam da água para sobreviverem ... Vocês já regaram suas almas hoje ?
Os aparelhos que lançavam incenso cessaram.
(F) –Finalmente , não aguentava mais aquele cheiro de árvore ! –Resmungou
Os aparelhos que lançaram o incenso começaram a fazer um barulho esquisito.
(F) –Ué , será que deu defeito ?
Deles começaram a jorrar litros e mais litro d’água.
(PUR) –A água para as plantas é o alimento da vida ... E para suas almas , qual tem sido o alimento ? ... A ganância ? , a inveja ? , as mentiras ?
A água que no principio era morna , começou a ficar gelada.
(PUR) –Se sentimentos negativos são a água de suas almas , lamento informar , mas água fria demais congela e não pode-se alimentar a alma com gelo !
Fernando começou a tremer.
(F) –Qual é a deles ? , eles são loucos ? , vamos sair daqui , Lety !
Lety abriu os olhos e retrucou:
(L) –Você me fez entrar aqui e daqui eu não saio !
Fernando resmungou algo , mas não foi escutado por Lety , que voltou a sua meditação.
A água esquentou-se.
(PUR) –Mas se o que move sua alma são amor , compaixão e carinho , a água quente é o combustível de sua vida , que te permite transmitir esses sentimentos positivos a todos ao seu redor ...
(F) –Quente , frio , eles querem o que , que nós tenhamos um choque térmico ?
(L) –Ai Fernando , deixe de reclamar , foi você quem quis entrar !
Começou a ser liberado um vapor quente e sufocante por pequenos buraquinhos na parede.
(PUR) –O vapor é essência da vida pois é um purificante para nossas almas !. O vapor fora uma água tão quente que se materializou para aquecer a alma alheira ! ... Deixe que seus sentimentos negativos sejam libertos juntos a esse vapor , jogue fora toda a ira , ressentimento , inveja e avareza , liberte-se de suas culpas e mentiras , deixe fluir o melhor de si !
Fernando tossia , sufocado , enquanto Lety se concentrava na meditação.
(F) –Lety , vamos sair daqui !!
Lety abriu um dos olhos.
(L) –Ai Fernando , logo na melhor parte ?
(F) –Na melhor parte ? , eu estou quase morrendo sem ar !
Lety bufou e se levantou.
(L) –Calma Fernando !. Inspira , expira ... inspira , expira !
Fernando inspirava e expirava como a noiva mandava , só que continuava sentindo-se sufocado.
(F) –Meu amor , se não sairmos daqui agora você será viúva antes mesmo de se casar !
Lety gargalhou e segurou em sua mão.
(L) –Vamos sair então , quero meu noivo vivinho no dia de meu casamento !
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Márcia entrou na presidência irritada.
(M) –Letícia , onde estão os balancetes que você iria me enviar hoje cedo ?
Ela percebeu que não havia ninguém na presidência.
(M) –Claro , ainda não chegou !. Que boba eu sou , essa mulher nunca chegaria na hora estipulada , se ela não respeitou a um homem comprometido , como respeitaria o horário de trabalho , não é mesmo ?!
Márcia olhou desconfiada para os lados.
(M) –Será que ela e o Fernando se esconderam de mim ?. Aaah , só pode ser , eles sempre fizeram isso , sempre !
Bufou e começou a revirar a sala de Letícia.
Procurou no banheiro , na sala de reuniões , revirou mil vezes a presidência , mas não obteve nem um sinal deles.
Olhou a porta da ex-sala de Lety e estalou os dedos.
(M) –É claro , só podem estar ali !
Caminhou até a porta da pequena salinha e abriu-a esperançosamente.
(M) –Nada deles por aqui ! –Soltou um forte suspirou e sentou-se na cadeira.
Ela remexeu-se no pequeno móvel , sentindo-se incomodada com algo.
Levantou-se e encontrou um papel amassado sobre onde estava sentada anteriormente.
(M) –Ué ... Parece que esse papel foi molhado !
Tirou a folha amassada da cadeira e voltou a sentar-se.
Ela mal podia imaginar a arma que tinha em mãos.
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