A estranha garota
2 Garoto estranho - parte 1
Notas iniciais
O portão se abriu, revelando a casa que me traz péssimas lembranças. Só de entrar pelo portão se sente uma aura triste e de dor vinda da casa, comecei a caminhar com passos lentos em direção a casa como se eu entrasse lá morreria “Mas pode acontecer isso” pensei.
Abri a porta da mansão e a mesma rangeu.
-O velho tá precisando trocar a porta.
-Não me chame de velho criança burra.
-Morre. -sussurrei.
-Sente-se aqui.
Meus irmãos, Rob e Denis, juntamente com meu “querido pai” estavam assentados no sofá me olhando com desprezo.
-Sabe, eu acho que eu não estou afim.
-Sente-se!
-Como está sua vida triste e solitária mostro?
Ele se levantou parou diante de mim e me deu um tapa.
-Me trate com mais respeito corvo.
Passei meus dedos sobre a minha bochecha, provavelmente iria ficar marcado somente por um curto espaço de tempo.
Desviei de meu pai como se nada tivesse acontecido e subi as escadas em direção ao meu quarto, que por sinal estava até o teto de poeira, além de ter alguns presentes nada agradáveis como minha cama quebrada e as cortinas rasgadas, nada surpreendente.
Limpei meu quarto até às 4 horas da tarde, coloquei o colchão no chão e tirei as cortinas.
*Batidas na porta*
-O que foi?
-Sammy, você vai para escola amanhã com um sobrenome falso.
-Eu colocaria um sobrenome falso mesmo se você não me pedisse velho.
-Siga seus irmãos sem que ninguém perceba entendeu.
-Sim, sim, agora vaza daqui.
-Olha o respeito.
Coloquei uma roupa mais ou menos e um canivete no bolso, tenho sempre que estar preparada, e quando eu ia pular a janela escutei chutes na porta.
-Eai corvo, gostou do nosso presente?- falaram provavelmente meus irmãos.
-Dane-se, vão embora.
Pulei da janela caindo em uma pilha muito grande de folhas que amorteceram a minha queda, corri e pulei o muro, fui andando até a praça do bairro, lá tinha várias sakuras, era um lugar simplesmente perfeito.
-O que uma jovem faz aqui sozinha?-dois homens suspeitos falam.
Coloco a mão no bolso me preparando para o pior.
-Vão embora. A garota está comigo. — falou um garoto um pouco mais alto que eu de cabelos prateados e olhos com heterocromia: um Preto e o outro Branco com manchas verde azuladas.- Sabe, eu tenho um celular em mãos e vou ligar para a policia em 5,4,3...
Os homens correram antes do três.
-Quem é você?
-Seitaro Icefox, não vai me agradecer?
-Humpf, Obrigado então senhor Icefox. -falei sem um pingo de vontade.
-Qual é o seu nome?
-Não te interessa.
E subi em uma sakura.
-Aqui daria um ótimo ângulo para o desenho que estou pensando. Falei sozinha.
-Você desenha?
-Você ainda não foi embora não é?
-Pelo que sei ainda estou aqui não vê, ou será que precisa de uns óculos?- fala irônico.
-O que você quer hein?
-Respostas educadas para as perguntas que foram feitas.
-Saiba que não vai ter.
-Pessoa sem nome, por que é tão fria?
Fiquei em silêncio, “Por causa de tudo que acontece comigo nessa po** de vida e por causa da minha ‘linda’ família, tá feliz?”.
Depois dessa pergunta lembrei-me de tudo que aconteceu na minha vida, cada rejeição, cada olhar de desprezo, cada xingamento. Comecei a chorar, era para ter superado isso a muito tempo, mas não sou forte o suficiente para isso.
-Suas lentes são curiosas garota, elas estão mudando de cor loucamente.
Sim, eu sei, mas pelo menos ele não percebeu que eu estou chorando, poia não esbocei expressão.
Uma lágrima escapou da lente e escorreu pelo meu rosto, o garoto percebeu.
-O-o que aconteceu.
Isso foi só o que eu escutei antes de desmaiar.
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