A estranha garota

20 Emoções a flor da pele


Notas iniciais
Oieee, é meio chato dizer isso mas confesso que guardei esse capitulo por um tempo antes de entrega-lo a vocês, estava meio receosa de que não desse uma continuação boa então escrevi o outro capitulo para ver se dava tudo certo. Pelo menos vocês terão dois hoje. '3'

–Levanta daí e vamos. -eu disse levantando e estendendo minhas mãos para que Seitaro se levantasse também.

Ele aceitou a ajuda e levantou. Ele estava bem suado e ofegante, será que ele conseguiria me ajudar com meu plano? Ele suspirou.

–Isso deve ser uma armadilha, tem certeza que quer entrar? – ele disse.

–Vamos, mesmo que seja é melhor tentar, não é? Eu não quero passar a eternidade por aqui afinal.

O Seitaro segurou na minha mão e então fomos para o espelho.

(...)

Saímos na minha casa, o que era muito estranho, mas o mais estranho naquilo era a aura daquele lugar, que estava totalmente diferente do que estava antes. Nenhuma maníaca nos esperando desse lado. Os moveis do sótão estavam todos organizados e postos de maneira diferente, o que diabos aconteceu?

–Eu achei que era uma armadilha... O que aquele cara pretendia? – falou um pouco confuso. – De qualquer forma vamos lá buscar a sua mãe e joga-la aqui dentro do espelho.

Talvez seja impressão minha afinal, só uma cisma boba...

– Você está muito quieta, está tudo bem?

–Sim, não é nada. – suspiro. – Tudo bem, mas como vamos quebrar o espelho para que ela não possa mais voltar?

–Vamos pensar em algo até voltarmos.

Descíamos as escadas rumo ao primeiro andar enquanto eu pedia que ela não tivesse nem fugido nem se desamarrado. Mas além dessa preocupação ainda tinha aquele sentimento estranho em mim, algo estranho aconteceu.

Escutei um assobio e parei. Quem diabos estava deitado no sofá assobiando uma musica feliz? Achei melhor investigar. Segurei meu canivete, estava pronta para qualquer coisa e pedi para que o Seitaro ficasse ali.

Contornei o sofá e então quando vi sua silhueta, seus cabelos negros e seus olhos minhas pernas tremeram e então cai no chão, surpresa, ou talvez louca.

–Sammy? O que você está fazendo ai no chão? Não disse que ia demorar no parque?

Eu tapava minha boca enquanto me desesperava por não saber se era ilusão ou realidade. Eu só sabia que qualquer que fosse realmente havia algo de errado. As palavras não saiam da minha boca, não importa qual eu tentava pronunciar enquanto eu olhava para ele. Meus olhos enchiam d’agua e eu não sabia o que fazer. O suor começava a escorrer pela minha testa.

Acho que isso era realmente uma armadilha.

–Sa-sammy você está bem?- Vicktor perguntou.

Seitaro se aproximou bruscamente. Pelos seus olhos eu poderia dizer que ele procurava uma resposta para tudo isso.

Os dois olharam para a cara um do outro, ambos confusos pela situação e por eles mesmos não se conhecerem.

– Quem diabos é esse? – os dois falaram juntos.