A elite em chamas: Primeira parte
8 Formando a elite
Sem saber qual reação tomaria, naquela situação, Glutar Zigler permaneceu na exata posição em que estava, diante de Katelyn Higgins. Abarrotado de pensamentos em sua mente, sobre o que deveria fazer em seguida.
—Você está bem? -Perguntou Kate, confusa sobre a postura paralisada de Glutar.
—Ah! Sim! Eu estou sim, me perdoe por isso, eu... Costumo ter esse tipo de reação, quando idealizo uma solução, pra minhas atitudes imbecis! -Respondeu Glutar, ao desfazer sua posição de ataque, porém ainda com a pedra em sua mão.
—Entendi... Sabe este nosso traje, veio equipado com duas pequenas adagas, nos compartimentos da calça. Você prefere se defender, com esta pedra mesmo? -Questionou Kate, esboçando um olhar de julgamento e com um leve tom de ironia, na voz.
—Ah na verdade, eu não havia reparado neste detalhe. Mas agora que você falou... Realmente tenho adagas mesmo, que loucura! (Risos) Tenho quase certeza, de que despertamos juntos. Como descobriu isso, tão rápido? -Perguntou Glutar, que segundos antes de responder, largou a pedra sobre o solo.
—Digamos que sou bem calculista e prevenida. Assim que despertei... Conclui uma rápida análise, sobre as características, desta vestimenta. Presumo que seu sobrenome, seja Zigler? -Perguntou Kate, após ligeiramente observar a braçadeira de Glutar.
—Sim! Sim... (Gaguejou) onde estão meus modos? Meu nome é Glutar Zigler. E afirmo que estou honrado, em conhecê-la senhorita Higgins-Declarou Glutar, ao estender sua mão, para cumprimentá-la.
—Também estou honrada em conhecê-lo, Zigler. Acho que a partir de agora, somos parceiros de elite-Disse Kate, ao retribuir o aperto de mão.
—Ainda estou tentando me reabilitar, desta coincidência exorbitante! -Declarou Rosalyn, surgindo entre algumas diversas plantas grandes, um pouco atras de Kate.
Naquele instante Glutar e Kate, foram pegos de forma desprevenida, durante o diálogo que formaram, sem esperar que Rosalyn Barkhan, surpreendesse os dois, com sua chegada entre as plantas.
—Rose? Só pode ser brincadeira... Você aqui? Como? -Questionou Kate, intrigada com a aparição, de sua antiga parceira de ação.
—Acredite, estou me refazendo a mesma pergunta, sobre você-Respondeu Rosalyn, com a mesma expressão incrédula de Kate, enquanto caminhava para ir abraçá-la.
—Mas isso é... Uau! Mas por que está aqui? E como? -Perguntou Kate, ainda incapaz de acreditar na situação presente, enquanto abraçava Rosalyn.
—Acredite se quiser... Estou aqui por um acidente, muito inusitado. Mas é uma longa história.
—Tenho certeza disso, afinal... Também cheguei aqui, através de uma longa história.
—Aposto que teremos um bom tempo... Pra tirar essas dúvidas-Declarou Rosalyn, que logo após ter finalizado, o gesto receptivo, olhou silenciosamente para Glutar, aguardando com que ele se apresentasse.
—Olá muito prazer! (Pigarro) Eu sou Glutar Zigler! -Disse Glutar, de forma ligeira, após notar o olhar questionável de Rosalyn.
—Oi Glutar... Sou Rosalyn Barkhan, o prazer é meu. Aliás, adorei o seu nome-Disse Rosalyn, que também formalizou o mesmo gesto de cumprimento com a mão, que os dois haviam feito, antes de sua chegada.
—Fico lisonjeado. Confesso que meus pais foram bem criativos. Na verdade, eles são criativos até hoje... De uma forma assustadora, as vezes. (Risos) Mas notei que você é canadense, pelo seu sotaque-Disse Glutar, com seu jeito meigo.
—Uau, você é bom-Declarou Rosalyn, surpresa com a análise de Glutar.
—Obrigado. Eu sou Britânico e com certeza, a senhorita deve ser estadunidense. Correto? -Perguntou Glutar, para Kate.
—Nossa ele é bom mesmo. Devia ter visto ele com a pedra, alguns segundos atrás-Respondeu Kate, para Rose.
—Com uma pedra? Como assim? -Questionou Rosalyn, confusa sobre o assunto.
—Não foi nada de muito importante. Eu só estava em alerta-Respondeu Glutar, rapidamente a fim de evitar falar, sobre o momento.
—Enfim... Então temos, um britânico, uma americana, uma canadense e... -Disse Rosalyn, que foi surpreendida, ao tentar concluir sua fala.
—Um turco. Que sou eu-Respondeu Itam, surgindo de trás, de um grande tronco de árvore.
De repente só era possível ouvir o som dos ventos fortes, as cantigas das danças das folhas e dos galhos de árvore, no ambiente ao redor, devido ao clima que se estabeleceu, após a chegada de Itam Mehmet.
—Muito Prazer, eu me chamo Itam Mehmet. Sou da Turquia e por mais estranho, que pareça... Sou quase um perfeito fluente, no idioma de vocês-Declarou Itam, que foi se aproximando aos poucos, durante o silêncio.
—Olá Itam. Realmente é curioso, sua perfeição na pronúncia, pelo fato de ser um turco-Disse Rosalyn, que também cumprimentou Itam, da mesma forma que havia feito com Glutar.
—Eu tive que me aperfeiçoar na língua, porque meu pai era um grande empreendedor, no meu país. Mas isso é uma longa história-Disse Itam, após ter formalizado seus cumprimentos, com todos ali.
—Acredito que todos aqui, temos uma longa história para contar. Mas aos poucos, iremos nos aprofundando, sobre todas as questões pessoais. Mas minha principal dúvida, neste momento é... Por que está tão quente aqui? -Questionou Glutar, após usar seus dedos, para impedir que o suor de sua testa, escorra para seu olho.
—Pelo que notei... Devemos estar em uma selva tropical, ou talvez em uma ilha. Não dá pra concluir por extenso, por conta dessa imensidão de árvores robustas, a nossa volta. Deve estar fazendo uns trinta e cinco graus-Disse Rosalyn, deixando visível suas habilidades sensoriais.
—Realmente está quente mesmo. E pelo que estudei, nossas necessidades e sensações corporais, não seriam restringidas, durante esta nossa navegação-Disse Itam, de forma centrada em sua pronúncia.
—Ou seja... A qualquer momento, podemos começar a sentir sede. Não acho isso justo-Declarou Rosalyn, ao desabotoar a gola de seu colete, na intenção de se arejar melhor.
—Alguns fios do meu cabelo, chegam a colar na minha bochecha-Declarou Kate, visivelmente incomodada, com a temperatura do ambiente, enquanto ajeitava seu cabelo.
—Será que devemos esperar alguma orientação? Afinal eu sinceramente, não sei o que fazer, além de secar o suor do meu rosto-Disse Glutar, após sentar-se em um tronco velho, caído sobre o solo.
—Acho que deveríamos caminhar por aí. Pelo que sei, devemos encontrar o tubo, com o pergaminho da missão-Disse Itam, enquanto analisava algumas plantas, ao seu lado.
—Vejo que sabe bem, sobre a dinâmica do jogo-Disse Glutar, intrigado com a fala de Itam.
—Digamos que... Eu acompanhei toda a trajetória, da Elite Alpha.
—Não posso crer! Jura? Meu Deus, eu também era fã deles! Foi o horrível o que aconteceu com eles, já estavam passando pra última fase. Mas...
—Desculpa meninos! Será que podemos discutir sobre este assunto, depois? Concordo com você, sobre a ideia de seguirmos em frente, para buscar informações. Eu não compreendo por exato, sobre toda dinâmica aqui, mas estou disposta a ser guiada... Sobre as informações necessárias-Disse Rosalyn, após barrar o diálogo entre os dois.
—Desculpe, tem razão. Este não é momento, para discutirmos futilidades. Devemos procurar o pequeno altar do pergaminho, antes... -Respondeu Itam, que havia sido interrompido em sua pronúncia.
—De alguém começar a sentir sede? Tarde demais-Declarou Kate, sentada ao lado de Glutar no tronco de árvore, esboçando sua dependência por água, em seu rosto.
—Então vamos! Provavelmente estou começando, a sentir a garganta seca também-Disse Rosalyn, estimulando todos a acompanharem.
Juntos os quatro caminhavam entre fauna úmida da floresta, de forma calma e ordenada, enquanto investigavam todo o terreno ao redor. Durante a busca por água e pelo objeto que buscavam, para absorverem informações sobre o jogo, Kate notou a presença de alguns insetos, que sobrevoavam as plantas, que Itam empurrava com as mãos, para desobstruir o caminho a frente. Mas uma espécie específica, chamou sua atenção, durante a passagem do quarteto.
—Esperem um instante! Libélulas! -Exclamou Kate, que havia paralisado o trajeto de todos.
—Não me diga, que você tem fobia? -Perguntou Glutar.
—Não! São insetos que costumam habitar, lagos e riachos. Ambientes propícios a elas, que incluem uma fonte de água fresca e limpa. Ou seja... Água potável! -Respondeu Kate,
—Isso quer dizer, que seguirmos elas... Achamos água! Meu Deus, vocês duas são excepcionais! -Declarou Glutar, empolgado que sem hesitar, correu atrás da primeira libélula próxima de si.
Em seguida todos correram atrás de Glutar, saltando sobre algumas plantas, seguindo a rota da libélula. Logo Glutar solta um alto grito de comemoração, após ter encontrado uma extensa lagoa de água cristalina, totalmente transparente, que deixava visível todo seu fundo, de terra clara e rochas de tamanhos diferentes entre elas. Sua profundidade era rasa, tendo apenas alguns centímetros de distância pra superfície. Todas a rochas lisas e com alguns musgos, se cravavam sobre o solo das profundezas da lagoa, enquanto alguns peixes juntos contornavam essas pedras, acompanhando a correnteza abaixo. Obviamente algumas porções de libélulas, voavam sobre a beira da lagoa, usando pequenas plantas na beirada, como plataforma de auxílio. Sem formalidades, cada um deles logo se agacharam, ficando de joelhos sobre a média borda da lagoa, usando as palmas das mãos como recipiente de auxílio, para beber a água. Aquele momento era de total êxtase, ao alimentarem a necessidade de seus corpos, devido à alta temperatura do ambiente. Aliviados por alguns instantes, pareciam não se preocupar, em notar toda a visão magnifica a sua volta, mas logo começaram a compreender todas as maravilhas da lagoa. Quando por fim, Glutar se esforçava visualmente, em decifrar o que estava em cima de uma grande rocha lisa, na lagoa. Á única rocha de tamanho superior as demais, que se estendia para fora da superfície da lagoa, parecia estar servindo de base sólida, para um objeto, que Glutar havia notado durante sua admiração, porém a luz solar atrapalhava sua análise, sobre o que aquilo poderia ser. A distância também era desafiadora, para que ele compreendesse por exato, o que era aquilo.
—Galera... Acho que irei nadar até aquela grande, rocha lá na frente! Não sei o que é exatamente, mas suspeito sobre o que possa ser! -Disse Glutar, enquanto usava sua mão de cobertura, para bloquear o reflexo dos raios solares, em seus olhos.
-Arrisco dizer, que pode não ser uma boa ideia. Iniciamos as fases, com quatro vidas. É extremamente indispensável, tomarmos cautela sobre qualquer atitude incalculável-Disse Itam, de forma suave nas palavras, enquanto esfregava as palmas de suas mãos, na beira da lagoa.
—Eu sei disso. Mas até lermos o conteúdo escrito no pergaminho... Não teremos iniciado uma missão, ou seja... Não temos como perder nenhuma vida, por enquanto-Respondeu Itam, com um tom sarcástico em sua voz.
—Se nosso objetivo agora, é esse pergaminho, então nade até lá Glutar. Iremos esperar aqui, até que retorne com notícias-Disse Rosalyn, após ter consumido mais uma dose de água, da lagoa.
Quando Glutar retirou seu colete e seu par de adagas, Itam decide acompanhá-lo até o local, a fim de protegê-lo sob alguma circunstância ofensiva, que possa ocorrer no trajeto até a rocha. Após retirarem algumas peças do traje, Glutar e Itam, ficando os dois apenas de calça e com a camisa negra camuflada. De forma rápida e eficaz, os dois saltam sobre as águas transparentes da lagoa, nadando juntos a alguns metros de distância da borda, até a grande rocha. Rosalyn e Kate observam habilidade de natação, que os dois possuíam. Glutar era do tipo que se aproveitava das situações, para curtir o momento, pois durante seu trajeto até a rocha, ele admirava o passeio dos belos peixes, no fundo das águas. Já Itam, era do tipo que mantinha o foco sobre seus objetivos, sem se distrair com beleza ou diversão. A nitidez do céu azul, também era algo para ser admirado, pelos olhos pescadores de Glutar.
-Não é possível... É o altar! La está o pergaminho, em cima dele! Olha garoto... Meus parabéns! -Declarou Itam, para Glutar, após ter se aproximado da rocha.
A rocha era deformada em toda sua circunferência, porém a parte superior onde o altar de madeira de bambu estava, era plana, com pequenas deformidades apenas. Os dois usam algumas fendas da rocha, como auxílio de subida, até a superfície plana. Já em cima de superfície repleta de musgos escorregadios, os dois caminham até o altar de bambu, dispostos a apanhar o pergaminho de início.
—Minhas intuições costumam ser infalíveis. Mas não precisa me endeusar, porque eu sei disso-Declarou Glutar, observando os detalhes do altar.
—É... Você foi realmente perspicaz. Agora vamos voltar, porque estou a fim terminar com tudo isso, o mais rápido possível. E só iremos abrir isso, na presença das garotas-Disse Itam, com o tubo recipiente do pergaminho, em sua mão.
—De acordo! Mas olha só pra esse lugar. Como tudo isso pode ser possível? Como conseguem penetrar em nossa mente, transmitindo pra gente, toda essa maravilha ao nosso redor? Este céu, estas águas, estas plantas e árvores.
—Confesso que tudo aqui é muito intrigante, real e espetacular. Mas precisamos ir logo, teremos muito tempo pra admirar tudo isso.
—Tem razão, vamos!
Enquanto retornavam nadando novamente pelas águas da lagoa, Rosalyn e Kate, observam de longe, toda a iniciativa deles, em decifrar sobre o que poderia ter despertado a atenção de Glutar.
—Não pense que me esqueci, do seu colar. Na verdade, eu havia me esquecido sim, por conta de toda essa loucura, de torneio e etc... Mas assim que eu voltar pra casa, será minha primeira prioridade-Declarou Rosalyn, refrescando sua temperatura corporal, jogando água sobre as partes expostas de corpo no traje.
—Não se acanhe com isso. O importante pra mim... Foi saber que ainda terei acesso, a esta relíquia de extrema importância pra mim. E só de saber, que está nas mãos de uma pessoa de confiança... Me sinto mais tranquila-Respondeu Kate, enquanto mergulhava seus pés nas águas, sentada sobre as rochas da beirada da lagoa.
—Não tenha dúvida, que cuidei daquele colar... Como se fosse a joia, mais valiosa do mundo. Sei da importância dele pra você.
—Obrigada Rose. Sabe... É tão intrigante o fato, de estarmos aqui juntas conversando, uma ao lado da outra. E ao mesmo instante, estarmos a alguns quilômetros distância.
—Tudo isso aqui é basicamente, um fruto da nossa imaginação. Estamos sob efeito de um condicionamento mental. Mas realmente é impressionante os métodos que usam, para conectar nossas mentes, em uma única realidade ao mesmo tempo.
—É tudo tão real... Que não consigo me sentir em um sonho ou algo em específico.
—Sim. É como se realmente estivéssemos aqui, sem ter deixado para trás... Nosso corpo físico real, em um estado alucinógeno.
Momentos depois, os dois retornam para as proximidades da superfície de terra, onde Rosalyn e Kate, aguardavam pacientemente. Juntas as elas puxam os dois de volta pra superfície. Itam e Glutar, estavam com a respiração cansada, devido a toda ação parcialmente desgastante, em busca do pergaminho, mas não era momento para descansar e sim para abrir o conteúdo do recipiente cilíndrico. Sem perder tempo e já em solo, juntos os dois se colocam de pé, para estudar sobre o que poderia estar escrito no pergaminho, ainda dentro do recipiente. Com o objeto em sua posse, Glutar retira a tampa circular do recipiente, e cuidadosamente puxa o pergaminho para si. Glutar respira fundo de uma forma motivacional, enquanto o restante ali, haviam se calado, na intenção de não perder nenhum detalhe, durante a leitura.
—Até que é bonitinho este tubo aqui. Da até vontade guardar, quem sabe não acordo com ele em minha mão, na realidade (Risos) -Debochou Glutar, que ainda não havia sequer desenrolado o pergaminho em sua mão.
—Zigler? Será que poderia ler isto logo? -Perguntou Itam, aparentemente já inquieto.
—Ok! Beleza! Aqui diz... “Sejam bem-vindos, novos integrantes da trigésima edição, do torneio da chama. Antes das devidas informações, para darem início a primeira missão. Saibam que nesta edição, elaboramos algumas mudanças implementadas em nosso livro de regras. Como já devem ter notado. Cada um de vocês, estão equipados com uma braçadeira, feita de um tecido resistente a qualquer atrito ou condição. Além do sobrenome de identificação, também introduzimos o medidor vital. Cada sinalizador de led introduzido, em formato de chama, representa as chances, ou especificamente dizendo... A vida de vocês, durante toda a primeira fase. É crucial que hajam com precaução, sob qualquer circunstância, no decorrer das missões escritas. A cada vida perdida, um sinalizador do equipamento irá se apagar, deixando apenas os restantes acesos, lembrando vocês de que o principal objetivo traçado, é o trabalho em equipe. De acordo com a regra mais cordial do torneio, se qualquer o integrante se desfazer das quatro vidas, o mesmo irá despertar de todo o processo hibérnico e mental. Despertando o restante dos integrantes de sua elite, junto de si” Até aqui eu entendi e vocês? -Perguntou Glutar, com uma expressão aflita.
—Até agora... Eu não havia compreendido, a razão dessas luzes nesse troço. Mas enfim... Regras são regras, já estávamos cientes da principal-Respondeu Rosalyn, de forma despreocupada.
—Ótimo, também já entendi... Agora a missão? É ela que mais me aflige! Diga qual é a primeira missão? -Perguntou Kate, encarando Glutar, de forma ansiosa.
—Ok! Sei que durante o primeiro nível... Iremos receber três missões. Pra cada dia, serão três missões solicitadas, totalizando nove até o final do terceiro dia-Disse Itam, que havia interrompido Glutar de se pronunciar, durante a leitura do pergaminho.
—Exatamente! Mas agora irei citar, as informações de nossa missão inicial. Aquela que irá marcar nossa elite, como um marco inicial, de toda esta nossa futura trajetória, até a vitória-Declarou Glutar, que se perdeu em suas palavras, ficando aéreo durante seu vislumbre do futuro.
—Será que poderia evitar cerimónias, Glutar? Vamos manter o foco. Agora por favor, leia atentamente para todos nós, qual será a primeira missão... E depois iremos imaginar, sobre como vai ser o mundo, daqui pra frente-Disse Rosalyn, com um tom de tranquilidade em sua voz.
—Certo! Me desculpem, eu... Acabei viajando, por alguns minutos. Vamos lá! “A primata Mandy, realiza uma busca desesperada, por seu filhote perdido em meio a selva tropical, desta ilha em que vocês despertaram. Mandy assim como seu filhote, pertencem a espécie lêmure” Que Fofo! Eu adorava o rei Julian. “A missão inicial de vocês, será completar a tarefa de resgate ao filhote de lêmure, perdido entre os perigos da selva. Mandy estará aguardando por vocês, na toca da árvore contemplada com as folhas verdes mais brilhantes, de toda região. Não se preocupem, assim que encontrarem com filhote, ele irá acompanhá-los de forma natural, sem demonstrar espanto, facilitando a missão. Porém a selva não terá o mesmo comportamento, durante a busca de vocês. Assim que entregarem o filhote a salvo, irão encontrar a tocha de conclusão, para acenderem o sagrado pote das cinzas, passando automaticamente, para a missão seguinte determinada. Conservem suas vidas e Boa sorte a todos” ah fala sério! Se a mãe macaca, está procurando seu filhote macaco... Por que nós, temos que procurá-lo? -Questionou Glutar, de forma irônica, após ter lido toda a escrita do pergaminho, ainda em sua mão.
—Porque não é macaca, que irá ganhar essa parada! Somos nós! E minhas suspeitas, foram esclarecidas. Estamos em uma ilha-Respondeu Rosalyn, visivelmente determinada em dar início a missão.
—Então isso quer dizer que? -Perguntou Itam, com receio da resposta para sua dúvida.
—Quer dizer que, teremos que entrar nesta selva novamente... A procura deste macaco. E o meu personagem favorito, não era o rei Julian, era o Morty-Respondeu Kate, de forma rápida e tranquila.
—Qual é! O rei Julian era perfeito! -Declarou Glutar, enquanto enrolava de volta, o pergaminho de missão.
—Então vamos nessa. Boa sorte para cada um nós. Ainda não nos conhecemos direito, mas somos uma equipe. Um depende do outro, para concluir qualquer etapa, com êxito. Ideias e planejamentos, serão sempre bem-vindos, por isso todos temos direito a opinar, sobre qualquer concordância colocada. De acordo? -Perguntou Itam, aguardando a resposta definitiva de todos ali.
Juntos e quase na mesa sincronia, Glutar, Rosalyn e Kate. Concordam com as palavras ditas por Itam, naquele momento, antes de retornarem a selva. Por ordem, Itam conduz a caminhada até a selva, sendo seguido na sequência por Rosalyn, Kate e Glutar logo no final.
Apreensivos, mas de forma natural, sem deixar de se expor, os quatro caminham averiguando qualquer risco ou perigo que poderia surgir, em qualquer canto, orifício ou extremidade nos arredores do ambiente. Toda a fauna da selva esta banhada por orvalhos, devido a consistente umidade do ar, mas era quase que impossível percorrer o lugar ou traçar uma rota segura, por conta do excesso de plantas grandes no solo. Porém Kate, acabou avistando uma trilha de terra logo a frente, que poderia servir de rota segura e clara, para caminhada e busca pelo filhote de lêmure. De forma fugaz, Kate relata a todos sobre sua observação. Logo após a pronúncia de Kate, todos decidem seguir caminho até a trilha livre de plantas e obstruções. Após seguirem caminho pela trilha, Glutar era o membro mais precavido, durante a rota traçada. E por ser o último na ordem de caminhada, Glutar realizava um movimento rotação, enquanto investigava todos os possíveis riscos a surgirem de forma surpreendente. Enquanto seguiam adiante, pela trilha eficaz, Itam notou logo a frente, que a trilha de terra que percorriam, iria passar entre um aglomerado de grandes árvores, com troncos formados por algumas porções de cipós rígidos. A imagem avista era linda e chamativa, despertando a curiosidade de todos os quatro, que se aproximaram destas árvores, enquanto pisavam sobre as raízes expostas, que invadiam alguns pedaços da trilha, durante a rota. Porém Glutar, parecia ter aflorado uma breve suspeita, sobre magnificência das árvores e seus cipós rígidos, que se constituíam nos troncos e galhos. Já Itam, Rosalyn e Kate, pareciam ignorar os possíveis riscos a surgir, enquanto contemplavam toda a beleza das árvores. Era quase que impossível, não passar por um cipó pendurado, ou pelos troncos, por conta da proximidade das árvores com a trilha que percorriam.
Foi durante toda essa expedição pelo local, que os receios de Glutar, se concluíram. De um jeito apressurado, as dúzias de cipós que faziam parte dos troncos, deram início a um processo de reclusão, agarrando as principais partes de locomoção do corpo de cada um dos quatro. O ocorrido foi tão precisamente instantâneo, que nenhum dos quatro sequer ganharam a chance, de reagir fisicamente, sobre a situação inusitada. Os cipós obtinham uma espessura diferenciada do comum, dificultando ainda mais, os movimentos e tentativas de escape, enquanto eram arrastados de forma relutante, até o tronco de diferentes árvores separadas. Cada um deles, foram agarrados pelas porções rígidas de cipós, lutava com sua própria forma defensiva, enquanto seus corpos se arrastavam dentre a trilha, composta por terra úmida do solo e as raízes expostas das árvores. Por alguns instantes enfrentaram toda agonia, de um jeito propicio a situação, sem levantar muito alarde. Porém Glutar, não agiu da mesma forma que o restante, pois não pode conter seu desespero, diante da armadilha em que caiu.
Até que finalmente todo o momento apreensivo chegou ao fim, quando cada um dos integrantes capturados, ficaram entrelaçados entre os cipós, de corpo rente e com a costas coladas aos troncos de cada árvore responsável pela captura. Glutar, Kate, Rosalyn e Itam, ainda se mantinham determinados em escapar daquela situação, a qualquer custo, mesmo com seus corpos totalmente imobilizados, sob a força bruta dos cipós. Glutar ainda era o mais aflito, a se livrar das vinhas robustas, enquanto os outros estudavam alternativas eficazes a sua volta. Os cipós eram de espessura forte, sendo que facas ou adagas, poderiam levar certo tempo para cortar. As vinhas se agarraram principalmente, as principais partes de locomoção de seus corpos, inibindo alguns movimentos precisos, para que pudessem iniciar uma tentativa, de escape. Kate examinava cuidadosamente, cada movimento que os cipós faziam e percorriam, por todos os cantos de seu corpo, enquanto estava imobilizada, com as costas sendo prensadas ao tronco. Mas Kate começou a perceber, que não tinha muito tempo, para idealizar sua fuga, quando um forte cipó, lentamente contornava seu pescoço, prestes a ser estrangulada.
—Socorro! Ai meu Deus eu sei que nada disso é real, mas está doendo! Estou sentindo minhas partes serem comprimidas, bem devagar. Não consigo usar minhas mãos! Ai meu Deus! -Exclamou Glutar, desesperado com as sensações de seu corpo, durante a ocasião.
-Glutar se acalma! Tem que haver algum método, de nos livrarmos disso. Não podemos perder uma vida... Nos mal chegamos aqui, não podemos desperdiçar uma vida assim! -Disse Rosalyn, de forma centrada, sem se desesperar, durante sua luta em se livrar dos cipós.
—Ai não! Não! Isso é terrível! Se perdermos uma vida agora... Não teremos a capacidade, nem de achar esse macaco! Ai meu Deus! -Respondeu Glutar, ainda nervoso e relutante.
—Glutar, você precisa manter a calma! Vamos pensar em algo! -Disse Itam, que aparentemente não estava tão relaxado, quanto Rosalyn e Kate.
—Por favor! Não tem como manter a calma! (Ofegou) Já era! Perdemos! -Respondeu Glutar, com a respiração forte, atropelando suas palavras.
—Parem! Se acalmem e permaneçam imóveis! Essas vinhas vão prensar nossos corpos, contra o tronco dessas árvores... Quebrando todos os nossos ossos, de forma lenta. Digo isso, porque meu indicador da mão esquerda... Já está seriamente danificado! -Disse Kate, de visivelmente tranquila.
—Meu Deus! (Ofegou) Kate você está bem? -Perguntou Rosalyn, mesmo estando na mesma situação que sua parceira de elite, se preocupava com o bem-estar de Kate.
—Não se preocupe comigo, Rose. Está dolorido, mas da forma natural que estamos acostumados, quando fraturamos uma parte interna do corpo. O importante agora... É que todos vocês façam, o que mandei!
—Se você realmente está bem, então ok. Mas será mesmo, que se ficarmos imóveis... Ira adiantar em alguma coisa? -Perguntou Itam, desconfiado se aquilo poderia funcionar.
—Precisam relaxar também! Como estou fazendo agora! Pelo que avaliei, as vinhas não estão mais interagindo... Desde que usei esse método-Respondeu Kate, moderando sua respiração, de olhos fechados.
—Então é isso galera! Principalmente você, Glutar! Relaxem os corpos e a respiração! -Disse Itam, adotando os métodos de Kate.
Quando por fim todos incorporaram a ideia possivelmente eficaz de Kate, de repente de uma forma surpreendente, as vinhas se paralisaram, ainda enroscadas aos corpos de todos. Plano parece funcionar e os quatro permanecem no mesmo estado físico, com o corpo imóvel, evitando reações desesperadas. Alguns instantes depois, os quatro começam a sentir alívio sob a pressão muscular que seus corpos, que sofriam durante a imobilização.
—Meu Deus! Kate, você é perfeita! -Declarou Glutar, entusiasmado, mas ainda totalmente preso aos cipós.
—Digamos que eu sou... Necessária. Agora só precisamos aguardar mais um pouco. Essas coisas parecem estar se desprendendo, de um jeito lento-Respondeu Kate, ainda mantendo sua postura serena.
—Posso sentir novamente, uma sensação de controle próprio, sobre o meu corpo-Declarou Itam, sendo o primeiro a notar seus cipós, recuando de seu corpo.
Lentamente os cipós, se desprendiam de todas as partes corporais, de cada um deles. O plano de Kate, havia se mostrado conclusivo, após a libertação total de cada um sem exceção. Por uns instantes, os quatro despencaram sobre as raízes expostas de cada árvore, onde estavam presos, com a mesma sincronia. Eles não estavam pendurados sobre uma grande altura, a razão por terem despencado, foi pelo simples fato de terem obtido uma intensa exaustão, cravada em seus corpos. Aos poucos iam se recuperando do trauma, resgatando junto a respiração. No entanto, aquele não era o momento essencial, para uma reabilitação física e respiratória, por isso Rosalyn, alertou a todos, de que aquela seria a oportunidade ideal, para voltarem a trilha de terra. Após a fala, todos correram de volta para trilha, se afastando das grandes árvores, responsáveis pela aflição a alguns segundos anteriores. Quando atingiram uma certa distância confiável das árvores, decidem firmar uma pausa, na intenção de reativar suas energias. Porém devido aos esforços que fizeram, para se livrarem de todo o ocorrido passado, havia chegado a hora, de abastecer o estômago.
—Eu não queria ser o primeiro a dizer isso. Para aliciar meus parceiros de equipe, mas... Estou faminto-Declarou Glutar, que se sentou no meio da trilha.
—Ai droga! Também me deu fome! Com tanta tecnologia evoluída... (Suspiro) Poderiam excluir nossas necessidades e sensações humanas-Disse Rosalyn, cobrindo o rosto com as palmas de sua mão, tentando se reafirmar mentalmente.
—Precisamos caçar algo pra comer-Disse Kate, de pé sobre mais um tronco de árvore, caído sobre o solo.
—Como iremos procurar algo pra comer... Se a selva parece querer, nos consumir? -Disse Glutar, com sua famosa expressão irônica.
—É um ambiente hostil. Tudo aqui é idealizado, para nos impedir de concluirmos a missão. Principalmente este calor insuportável! -Disse Rosalyn, esboçando exaustão.
—Surgiu uma suspeita em minha mente, após a nossa fuga-Declarou Itam, sentado no solo, entre algumas pequenas plantas floridas.
—Sobre qual hipótese? -Questionou Rosalyn, esparramada sobre uma pequena elevação no solo.
—Aquelas vinhas nos agarraram, logo quando decidimos seguir a trilha de terra. Essa trilha... (Suspiro) Com certeza, irá nos levar até este filhote de lêmure-Respondeu Itam, pensativo sobre sua declaração, enquanto fixava seu olhar em uma abelha, sobrevoando uma flor tropical.
—Até que faz sentido... Então iremos manter o curso, caminhando por esta trilha-Disse Rosalyn, limpando com as mãos, algumas partes sujas de terra fresca, em seu traje.
—Primeiro vamos comer! -Declarou Glutar, com a expressão cansada, desgastado de seus esforços.
—É só olhar a sua volta Glutar. Se vasculhar dentre essas plantas, nos rodeando... Ira notar uma grande porção de frutinhas-Disse Itam, de forma calma e despreocupada.
—São amoras. Há muitas delas por aqui-Disse Kate, ao descer de cima do tronco, indo apanhar as amoras, que avistou.
Afobado Glutar ajuda Kate, a colher as pequenas frutas, para que todos pudessem se alimentar, após o exaustivo episódio anterior. Em seguida Kate, distribui as porções repartidas das amoras em sua mão, para Rosalyn e Itam. Havia muitas amoras pelos arredores, Kate colhia uma grande porção delas, enquanto Glutar já se alimentava das frutas, de um modo apressado sem cerimônias.
Alguns minutos após todos terem resgatado suas energias físicas, Itam se põe de pé, motivado a completar sua tarefa.
—Não podemos perder tempo. São três missões por dia, para serem completadas. Se ficarmos aqui, desperdiçando tempo... Seremos desclassificados-Disse Itam, já disposto a seguir rota na trilha.
Quando todos decidem acompanhar Itam, em busca do objetivo principal da missão, Glutar acaba se distraindo com um pássaro de pequeno porte. A ave havia surgido dos altos galhos, das árvores ao redor, pousando no ombro esquerdo de Glutar, a partir deste momento ele interrompe sua caminhada, para acariciar o pássaro.
—Olha só que barato! Que fofinho, ele pousou em mim! É tão pequeno! Ah, que lindinho-Disse Glutar, com um tom de voz esganiçado, usando os dedos de sua mão, fazendo movimentos interativos para o pássaro.
—Admito que isso é meio suspeito-Declarou Itam, analisando o pássaro, estando um pouco distante de Glutar.
—Não precisamos ter paranoia sobre tudo, é só um passarinho. Realmente é muito fofo Glutar, mas cara... Realmente temos que encontrar, aquele lêmure-Disse Kate, ao ter se aproximado de Glutar.
—Tá legal vamos nessa, mas ele vem comigo. Né passarinho fofo? -Disse Glutar, dialogando com a ave.
As suspeitas de Itam, sobre o surgimento repentino da ave, poderia ter sido considerada em vão, pois alguns instantes depois, Kate que estava mais próxima de Glutar, naquele momento. Reparou que os globos oculares da ave, aos poucos se completavam em um tom de vermelho cintilante, como um sinal de dispositivo eletrônico. O pássaro expressava um ódio notável em seus olhos, enquanto encarava Kate.
—Glutar, tem algo de errado com ele! -Disse Kate, lentamente apanhando uma das adagas, em sua calça.
-Como assim? Do qu...
Quando Glutar tentou completar sua frase. Com destreza e ótima mira, Kate lançou sua adaga, na direção do peito da ave e com impacto da força, o pássaro cai para trás, causando uma explosão de forte impacto. Com o impacto causado pela explosão distante, Glutar também havia sido arremessado em seguida, porém na direção contraria da ave, despencando sobre os braços de Kate, semelhante a um boneco de pano.
—Era uma bomba. Glutar, você está bem? -Perguntou Kate, auxiliando-o a se levantar, com a ajuda de Rosalyn.
—Meu Deus! Qual o problema deste lugar? Parecia só um passarinho fofo! Meu ouvido está zumbindo! -Exclamou Glutar, indignado com a mão em sua orelha, observando o fogo se alastrando pelas plantas, ao redor do local, onde a ave havia caído.
—Este lugar está programado para tirar todas nossas vidas... Nos impedindo de achar, aquele macaco! Agora vamos embora daqui Glutar! -Disse Rosalyn, após puxar Glutar pelo braço.
—Olha só, que coisa né? Eu avisei que esse pássaro amigável, não estava imprimindo simpatia-Disse Itam, também observando e ouvindo o crepitar de fogo, enquanto as chamas consumiam as plantas.
—Ainda bem, que esse traje aparenta ser resistente mesmo. Toda a área das suas costas, carbonizaram! -Disse Kate, de forma natural.
—O que! Minhas costas queimaram? -Perguntou Glutar, arregalando os olhos para Kate.
—Não foi suas costas! Foi só a parte traseira, do traje! O tecido da camisa carbonizou, formando alguns rasgos... Mas o colete ainda está intacto-Disse Rosalyn,
Enquanto Rosalyn impaciente, arrastava Glutar de volta a trilha, com as mãos agarradas aos braços dele. Kate já havia notado entre imensidão de folhas, dentre os troncos altos das árvores, toda uma sinfonia suspeita, semelhante ao canto de pássaro.
—Galera! Precisamos correr, mantendo rota na trilha... Agora! -Disse Kate, que no mesmo momento de sua fala, correu na frente de todos, sobre a trilha.
Sabendo que havia mais pássaros explosivos se aproximando, todos correram na rota de Kate, ao mesmo segundo olhando para direção oposta, na intenção de observar a aproximação das aves. Os quatro corriam intensivamente, esbarrando em todos os componentes a diante na selva, sem deixar de observar a retaguarda. Kate corria disparada, na frente de todos, sendo inalcançada pelo restante, mas a intenção deles, era apenas correr sem sair da extensa trilha de terra. Foi quando Glutar, gritou “Estão vindo!” alertando todos, sobre a aparição de algumas dúzias dos pássaros, idênticos ao que havia se explodido, na intenção de matá-lo. A revoada perseguia o quarteto, empenhados a completarem seu objetivo, desviando de todos os galhos e possíveis obstáculos a frente, durante o voo. Foram quase dois minutos completos, de pura correria, em busca de abrigo ou algo que pudesse auxiliá-los, na perseguição. Mas foi quando notaram a voz de Kate, dizendo em um elevado tom de voz, para que todos entrassem nos buracos dos troncos, nas árvores à frente. Rosalyn, Glutar e Itam, se afastaram da revoada, sob uma distância considerável, para que as aves não notassem, o local onde iriam se abrigar. Rapidamente cada um deles havia encontrado uma grande abertura oca, nos pés dos troncos das árvores, em que se aproximaram. Sem avaliar os riscos da estrutura cavernosa, se abrigaram sob o espaço comprimido, no interior dos troncos de casco rígido das árvores. Separados, mas não muito distantes uns dos outros, cada um se abrigava em sua própria caverna estreita, assumindo posições desconfortáveis, devido à falta de espaço no orifício. Toda a revoada, havia pousado sobre os troncos altos das mesmas árvores, em que todos estavam se escondendo, preservando as quatros vidas, que possuíam. As aves eram inteligentes, pois sabiam que os quatro não poderiam ter simplesmente desaparecido, em meio a região, que foram vistos pela última vez. O esconderijo descoberto por Kate, era essencial para ocasião inoportuna, durante a perseguição descontrolada, da revoada explosiva. Por minutos, cada um deles, ficaram sob silêncio absoluto, enquanto as aves aguardavam ainda sobre os galhos, a aparição de qualquer um deles, pela região. Mas sem querer, Itam havia descoberto um objeto de grande importância em um dos compartimentos de seu traje, uma pequena granada. Itam apanhou a bomba travada, moldando um possível plano, para se livrar de toda a revoada ali presente. Mas também dava espaço em sua mente, para uma forte dúvida sobre a evolução de seu planejamento. Kate era a pessoa mais próxima de seu esconderijo, naquela hora, foi assim que Itam tomou a iniciativa, de se comunicar com ela, sobre sua ideia. A árvore em que Kate usava, para se abrigar, não estava sobre uma distância excessiva, mas também não estava tão próxima a Itam.
—Kate? -Perguntou Itam, sussurrando, porém com um tom mediano em sua voz.
—O que é? -Respondeu Kate, sussurrando dentro de sua toca, confusa com a chamada de Itam.
—Encontrei uma esta granada escondida em meu traje. Estou pensando em acionara ela, jogando para o alto-Disse Itam, que havia colocado metade de seu rosto, sob exposição externa de seu esconderijo.
Após ouvir o plano traçado de Itam, Kate repete a mesma ação que ele, para que pudessem facilitar a comunicação, entre si.
—Estou vendo as pragas, nos galhos-Disse Kate, espiando os pássaros, sem deixar ser notada.
-Ouviu o que eu disse? O que acha da minha ideia?
—Acho que pode dar certo. Analisando as alternativas... Se a primeira praga que vimos, no ombro de Glutar, se desintegrou após ter se explodido... Pode ser que esta bomba, venha acarretar o mesmo processo sobre eles, acima de nós. Mas você precisa ser extremamente cuidadoso, Itam.
—Eu serei. Pode confiar.
—Quando destravar a granada, ao puxar o pino... Você terá que contar três segundos, e arremessar a bomba, com uma força calculada... Para que ela alcance a direção deles, no momento exato em que explodir-Disse Kate, ainda sussurrando, enquanto observava os movimentos dos pássaros acima.
Por um segundo, Itam se questionava sobre como Kate, poderia entender tanto, sobre a funcionalidade de uma granada, mas não podia se deixar levar, por seus pensamentos naquela ocasião. Itam nunca havia manuseado uma bomba ou granada em toda sua vida, sendo assim, ele logo elaborou outra ideia.
—Eu vou te lançar a granada, para que você a pegue-Disse Itam, estampando um sorriso amigável.
—Por quê? -Questionou Kate.
—Acho que você tem mais maestria, pra conduzir esse tipo de coisa.
Com cautela, Itam lança a granada na direção de Kate, que agarra o objeto com as duas mãos, sem deixá-lo cair. Sem perder tempo, Kate puxa o pino de segurança da bomba, que logo após o ato, fixa seu olhar com a pontaria designada, em direção as proximidades da revoada. Depois dos segundos contados, Kate arremessa a bomba com força, se alocando de volta em sua toca de esconderijo, após o ato. De repente se propaga um intenso estrondo, causado pela explosão coletiva de todos os pássaros, quando a bomba se ativou, após o lançamento. Glutar e Rosalyn, não estavam esperando, por aquela repentina explosão imediata nas alturas, pois não haviam sido informados sobre o plano de Itam e Kate, pelo fato de estarem mais distantes. Por conta de toda junção detonaria, dos pássaros a granada, as chamas corriam rapidamente descendo pelos troncos das árvores, em direção ao solo. Glutar notou a garoa de faíscas incandescentes, que caiam sobre a grama e sobre as diversas plantas do solo. logo em seguida todos se retiram juntos da estrutura oca, dos troncos das árvores, correndo de volta para trilha de terra, na intenção de não serem prejudicados, por conta da intensa extensão das chamas. Porém durante a corrida até a trilha, Rosalyn rapidamente aplica uma habilidosa evasiva, intencionalmente para que não fosse atingida, por um grande e longo galho, se desprendendo de uma das árvores, ao despencar em sua direção. O galho estava parcialmente tostado, devido a intensa explosão causada no alto das árvores. Estando mais próximo de Rosalyn, naquele momento de aflição, Glutar retorna ao local de retirada de onde estavam, para localizá-la entre toda imersão de fumaça e faíscas, que dificultavam sua busca. As chamas desciam cada vez mais rápido, deixando todos alarmados diante de situação, mas enquanto Glutar, caminhava lentamente dentro de toda a fumaça sufocante, que só aumentava, Rosalyn de repente agarra uma das mãos dele, em busca de ajuda. Glutar nota a exaustão no estado físico de Rosalyn, que estava sentada e encostada sobre uma árvore, com a respiração debilitada, devido a inalação da fumaça cegante. Glutar prende a respiração, reativa suas forças e apanha Rosalyn, ao carregá-la entre seus braços, correndo entre toda a fumaça ali presente.
Itam segurava Kate pelos braços, na intenção de impedir a entrada dela, entre toda a imensidão de fumaça, pois ela estava disposta e se arriscar por Rosalyn, tanto quanto Glutar esteve. Foi quando finalmente o alívio, havia tomado conta de seus corações, no momento exato em que avistaram Rosalyn sobre os braços de Glutar, surgindo entre toda a intensa queimada, da fauna na região a frente. Kate correu para auxiliá-los, no instante em que Glutar surgiu.
—Vocês estão bem? -Perguntou Kate, ao se aproximar ajudando Glutar, a confortar Rosalyn deixando-a em uma posição confortável ao solo.
—Estamos sim! (Tosse) Eu desviei da queda, de um grande galho em chamas... (Tosse) Que quase arrebentou meu crânio, durante... (Tosse) Minha escapada, mas acabei inalando muita fumaça, durante a cambalhota que dei! (Tosse) -Respondeu Rosalyn, ainda com sua respiração prejudicada, sob o efeito da inalação.
—Acabei aspirando um pouco também... (Tosse) Mas sem dúvidas, Rose está pior que eu. -Respondeu Glutar, com seu rosto acinzentado, visivelmente exausto.
—O importante, é que vocês estão bem! Graças a Allah! E pelo que estou vendo na braçadeira, Rosalyn não perdeu nenhuma vida-Disse Itam, ao colocar sua mão esquerda, sobre um dos ombros de Glutar.
—Graças a Allah? Quem é esse? Que eu saiba, ele nem está aqui! -Disse Glutar, olhando para Itam, com a expressão confusa.
—Allah é a divindade, que a população da Turquia... Designou como um Deus. Semelhante ao Deus, em que nós depositamos fé. Entendeu? -Respondeu Kate, apoiando a cabeça de Rosalyn, sobre o ombro dela.
—Hm! Agora entendi! Foi mal Itam, infelizmente não tenho ciência de seus costumes e religião-Respondeu Glutar, esboçando um sorriso bobo.
—Tudo bem. Aos poucos irei especificar sobre todos os nossos costumes. Só que o mais importante agora, Glutar... Foi o seu ato de heroísmo, bravura e companheirismo, com um membro de sua equipe-Disse Itam, demonstrando orgulho por Glutar.
—Obrigada Glutar! Já tem um tempinho, que não entro em ação... Nunca imaginaria, que eu estava enferrujada a ponto, não conseguir traçar uma fuga, sobre uma ocasião dessa. Mas saiba, que serei imensamente grata, por ter salvado uma de minhas quatro vidas-Declarou Rosalyn, que aparentava estar se recuperando fisicamente.
—Na verdade, eu vi como desviou daquele galho! Aquela sua manobra evasiva, foi impressionante! Você parecia até uma agente secreto (Risos) -Disse Glutar, enquanto estalava os dedos das mãos.
As palavras de Glutar, banharam a mente de Itam, com diversos pensamentos sobre os conhecimentos indescritíveis de Kate, durante o momento em que discutiam sobre seu plano, na estrutura oca do tronco da árvore.
—Vocês duas são bem... Habilidosas e ricas de conhecimento, sobre situações arriscadas-Disse Itam, após ter se calado, por uns instantes.
—Nós só atingimos os requisitos exigidos, para entrar no jogo! Como todas as mulheres, que já participaram! -Respondeu Kate, ajudando Rosalyn a se pôr de pé.
—Me desculpem a franqueza... Mas vocês excedem, alguns requisitos-Disse Itam, desviando seu olhar.
—Algum problema, Itam? Ou é só pelo fato, de estarmos ferindo a imagem masculina de vocês? Sei que no seu país, as mulheres necessitam mostrar fragilidade e obediência... Mas o mundo é vasto, meu caro! -Questionou Kate, confusa diante das palavras de Itam.
—Está enganada, Kate. Admiro muito a força feminina. Gostaria que minha irmã tivesse, os mesmos conhecimentos de vocês. Ela enfrentou um capítulo traumatizante, em sua vida e se ela não tivesse que mostrar fragilidade e obediência... Talvez o rumo da nossa vida, teria sido diferente-Declarou Itam, demonstrando estar afligido, após suas palavras.
—Vai por mim Itam, sua irmã não ia querer obter nosso conhecimento... Nem nossa vivência, pelo aprendizado absorvido. Mas de qualquer forma... As vezes a vida nos prepara, para um destino grandioso. Sinto que este pode ser o seu, o nosso e da sua irmã também-Disse Kate, na intenção de consolá-lo.
—Obrigado-Disse Itam, ainda desconsolado.
—Foi por isso que ganhou essa cicatriz, no rosto? -Perguntou Kate.
—Foi sim, mas ainda não me sinto confortável de falar sobre este assunto-Respondeu Itam, envergonhado e cobrindo o lado de seu rosto com sua mão, onde se destacava a cicatriz.
—Bom então a gente precisa manter o curso e sair daqui. A queimada está se aproximando, o cheiro está ficando insuportável e o calor também! -Disse Rosalyn, aparentemente revigorada.
—Pois é! Por pouco, não ficamos em chamas. Não quero ter que passar por isso, antes de perder uma vida-Disse Kate, enquanto voltava a caminhar pela trilha de terra.
—Em chamas? -Sussurrou Glutar, enquanto caminhava olhando para o solo de terra da trilha.
—Aquelas amoras eram bem nutritivas. Ainda não estou com um pingo de fo... -Disse Itam, ao ser interrompido Glutar.
—Espera um pouco! Ainda não escolhemos o nome, da nossa elite! Devo concluir, que esta é ocasião oportuna, pra isso! -Disse Glutar, após ter atropelado as falas de Itam.
—Não acho isso relevante-Disse Rosalyn, caminhando e massageando sua própria nuca.
—Na verdade, é muito relevante! Nas regras está escrito, que devemos concluir o nome da nossa elite... Antes de finalizarmos, a primeira fase da missão! -Respondeu Glutar, com uma precisão convicta em sua fala.
—Meninas... Ele tem razão-Disse Itam, interrompendo seus passos.
—Tá legal Zigler! O que sugere? -Disse Rosalyn, desinteressada sobre o quesito.
—OK! Irei definir o nome, da maior elite de todas a eras! Isso é uma baita responsabilidade! Eu pensei bem e acho que devíamos nos chamar... (Suspiro) A elite em chamas! -Respondeu Glutar, exaltando seu entusiasmo, enquanto aguardava opiniões.
—Oi? A elite em chamas? É uma brincadeira? Digo por que você é bem extrovertido, Glutar-Perguntou Kate, que acreditava em sua hipótese, duvidando da seriedade de Glutar.
—Obrigado Kate, mas não... Não estou zoando é o nome perfeito, devido as condições anteriores, que acabamos de enfrentar.
—É sério? -Perguntou Rosalyn, espelhando a expressão de Kate e Itam.
—Sim, Rose! Escutem... É o nome ideal, porque quase pegamos fogo, a uns minutos atrás e ainda estamos quentes! -Respondeu Glutar, integralmente contente.
—Eu me sinto quente, mas é bem provável que seja por causa do calor, que está fazendo agora-Disse Itam, oprimindo sua vontade de rir.
—Também Itam, mas vocês precisam admitir, que nós incendiamos aquele lugar e... Saímos praticamente em chamas. E motivados com nossa conquista até aqui, capazes de incendiar qualquer outro obstáculo, à frente! -Disse Glutar, de uma forma cativante em sua pronúncia.
As palavras e a forma como Glutar, havia se expressado, deixa todo o restante da equipe, em estado de análise, sobre a ideia para o título de elite.
—Preciso admitir que... Gostei da forma que resumiu sua ideia, sobre o nome da nossa elite-Disse Rosalyn, admirando Glutar, com orgulho em seu olhar.
—Também gostei e meu voto é sim! -Declarou Kate, após cruzar os braços e piscar o olho para Glutar.
—Ótimo, então é unanime... A partir de agora, somos oficialmente membros da Elite em chamas! -Disse Itam, demonstrando empatia pelo sentimento de Glutar, naquele momento.
—Eu sabia! Eu sabia, que vocês iam achar um máximo! -Disse Glutar, saltando e redopiando de alegria.
-Nós não achamos um máximo... Só gostamos das palavras que usou, pra resumir sua ideia sobre o nome-Declarou Rosalyn, enquanto espanava seu cabelo as mãos, retirando algumas cinzas da queimada.
—O nome é excêntrico, mas é como Rose disse... Foi pelas palavras motivantes que usou, então por essa razão... Concordamos com o nome e será este, que escolheu-Disse Itam, ainda contente por Glutar.
—Eu sempre fui um ótimo locutor. Mas não curto ficar me gabando-Disse Glutar, voltando a caminhar pela trilha, acompanhando o restante de sua elite.
—Perfeito a Elite em chamas, já está decido. Parabéns, Zigler! Agora recomeçamos a busca, pelo macaco-Disse Itam, caminhando pela trilha, a frente do restante.
Enquanto Rosalyn, Kate e Itam caminhavam pela rota, investigando possíveis armadilhas ao redor, Glutar não se conteve em se enaltecer, sobre sua ideia para o nome da elite. Todos estavam calados e focados, mas Glutar era único que manifestava suas palavras de elogio sobre todo seu potencial. Quando de repente, Kate pede que Glutar se cale, para que ela possa ouvir nitidamente o som de estranho ruído, que se espalhou pela área, em que os quatro caminhavam. Kate parou, fechou os olhos e absorveu todo som que estava se propagando, sob uma curta distância de onde eles estavam. Ao perceberem que o som era semelhante a gemidos intensos de macaco, correram em direção reta, para decifrar se o som poderia realmente ser um pedido de socorro, emitido pelo principal objetivo da missão inicial. Sendo a primeira a chegar, Kate parou na área onde os gritos surgiam e com sua respiração elevada, ela olhou para cima, avistando o pequeno filhote de lêmure já desenvolvido. Enroscado entre alguns cipós de árvore, pendurado entre uns três metros de distância do alto do galho, até o solo. Após a chegada do restante da elite no local, notaram que o pequeno, estava dedicado a se livrar dos cipós, mas sua ação poderia ser fatal, devido a ao seu tamanho corporal e altura em que o animal estava submetido. E os gritos por ajuda do pequeno, ainda ecoavam pela região.
—Esses cipós malditos de novo! Como iremos tirá-lo dali de cima, coitadinho? -Perguntou Glutar, com expressão aflita pela situação do animal.
—Nossa missão é levá-lo de volta, para a mãe dele. Temos que elaborar uma maneira eficaz pra isso-Respondeu Rosalyn, caminhando devagar pelo local, avaliando as possibilidades de resgate.
—O jeito é escalar a árvore, usando o galho de suporte para se pendurar até ele... E cortar os cipós com minha adaga. Essas vinhas parecem ter a espessura mais fina, do que as que nos imobilizaram, anteriormente-Disse Itam, se preparando pra escalar a grande árvore, bem ao seu lado.
—Perfeito! Ficarei à espreita aqui embaixo, assegurando que a queda dele não seja fatal-Disse Kate, se posicionando bem abaixo do animal.
Itam iniciou seu ato de escalada, com suas mãos introduzidas pelas frestas, no robusto tronco da árvore, enquanto o filhote de lêmure ainda estava desesperado, em se livrar dos cipós. Com muito cuidado nos movimentos, enquanto carregava sua adaga com sua boca, usando a força de seu maxilar para não deixar o objeto cair, após atingir a altura exata de resgate, Itam usou suas mãos para se pendurar no tronco, em que os cipós tinham ligação direta. De forma tranquila, Itam concentrou toda força corporal em suas mãos, no intuito de chagar até a ponta das vigas, para cortá-las, livrando o animal aflito, daquela situação. Pendurado com as duas suas mãos presas ao forte galho, a três metros do solo, Itam se assustou com o fraco estalo de emitido pelo galho. A fim de evitar sua possível queda, rapidamente Itam se mantem firme sobre apenas uma de suas mãos, usando a outra, para cortar os cipós, que se chacoalhavam devido a insistência do animal, em tentar se desfazer do entrelaçamento. De uma vez só, Itam corta todas as ligações dos cipós, com apenas um único golpe preciso, logo em seguida libertando o filhote. Durante o ato, Kate agarra o pequeno com toda destreza e cautela, a fim de confortá-lo do susto. Em seguida ela deita a cabeça do pequeno em seu ombro direito, enquanto acariciava a pelagem das costas do animal, olhando Glutar se aproximar deles.
—Ah meu Deus, mas ele parece uma pelúcia! -Declarou Glutar, que também acariciava o animal, hipnotizado pela fofura.
—Realmente é uma fofura mesmo. Ainda bem que ele é amigável. Claro né... Até porque não é uma animal mesmo, é só um programa inteligente, que foi desenvolvido em nossa mente-Disse Kate, observando Itam, descendo de onde estava, enquanto Rosalyn o auxiliava.
—Você é tão quebra clímax! Podemos fingir, que é um filhote fofo em perigo? -Perguntou Glutar, afinando o tom da voz, enquanto olhava encantado para o lêmure.
—Perdão! Vou tentar enxergar o pote meio cheio, prometo-Respondeu Kate, de forma irônica.
—E agora?
—Agora é simples... Iremos levar este pequenino de volta, para sua mamãe.
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