Fred POV

Logos mais aurores estavam no local. Quando vi Tonks, sussurrei sobre a memória encontrada. Parte do motivo de ser Jorge e eu os escolhidos a investigar é justamente porque não devemos nada ao Ministério. Nossa lealdade é à Ordem da Fênix e Dumbledore, não podiamos deixar que outro auros a levasse.

No dia seguinte ela voltou à Gemialidades com uma penseira e fomos analisar o que havia de tão importante para Madame Malkin guardar como sua última memória:

Vimos Madame Malkin recebendo Florean Fortescue, os dois velhos pareciam conversar como bons amigos… Na verdade, se beijaram, então era um pouco mais que amizade.

Em seguida vimos uma conversa séria.

—Meu bem, eu sei que já pedi demais, mas se Você-Sabe-Quem me encontrar… Não poderei passar a informação para Dumbledore. Eu não te pediria se houvesse outra maneira… — Florean parecia desesperado — Ele está de volta, nem o Ministério poderá negar depois do que aconteceu no Departamento de Mistérios. Se Ele quiser se livrar de todas as pontas soltas… Ele virá atrás de mim!!

— Querido… Sabe que eu faria qualquer coisa por você, mas isso… Colocar em risco todos do Beco Diagonal? Eles nem vão saber que estão em perigo…

—Todos nós estamos em perigo enquanto Você-Sabe -Quem está a solta. Nossa única chance é se eu conseguir avisar a Dumbledore que existe uma forma de impedi-lo! E eu não posso sequer falar do assunto enquanto não conseguir tirar essa maldita marca! -Florean mostrou uma espécie de runa, semelhante à que encontramos nos livros, que estava marcada na pele de seu braço-Eu preciso de tempo e isso pode nos ganhar tempo! Vamos usar a própria magia negra contra ele!

Madame Malkin parecia receosa, mas concordou e pegou os livros de sua casa. Fazia uma marca na pele de Florean e a mesma em um livro. Ela não usava a varinha, mas recitava um cântico estranho enquanto a marca aparecia.

Ela parecia chorar enquanto marcava o amado. Florean parecia fraco.

—Agora... Precisamos… Espalhar os livros… Quanto mais próximos estiverem de mim… Mais forte será a confusão quando alguém … Me rastrear...

Vimos Madame Malkin e Olivaras visitando por alto os comerciantes do Beco Diagonal. Madame Malkin olhou para nossa loja e jogou no lixo o livro que seria para nós.

A imagem corta para Florean chegando assustado no quarto de Malkin .

—Querido!! Pensei que tivessem te levado! Quando falaram que sua loja foi invadida… Morri de preocupação !!

Ambos se abraçavam a ponto de se sufocar.

—Posso ser velho, mas ainda tenho muitos truques que aprendi como um bom Corvino em Hogwarts!

—O que pretende fazer agora?

—Acho que descobri como retirar a runa, mas preciso viajar para longe… Quando perceberem que o que levaram é apenas uma sombra da minha pessoa, virão com tudo atrás de mim.

— Eu fico. Basta me marcar. Vão demorar mais para passar pelos meus feitiços de proteção. Quando passarem, também posso dar trabalho com minha varinha!

Florean não parecia concordar.

—Tantos já morreram, meu bem. Tivemos uma boa e longa vida, quantos de nós tiveram esse privilégio? Se a vida de uma velha pode dar uma chance para esse pessoal mais novo ter alguns anos de paz… Não é um preço alto a se pagar, certo?

Ele ficou em silêncio, apenas mostrou um espaço vazio no braço e Madame Malkin colocou o próprio braço ao seu lado. Ambos sofreram com marcas idênticas sendo cravadas.

A imagem mudou para o que parecia ser o dia de hoje.

Madame Malkin viu um rosto lupino e humano se contorcendo em dor e se cortando enquanto passava por uma barreira e chegava à janela. Outros feitiços não pareceram fazer efeito, o quase lobisomem não fazia barulho enquanto se movia em sua direção.

Quando dentro de casa, a criatura se movia com velocidade desviando dos feitiços lançados por Madame Malkin até que a senhora foi fechada contra sua cabeceira, tendo tempo apenas de pegar um perfume e borrifa-lo no rosto de seu agressor. Ele segurou seus braços e lhe deu uma cabeçada resmungando:

—Você pode continuar fugindo, Florean, mas o lorde Voldemort sempre vai achar um jeito de encontrá-lo. Sorte sua que ele pediu que você fosse levado vivo para estar junto a ele.

Enquanto saltava carregando Madame Malkin, ela chorava. Com dificuldade, suas lágrimas traçavam um caminho até o pote em suas mãos.

Logo a senhora perdeu a consciência e a memória terminou.

Eu olhava atônito para Jorge e Tonks.

—Tonks, precisamos mostrar essa memória a Dumbledore imediatamente! Sabe onde ele está?

Tonks parecia nos olhar com tristeza.

— Não sei… E se soubesse, não poderia lhe dizer. Dumbledore se encontra em uma missão perigosa no momento, não pode ser importunado com tolices…

—Tolices?!? Tonks! Essas pessoas morreram! Morreram apenas que Florean tivesse a chance de passar uma notícia sobre como acabar com Voldemort!

— Não fale o nome dele, Fred.

—Eu falo o nome de quem eu quiser! Ou é alguma outra regra imbecil da ordem? Como essa coisa ridícula de que não podemos importunar nosso boss?!?

—Fred, vocês não tem nada concreto! Só uma lembrança de uma senhora e livros com marcas que não tem ideia do que significam. Infelizmente esses dois velhinhos acreditavam ter algo especial para acabar com Você-Sabe-Quem, mas não são nem os primeiros nem os últimos a se deixarem levar por essa ideia.

Tentei protestar e Tonks me cortou.

—Sim, ideia! Enquanto não tiverem alguma certeza de Florean ter uma informação salvadora, não passa de uma ideia. Fizeram um bom trabalho, meninos. Tenho certeza que as famílias ficarão felizes em poder reencontrar os entes queridos para um enterro. É melhor que elas não saibam sobre o plano de Florean ou poderiam procurar responsabilizá-lo e o que menos precisamos hoje é de briga entre pessoas do nosso lado.

Eu estava irritado, mas precisava entender qual a melhor atitude agora, já não eramos mais crianças para espernear quanto a isso. Como adultos, olhei para Jorge e num instante sabiamos o que iriamos fazer: investigar por conta própria, de novo.