Notas iniciais
Oi meus amor. Peço desculpas pela demora, mas estou muito sem tempo e sem criatividade. Também fiquei bem desanimada porque o último capítulo teve apenas quatro comentários. Então peço novamente que comentem para que eu não desanime logo agora que a fic está no final. Vamos ao capítulo, espero que gostem.

Dois meses depois...

Jade

Em pouco tempo eu e Cobra já estávamos acostumados a ter uma nova pessoa em casa. Sofia só nos trazia alegria, apesar de estar sempre cansada e de não dormir direito no primeiro mês. Depois começamos a nos adaptar a nova rotina, Sofia dormia praticamente a noite toda e só acordava para mamar. Cobra trabalha no QG pela manha e dava suas aulas a tarde. Eu, por enquanto, fico em casa cuidando apenas da minha filha e da coisas da casa. Era uma sexta de tardinha e Sofia tinha acabado de dormir. Coloquei-a na cama ao meu lado enquanto assistia um filme a espera de Cobra, em pouco tempo ouvi a porta se abrir.

– Jade? Jade... –Ele entrou no quarto falando alto e quando me viu abriu um sorriso.

– Fala baixo Cobra! –Pedi e ele se aproximou de mim dando um selinho e depois beijou a cabeça de Sofia.

– Eu tenho uma ótima noticia pra te dar!

– O que é? –perguntei não escondendo a curiosidade.

– Eu recebi uma proposta incrível no meu trabalho. Vou continuar trabalhando meio período e vou ganhar bem mais. O valor supera o que eu ganho dando aulas e o que ganho no QG.

– Eu não acredito Cobra, isso é maravilhoso!

– Só que... Teremos que nos mudar para Nova Iorque.

– Nova Iorque? Nós não podemos Cobra...

– Porque não podemos? Nada nos prende aqui Jade. Querendo ou não você não está trabalhando. A única coisa que importa é a nossa família e nós vamos estar juntos.

– Não é só isso Cobra! Não temos que pensar apenas na gente, temos que ver o que é melhor para nossa filha. Aqui nós temos amigos, tem a minha mãe, o Edgar, ela vai crescer cercada de amor. Lá nós vamos viver sozinhos e eu não quero isso pra gente. Eu não vou Cobra!

– Como é que é? Jade, você tem noção de quanto dinheiro estamos falando?

– Dinheiro não é o mais importante, carreira não é o mais importe. O que importa são as pessoas!

– Seu discurso não era esse quando você foi embora.

– Naquela época as coisas eram diferentes. Você não percebe isso?

– O que é diferente é que naquela época era o seu sonho e agora que é meu você não está nem ai. Sabe o que eu devia fazer? Eu devia arrumar a minhas coisas e ir embora.

Ele falava alto e eu tentava manter a calma. Ele disse aquilo gritando, alto o suficiente para acordar Sofia, que já chorava. Olhei de volta para Cobra e a raiva me consumiu. Não disse nada, apenas peguei uma mala e comecei a tirar as roupas dele do guarda roupa e a colocar dentro da mala. Passei direto por ele, fui até a sala e abri a porta jogando a mala para fora.

– É isso que você quer? Então, fora daqui!

– Jade, eu... Não quis dizer isso. Eu juro! Eu só fiquei irritado e...

– Não me interessa. Eu quero você fora da minha casa!

Percebi que os olhos dele se encheram de lágrima e vi uma delas cair. Ele percebendo que não me convenceria do contrário abaixou a cabeça e foi em direção à porta. Depois que ele saiu me permiti chorar. Fui até o quarto e peguei Sofia no colo, que ainda chorava, e tentei acalma-la.