Notas iniciais
LYANDRA AQUI PEDINDO DESCULPAS PELA DEMORA PARA POSTAR. Minha mãe voltou do hospital, o que é bom, mas vai voltar amanhã, o que é ruim. Enfim, espero que estejam gostando dessa fanfic e sem mais delongas, vamos à história! :)

P.O.V. KURT HUMMEL-ANDERSON

É tudo um sonho pra mim. É claro que eu ainda não estou curado do câncer, minha vida toda será tomando remédios e indo as vezes no consultório do Dr. Linns para ver como anda os glóbulos sei lá do quê, mas estou feliz. Casado com o amor da minha vida pronto a iniciar uma família. Sim, uma família.

Eu sempre soube que esse dia chegaria. Blaine e eu formamos um casamento do qual todos invejam. Moramos em Nova Iorque em um apartamento bem grande para duas pessoas, quatro quartos, um de casal e dois de solteiros (aonde eu já planejava que seria o quarto de nossos filhos) e está na hora de preenchê-los.

Combinei de encontrar meu marido no orfanato depois que ele terminasse a NYADA. Por problemas de saúde eu acabei sendo aposentado por invalidez e tive que parar de trabalhar e de estudar, mas Blaine continuava firme e forte. Ele até foi convidado para uma audição para uma peça na broadway... Seus sonhos estavam se realizando, e os meus também.

Três e meia da tarde e vejo o carro de Blaine chegando no estacionamento do Orfanato Nova União. Sim, ele havia comprado o carro novamente já que as despesas haviam diminuído. O sorriso no rosto do meu marido era impagável.

– Você está pronto? — Disse ele segurando minha mão antes de entrarmos no edifício.

– Mais que pronto. — Apertei sua mão e entramos.

Fomos acolhidos por uma senhora muito simpática, a Dona Lauren Talbot. Ele nos explicou que a adoção entre casais gays poderia gerar um certo desconforto na criança e que mesmo sendo difícil, teríamos que contar para nosso futuro filho que éramos um casal. Claro, se a criança tivesse idade suficiente para entender.

Eu queria adotar uma criança menor, menos de 2 anos de preferência, mas Blaine já queria adotar uma criança de 7, 8 anos. Teríamos que nos decidir depois. A velha senhora nos deixou passear pelos corredores do orfanato aonde crianças corriam e se divertiam a todo o momento, elas eram alegres e hiperativas e me deu uma pontada no coração pensar que tiraríamos elas dali, depois de tanto tempo sem pais.

No refeitório eu não pude me conter. Dezenas de crianças de todas as idades de cores corriam pra lá e pra cá em zig-zague, fazendo toda uma brincadeira elaborada. Olhei para Blaine e ele também parecia encantado. Olhamos para uma mesa aonde havia apenas um menino sentado, com um livro na mão e lápis de cores. Olhei para meu marido e ele olhou pra mim, era ali que iríamos.

– Oi. — Disse sentando ao seu lado. Era um menino loirinho e olhos azuis. Um incrível sonho.

– Oi tio. — Respondeu a criança largando o lápis e olhando pra mim. O nível de fofura naquela hora era acima de 9000. Blaine me olhava com um olho suspiroso, e é claro que eu sabia o que ele estava pensando. Estava tentando me imaginar cuidando daquela criança, como pai. Eu também tentava me imaginar fazendo aquilo.

– Qual é seu nominho?

– Julian. — Respondeu voltando a pintar.

– Quantos aninhos você tem, Julian?

O garoto não falou nada, apenas levantou a mão fazendo o número cinco, mas eu sabia que não. Ele era muito novo pra ter cinco anos, ele deveria ter dois... No máximo três anos.

– Você não tem cabelo? — Ele perguntou se embaralhando nas palavras e nesse momento uma lágrima escorreu em meu rosto. Um menino tão esperto e talvez entraria em uma família cheia de problemas.

– Não. Você tem bastante. — Respondi.

– Não chora, tio. — Ele disse voltando a pintar. Nesse momento eu olhei pra Blaine e ele olhou pra mim com um olhar que traduzi na hora. Parece que achamos a criança certa. — Esse é o píncipe e essa é a pincesa.

Olhei para Julian e ele apontava para o desenho que estava pintando. Era a cinderela. Não posso dizer que Julian estava pintando, ele estava rabiscando, mas era um começo.

Mais tarde naquele dia depois de conversar com algumas crianças eu e Blaine nos encontramos na sala de espera do escritório da Dona Lauren.

– Eu gostei daquela menina Giulia. — Disse Blaine enquanto foleava algumas revistas.

– Mas ela tem 11 anos, Blaine. Ela já foi metade educada! Eu quero um filho que eu posso ensiná-lo. Dizer pra me chamar de pai e chamar você de papai. Quero mostrar o que é certo e errado. Não quero uma criança pronta!

– E o Julian? Ele parecia bem simpático. Digo, aqui em Nova Iorque tem centenas de orfanatos, mas acho que podemos parar nesse aqui...

Ao ouvir o nome do menino meus olhos já brilharam. Era ele. Julian. Futuro Julian Hummel. Eu não colocaria o nome Anderson em nosso filho. Blaine já havia um irmão para passar o sobrenome pra frente. Eu queria passar o meu. Pelo menos era isso que meu pai queria antes de descobrir que eu era gay e não podia fazer filhos.

– Senhores Anderson, podem entrar. — Lauren falou abrindo a porta de seu escritório. Sentamos então nas cadeiras de madeira que ali estavam. Não posso negar que o orfanato era um lugar agradável, mas não um lar.

– Simpatizaram com alguma criança? — Perguntou ela abrindo o arquivo ali.

– Sim, uma tal de Giulia Richard e um menino pequeno Julian, não sabemos o sobrenome. — Falei. A velha senhora pegou duas pastas e então se sentou.

– Giulia Richard. Veio de Oklahoma. Seus pais se separaram e decidiram que nenhum dos dois queria a filha. Ela veio pra nós com um ano de idade e está aqui há 10. Parece que faz parte de nós já.

– Ninguém nunca quis adotá-la? — Perguntou Blaine incrédulo. Dez anos era muito tempo.

– Não, claro que não. Ela já foi adotava por vários casais. O primeiro a adotou quando ela tinha apenas 2 aninhos, mas eles se separaram e devolveram a criança. Quando ela tinha 6 um casal a adotou, mas recebemos denúncias que eles a maltratavam, então pegamos ela de volta. Com 8 anos ficamos sabendo que ela batia na mãe, pegamos ela novamente. E com 10 ela foi para uma casa no Brasil. Acabou aprendendo um pouco do português, mas o juiz decretou que era melhor ela voltar pra cá. Ela é agressiva as vezes, tem mau comportamento... Não acho que seja a menina adequada pra vocês.

UAU. Ele era tipo a Esther do filmeÓrfã.

– E Julian? — Perguntou Blaine.

– Esse a história é triste. O pai de Julian bebia muito, a sua mulher o aguentava porque o amava. Eles namoravam há 9 anos e resolveram se casar e morarem juntos, e ela acabou engravidando. Ele ficou nervoso, ele não tinha emprego e não conseguiria sustentá-lo, então batia na mulher todos os dias querendo que ela abortasse, mas ele não conseguiu. Nove meses depois ela teve o bebê e o nomeou de Julian, mas o pai ficou bravo. Ele queria que o nome da criança fosse Nicholas, então bateu na mulher mais ainda. Após a maternidade, Julian e Bernadeth foram para a casa, Bernadeth é o nome da mãe dele. Ele tinha apenas uma semana de vida. Philipe chegou em casa bêbado e acabou discutindo com a mulher. Pegou uma faca e a matou com quinze facadas no coração. Então com os gritos Julian acabou sendo acordado e começou a chorar. O pai ouviu e então começou a jogar álcool pela casa, e depois tacou fogo e saiu. Os vizinhos quando viram o fogo começar entraram na casa e tiraram Bernadeth e Julian. A mulher estava morta já das facadas e um pouco queimada e Julian estava dormindo. O incrível é que ele dormia igual um anjo. O quarto que ele estava estava todo em chamas, porém o berço não foi nem tocado pelo fogo, um verdadeiro milagre. Depois disso ele foi para a guarda da avó, mãe da sua mãe, e ela cuidou dele até o 1 ano de idade, foi quando ela acabou falecendo. Quando Philipe soube que o filho estava sem casa resolveu tentar ganhar a guarda da criança, porém ele foi ao tribunal bêbado e acabou sendo preso. Eu era uma das vizinhas de Bernadeth e peguei Julian pra mim. Não exatamente pra mim, mas pro orfanato. Desde quando ele chegou aqui ele só pinta desenhos. Se ele ficar sem livros e lápis de cor ele fica triste, chora baixinho. Ele é o único aqui que não tem sobrenome, nem família. Quiseram adotar ele uma vez, mas o pai tinha problemas com bebidas, então recusei na hora. Mas vocês dois parecem ser bons rapazes e sei que cuidariam dele bem.

Quando ela terminou a história eu e Blaine estávamos em lágrimas. Como alguém pode judiar de uma criança indefesa? Uma criança linda e com um futuro todo pela frente. Olhei para Blaine que olhou pra mim e pegou minha mão, segurando-a forte.

– Vocês querem entrar com a papelada para adotar Julian? — Perguntou a velha senhora.

– Sim! — Blaine falou com a voz ainda tonteada por causa do choro. Ela nos entregou a ficha do menino para ler e tivemos certeza: era ele. Depois de toda a papelada preenchida era somente esperar o juiz ceder a guarda provisória da criança.

Sair porta afora do orfanato pra mim era como um soco no coração. Eu não queria deixar Julian sozinho ali, era como se eu estivesse o deixando.

– Voltamos aqui amanhã para o visitar. Agora temos que ir pra casa porque você precisa tomar seus remédios. — Disse Blaine abrindo a porta do carro pra mim. Eu não merecia tanta perfeição. Um marido como Blaine e um filho como Julia. Era algo realmente a que eu devia agradecer. Peguei então a foto de Julian que a Dona Lauren me deu e fiquei encarando por toda a viagem. Ele era realmente especial, como um luz em minha vida.

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Notas finais
Eu escrevi a fala da criança normal, mas como aprendeu a falar agora podem ler o "não chora, tio" como um "non çola, tiu". FIQUEM A VONTADE! KKKK E O MENINO DA CAPA DA FANFIC NÃO É O FILHO DELES, TO NEM AÍ! KKKKKKKKKKKKKKKK QUERO UM FILHO LINDO IGUAL JULIAN!!!! *-* Enfim, eu estou pensando em fazer uma fanfic tipo THE GLEE PROJECT. Ela será um reality show com pessoas reais, vocês, que mandarão gravações com músicas pra mim para participar. Tem prêmio: um box da terceira temporada! Caso vocês queiram saber mais informações, me mandem mensagens! :)