A culpa é das estrelas
12 Epílogo.
Notas iniciais
P.O.V. KURT HUMMEL-ANDERSON
Eu poderia ter ído, mas resolvi ficar. Fiquei junto as pessoas que mais amava. Sabe toda aquela história de "você primeiro precisa se desapegar"? Eu não consegui. Faz anos que estou observando Blaine e Julian. Só Deus sabe como eu sinto saudades deles.
Eu sinto saudades de acordar ao lado de Blaine, poder olhar os últimos segundos de sono em seu rosto quando ele acorda. Sinto saudades de pintar junto com meu filho e pegá-lo no colo. Se bem que hoje é meio difícil. Eu vejo Julian um enorme garoto, que pega Blaine no colo agora.
Julian tem 17 anos, está terminando o colégio e pretende seguir a carreira de jornalista. Blaine está aposentado, e nunca se casou. Não o culpo. Nosso amor era forte demais, eu não conseguiria.
– Você realmente vai ficar aqui vendo eles sofrerem?
– Mãe.
Minha mãe desde que eu faleci vem conversar comigo, tentar me convencer de que ficar não é uma boa opção, mas eu não consigo ir. Eu tenho que ficar. Tenho que ver como está a vida deles sem mim. Eu não posso deixar Blaine.
– Eles não estão sofrendo. — Falei olhando Blaine sentado no sofá tomando uma cerveja enquanto Julian estava no celular com a namorada.
– Você sabe que estão. Olhe para Blaine. Seu olhar vago. Você sabe que ele está. Ficando aqui você só está sofrendo.
– Eu não posso ir. — Uma lágrima escorreu sob meu rosto. — Quem me promete que sair daqui será melhor pra mim?
– Pra você eu não sei, querido. Mas para Blaine...
Olhei uma última vez para meu marido. Ele tentava olhar para a tv, mas eu sabia que ele estava relembrando momentos comigo. Não era justo. Eu preciso deixá-lo bem, e acho que minha mãe tem razão. Ficar não irá ajudar em nada.
– Tudo bem. — Peguei a mão de minha mãe e antes de que algo acontecesse, vi Julian sorrir ao ler algo que a namorada o falou. Meu filho. Meu marido. Minha casa. Um dia eu voltarei aqui.
E assim uma luz branca foi ficando cada vez mais forte. Tão forte que fui capaz de sorrir.
–
E de repente, Blaine se sentiu leve. Era como se não sentisse mais a presença de Kurt na casa. Olhou para o filho que sentiu o mesmo e então se abraçaram. Não era porquê a presença de Kurt se fora que as memórias precisavam ir. Só não precisavam ser tristes memórias. E assim seguiram sua vida, até Blaine encontrar Kurt, mas essa é uma outra história.
– Eu te recebo como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe.
Foram os votos de Blaine no casamento. Até que a morte nos separe, porém esse amor foi além disso.
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