A conjuradora
2 Capítulo 2
Notas iniciais
2º capítulo
Acordei em uma cama muito macia, mas em um lugar totalmente diferente da minha casa. Olhei para os lados. O quarto era simples, na verdade era um quarto só e nele tinha cozinha, sala e quarto tudo junto. Tinha uma portinha no canto que deduzi ser o banheiro. No outro canto, tinha duas cadeiras com uma mulher e um homem sentado. Logo reconheci a minha mãe como a mulher sentada.
“Mãe?” chamei só para ver se era ela mesma. Foi desnecessário, era a minha mãe em carne e osso.
“Não, sua avó!” respondeu ironicamente. Uma coisa que tem que saber sobre a minha mãe é que, quando está nervosa, ela fica muito irônica.
“Onde estou? O que aconteceu?” a enchi de perguntas.
“ Em casa que não é!” ela disse ironicamente, novamente.
Peguei o travesseiro que estava deitada e taquei nela, só então reparei no homem ao seu lado. Do mesmo jeito que não o conhecia o achava muito familiar, a ponto de achar que era Sirius Black. Não, bobagem! Pensei Sirius Black, aqui?!
“ Mãe, quem é esse? O cara ta babando!” falei apontando para ele.
“Esse é Sirius Black.” Falou mamãe.
Sérião, ela ta de gozação com a minha cara? Brincar que esse homem é o Sirius não é uma coisa que se faça com uma fanática como eu.
“Prazer!” ele disse beijando a minha mão com um jeito galanteador.
“Mãe, onde eu estou?” perguntei assustada.
“Filha, você está dentro do seu livro. É um dom e eu também o tenho. Somos conjuradoras, podemos retirar viajar e colocar coisas dentro dos livros. Somos raros e poucos sabem sobre nós. Os que sabem, querem nos caçar, pois somos poderosos.” Ela explicou.
Nesse momento, lembrei-me de um dia em que vi a minha mãe pegando um objeto e sua mão desapareceu dentro de um livro e voltou vazia. Óbvio que ela não sabia que eu a tinha visto, achei estranho no começo, mas fui esquecendo ao longo dos anos.
“Okay... Eu acredito, mas em que livro estamos?” perguntei.
“Promete que não surta?” ela perguntou e confirmei com a cabeça. “Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban.”
Minha cara foi tipo assim: OoO.
“Então é ele? Sirius Black é ele?” perguntei nervosa.
“O único e sem cópias!” falou Sirius sorrindo.
Tá, sei que prometi para a minha mãe, mas eu surtei. Sai correndo e o abracei forte.
“Calma aí, ruiva!” Sirius falou. Sim, eu sou ruiva.
“ Então né, o papo ta bom mas temos que ir para Hogwarts.” Falou mamãe.
“ Antes posso comprar uma varinha?” perguntei.
“ Claro, se formos agora chegamos a tempo na estação!” falou Sirius.
Saímos da casa e demos de cara com o Beco Diagonal e Sirius se transformou em cachorro. Tinha até me esquecido que ele era um fugitivo procurado.
Fomos em direção ao Olivaras e, assim como o Harry, fui uma cliente difícil. Mas no final acabei ficando com uma de pena de fênix. Comprei uma coruja também, a Athena.
Acabamos aparatando na estação King’ s Cross e já era 10h30.
“Mãe, como conseguiu autorização para irmos a Hogwarts?” perguntei, aquela foi a única coisa que não entendi.
“Mandei uma carta para Dumbledore e ele deixou a gente ficar lá.” Explicou a minha mãe.
Entramos no trem rindo a procura de um vagão vazio.
Depois de muito tempo, descobrimos que as cabines estavam todas cheias, menos uma. Era a que costumava ser dos marotos originais e só tinha uma pessoa lá dentro. Tinha cabelos cor de areia e olhos castanhos, suas roupas estavam remendadas e tinha várias cicatrizes em seu rosto. Dou dois sapos de chocolate para a pessoa descobrir quem é... * barulho de tambores*... Remus Lupin, minha gente!
Como ele estava dormindo, nós entramos sem pedir. Ficamos conversando e rindo até que dois meninos e uma menina pediram para se sentarem com a gente.
Um menino era moreno, com os cabelos bagunçados, uma cicatriz na testa, usa óculos redondos e tem olhos verdes. O outro era ruivo, alto e tinha sardas por todo o rosto. E a menina era morena, dos cabelos volumosos, com um ar de mandona e inteligência.
Okay, ás vezes eu sou meio lerda para entender algumas coisas. Algumas? Querida você é lerda para tudo! Tá sou muito lerda mesmo. Esqueci de apresentar a minha consciência, o nome dela é CP ( consciência pervertida).
“ Vocês são Harry, Ron e Mione?” perguntei, mas eu já sabia a resposta.
“Sim.” Responderam.
“ O trio de ouro...” falei pensativa. “ Prazer em conhecer vocês, sou Avery Smith.”
“ Trio do quê?” perguntou Harry.
“ É como são conhecidos depois de salvar o mundo bruxo...” comecei, tampei minha boca. “ Acho que falei demais! Ops...” e sorri amarelo.
Só tinha certeza de uma coisa: FERROU!!
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