Notas iniciais
DESSA VEZ EU DEMOREI MUITO, CREDO Sorry, sorry, eu tava com uns problemas de saúde ;-; mas, apesar de tudo, to tentando escrever, tenho tido várias idéias ;u; tomara q esteja ficando boa a história djdjfkdjj bem... boa leitura seus lindjos ♡

Já eram 9 horas quando eu acordei. Comecei a me arrumar, pois Jessie tinha falado que passaria de manhã aqui em casa. Mesmo sem ter a obrigação de me ver, por ser fim de semana, o dia do descanso do trabalho, ela talvez sairia comigo.

Enquanto esperava, fiquei recordando a saida de ontem, no covil, até que me lembrei deles perguntando sobre quando que eu iria trabalhar.

Jess tinha respondido, antes que eu pudesse comentar algo, que eu ainda teria que aprender algumas coisas antes. Queria saber mais sobre aquilo, mas já que tinha sido um dia difícil, preferi nem fazer perguntas sobre o assunto naquele momento.

Bem naquela hora, Jess entrou no quarto, sem nenhuma cerimônia, então decidi fazer um comentário de brincadeira:

– Não te deram educação não? Vai entrando na casa dos outros assim, sem bater? — dei um leve sorriso pra ela perceber que não estava falando sério.

Vendo que era brincadeira, respondeu:

– Querida, eu entro aqui quando eu quiser sem bater, ninguém manda em mim, não — falou no mesmo tom de brincadeira — Mas então, o que você quer fazer?

– Bem... eu não faço idéia. Achei que você pensaria em algo.

– Sério? Quando eu entrei aqui, percebi que estava bem distraída. Pensei que estava tentando planejar algo que pudéssemos fazer.

– Ah... Na verdade, eu estava pensando sobre ontem... — percebi que ela estava interessada em saber mais, já que parou de olhar pro chão e começou a me encarar — Estava lembrando de quando o Aidan me perguntou sobre trabalho...

– Nem precisa continuar a falar, sei muito bem que está ansiosa e curiosa com isso tudo, já que sou seu anjo, sei de tudo sobre você. Bem, se você quiser, em vez da gente ir na praia, como eu estava planejando, eu posso começar suas aulas preparatórias hoje. Tenho certeza que você está interessada em aprender mais para poder ir trabalhar logo.

Mal pude acreditar naquilo. Ela estava sacrificando o próprio descanso para me dar aula? Mas afinal, que "aulas preparatórias" seriam aquelas? Apesar de sentir um pouco culpada por dispensar o dia de praia dela, ela estava completamente certa, eu queria aprender, então aceitei a tal aula.

– Ok! Podemos ir na praia semana quem vem então. — Jess falou com um sorriso tão grande e animado que nem me senti mais mal por tirar o dia de folga dela — Eu já imaginava que você tivesse ficado interessada sobre essas aulas, depois da breve conversa de ontem, então já fui separando o seu material de aula. Agora, nós vamos para o meu escritório no mundo dos mortos, para podermos estudar.

Fiquei impressionada por ela me conhecer tanto, a ponto de prever como eu iria ficar interessada pelo trabalho depois de ontem.

– Mas como nós vamos para lá? — perguntei curiosa, e com um pouco de medo, pra saber como faríamos isso, já que pelo que pude perceber, coisas "anormais" eram bem comuns nesse lugar.

Ela apenas apontou para o quadro, o mesmo que estava preso na parede desde que parei nesse mundo.

Quando Jessie e eu estávamos arrumando o meu quarto, antes do covil ontem, ela insistiu em deixar o quadro pendurado ainda no mesmo lugar. Na hora, eu não entendi a o motivo daquilo, o quadro nem era tão bonita, mas agora tudo fazia sentido. Ela me fez manter o quadro, pois ele, na verdade, era um portal para os outros mundos.

Assim que passamos pelo quadro/portal, acabamos parando em uma sala fechada que lembrava um pouco um aeroporto, mas no lugar de várias salas de embarque, haviam vários portais.

Cada portal tinha uma imagem diferente, de seu respectivo quadro. Os portais eram divididos entre setores e haviam horários de uso para cada setor.

– Vamos seguir à pé agora, porque, aos fins de semana, o meu portal não está aberto, já que não é meu dia de trabalho. Pode deixar que mais tarde eu te explico como o sistema dos quadros funciona — falou a Jess.

Assim que saímos de portway, como era chamado o "aeroporto", andamos pela rua. Aquele lugar era bem parecido com uma área rural da Terra, ficava numa espécie de um campo bem aberto, tinham estradas de terra com casas simples, mas com alguns prédios mais para dentro da cidade e várias árvores e flores. Tinha um tipo de névoa por toda a parte e o lugar era bem iluminado, como se tudo brilhasse, mas não chegava a incomodar os olhos. Por todo campo, um ar agradável e aconchegante nos rodeava, me sentia como se estivesse em casa.

Seguimos o caminho numa espécie de carruagem branca, mas não havia cavalo algum para nos puxar. Jessie apenas falou o endereço e a carruagem começou a andar sozinha.

Chegamos ao nosso destino em 20 minutos no tal escritório dela. Ele ficava numa espécie de prédio comercial onde haviam várias salas, em que eu imaginava também serem de anjos. A sala dela era toda branca e muito organizada.

–Sente-se — ela disse apontando para uma cadeira que estava junto a uma mesa, de frente à jadena — eu vou pegar o material para começarmos.

Me sentei fiquei olhando para fora, pela janela, parecia tão leve e calmo. Olhar aquela paisagem me fez sentir totalmente em paz. De novo me vi tendo vontade de saber o que de ruim havia feito para não merecer mais aquele paraiso todo que estava bem na minha frente.

Fiquei com um pouco de inveja das pessoas que puderam ir para aquele lugar tão bonito. Me perguntava como deveria ser morar lá, até que a Jess voltou com alguns cadernos e canetas.

–Nessa primeira aula, iremos aprender coisas como a divisão dos três mundos interligados — ela falava enquanto me passava um caderno para eu anotar tudo o que ela me explicasse.

"Existem três mundos interligados: a Terra, o Mundo dos Mortos e Illusia. Após a morte, a alma das pessoas saem da Terra e vão para o Mundo dos Mortos , onde seu anjo da guarda julga suas ações na vida, suas escolhas, estuda cada momento e pensamento. Depois disso, a pessoa é separada em classes: divina e espiritual, que ficam no mundo dos mortos, e a mística, que vai para Illusia, também conhecida como "cidade das fantasias", mas isso tem mais a ver com a parte histórica, então outro dia eu conto com mais detalhes.

A divisão de classes é:

–divina→pode ser anjos da guarda (como eu) ou da morte (como o Luke)

–espiritual→fantasmas do céu (como o Aidan) ou do inferno

–mística→ bruxos, fadas, videntes e feiticeiros, vampiros ou algum tipo de mistura de humano e animal (como você e Christopher). Estudaremos mais sobre eles individualmente mais tarde."

Depois daquela aula, eu fiquei bem animada para saber mais. Aquelas coisas pareciam tão interessantes e misteriosas, queria saber sobre como a cidade chegou até aquela divisão toda, como ela funcionava e que segredos ela poderia guardar. Tantas coisas que iria aprender... eu estava tão ansiosa, mas teria que deixar para outro dia, já que, aparentemente, a aula já tinha acabado.

– Mas já acabou? Eu queria tanto aprender mais! — enquanto falava, percebi que ela estava bem vermelha e fiquei um pouco preocupada — Você está bem? Está com febre?

– Não, não — falou um pouco apressada. Enquanto guardava os materiais, escondia o rosto — eu estou ótima! Só parei agora, porque achei que hoje o dia está lindo demais para ficarmos aqui, trancafiadas numa sala. Podemos continuar a aula depois, ok? O que acha de tomarmos um sorvete?

Ela abriu um sorriso de orelha a orelha. Ela ficou tão feliz só de ter proposto essa saída, que acabei aceitando, mesmo preferindo ter mais aula.

Mesmo a conhecendo tão pouco, já sabia que não era comum dela sorrir desse jeito, pelo que os garotos falaram, ela tinha um coração de pedra. Mas o engraçado, é que sempre que nós saíamos juntas, eu a via sorrindo bastante.

A sorveteira era ali perto, então nós fomos à pé, onde eu pude andar por aquela paisagem que tinha visto da janela.

Enquanto andava, finalmente percebi uma coisa: não tinha ninguém andando por ali além de nós.

– Jessie, onde estão as pessoas? Desde que cheguei aqui, não vejo ninguém passando pela rua.

– Elas estão trabalhando ou passeando em outro mundo.

– Mas por que elas estariam em outro mundo quando se tem esse?

– Nós não gostamos muito de ficar nesse lugar — falou meio impaciente.

– Mas aqui parece ser tão maravilhoso e calmo.

O sorriso dela desapareceu do rosto, no lugar, apareceu uma expressão séria e levemente desconfortável. Na hora, me senti arrependida de ter feito aquela pergunta.

– E é por isso mesmo que não gostamos de ficar aqui, é algo irreal um lugar tão calmo, sem problemas, sem agitação, sem vida... Mas, ao mesmo tempo, nós não queremos mudar essa calmaria, transformar esse lugar em um caos, como é a Terra e Illusia. As vezes é muito bom ter um lugar como esse, para esvaziar a mente quando se precisa. Essa é a graça de viver aqui, ter um lugar para pensar, mas quando se tem acesso à esse lugar o tempo todo, ele perde toda a graça, entende? Toda essa paz vira algo comum e monótono.

– Entendi...

Fiquei sem palavras depois da resposta dela. Ela realmente tinha razão. Naquela hora, me senti muito ingênua por achar que só porque aquele lugar passava uma boa impressão, que tudo seria as mil maravilhas...

Refletia sobre as palavras dela enquanto andávamos, estava um silêncio mortal, até que chegamos na tal sorveteria e Jess abriu um sorriso de novo. Fiquei aliviada dela não ter se abalado muito por causa da pergunta.

Nos ficamos lá até às 3 horas, depois ela me mostrou alguns lugares por perto para eu conhecer e então ela me levou para portway. Chegamos na minha casa às cinco e meia e começamos a nos despedir:

– Se divertiu hoje? — disse Jess.

– Bastante! E você?

– Também! — ficamos olhando uma para a cara da outra, caladas por um tempo até que ela continuou a falar — Desculpa por hoje...

– Desculpa? Do que você está falando?

– Por ter te respondido daquele jeito quando estávamos indo para a sorveteria, não queria ter te assutado, nem nada desse tipo.

– Ah, você está falando disso... Nem precisa se desculpar, eu nem lembrava mais do que aconteceu, sério! Não precisa ficar mal pelo que aconteceu, não foi nada demais.

Eu estava sendo totalmente sincera, mas mesmo assim ela estava com cara de quem não estava acreditando. Vendo que ela ainda estava meio triste, dei um abraço nela, enquanto o Sol estava se pondo, para ver se ela acreditava em minhas palavras e se sentia melhor.

Ficamos um bom tempo abraçadas,até o céu começar a ficar escuro, quando final finalmente a soltei. Pude ver que ela tinha voltado a sorrir de novo, então eu dei tchau, satisfeita, e entrei em casa.

Notas finais
TOMARA Q TENHA DADO TUDO CERTO NO TEXTO, tive MUITOS problemas pra copiar e colar a história (fiz isso no meio da aula rçrçrç ) bem... comente oq acharam u.u isso me ajuda bastante
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.