A casa das ilusões, uma nova versão.
2 Diante do endereço
Notas iniciais

(Cascão) mano você tem certeza que esse é o endereço certo?
(Mônica) esse foi o endereço que a Carmem passou pra gente (e não me chama de mano ou leva um sacode)!
(Cascão) porque da ultima vez você leu o endereço de cabeça pra baixo e fomos parar numa casa mal assombrada sendo atacados por uma garota morta e eu não tô nem um pouco a fim de passar por tudo isso de novo!
(Mônica) mas dessa vez foi a Carmem que mandou esse endereço por e-mail, eu imagino que seja o endereço certo já que falam dessa festa a dias.
(Magali) mesmo assim ela poderia ter escolhido um lugar melhorzinho.
(Cebola) a faxineira deve ter sido despedida por que parece que não limpam esse lugar há uns dois séculos!
(DC) eu achei da hora, essas teias de aranha dão um efeito de realismo!
(Cebola) como se sua opinião fosse ser diferente. Essa casa é muito estranha.
(Magali) ela me assusta.
Os cinco estavam diante do endereço que Mônica segurava na mão direita. O objetivo era que a banda Tmj tocasse para uma festa que estava sendo organizada pela Carmem para comemorar o fim do ano letivo. A sala inteira havia sido convidada e todos estavam eufóricos, pois aquela prometia ser a festa do ano. Apesar de tocar na banda, Do Contra só estava ali realmente porque achou que poderia ter alguma chance com a Mônica caso eles ficassem a sós.
A casa tinha aparência antiga, bastante velha, com teias de aranha nos cantos, ela era bem grande e sombria, em volta não havia um jardim e sim muitas arvores secas que davam uma aparência estranha ao lugar além de ser nos limites da cidade!
(Mônica) que macabro.
(DC) da hora.
Os cinco entraram por uma grande porta de maneira um pouco destruída com o tempo, que parecia ser a porta de entrada. Por dentro a casa parecia ser maior do que por fora, um candelabro de cristal estava no teto e no chão o piso parecia um grande espelho, nas laterais havia duas grandes escadas que davam para o segundo andar e abaixo de cada escada um corredor, havia também grandes janelas de vidro e armaduras encostadas nas paredes, ela dava uma aparência daqueles castelos medievais antigos, o que por fora a casa parecia ser velha, por dentro parecia que haviam acabado de limpa-la!
(Magali) bom, pelo menos a casa já esta limpa.
(Cebola) assim vai ser mais fácil de montar os instrumentos, acho que já posso chamar o Xaveco.
(Cascão) e o que tem de mais em uma sujeirinha?
Misteriosamente a porta se fechou causando grande barulho, Mônica correu ate ela e tentou com todas as suas forças abri-la, mas não conseguiu!
(Mônica) gente, eu não estou conseguindo abrir!
(Magali) deve ter trancado por fora.
(Cascão) Véi, o que a gente faz?
(Cebola) talvez tenha outra saída ou alguma chave que possa abrir a porta! Ei, o que é aquilo?
(Mônica) aquilo o que?
(Cebola) parecia uma garota.
(Monica) a Carmem disse que teria uma garota que nos receberia, ela guarda as chaves. Você lembra por onde ela foi?
(cebola) que coisa estranha, de repente eu esqueci.
(Mônica) já sei! Vamos nos dividir, eu subo a escada e vou pela direita, Cê você vai pela esquerda, Maga, Cascão vocês vão por aquele corredor e DC você vai pelo outro corredor. Um de nos vai ter a sorte de encontra-la. Temos que ser rápidos, já está escurecendo.
(Cebola) daqui a 20 minutos nos encontramos aqui.
(Mônica) combinado.
Ao colocar o pé no primeiro degrau da escada, Mônica teve uma sensação estranha que lhe tomou completamente, uma sensação que lhe deu um pouco de medo e insegurança, o que para ela era algo estranho, algo que nunca havia sentido!
(Cebola) Mônica, o que foi?
(Mônica) nada, continuem.
Sem que ela visse, Do Contra á seguiu, essa poderia ser a chance que ele tanto esperava e ele não iria ficar parado ser fazer nada, ele sentia o cheiro de aventura!
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–eles caíram na armadilha!
–pra falar a verdade eu não sei pra que tudo isso.
–às vezes e preciso dar uma mãozinha ao senhor destino.
–e o que eu tenho a ver com isso?
–além de a sua companhia me agradar eu ainda vou precisar da sua ajuda. Depois de tudo o que você viu, já deve imaginar o que precisa fazer.
–fico feliz em saber disso, quando poderei ajudar?
–o mais rápido que você pensa, logo precisarei de você. Agora vamos atrás daquele que se diz o mais inteligente da turma.
Ele ainda não sabia quais eram seus planos, mas como ele há conhecia algum tempo ele sabia que podia confiar. Tudo ficaria bem no final!
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Sem rumo ela cruzava corredores e mais corredores sentindo uma estranha presença a sua volta. Ela sabia que ele estava a seguindo, era só ir pela logica e sua mania de contrariar. Além disso, ele não tinha nenhuma questão de se esconder.
–você é tão tosco que me segue na maior cara dura. Se quiser fazer faz direito, se esconde pelo menos.
–me esconder? Que coisa mais pouca original, por que eu faria isso?
–esquece. Por que você esta me seguindo? Você não ouviu que era pra todo mundo se separar?
– fica sussa Mô! Estou aqui pra zelar da sua segurança!
–se você não me explicar isso direitinho, quem vai precisar de segurança é você!
–você não teria coragem de me bater.
–experimenta!
–eu só estou preocupado. Vai que aparece um fantasma.
–serio DC, você preocupado comigo? Eu sei me cuidar, é bem capaz de eu ter que te salvar!
–isso seria incrível!
–você ainda não me convenceu. Mas já que estamos aqui, vamos logo com isso.
Parecia que eles estavam andando há horas e aquele corredor não acabava, eles já estavam cansados quando ouviram um grito de alguém que parecia estar muito assustado!
–o que é isso?
–seria um fantasma?
–não, é a voz da Magali!
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–para de dar escando Maga, é só uma barata. E não precisava gritar tão alto.
–ai mata, mata!
–como é que eu vou matar se você estiver em cima de mim?
–desculpa, é que eu tenho tanto nojo, ai ela ta se mexendo mata, mata!
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Ele andava pelos corredores procurando pela garota, aquela casa era realmente grande e tudo parecia confuso. Na sua cabeça os corredores se mexiam, escadas apareciam por toda parte e portas sumiam e desapareciam! O garoto de cabelos espetados com o formato de cinco fios já não sabia mais onde estava! De repente ele pensou ter visto uma garota da sua idade com cabelos negros, e um vestido comprido, totalmente negro, ele não pode ver seu rosto pela distancia que ela estava dele.
–eu acho que é aquela garota. Ei garota, espera!
Ela começou a correr e ele a segui por um corredor que mais parecia um labirinto ate chegar a frente a uma porta pintada de vermelho, a porta que a garota havia entrado!
Ele a abriu e entrou, não acreditaria no que seus olhos presenciaram!
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