A caminhada da sobrevivência
6 Fica comigo?
Essa noite eu tinha um quarto só para mim. Não demorou muito tempo até eu consegui dormir.
Então eu tive um sonho, ou melhor, um pesadelo. A última vez que eu estive com minha família.
–Mãe!- Meu irmão entrou gritando e trancando as portas e janelas.- Eles estão chegando! Cerca de uns dez.
Ele estava falando dos zumbis. Meu irmão mais velho sempre saía para buscar suprimentos enquanto eu ficava em casa com nossa mãe.
–Dez?!- minha mãe disse incrédula- São muitos!
Tínhamos trancado tudo quando as criaturas se amontoaram na porta. Minha mãe me puxou pelo braço e ela, meu irmão e eu fomos para o quarto dos nossos pais. Minha mãe e meu irmão se encostaram na porta, a tranca tinha quebrado meu pai tinha prometido que ia consertar mas... Ele não teve tempo.
Ouvi o barulho da porta da frente sendo quebrada e passos arrastados andando pela casa.
Meu irmão puxou a arma e verificou as balas.
–Droga!- ele reclamou baixinho.- Só tenho uma bala.
–Alana.- minha mão disse no mesmo tom.- Pegue o revolver no criado-mudo, rápido.
Fui até o criado mudo ao lado da cama de minha mãe e comecei revirar as coisas. Ouvi os grunhidos e os arranhões na porta, olhei e varias mãos passavam pela porta que meu irmão e minha mãe tentavam fechar.
–Alana!- dessa vez meu irmão gritou.
Desesperadamente procurei o revolver até que finalmente o achei dentro de uma caixa. Ouvi o grito da minha mãe e um tiro.
Me virei em direção a porta e minha mãe estava em uma poça de seu sangue e um zumbi em cima dela. A porta estava aberta e vários zumbis começaram a entrar.
–A janela!- meu irmão gritou.
A tranca daquela janela não abria á anos. Tentei mirar mesmo com a visão embasada com as lagrimas. Eu só conseguia ouvi o barulho dos socos que meu irmão dava nos cadáveres. Depois de três tentativas consegui acertar a tranca. Abri a janela rapidamente e coloquei uma perna para fora.
–André!- o chamei antes de pular.
–Vai logo.- Ele mandou, mal conseguia controlar os zumbis que iam em sua direção. Ele olho para mim a ultima vez.- Eu te amo, maninha.
E então ele se rendeu, ele parou de lutar a varias daquelas coisas o atacaram.
Acordei gritando e me debatendo na cama, meu rosto estava molhado.
Com um chute Darl arrombou a porta do meu quarto, Sasha, Darl e Carl estava com armas apontadas na porta do meu quarto.
–Desculpe.- a única coisa que eu consegui dizer antes de começar a chorar. Abracei minhas pernas junto ao corpo e não consegui conter o choro. Ouvi a porta se fechar e alguém me abraçar.
–Calma, foi só um pesadelo, já acabou.- Carl disse tentando me acalmar.
–Não, não foi um pesadelo.- eu disse entre soluços.- Aconteceu, aconteceu de verdade, eu vi tudo, e foi horrível.
Afundei minha cabeça em seu peito e continuei chorando.
Ele deitou ao meu lado na cama e fez carinho nos meus cabelos. Consegui controlar meu choro, e com o acolhedor abraço de Carl o sono chegou rápido.
–Fica comigo?- perguntei caindo no sono.
–Sempre.
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