A caminhada da sobrevivência
10 Bônus Final
Notas iniciais
Pov´s Carl
Já se passaram dez anos desde que o vírus “Anti-Zumbi” foi lançado.
Descobrimos que nem todo o mundo foi atingido pela praga, alguns países nem se quer foram atingidos. E isso ajudou muito para reconstruirmos nosso mundo.
Com a ajuda dos outros países conseguimos alimentos, tecnologia e tudo que precisávamos para reconstruir as cidades devastadas.
Todos que não tinham terminado a escola, como eu, tiveram a oportunidade de estudar. Agora tenho um emprego, uma casa (que fica perto de todos que uma vez foi meu grupo de sobrevivência.) e uma esposa, Alana.
Vivemos vidas normais, mas é claro os sobreviventes da epidemia ainda tem traumas. Quase todas as noites Alana acorda gritando de um pesadelo, eu ainda me pego acordado de noite vigiando pela segurança de Alana e minha. Uma vez entrei quieto demais na cozinha onde Alana coitava legumes, e ela atirou uma faca em minha direção que ficou presa na parede a pouquíssimos centímetros do meu olho.
Mas mesmo assim todos tentam viver normalmente. E como em uma casa normal, hoje é o dia da faxina.
Eu estava colocando uma caixa de velharias em cima do guarda-roupa, quando eu vi outra caixa que me chamou a atenção. Coloquei-a em cima da cama e a abri.
Dentro da caixa tinha varias coisas: Três facas com alguns vestígios de sangue seco, uma caixinha azul onde eu sabia que havia duas alianças, tinha um revolver que Alana pegou de sua casa antes de fugir, um par de sapatinhos de neném, os sapatinhos de Judith, e por fim, a coisa que mais ocupava espaço na caixa, o meu chapéu de xerife. Ele estava velho, desbotado e com alguns respingos de sangue seco, mas mesmo assim sorri. Coloquei-o na cabeça e fui até a sala onde Alana estava deitada no sofá olhando o teto.
–Nossa! Sua barriga está enorme.- brinquei.
–É claro que está, já estou no oitavo mês de gestação, você queria o que?- Alana respondeu com falsa irritação.
–Olha o que eu achei.- eu disse me referindo ao chapéu.
Alana se sentou com dificuldade e sorriu.
–Por favor, não comece a usa-lo de novo.
–Por quê? Eu sempre achei que ficasse lindo com esse chapéu.
E nós dois rimos.
Sentei ao lado de minha esposa no sofá
–Bem, como você disse, você já está no oitavo mês de gestação, e até agora não escolhemos o nome para a nossa menininha.- eu disse passando a mão pela enorme barriga de Alana.
–Ah, não se preocupe eu já escolhi o nome.- ela disse despreocupada.
–O que?! Alana! nós iriamos fazer isso juntos, você escolheu o nome da nossa filha sem me consultar.- eu disse realmente magoado.
–Não se preocupe você vai gostar do nome.- ela disse no mesmo tom de antes.
Respirei fundo.
–Posso saber qual é o nome?
–Judith.- ela disse me olhando nós olhos.
Judith, o nome da minha professora do 3°ano, o nome da minha irmãzinha e agora o nome da minha filha.
Sorri.
–Judith, sim, é um ótimo nome.
Fale com o autor