A busca pelo brilho da lua
21 Friend (Zone)
Notas iniciais
Splash!
Infelizmente a luz no final do tubo não era um bom sinal. Após uma longa, escura e fétida viagem pelo escorregadio e íngreme encanamento, Pyrus mergulhou de cabeça em uma grande fossa de um líquido amarelo-esverdeado, pegajoso e luminescente.
—Urgh! – fez ele tendo ânsias de vômito – Agora eu não chego nem nos trinta... Jinx, juro que se as máquinas de combatem não lhe matarem, eu matarei!
—Hie hie hie hie hie hie hie!
Barulhos de patas ecoaram ao redor da insalubre lagoa. Pyrus tentou encontrar a origem do som, sem êxito, entretanto.
—Olha só quem veio pelo cano!
—Você me conhece? – indagou o invocador sem obter resposta.
Pyrus arrastou-se até a borda daquela desagradável piscina tóxica e colocou metade do corpo para fora. Um dardo repleto de veneno (como se precisasse) surgiu das sombras e cravou-se ao lado da cabeça dele.
—Atirar depois de mirar. Atirar depois de mirar!
O ruivo (momentaneamente verde-amarelo-neon) colocou-se de pé o mais rapidamente possível e correu para dentro de uma passagem. O barulho das patas daquela coisa seguiu-o. Outro dardo. Esse passou perigosamente perto, arrancando um pedaço da lapela do invocador. Mais um. Pyrus segurou-o a centímetros da própria bumba sem nem saber como o fez.
—Ei, eu vou querer isso de volta!
Um tonel de laboratório voou por cima da cabeça do ruivo e espatifou-se no chão à frente. Os restos de madeira próximos apodreceram quase instantaneamente e os canos metálicos derreteram. Sem ter como voltar, Pyrus saltou sobre aquela substância destrutiva. Um dardo veio ao encontro de suas costas enquanto ele ainda estava em pleno ar, tornando impossível a esquiva. Um flash o salvou.
A perseguição parecia interminável. Ele não conseguia despistar aquela coisa, mesmo naquele labirinto de esgoto.
—Esse cheiro dá pra sentir na pele! – riu a criatura quando Pyrus tento esconder-se.
—Seus dardos nunca acabam? – desabafou o ruivo farto daquilo em meios aos arfados de exaustão, ainda correndo o máximo que podia.
—Eu carrego um monte de munição
—Só pode ser zoeira comigo! – reclamou Pyrus.
—Sério! Tem muito mais de onde essas vieram!
O disparo seguinte passou rente a cabeça do invocador e cravou-se na junta apodrecida e enferrujada do suporte de uma grande rede de tubulações, instabilizando toda a estrutura. Pyrus viu a oportunidade surgir e golpeou o mesmo lugar com sua magia. Tudo cedeu e desabou. O rapaz deslizou para dentro de uma passagem antes dessa ser bloqueada pelos destroços. Seu perseguidor, em contrapartida, não conseguiu fazer o mesmo e ficou preso do outro lado. Pyrus reservou um instante para respirar, porém sabia que não deveria passar um minuto mais parado ali. Ele precisava de um banho urgentemente!
Caminhando por aquela imundice, pouco a pouco o fedor agonizante do esgoto foi se misturando com a toxicidade do ar de Zaun, indicando que a saída não tardaria a aparecer. Finalmente Pyrus pôde ver... Não era bem uma luz, mas era o final do túnel, e sem uma fossa nojenta para ele cair dentro.
—Ha ha ho hie he hum ha hie ha ha!
—De novo não! – falou o ruivo pulando para fora do cano e preparando-se para acertar aquela coisa com tudo que tinha assim que ela aparecesse.
O som dos passos veio aumentando, aumentando, aumentando e... desapareceu!
—Hã? – fez o invocador sem entender.
—Bem na maciota... Hie hie hie! – falou a coisa às costas de Pyrus.
O rapaz se virou e encontrou um rato enorme, nojento, fedido, com cara de maníaco e segurando uma besta diretamente apontada para a barriga de seu tão cobiçado alvo.
—Surpresa! – guinchou o roedor – Sou eu!
Pyrus estava petrificado. Àquela distância a barreira mágica certamente não iria funcionar e esquivar estava absolutamente fora de cogitação. O rato estava próximo demais!
—Eu lambi esse dardo só para você! – disse o morador dos esgotos – Não há o que temer. Só vai doer até você morrer...
—Rabinho! Há quanto tempo! – falou alguém ridiculamente próximo para a circunstância.
Ambos viraram a cabeça para olhar. Um rapaz de pele escura, cabelos brancos, penteado punk e uma estranha pintura no rosto observava tudo calmamente.
—Já avisei para não chamar Twitch assim! – zangou-se o rato.
—E quem é seu amigo? – perguntou o punk com um sorriso travesso.
—Ele não é meu amigo! – rosnou o roedor.
—Jura? Nem percebi! – comentou o outro sarcástico – E por que o está perseguindo?
—Ele invadiu a casa do Twitch! – respondeu a criatura.
—As pessoas caem no esgoto. Acontece. Na maioria das vezes mortas, mas de vez em quando há um vivo. – disse o punk com uma simplicidade preocupante – O ponto é: nem todo o esgoto de Zaun é...
—Meu! – guinchou o rato – E eu exijo tributo!
A coisa aproximou ainda mais a ponta do dardo da barriga de Pyrus.
—Eu exijo... Um sanduíche! – completou o roedor.
O ruivo não conseguia processar o que acabara de escutar. Tudo aquilo por um maldito sanduíche? Se falasse antes ele pagaria sem problemas! Ou será que ele seria o sanduíche?
—Beleza ratazana... Pega! – falou o punk tirando um embrulho de sua bolsa de ombro e jogando para o roedor.
A coisa agarrou o pacote e cheirou-o.
—Urgh! Não está nem mofado ainda? – reclamou.
—Tenho certeza que seu refinado paladar vai encontrar uma solução... – aproximou-se o punk cheio de ironia e sarcasmo.
—Se eu mergulhar no esgoto de depois deixar no sol por um tempo... – ponderou o roedor – Sim, sim, sim, vai ficar perfeito!
—Viu só? Sabia que encontraria uma solução! – falou o punk prestes a colocar a mão no ombro do rato.
—Sem encostar! – avisou Twitch dando um salto para o lado.
O punk levantou as mãos em sinal de acordo.
—Hora de ir... – falou o roedor pulando de volta para a boca do cano de esgoto, mas deixando um aviso para o ruivo antes de partir – Estou de olho em você!
Um arrepio desagradável percorreu toda a coluna de Pyrus enquanto a coisa desaparecia nas sombras.
—Não sei como agra... – dizia o invocador voltando-se para o rapaz que o ajudara.
Para a surpresa de Pyrus, a expressão no rosto do punk havia mudado por completo, revelando grande desprezo.
—... decer... – completou o ruivo sem saber o que havia feito errado.
—Você esta na quebrada errada cara! Pilts não são bem vindos aqui! – o punk deu-o as costas e seguiu seu caminho.
—Pilts?! Refere-se à Piltover? Mas eu... – tentou corrigi-lo Pyrus.
—Certo, certo! Liberdade, ir e vir, politicamente correto... – o punk apenas prosseguiu – Cai fora enquanto ainda pode!
—Escuta aqui! – adiantou-se o invocador na direção do mal-educado.
—Último aviso: — falou o rapaz puxando sua espada azul-brilhante e apontando-a para Pyrus – Vaza!
—Não sou se Piltover! – disse o ruivo cansado dando um tapa para o lado na arma do outro – Sou de Sentina, lugarzinho quase tão ruim e desagradável quanto este aqui!
—Bem pior do que este aqui, você quis dizer! – corrigiu-o o outro.
—Pode até ser, – admitiu Pyrus – mas depois de ter que pegar uma carona radical com Vi, aturar o palhaço do César e seus bajuladores, ser perseguido pelas máquinas de combate do Viktor e ter um encontro nada convidativo com o Semeador da Peste, vai ter que me perdoar caso minha primeira impressão do lugar não seja das melhores.
—Você disse Vi? Cabelos rosa e manoplas enormes? – indagou o punk interessado.
—E uma personalidade ultra difícil? A própria! – confirmou o invocador.
—Você é amigo dela? – o punk parecia curioso.
—Está mais para o caso dela querer me usar como saco de pancada... – comentou o ruivo.
—Se é de Sentina, por que está em Pilts? – questionou o punk – Zaun não seria bem mais a sua cara?
—Zaun seria perfeita! – concordou Pyrus – Você mesmo disse: “politicamente correto”. É uma bosta! Essa política deles só me atrapalha! Não posso expressar minha opinião sobre nada sem alguém apontar dedos e me julgar por isso. Mas não tenho muita escolha... Comprei briga com um noxiano um tanto quanto influente que adoraria ver um acidente ou outro acontecer comigo.
—Pelo que parece, ele nem precisa se esforçar para tal... – comentou o punk olhando bem para o ruivo ainda brilhante por causa do “banho” de mais cedo.
O rapaz analisou com atenção seu interlocutor. Ele não parecia mentir. Além do mais, um Pilts já teria surtado só de entrar no esgoto...
—Se é verdade o que diz então... Bem vindo à Zaun! – gritou ele – Eu vou te ajudar desta vez...
—Desta vez? Você não acabou de salvar meu pescoço? – lembrou Pyrus.
—Sabe como é... Histórias mudam o tempo todo... – disse o punk cruzando os braços – E aí, precisa ir pra onde?
—O cinturão hexdráulico mais próximo está de bom tamanho. – disse o ruivo olhando para o outro com desconfiança.
—Okay, siga-me! – falou ele.
—Por que o interesse em saber se conheço Vi? – indagou Pyrus seguindo-o – Vocês têm alguma relação?
—Aquela vendida e eu somos amigos, ou melhor, fomos. – explicou o punk – Nós aprontávamos bastante por aqui juntos, mas um dia ela simplesmente abandonou suas raízes e juntou-se aquela cartola. Nem deu explicações, só uma dúzia de socos e foi. Mas se quer saber, ela sempre será de Zaun para mim.
—Dizem que ela mudou depois que seu antigo bando abandonou um grupo de mineradores presos em um túnel que desabou... – comentou o invocador.
O punk parou por um instante e voltou a caminhar.
—Aquilo... Aquilo foi um acidente. Ninguém teve culpa... – ele disse – Todos mudaram depois daquilo. O grupo praticamente se desfez. Mas ela decidiu acusar e caçar seus próprios companheiros. Que tipo de amigo faz essas coisas?
—Não digo que ela tenha razão de agir do modo que age, porém abandonar inocentes quando se tem poder de fazer a diferença é uma atitude que só cabe aos covardes. – argumentou o ruivo.
—Um piratinha querendo dar lição de moral? – debochou o punk.
Nem todos de Sentina são egoístas e desonestos. – defendeu Pyrus – E diria que o mesmo vale para Zaun.
—Pode ter certeza disso! – afirmou o punk olhando para as próprias mãos.
Eles caminharam por algum tempo em silêncio.
—Diga-me uma coisa: – pediu o punk – quem é o noxiano?
—Já ouviu falar do mestre Rávenus, um dos cinco conselheiros que comandam o Instituto de Guerra? – perguntou o ruivo.
—Você arranjou confusão com ele? – surpreendeu-se o punk – Como ainda está vivo? E qual o motivo? Falou mal da mãe dele?
—Recusei sua proposta e não vendi minha campeã para seu filho, mesmo ele oferecendo o valor de Draven por ela... – respondeu Pyrus.
—Porra!... Espera! Você é um invocador? – indagou o punk.
—É tão difícil assim de acreditar? – disse o ruivo descontente.
—Poxa, o nível está caindo... – zombou o punk – Mas e aí? Você arranjou treta com ele, o homem mais poderoso de Noxus e, por tabela, de Zaun. Escondeu-se em Pilts... E como vaio parar aqui?
—Resumindo? Estava no instituto, pronto para voltar pra casa depois de um “jogo” de treinamento, distraí-me enquanto canalizava o feitiço de teleporte e acabei vindo de encontro com aquela doida com quem tive a insana idéia de fazer um pacto. Desde então foi só fugir das Máquinas de Combate que estavam atrás dela por ter invadido o laboratório do Viktor, fugir do maluco do...
—Parou! – disse o punk virando-se para ele com um ar sério – Só conheço um ser louco o bastante para invadir o lab do Viktor! Na verdade, dois, mas o Jayce não conta!
—Você já deve ter ouvido falar dela. – disse o invocador inocentemente – É a maior procurada de Piltover nos últimos tempos. Todos a chamam de...
—Jinx? – completou o punk quase sem acreditar – A Jinx fez um pacto com você? Venha comigo!
—Hã? Mas e o cinturão hexdráulico? – lembrou o ruivo quando o outro mudou totalmente de direção.
—Você é um ótimo contador de estórias, mas foi longe demais! – falou o punk – Preciso conferir o que disse com meus próprios olhos! Se ela está em Zaun, sei onde vamos encontrá-la!
Completamente perdido, com apenas um palpite da direção do destino almejado e com a curiosidade à flor da pele, Pyrus seguiu o punk pelos becos de Zaun até um galpão abandonado, onde velas acesas e quase acabadas prestavam homenagem a um mural onde os rostos de diversos jovens e crianças estavam desenhados em detalhes. O invocador reconheceu imediatamente as tranças azuis a balançar com o movimento do spray de tinta em suas mãos.
—Sabia que estaria aqui! – falou o punk.
—Ekko, você prometeu que cuidaria melhor desse mural! – disse ela sem se virar.
—E você deveria parar de se meter em assuntos que não lhe dizem respeito! – retrucou ele sem gostar da bronca.
—Ha! Até parece... – riu ela ainda de costas concentrada no que estava fazendo – Você fala isso, mas se não fosse por eu passar aqui pelo menos uma vez por mês para dar um retoque no desenho, mais da metade dele já não existiria mais. Precisa parar de trazer os inimigos pra casa...
—Não entendo por que uma Pilts se importa tanto com os mortos de Zaun! – comentou ele.
—Não me importo! – disse ela finalmente se virando – Só acho o desenho bonito!... Pyrus? Como chegou aqui?
—Bem... Depois que você literalmente me jogou pelo cano, ele – explicou Pyrus apontando para o punk – impediu que Twitch me deixasse com mais furos que seu queijo favorito.
—Legal! Então vocês dois já se conhecem? – animou-se ela.
—Só sei que vocês dois têm um pacto... – contou Ekko – Por sinal, mal consigo acreditar nisso. Você, o Gatilho Desenfreado, entrando para a liga...
—Está aí um bom título! – comentou Pyrus.
—Ele me fez uma oferta que não pude recusar. – admitiu Jinx.
—E o que foi? – perguntou Ekko cruzando os braços.
—A chance de lutar com a mãozuda na liga! – os olhos dela brilhavam.
—Você ainda está com essa fixação na Vi? – suspirou o punk.
—Olha quem fala: – apontou ela – o cara que acredita piamente que um dia ela voltará para Zaun!
—Humpf! E por falar nisso, que estória é essa de você se passar por zaunita? – zangou-se Ekko.
—Com licença? – interrompeu Pyrus.
—Opa! Foi mau! – disse a doida – Pyrus, este aqui é Ekko, aspirante a herói de Zaun e meu melhor amigo!
A palavra “amigo” pareceu incomodar o punk.
—Ekko, – prosseguiu ela – este é Pyrus, meu invocador e namorado!
—Namorado? – repetiu o ruivo pego desprevenido.
O outro se esforço para não expressar reação alguma.
—É! Namorado! – confirmou ela – Algum problema?
Pyrus abriu um largo e sincero sorriso. Foi uma revelação totalmente inesperada, mas que o encheu de felicidade.
—Quem diria... Milagres acontecem! – disse Ekko levando sorrateiramente a mão até o estranho equipamento que carregava às costas.
—E pensar que você tinha se candidatado para a vaga... – comentou Jinx.
—Ha ha! Nunca imaginei que haveria alguém louco o bastante para assumir esse risco! Mas a piada foi boa! – ele forçou um sorriso.
—Já pensou? Você e eu? Seria tão esquisito! – riu ela.
—He he! – fez o punk com um gosto amargo preso à garganta.
Por um instante a mão de Ekko roçou o que parecia ser um regulador do mecanismo, no entanto um peso na consciência o fez desistir da idéia.
—Uaaaaaaaaaaaaaaaaah! – bocejou ela voltando a encarar o mural – Deixe-me ver... Acho que ficou bom. Hora de ir pra casa!
...
O trio caminhava calmamente pela rua. Jinx ia mais à frente, conversando com seu lança-mísseis, enquanto Pyrus e Ekko acompanhavam-na em silêncio.
—Ela é um estouro... – falou o punk repentinamente em um volume que apenas o outro pode escutar.
—Nem diga! – concordou o invocador.
—Ela possui personalidade e não tem medo de fazer o que gosta, mesmo que isso quebre algumas regras no caminho. – comentou Ekko – Respeito isso!
—Acho que você quis dizer “todas as regras”. – corrigiu-o Pyrus.
—Tive uma quedinha... – confessou o punk – Até ela falar com a própria arma...
—Acho tão fofo quando ela faz isso! – admitiu o ruivo.
—Sério? – indagou Ekko perplexo olhando o outro para a doida adiante.
—Fishbones, sabe o que deveríamos fazer? – perguntou Jinx animada.
—Lavar roupa, lavar louça e pagar as contas! – respondeu a arma.
—Droga de lança-mísseis chato! – reclamou a maluca.
—Há gosto para tudo... – concluiu o punk.
—Foi estranho... – comentou o invocador – Na primeira vez que a vi... E quanto a reencontrei... Muita gente já tentou me matar (algumas vezes nem posso tirar a razão delas), porém ela foi a primeira que persegui ao invés de fugir ou me esconder.
Ekko olhou levemente espantado para o outro.
—Eu não sei explicar... Só não consegui ficar longe dela, mesmo sabendo que provavelmente levaria um tiro... – prosseguiu Pyrus – Acho que sou tão louco quanto ela... Ou talvez seja só o costume mesmo...
—Que tal mudarmos de...? – propunha Ekko ligeiramente preocupado.
—Há muita tristeza nela, posso sentir... – continuou – E eu quero transformar tudo isso em alegria... Vê-la realizar seu sonho, seja ele qual for. Acho que vale a pena levar alguns tiros por isso...
Ekko sentiu-se mal por ter imaginado se não seria melhor ter deixado Twitch terminar o serviço. Afinal aquele cara nem tinha como fazer o tempo correr a seu favor e ainda assim tinha mais coragem que...
—Chegamos! – comemorou Jinx adiantando-se até os portões que protegiam a grande plataforma para abri-los.
—Bem, acho que é aqui que nos despedimos! – falou o punk estendendo a mão para cumprimentar Pyrus.
—Ei Ekko! – chamou Jinx pouco antes de dar-lhe um grande carinhoso abraço – Obrigada por salvar esse idiota! Você sempre foi um amigo incrível!
—Imagina Jinx, – disse ele todo envergonhado – eu nem sabia quem ele era!
—Só significa que foi na primeira! – retrucou ela.
—O que isso quer dizer? – perguntou Pyrus confuso – Estranho... Déjà vu...
—Detectada presença da escória biológica!
Uma enorme máquina aterrissou logo atrás de Ekko (embora este continuasse sem mover um músculo com a situação). Urgot Máquina de Combate ainda não tinha desistido de eliminar seu alvo. Seu canhão começou a carregar rapidamente para o disparo, todavia uma estranha anomalia temporal parou o fluxo do tempo em toda uma área, incluindo aquela em que a cópia do Orgulho Desumano estava.
—Mas que merda...? – espantou-se Pyrus.
Ekko apontou por cima do ombro. O invocador olhou. Um fantasma azul-transparente idêntico ao punk fazia um sinal de afirmativo para eles.
—Meu paradoxo... – sorriu Ekko.
—Vamos logo! Isso não vai durar muito! – Jinx puxou Pyrus para dentro do grande elevador – Prepare-se! Nós vamos com tudo!
A maluca puxou sua Zapper.
—Espera Jinx! – gritou Pyrus em vão.
Ela disparou contra os reguladores do sistema.
—Jinnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn... – gritava Pyrus, sua voz desaparecendo à medida que a plataforma subia como um foguete.
—Hora de parar essa parte do problema... – disse Ekko virando-se para Urgot – E antes que me esqueça: maldita friendzone!
Continua...
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