A brand new generation

2 O início mais estranho do mundo e um gigante fofinho


Notas iniciais
Hello~ Nosso Hagrid está de volta, a pedido do nosso adorado Menino Que Tem Um Raio Na Testa Aproveitem

Acordo umas manhãs depois de meu aniversário de 11 anos. Laura ainda tem 10 e vai completar 11 essa semana, amanhã para ser exata...

—Bom dia, mana. –Laura sorri quando me vê acordada em nosso beliche.

—Bom dia, baixinha. –Sorrio enquanto ela une as sobrancelhas fingindo frustração. – Como está sendo sua linda manhã nublada? –Sorrio debochadamente enquanto olho a janela.

—Bem, minha mana dorminhoca à la Bela Adormecida só acorda depois de meio dia. Estou sem fome de novo e quem cozinha aqui é você. Sabe que só cozinho de micro-ondas. –Faço careta e ela ri.

—O que quer de café da manhã hoje, Laura, querida? –Pergunto me jogando para fora do colchão.

—Almoço, né? –Ela ri.

—Tá bem, que seja. –Sorri. – Então?

—Eu vou querer... Aquele seu delicioso ravióli de salmão com molho rosé!

—Certo.

E vou a cozinha fazer a massa do ravióli, aproveitando que ainda tínhamos salmão para o recheio, e depois o molho rosé... Quando pronto, Laura, que estava ao meu lado seguindo todos os meus movimentos com o olhar esfomeado, de uma fome digna de quem passou semanas sem uma comida decente, salta, pega um prato, um garfo, tasca meia panela de ravióli e senta à mesa comendo como se não houvesse amanhã.

—Calma, maninha, assim vai ter uma indigestão!

—Hm, hmm mmn mm, hm hmwwnm mmmnwwh hmmm hmwnh hmmmwn!

—Engula, respire, e fale algo que eu entenda, por favor. Eu não falo “Boca Cheiês”.

—Eu disse –ela fala após engolir uma super garfada –que ‘não, todos esses anos, e nenhuma indigestão causada pelo ravióli!’

—Depois diga isso para o seu estômago, maninha. –Sorrio, pego a outra metade da panela, coloco num prato, pego um outra garfo e começo a comer, calmamente.

Depois de terminarmos o almoço sentamos no sofá velho e rasgado na sala da nossa casa. Laura decide navegar na internet do vizinho usando seu laptop, e eu decido ler um livro sobre algo que tem a ver com raças quase extintas do mundo mágico. Um pouco suspeito, acho eu, esse foi um dos livros que o Homem Com Óculos Engraçados deixou com a gente.

Toc-toc-toc.

Nos entreolhamos com receio.

—Zoey... Cuidado... –Laura me olha preocupada.

Ando em direção à porta e a abro. Um homem gigante e barbudo está ali, parado na minha frente. Ele tem uma barba preta, ou quase isso, densa e desgrenhada, é um tanto acima do peso, suas roupas são largas e sujas, usando uma blusa marrom, uma calça um pouco mais escura, etc. Com ele tem o tal homem que convidou a mim e minha irmã para a então escola de bruxaria.

—Prontas garotas? –Pergunta num sorriso.

— ‘Prontas’ para? –Não me deixo abalar por nada desde me conheço gente.

—A nova escola. Eu disse que estavam convidadas a entrar em Hogwarts e vocês aceitaram. A partir dos onze anos vocês entram no colégio.

—Laura tem dez. –O encarei.

—Mas fará onze amanhã, certo? Suas aulas começam em dois dias, depois de apresentá-las a uma pessoa que está louca para conhecê-las.

—Quem é esse aí? –Aponto para o gigante.

—Ah, mil desculpas, sou o Hagrid. –O gigante fala de forma simpática, até agradável, enquanto sacode os braços desajeitadamente ao redor do corpo como se estivesse nervoso. –Sou de confiança do Harry, e seu amigo desde a idade de vocês. Irei ajudar a levar seus pertences para seu novo lar.

—Hm. –Olho Laura de relance. –Vocês vão levar a gente hoje, certo?

—Sim. –Diz Harry com um sorriso.

—Mana... –Laura anda até o meu lado. –Vamos logo...

Olho para Harry. Ele assente com a cabeça e ando até o quarto, tem duas malas pequenas com todos os nossos pertences, além do mais, do lado de fora da mala, só tem o laptop que Laura estava usando, o livro que eu estava lendo e os objetos de cozinha. Nossa ‘casa’ é composta por um quarto, um banheiro, e uma cozinha minúscula integrada a sala. Volto com as duas malas, Hagrid as pega e as prende em cima de um lugar adicional e lateral de uma moto. Tá, esquisito.

—Podemos ir? –Harry pergunta, um tanto ansioso.

—Laura. Seu laptop. –Ela foi pegá-lo. Meu livro estava comigo.

Assim que saímos da casinha, subimos na moto de Hagrid, com as malas atrás, e ele liga a direção da moto. Passamos voando, literalmente mesmo, pela cidade de Liverpool. Estamos em 2017, e o lugar não mudou quase nada desde que nossa mãe andava por ela, cheia de vida. Mãe...

—Para onde vamos exatamente? –Pergunto ao gigante-motorista.

—Primeiro, vamos comprar suas varinhas, e para isso temos de ir ao Olivaras, mas precisamos ir ao banco pegar o dinheiro de vocês. –Banco? Dinheiro? Oi?

Um pouquinho depois, estamos em um ‘banco’. Por assim dizer, o lugar é extremamente luxuoso e ornamentado com mármore, ouro e sabe-se lá mais o que. Onde também têm vários seres pequenos, narigudos e mal-humorados que nos encaram como se fossem aqueles professores malvados que amam reprovar os alunos, e nós fossemos suas próximas vítimas com boletins tão horrorosos que nos reprovariam nas primeiras provas. Hagrid fala com um desses homenzinhos, com expressão um pouco mais suave do que “Eu vou te reprovar hoje” e depois nos leva a uma porta muito bonita de mármore cinza e branco com ornamentos prateados, passando por vários corredores compridos antes disso. Põe "vários" nisso. Eu com certeza me perderia em cinco minutos se viesse aqui sozinha. Quando Hagrid abre a porta, Laura, que estava apertando meu braço numa mistura de ansiedade e um pouco de medo, solta uma exclamação silenciosa de choque.

—Tudo isso é nosso? –Pergunto a Hagrid completamente incrédula.

Notas finais
Quando vi os duendes do banco no filme, com certeza pensei nos meus professores maldosos que eram conhecidos por reprovar alunos por motivos variados, e vocês? Acham a descrição verídica?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.