A babá

24 Capítulo 20: Fui


Notas iniciais
Advinha quem é, quem pensou a autora errou sou eu Ella daquele programa e por falar nele já escolhi o nome com a ajuda de um dos leitores e é obvio, então não tem como errar, continuando do assunto do programa gente vocês querem que continue mandem perguntas porque quando tive o suficiente a Pã vai escrever, mas sem perguntas não dar, né? P.S: daqui em diante eu vou aparecer aqui com frequência, principalmente quando a Pã não souber o que fazer aqui, tchauzinho.

Flashback: off

— As palavras da Ella foram o suficiente para me devolver a coragem que tinha ido embora — digo — e com isso eu também disse algumas coisas na cara dos meus pais.

— Nossa a sua amiga foi... uau — disse Sabina sem encontra as palavras certas.

— Eu sei, acho que ela tava com muita coisa entalada — digo — sem conta que a Ella disse que eles não tinham direito de ser os meus pais já que não me respeitavam do jeito que sou.

— E ela tá certa eles não precisavam aceitar você , eles precisavam no minimo respeitar você do jeito que é — disse Sabina.

— A Ella disse a mesma coisa na época — digo.

— Tó querendo conhece-la ainda mais agora — disse Sabrina.

— Quem sabe um dia — digo — não duvido que o sentimento seja mutuo.

— Você falou de mim? — pergunta ela.

— Eu não, mas de algum jeito a minha amiga sabe — digo — que horas são em?

— Umas 22:30 — responde Sabrina olhando pro celular — ah, Ana?

— Sim — respondo olhando para ela.

— O que aconteceu depois? — pergunta Sabrina.

— Depois de toda a confusão que aconteceu a Ella me convidou pra mora com ela enquanto eu me ajeitasse — digo — então eu fiquei com ela e os pais por uns dois meses até os meus tios virem me buscar.

— E foi assim que você começou a mora com os seus tios — conclui ela.

— É na família os meus tios eram que tinham a mente mais aberta — digo — e agora é a hora de nós dormimos que já tá tarde.

— Verdade — disse Sabrina me entregando o celular junto ao fone — então... boa noite.

— Boa noite — digo guardando o celular antes de me ajeitar na cama.

Ana: off

Sabrina: on

O meu primeiro pensamento de quando eu acordei foi "por que o meu travesseiro tá se mexendo?" Enquanto eu abro os olhos lentamente começo a me lembrar da noite passada, o que me faz entender que o que estava se mexendo em abaixo da minha cabeça: — A bela adormecida acordou — escuto Ana dizer com uma vez um pouco roca me fazendo levantar de supetão.

— Quanto tempo tá acordada? — pergunto olhando para ela que começava a se espreguiçar.

— Não mais que 15 minutos — responde Ana bocejando.

— Por que não me acordou? — pergunto.

— Não tive coragem você tava dormindo tão bem — disse ela — dava até pena te acordar, ah, e a sua mãe passou aqui e disse que quando você acordasse eu avisasse que o café-da-manhã tá pronto.

— Nossa que vergonha — digo tendo a certeza que está corada enquanto colocava as mãos em meu rosto.

— Por quê? Que eu me lembre não fizemos nada demais ontem a noite — disse Ana saindo da cama e se espreguiçando antes de se abaixar para procurar o seu tênis.

— Ainda assim é um pouco constrangedor — digo também saindo da cama — a minha mãe não disse nada, né?

— Defina nada — disse ela colocando os tênis.

— Meu Deus ela disse — digo.

— Não, Sabina a sua mãe não disse nada eu tava só te zoando — disse Ana com um sorriso e indo até a porta — bem já vou descendo pra eu te dá privacidade pra se trocar.

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa Ana sai do quarto me deixando sozinha com os meus própria pensamentos e a estranha sensação que Ana estava mais agitada que o normal.

Sabrina: off

Ana: on

Como defini o que senti quando acordei e vi a Sabrina dormindo? Não sei bem o que era, tava tão misturado que ficou difícil definir qual sentimento era: — Ana a Sabrina já acordou? — pergunta dona Katia ao me ver.

— Já sim — respondo — ah, eu preciso ir.

— Antes de toma café? — pergunta ela.

— Eu meio que preciso fazer uma coisa — digo querendo pô os meus sentimentos em ordem de preferencia na minha casa.

— É algo tão importante para não toma nem o café? — pergunta dona Katia.

— Meio que sim — respondo constrangida — eu realmente tenho que ir.

— Não vai esperar a minha filha? — pergunta ela.

— Hã... diz para a Sabrina que ela não precisa vim hoje — respondo perto da porta — na verdade ela não precisa vim a semana inteira, então tchau.

Continua...