A babá
36 A sala de informática
Não, isso não faz sentido o Leandro era o cara que eu estava caidinha á uns bons meses, então como esse abraço não me fez sentir nada de especial? O que estar acontecendo comigo?: — Ana você foi pra onde? — pergunta ele me tirando de minhas duvidas.
— Como? — pergunto confusa o olhando.
— Tá pensando no que? — pergunta ele sorrindo.
— Hã, em nada não tava pensando em nada — repondo forçando um sorriso.
— Se você diz — disse Leandro se afastando e caminhando comigo para a sala — então, o cinema ainda estar de pé?
— Bem, eu não sei talvez eu tenha um lugar para ir — digo meio atrapalhada.
— Ok, me avisa se der — disse ele parecendo um pouco triste com isso enquanto ia para sua sala.
— Tá eu não sei o que vim, mas sei de uma coisa você mentiu para o Leandro — disse Ana me fazendo notar que ela anda estava ali.
— Eu não mentir — digo a vendo me lançar um olhar desconfiado — é serio.
— Sabrina eu não faço ideia do que tá acontecendo com você — disse Ana — mas você sabe que pode me contar tudo, né?
— Eu sei — confirmo sentindo ela tocar em meus ombros.
— Então me conta sobre o que você estava pensando — disse Ana — quem sabe eu possa te ajudar.
Antes que eu pudesse responder o sinal toca causando um suspiro frustrado na Ana que passa mão pelos cabelos negros e ondulados, será que são tão macios quanto parecem? Pera aí o quê?: — Sabrina essa conversa não acabou aqui no intervalo a gente se fala — disse ela antes de sair em dispara para sua sala.
Ok, agora é oficial, o que estar acontecendo comigo? Antes que eu pudesse pensar numa resposta sou chamada pela professora me fazendo entrar na sala, eu juro que tentei prestar atenção na aula, tentei mesmo, mas sempre acabava me pegando pensando na Ana ou pensando na pergunta da Ella aquele dia estava sendo muito confuso e irritantemente longo e eu tinha a sensação que só estava começando: — Hora de obter respostas — disse Ana segurando a minha mão quando o sinal toca para o intervalo.
— Tá me levando para onde? — pergunto enquanto sou arrastada pelos corredores.
— Para um lugar onde possamos ter um pouco de privacidade — responde ela — já que você não vai falar com o seu namorado por perto.
— Não vão estranhar o nosso sumiço? — pergunto confusa.
— O seu talvez, o meu? Eu vivo sumindo no intervalo mesmo — disse Ana sorrindo.
— Por que você some no intervalo? — pergunto confusa quando sou levada para a sala de informatica.
— Quer mesmo saber? — questiona ela me soltando somente para abrir a porta.
— Como conseguiu a chave? — pergunto.
— Você estar fazendo perguntas demais para quem devia estar respondendo — disse Ana entrando rapidamente na sala — então o que rolando com você?
— Nada — repondo me encostando na mesa.
— Sabrina eu já disse que você não é uma boa mentirosa, então tenta outra — disse ela ficando a uns 5 passos de distancia.
— É que eu falei com a Ella — começo esperando a sua reação.
— E? — pergunta Ana não parecendo muito surpresa.
— E ela me fez uma pergunta que me deixou confusa — digo me enrolando um pouco.
— E você quer saber da resposta ou o motivo da pergunta — conclui ela.
— A Ella sempre foi tão evasiva? — pergunto.
— Só quando quer fazer a pessoa notar algo — disse Ana — ou só quando quer confundi alguém, ela se diverte com isso, mas não é uma má pessoa só tem meios estranhos de se divertir.
— Tipo você — sugiro sorrindo.
— É tipo, ei isso não é verdade — disse ela parecendo ofendida e ainda assim sorrindo.
Antes que eu pudesse responder escutamos a porta sendo abrida, com isso a Ana me puxa para um lugar escuro que não poderíamos ser vitas sinalizando para que eu não falasse: — Esse lugar não deveria ser seguro? — sussurro em seu ouvido não querendo que nos escutasse vendo seu cabelos da nuca que arrepiarem.
— Na teoria sim — confirma ela também sussurrando com a respiração um pouco alterara — acho que mudaram os horários.
— Então o que faremos? — pergunto ficando em panico.
— Eu não sei — responde Ana olhando para o lado — mas pensei numa ideia agora e já vou me desculpar.
— Por que você... — antes que pudesse continuar ela me puxa para mais perto quase colando os nossos corpos fazendo que eu começasse a entender o que ela queria e pude sentir o meu coração pular em meu peito e pulsar em meu ouvido quando a distancia diminuía a cada segundo, era quase como se o mundo sumisse ao meu redor, não estávamos mais numa sala e nem havia ninguém alem de nós duas, quando nossos lábios se tocaram por um segundo esqueci o meu nome.
Era só um encostar de lábios e anda assim sentir como se fogos de artificio saíssem do meu peito junto ao grupo de borboletas que voavam em meu estomago, então ela se afastou tão rápido quanto se aproximara e aquele sentimento de vazio voltara e forte rubor tomasse meu rosto: — Acho que devo desculpas para o seu namorado também — disse Ana me fazendo voltar a realidade.
— Você conhecia a pessoa, né? — pergunto evitando olhar-la.
— Conhecia — confirma Ana passando a mão pelo pescoço nevosa — normalmente por esse motivo, foi quem me deu a chave na verdade.
— Você faz isso com muita frequência? — pergunto.
— Não mais — responde ela me fazendo suspirar aliviada — vamos o intervalo já tá acabando e precisamos comer.
Meu Deus sera que... minha nossa senhora... não pode ser, mas... eu tô gostando da Ana!
Continua...
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