A babá

37 Nervosismo


Não, isso não pode estar acontecendo, não tem como e ainda assim como explico o que sentir naquele beijo, o que eu ainda estou sentindo? Que droga tá acontecendo? Como eu vou encarar a Ana a parti de agora? Ai meu Deus o Leandro: — Sabrina você tá bem? — pergunta Ana mantendo uma certa distância.

— Aham... — não conseguir pensar como responder enquanto o meu rosto adiar.

— Olha Sabrina sobre o beijo não precisa pensar muito eu só fiz isso pelo calor do momento — disse ela parecendo um pouco nevosa, mas de longe tão afetada quanto eu — somos amigas e eu quero que saiba que eu nunca faria nada para me aproveitar, mas se estiver muito desconfortável com isso eu vou entender se quiser manter distância.

— Não precisa ir tão longe eu só preciso pensar um pouco — digo — mas não quero perder a sua amizade que isso fique bem claro.

Sabrina: off

Ana: on

A Sabrina ficou um pouco fechada depois do beijo, também né, eu não devia ter feito aquilo, mas foi a unica coisa que pensei na outra ah se arrependimento matasse: — Ana o que foi que você fez? — pergunta Rebeca me colocando contra a parede junto a Clara na hora da saída.

— Eu não sei do que vocês estão falando — digo levantando as mãos.

— Ah é? Então como você explica aquilo? — disse Clara apontando para a Sabrina que ainda estava evitando falar com o namorado.

— Eu juro que não foi por querer — digo.

— O que você fez? — insiste Rebeca pausadamente.

— Eu beijei a Sabrina na sala de informatica — respondo rapidamente.

— Você fez o quê? — gritam as duas.

— Eu sei, eu sei, foi por impulso — digo — mas só foi um selinho no máximo.

— Ana você gosta de complicar sua vida, não é? — questiona Rebeca.

— Foi mal eu sei que isso vai ferrar com tudo, mas na hora eu não pensei direito — digo constrangida.

— Ana você nunca pensa direito por isso vive caindo em problemas como esse — disse Clara — agora vá lá concertar essa burrada.

— Mas ela pediu pra dar um tempo — digo amuada.

— E você vai dar tempo para ela decidir nunca mais olhar pra tua cara? — pergunta Rebeca me fazendo engoli qualquer argumento que eu ia usar.

— Ok, eu vou falar com a Sabrina — digo indo em sua direção quase desistindo ao ver o Leandro ao seu lado.

Ana: off

Sabrina: on

— Sabrina tem certeza que não aconteceu nada com você quando foi falar com a Ana no intervalo? — pergunta Leandro me fazendo reviver tudo de novo em minha mente.

— Não aconteceu nada eu garanto — digo tentando esconder o rubor em meu rosto virando o rosto pro lado, mas acabo vendo a Ana se aproximar um pouco acanhada.

— Hã, Leandro eu posso pegar a sua namorada emprestada por um minutinho? — pergunta ela causando uma súbita dor em meu peito ao ouvir a palavra "namorada" — juro que já devolvo.

— Claro sem problema eu meio que tenho que ir mesmo, ah, Sabrina me liga depois se quiser falar sobre o que estar lhe incomodando — disse ele dando um beijo em minha bochecha antes de sair.

— Quer andar um pouco? — pergunta Ana parecendo amuada.

Sem conseguir articular uma resposta simplesmente balanço a cabeça confirmando a acompanhado em silencio até o portão indo em direção ao ponto de ônibus: — Sabrina eu acho que seria melhor para nós duas falamos abertamente sobre o que aconteceu — começa Ana sem olhar para mim.

— Também acho — digo.

Novamente um silencio constrangedor se estala entre nós duas: — Sabrina — chama ela de repente.

— Sim? — respondo.

— Ah, esquece não consigo fazer isso — reclama ela passando as mãos pelo cabelo — isso só estar deixando as coisas mais estranhas.

Com isso pude notar o nevosismo dela e o rubor em seu rosto notando isso decido tomar uma atitude me aproximando e tocando em seu ombro: — Ana não precisa ficar tão nevosa só foi um beijo no calor do momento isso não muda nada — digo sentindo o peso daquelas palavras me esmagarem — nós ainda somos amigas e não podemos deixar uma coisa tão trivial atrapalhar isso, então vamos fingir que nada aconteceu, porque aquele beijo não significou nada.

— Você tem razão nem sei porque dei tanta importância — disse Ana suspirando aliviada, mas com um olhar estranho — então, já que resolvemos isso eu vou pra casa eu disse pros meus tios que ia chegar cedo.

— Tchau Ana — digo a vendo se afastar em direção do estacionamento com isso pego o meu celular — Ella sou eu.

— Sabrina essa foi rápido, então tem a sua resposta? — questiona Ella num tom sério.

— Sim — confirmo.

— E seria? — pergunta Ella.

— Eu recentemente descobrir que só sinto amizade pelo Leandro — começo constrangida — e que talvez eu esteja apaixonada pela a Ana.

— Ok, chego ai em 5 minutos e Sabrina — disse Ella, eu podia sentir ela abrir um sorriso pelo tom de sua voz — fique tranquila agora que sabe o que sente só falta resolver como vai agir e se precisar eu dou uma mãozinha.

Continua...