A babá

16 Interrogatório


— Você é chata viu? — pergunta Sabrina.

— Estou ciente deste fato — respondo — mas não muda o fato que estava certa.

— Ta querendo que eu admita isso, né? — pegunta ela.

— Sim, por favor — digo.

— Vai filha não custa nada — disse a sua mãe.

— Ta você estava certa em oferece ajuda — disse Sabrina meio a contra gosto fazendo bico, que fofa só fosse crime ela estaria presa — e não é justo usa os meus pais contra mim.

— Eu não estou usando ninguém contra você — digo sorrindo — não é mesmo dona...?

— Katia — disse sua mãe — isso é verdade filha.

— Viu eu disse — digo.

— Ah Ana eu posso lhe fazer uma pergunta? — pergunta o pai de Sabrina.

— Pode, não vejo problema nisso — responde já tendo uma ideia do que seria.

— Qual é a sua idade? — pergunta ele.

— 18 anos — digo tranquila.

— Hum, poderia me explica o porquê de alguém da sua idade presaria de babá? — pergunta ele.

— Claro, os meus tios são meio super protetores e admito que tem motivo pra isso — digo não era mentira só omiti alguns detalhes do porquê eles serem assim.

— Que motivo? — pergunta ele.

— Uma pequena confusão não planejada — respondo meio nervosa — os meus amigos só queriam fazer uma surpresa pra mim que saio um pouco do controle.

— Hum — disse ele num semblante desconfiado.

— Pai eu trouxe a Ana pra vocês a conhecerem não para montarem um interrogatório — entivem Sabrina.

— Não se preocupe Sabrina os seus pais só estão conferindo se eu não sou uma má influencia — digo.

— E você é? — pergunta sua mãe.

— Depende do tipo de má influencia que estamos falando — respondo.

— Você beber? — pergunta sra: Katia.

— Como muitas vezes sou eu que dirijo quando saio com os meus amigos, então evito beber — digo sendo sincera.

— Fuma? — pergunta seu pai.

— Não — digo.

— Usa drogas? — pergunta ele.

— Pai — reclama Sabrina.

— Se não for açúcar ou café, então não — respondo não me incomodando com aquela pergunta.

— Desculpa Ana — disse ela um pouco envergonhada.

— Sem problema — digo dando de ombros — eu faria o mesmo no lugar deles.

— Aprovada — grita a mãe dela apontando em minha direção me deixando confusa.

— Como? — pergunto sem entende nada.

— Você foi aprovada pra ser amiga da nossa filha — responde ela.

— Sabia que ia termina assim — disse Sabrina ainda mais envergonhada pela atitude da mãe.

— Como assim eu fui aprovada pra ser amiga da Sabrina? — pergunto — ela precisa de aprovação pra isso?

— Não, mas a minha filha tem um gosto meio careta pra amizade — disse sua mãe, agora que eu bonhei mesmo.

— Verdade todos os amigos dela são muito certinhos — disse seu pai — a Sabrina precisa de alguém que der uma sacudida na rotina dela, mas que fosse uma má influencia ou seja você.

— Morri — ouvi Sabrina disse quase num sussurro.

E como eu tava? Surpresa, e acima de tudo morrendo de vontade de rir eu realmente não esperava por aquilo, agora entendi o porquê da Sabrina dizer que os pais delas poderiam ser inconvenientes: — Ana vamos pro meu quarto — disse Sabrina me empurrando para fora da sala.

— Por quê? Eu to adorando conversa com os seus pais — digo contendo a vontade de rir.

— Porque eu preciso da sua ajuda com algo lá no quarto — responde ela me levando até as escadas.

— Que tipo de ajuda? — pergunto quando paramos no corredor em frente a uma porta.

— Nenhum tipo só queria tira você de perto dos meus pais — disse Sabrina um pouco vermelha me fazendo começa a rir — por que você esta rindo?

— Desculpa eu tava segurando isso a algum tempo — digo limpando as lágrimas que começaram a cai — os seus pais são uma figura.

— Isso não tem graça — reclama ela fazendo bico enquanto cruzava os braços, acho que vou incomoda-la mais vezes, só para testa os limites nada mais.

— Foi mal isso lembrou um pouco os meus tios — digo com um sorriso enquanto me inclinava um pouco em sua direção por causa da diferença de altura que apesar se ser pouca ainda fazia alguma diferença — mas foi engraçado sim, admita não é todo dia que encontra pessoas como os seus pais.

— E suponho que os seus pais sejam iguais você e os seus tios — disse Sabrina desviando o olha fazendo que a minha expressão mudasse por um segundo.

— Bem que eu queria — digo quase num sussurro ao lembra da ultima vez que os vir.

— Disse alguma coisa? — pergunta ela voltando a olha pra mim.

— Sim, vai me deixa entra no seu quarto ou não? — pergunto tentando disfarça a minha súbita perda de animo.

Continua...