A babá
48 Cortando a amizade
— Ok, Sabrina não existe jeito fácil de se terminar, se existisse eu adoraria saber — disse Ana — mas o melhor jeito de não se odiarem é se for sincera e sobre a pessoa que gosta, se estiver gostando de outra pessoa é melhor pensar e ter certeza antes de fazer uma escolha ruim, como eu fiz.
— Você gostava de alguém enquanto namorava outra? — questiono surpresa.
— Não! Eu não analisei bem o que sentia antes de cair de cabeça num relaciono que já estava dando indícios que fracassária no início — responde Ana olhando em meus olhos — então, tem certeza que realmente gosta dessa pessoa?
— Tenho — confirmo firmemente.
— Então seria melhor você conversar com o Leandro antes de fazer qualquer coisa — disse Ana — afinal no lugar dele preferiria que você me contasse antes de ficar sabendo por terceiros.
— Mas como faço isso?
— Aí é com você — disse Rebeca.
Antes que eu pudesse responder o sinal toca impedindo que eu desse uma resposta a altura para minha amiga que se levanta com um sorriso triunfante no rosto. — Não vale a pena Sabrina — disse Ana dando-me meio abraço quando me levantei — ela só faz isso para lhe provocar.
— E está conseguindo — digo irritada enquanto sou guiada para o corredor.
— E você quer que ela saiba disso? — questiona minha amiga.
— Não.
— Então se acalme — disse Ana parando em frente da porta de minha sala — e espere o momento certo para dar o troco.
— Pensei que queria evitar uma briga — observo confusa a vendo se aproximar colocando as mão em meu rosto.
— E quero, mas uma discussão amigável faz bem para uma amizade com a Rebeca — disse Ana dando um beijo em minha testa antes de se afastar — e é o melhor jeito de lidar com ela.
Ela realmente não sabe o que faz comigo, chega a ser tortura e eu nem tenho coragem de dizer isso, antes que eu me lamenta-se um pouco mais alguém da minha sala me perguntar se entrar. — Desculpe.
Ana: on
A vida tem algo contra mim por acaso? Porque se não, então essa piada já perdeu a graça ou melhor nunca teve. — Você poderia pelo menos fingir que está feliz com a noticia da Sabrina? — pergunta Rebeca que sentava atrás de mim na sala.
— Eu dei um conselho de bom grado isso já não é o suficiente? — questiono de mau humor nenhum pouco preocupada em esconder.
— Ana a sua ironia estar saindo por seus esporos sugiro que contenha-se — aconselha minha amiga — você não vai querer que a Sabrina note isso.
— Eu não quero que ela note muita coisa.
— Você não disse que iria tomar uma atitude? — pergunta Rebeca.
— Isso foi antes de tudo isso acontecer — digo suspirando — não estou com cabeça para fazer isso agora.
— Ana se você esperar tá com cabeça pra fazer isso você não vão fazer nunca — disse minha amiga revirando os olhos.
Ela tinha um ponto.
— Mas como poderei fazer isso se a Sabrina confia em mim ao ponto de mim perdi conselho sobre a pessoa que gosta? — questiono com as mãos em cada lado do meu rosto — isso pode acabar com essa confiança.
— Ana eu não consigo ver a Sabrina não sendo uma pessoa compreensiva — disse Rebeca — o máximo que pode acontecer as coisas ficarem estranhas por um tempo.
— Você é uma péssima conselheira — constato sentindo o olhar de nosso professor se fixar em nós — agora concentre-se não quero levar uma advertência faltando tão pouco para eu me formar.
— Só porque você não aceita o meu conselho não significa que eu seja uma péssima conselheira — disse ela se inconstando em sua cadeira — só prova que não aceita muito bem opiniões opostas as suas.
— Tá a partir de agora não somos mais amigas — digo emburrada cruzando os braços.
— Quer que eu corte a nossa amizade? — pergunta Rebeca com um sorriso de lado juntando os dedos — ou você quer fazer isso?
Sem querer responde aquela pergunta infantil me limito a vira o rosto enquanto bufava impaciente esperando que minha amiga ou futura ex amiga se continuar assim entendesse a deixa para encerrar o assunto de vez. — Aninha — chama Rebeca cutucando minhas costas — eu não vou parar até você olhar.
— Professor posso mudar de lugar? — pergunto notando que não iria parar — não estou conseguindo enxergar muito bem o quadro daqui.
— Tudo bem — concorda ele — Danilo mude de lugar com a Ana.
— Covarde — disse Rebeca me vendo levantar e ir até onde meu colega de classe sentava-se anteriormente.
De novo não tenho argumentos contra isso eu realmente estava agindo como uma covarde, mas ninguém pudia me culpar por isso ou podiam?
Continua...
Fale com o autor