Honestamente, me sinto culpada pelo título do capítulo anterior ter ficado sem o mínimo nexo com o seu conteúdo, então eu agora lhes explicarei o que deveria ter explicado antes.

Quando se compara demais sua vida com uma história fictícia você tem que estabelecer um ponto o qual até onde você pode ir para que simplesmente em um dia qualquer você surte. E a isso chamei de Margem.

Então margem fica sendo o ponto limite para que eu possa retornar a minha vida chata, mas divertida a minha maneira.

Essa guria é retardada.

Talvez você pense, mas a vida não é aquele clichê infinito nas histórias que talvez muitos de vocês simplesmente abominam, mas que acontecem muito não só nas nossas vidas. E se de repente você acha que sua vida está virando um clichê desses, welcome to my life.

Talvez você esteja achando essa história um pouco confusa demais, ou talvez só esteja passando os olhos pelas letras a procura de qualquer coisa interessante que chame a atenção. Seja uma frase, seja uma palavra. Ou quem sabe está se perguntando se eu perdi mais algum ônibus, se eu voltei para casa, ou se estou olhando para o garoto que eu gosto enquanto ele escuta música sem nem ligar para a existência da garota de vestido xadrez que a observa de um modo tão sutil quanto uma bomba nuclear.

Bem, isso está acontecendo, mas não porque quero sabe é algo maior que eu.

Que clichê ela é nerd e ele é popular.

E mais uma vez estou tentando adivinhar seus pensamentos, mas se você pensou isso tem minha autorização para pensar dessa forma da garota que gosta de roupas largas, estampas xadrez e usa óculos. Ou você pode ter o bom senso e não rotular um personagem no segundo capítulo. Agora pensando melhor, eu bem que poderia anexar aqui uma foto minha para vocês, mas como eu gosto de incentivar a imaginação, vocês podem me ver do modo que quiserem, mas isto é estranho já que vocês não me veem.

Chega de lero-lero. Cadê a ação? Cadê a adrenalina?

Sinceramente, se eu estivesse lendo isso já teria perguntado isso mentalmente. Mas aos que perguntaram isso mentalmente desde já os respondo. Antes de começar a descrever lugares, situações, conversas e cada piscar e mexer de sobrancelha de mim e dos outros que aparecerão aqui futuramente achei adequado deixar-los a par dos pensamentos e da situação de Sophie Smith, vulgo eu, então acho melhor terem calma ao seguirem o rumo dessa história.

História, quero deixar já de antemão dito aqui que vocês aqui tem total liberdade de imaginação e para isso digo algo como se quiser imaginar um personagem loiro de cabelos pretos e assim por diante. Louco, eu sei, mas...
– Sophia?
– Hum?
– Sua professora já chegou faz uns 10 minutos.
– Ah, sim. Obrigado inspetora.

É, acho que o resto da história e da minha frase terão que ficar para meu próximo momento livre.
– O que é este papel?
– Nada.
– Vá para sua sala agora!
– O-0k...

Notas finais
Talvez a Sophia seja o personagem mais estranho que já criei, mas e vocês (pelo menos eu espero que tenha um vocês ) como personificariam toda essa estranheza já citada?