A antiga decisão

3 O plano contra o plano


Ainda fora de casa, Cebola planejava tudo o que queria fazer com Mônica. Seu plano estava totalmente rasurado mais uma vez. Às vezes ele queria voltar a ser criança para poder bolar aqueles planos... puxa vida, ele estava sem ideia nenhuma!

– Meu Deus! Eu preciso fazer alguma coisa! A Mônica diz que queria me namorar, mas ela mesma faz esses planos! É assim que ela quer? Ela quer me rebaixar mais? Puxa vida! Eu só quero estar a altura dela! Se bem que... ficar acima pode até ser bem legal... Aí eu baixo a bola dela... e ela achando que podia me enganar com um plano bobo! – Cebola falou com uma cara de mal, vendo que poderia logo logo ser um líder mundial. Ah, mas o problema era a Mônica. Aquela dentuça atrapalhava tudo. Por que é que ele foi se apaixonar por ela? Qual qualidade ela tinha?

Se sentindo meio constrangido com os pensamentos, Cebola se deitou na cama procurando relaxar. Afinal, alguém prestes a ter controle de todo o mundo não pode viver estressado com coisinhas fúteis!

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(Keika) – Beijou o Do Contra?

(Jeremias) – E na cara do Cebola! Como ela teve coragem?

(Carmem) – Eu não sabia que a Mônica era assim, tão inconstante.

(Titi) – Daqui a pouco tá virando piriguete!

(Isa) – Besteira, gente! Ela pode ficar com quem ela quiser! Ela tem liberdade para escolher!

(Maria Mello) – Ela e o Cebola nem estavam namorando mesmo...

(Tikara) – Bom saber que ela está a fim de outras pessoas fora aquele babaca...

(Toni) – Pega a senha e entra na fila, @Tikara!

Mônica não acreditava no que ela via. Não sabia se chorava, ficava quieta, saía correndo... Mas ela preferiu falar um pouco antes que fosse tarde.

– Todo o mundo falando da minha vida? Todo o mundo pensa que eu...?

– Isso aí, fófis de borracha! O assunto do momento em (literalmente) todas as redes sociais é o seu dilema em relação ao objeto de sua afeição! Aliás, vamos colocar isso no plural. Objetos de sua afeição, não é? – Denise zoou de Mônica se referindo à Cebola e Do Contra. Mônica fiou meio nervosa, e Denise percebeu que a Mônica não havia gostado do jeito que ela falou. Aliás, ela sempre reclama de suas palhaçadas. Afe, cadê o senso de humor desse povo? – Deixa de fundores, fofa – Denise continuou – Não precisa de se envergonhar. Sentir o S2 dividido? Todo o mundo passa por isso uma vez ou outra! Além do mais, aposto que tem muitos leitores adorando! Tava mais que na hora do Ceboy levar uma lição! Ô garoto para se achar!

– Mas você se acha tanto ou mais que ele! – Mônica falou virando-se para Denise.

– Mas eu posso! Ele não! – A fofoqueira falou. – Como ele quer ser dono do Mundo se nenhum plano dele deu certo até hoje?

– E tem mais, Denise. Já disse isso para a Magali e repito isso para você! Eu não beijei o DC para dar lição em ninguém! Eu apenas... apenas segui meu coração! – Mônica comentou se sentindo a menina mais romântica da Terra. Céus, que drama!

– E ainda deu uma lição no Ceboy de lambuja! Que beijo versátil, esse seu, hein?

– Quer saber? Não quero discutir com você! Acho que você não entende nem um pouco os meus sentimentos.

– Ah é? Então tá! Fica aí torrando os miolos para achar a saída! Eu só queria te aconselhar! Boa sorte com sua decisão facilzinha! Fui!

Denise saiu de perto da Mônica, e depois de andar dois metros à frente, parou.

– Três, dois, um...

Deniseeeee! – Mônica gritou querendo realmente o conselho da amiga. Até que ponto chegamos?

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Ele se sentou na cama para esfriar a cabeça. Sua mãe nem o viu entrar em casa, pois estava ocupada varrendo o quintal do lado de fora. Estava cada vez mais difícil de conversar com aquele teimoso!

– Afe! Depois o Cebola diz que eu atrapalho tudo, todos os planos dele... dessa vez não vou interferir, vou deixar que ele se ferre sozinho! Aliás... tive uma ideia!

Ele pegou o telefone e discou o número. E rapidamente ele foi atendido.

– Ei, aqui é o Cascão. Você está em casa? Okay, vou praí agora, vou só tomar banho... epa! Eu não! Sai de mim!

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Ele deitou-se na cama tentando relaxar. O dia havia sido muito cansativo, e ele queria evitar ao máximo passar stress. Então ele decidiu que deitar seria a melhor atitude para resolver a vida e pronto. Deitar. O ato. O verbo. Será que isso realmente ia resolver? É óbvio que não! Ficar parado sem tomar atitude nenhuma não ia adiantar de nada! Mas não... o besta preferia deitar-se na cama e não fazer nada, esperando que as coisas caíssem do Céu. Mas ele sabe que a única coisa que cai do Céu é o Ângelo... Céu-Boy... Aquele anjo que muda de nome, enfim. E no sentido literal.

Cebola, ainda deitado, pensava em um plano. Ele ainda pretendia derrotar a bendita da Mônica. Como disse o Cascão... isso é cisma! Ele estava ficando louco [EU NÃO SOU LOUCO!] E ainda por cima não tinha noção que... esse tal discurso de derrotar a Mônica era apenas um sonho que voa com a menor brisa que passa. Algo impossível de se realizar. Mas ele parecia estar a fim de quebrar a cara, então quem seria o louco [EU JÁ DISSE QUE NÃO SOU LOUCO!] de tentar provar a ele? Era capaz de ele ficar mais lou... maluco ainda.

– Humpf. Esse povo fica achando que aqui é feira de opinião. Eu lá preciso disso? Eu sei que um dia eu vou derrotar a Mônica e do jeito que eu sou esperto isso não deve demorar. – O garoto falou sem nem pensar que já estava chegando no sétimo ano de turma jovem... e somando com os da turma clássica nem se fala! – Mas esse pessoal não cuida da própria vida e vem ficar falando dos meus problemas! Que falta do que fazer!

Cebola estava mais nervoso do que nunca. Ninguém nunca imaginou que ele iria surtar assim, novamente. E tudo por causa do tal plano que a Mônica estava fazendo para lhe causar ciúmes. Mas depois ele parou para refletir... Será que era um plano mesmo? Talvez fosse melhor tirar isso a limpo...

– Que bobagem, eu nunca ia acreditar numa besteira dessa. Afinal, eu descobri o plano da Mônica e se eu conseguir dar a volta por cima e rebaixá-la nesse plano eu finalmente terei derrotado ela e aí sim poderemos namorar!