A ampulheta da mente
2 Sweet Dream
Notas iniciais
Em cada inspiração, seja ela em uma música, um poema, ou uma pintura, todos vem do mesmo lugar, vem da terra dos sonhos...
"Pera você não disse que eu podia narrar minha historia?"
"Acho que você não está apta para isso."
"Não está mesmo, mas você também não está apto, mas eu deixo você narrar."
" Viu?"
"Oráculo não se mete nisso, e tá bom, vai em frente narre a história, porque tipo meu titulo de contador de histórias, um ser onisciente, mas vá e narre, narre a historia toda."
"Mas eu só queria falar sobre mim. Pode contar o resto."
"Tá conta o começo."
Neste mundo existem duas raças que ignoram o passar das eras, fazendo metodicamente seu dever. Eles são os sonhos e os pesadelos. Após a queda dos deuses, nós fomos criados para guiar as consciências deste mundo, trazendo esperança e alertado dos perigos.
Mas isso era antigamente quando ambas as raças trabalhavam juntas. Agora é mais uma guerra. É uma guerra meio inútil, nos lutamos porque não queremos que haja pesadelos, achamos que eles são malvados e coisa e tal.
Mas eu não reclamo já que sou uma guerreira. Meu trabalho e derrota lós e tomar o controle de suas áreas, assim os outros podem trazer os sonhos que todos adoram. Mas se eu perder os pesadelos irão aterrorizar as mentes dos mortais.
"Acho que isso serve."
"Quanto a aparência e personalidade? Não acha que é uma boa ideia falar sobre isso?"
"Sou um sonho posso ter a forma que eu quiser falar sobre isto é besteira..."
"Você só usa uma forma ou duas no máximo, isso não é desculpa."
"Sou uma garota, não, tipo nós não temos gênero, mas eu quero ser garota, então eu sou uma..."
"E..."
"É isso. Eu acho."
"Serio... Fale da aparência, tipo cabelo, olhos, idade."
"Eu mudo de aparência não tem razão para eu falar sobre isso. Mas já que insiste..."
Não uso saia, nem vestido, apesar de ficar fofa...
"Quer que eu fale essa parte?"
"Não, eu consigo fazer isso."
Apesar de ser uma guerreira feroz prefiro ter a forma de uma garota de aparência inocente e jovem, cabelos liso e dourados bem escuro quase um bronze. Minha pele é uma mistura de branco e ouro, é estranho, mas no mínimo não sou pálida. Meus olhos são castanho claro. E como todos os sonhos pareço esta coberta de glitter dourado. E minha idade de verdade não importa, tenho mais de alguns séculos de vida... Com uma mentalidade de 16 ou 17
"Eu diria que tem uns 10 ou 11."
"Já falei sobre como eu sou acho que você pode assumir."
"Sério é isso, você chorou tanto."
"É difícil..."
"Vou continuar agora então não me interrompa ouviu Amber?"
"Sim senhor."
Enquanto a cidade dorme pacificamente uma batalha é travada, apenas uma das milhares em uma eterna guerra. Laminas contra garras, um escudo contra escamas. Apenas um segundo de calma e recomeça a dança. De um lado um poderoso dragão negro, seus olhos afiados observam cada respiração de seu oponente, asas de enorme envergadura, se preparavam para atacar. De outro uma guerreira de armadura dourada com uma longa capa em suas costas. Em uma mão um escudo, em outra uma espada e em seus olhos, determinação.
O dragão acomodado em um telhado se lança na direção do inimigo, garras e dentes preparados para rasgar a dama inocente. Esta desvia com facilidade seus passos são quase como uma dança, suaves e perfeitos, com apenas uma balançar de sua espada fere a besta em sua perna. Ri triunfante:
– Qual o problema pesadelo? Não me diga que está cansado?- Ela fala com um tom doce, porém irritante.
A jovem continua a se vangloriar, porém não percebe a aproximação de seu inimigo. Em um único movimento ela é jogada para fora dos telhados. Apenas vê um borrão preto antes de ser esmagadas por garras poderosas. Desta vez o dragão a imita:
– O que foi pequeno sonho? Já está cansada?
Mesmo sendo esmagada ela não demonstra fraqueza, o dragão se aproxima, presas amostra prestes a lhe trazer seu fim. Esta foi sua deixa, com a espada na mão deferiu um golpe em sua cabeça.
– Argh! O que você pensa que esta fazendo... Ai... Ridícula... — O dragão se afasta perdendo o equilíbrio e caindo no chão. Sua poderosa forma se desfaz em uma poeira roxa e sua voz, antes grossa e rouca se afina tomando um tom mais jovem.
No meio desta poeira que se dissipa aparece um garoto com uma cara pálida e cabelos escuros. Sem dar um momento para reparar qualquer outro detalhe, o pesadelo foge. Com um sorriso triunfante a guerreira segue pelas ruas da cidade, enquanto sua própria armadura se desfaz em uma areia dourada. Passando pelas ruas da cidade por não mais de cinco minutos, a garota é chamada.
"A não... Não! NÃO! Não quero você colocando ele na história."
"É só nessa parte... Continuando"
Um sonho aparentando estar na casa dos vinte se aproxima dela com um sorriso no rosto. Ele se aproxima e faz um cafuné na sua cabeça (Bagunçando seu incrível cabelo):
– Amber, você foi incrível, parece que seu trabalho está pronto. INCRÍVEL.
–Ótimo então eu to saindo... — Nossa guerreira conhecida como Amber (Amber a magnífica guerreira dos sonhos protetora da bondade, da justiça, dos fracos e oprimidos. PS: Sou eu :3.)
– Desculpa, mas o Sandman quer te ver... — O adorável (Detestável) sonho da um sorriso meio sem graça, desconfortável em dar esta mensagem.
– Que bom pra ele, mas como eu to de bom humor...
Com um olhar de desprezo Amber pega em seu colar dele sai uma poeira dourada...
"Quando vamos parar de chamar isso de poeira?"
"Vai ser ainda nesse capitulo. E para de interromper."
Sai uma POEIRA dourada esta formando uma porta de ouro com o símbolo de ampulheta nela. Ao abrir o cenário é completamente diferente da pacata cidade. A porta dá para um castelo feito inteiramente de ouro, rodeado por uma cidade de mesmo tom . Ao fundo uma floresta de um verde vibrante e atrás uma terra de eterna escuridão, um local que não lhe é bem vindo.
Andando pelos longos corredores, a jovem encontra seu destino, à sala das areias. A sala em si é bem vazia, se não fosse pela gigante ampulheta que se ergue no meio do chão. Parece uma gigante coluna central, nessa sala vê o meio da ampulheta com os grãos de areia descendo lentamente. Ao abrir a porta ela é imediatamente abraçada e erguida do chão.
– AMBER VOCÊ VEIO! VOCÊ VEIO MESMO!!! — A pessoa que a abraçava com muito entusiasmo, fala com uma voz elétrica e de jeito meio infantil.
– Sim eu vim... Mas agora, Sandman pode me largar?
– Desculpa, mas estou tão feliz. — Sandman a solta, deixando-a respirar, antes de fazer de fazer uma expressão séria. — Bem não foi por isso que eu te chamei se é o que você esta pensando.
– Eu não ta...va...- Sobre o olhar de seu superior, sua voz começa a sumir.
– Mas a questão é você mesmo com seus inúmeros defeitos, você é um sonho magnífico. É muito poderosa pode controlar as areias dos sonhos com muita facilidade, por isso eu queria te promover. — Neste momento ele não a olha diretamente apenas observa a ampulheta.
– Promover? A que? Eu estou feliz como uma guerreira.
– Sim eu entendo, com seu potencial acho que você serviria como uma criadora de sonhos. Sabe trabalhar aqui junto comigo, onde você estaria protegida.
– PARA! SÓ PARA! Eu já te disse que eu gosto do jeito que eu to. E que eu não sou uma dama indefesa. EU SOU UMA GUERREIRA! Adeus.
Nesse momento tudo que ele ouve é a porta batendo, e o barulho de passos.
– O que eu vou fazer com você? -Ele lamenta em sua solidão.
– Não vai poder fazer mais nada, nem com ela, nem com ninguém. — Diz uma voz na escuridão
– HÃ? O que?- Ele se vira apenas pra encontrar uma adaga enfiada no seu peito, Ele ri. — Isso não me mata sabia?
– Sim mais isso vai. — Sua cabeça rola pelo chão enquanto seu corpo cai, ambos começando a se desfazer. — Regra simples corte a cabeça que qualquer um morre, claro tem algumas exceções, mas parece que você não é uma delas. — A voz ri, desaparecendo na noite, mas antes dizendo. — Sonhos são ótimos, mas sempre é preciso acordar alguma hora, e essa hora chegou.
"Nossa você é bem melhor que a Amber."
"Ei não era para você falar nada, só no 3º capítulo."
"Ai! Não me bate. Ai. Desculpa..."
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