A Way to Home
1 Um novo caminho
Notas iniciais
Opa pessoal.Então, essa é minha primeira fic (original), então levem em consideração que sou novato.Por favor, comentem, deixem seu review, suas dicas, e o que esperam da história. (Inspiração para escrever é sempre bom)Até lá embaixo.
Era meu primeiro dia naquele colégio, e... Bem... Confesso que odiei. Não conhecia ninguém, e como sou tímido, não fui tentar me enturmar com alguém ou com algum grupo.
Não me acho muito feio, tenho olhos verdes, cabelos loiros e encaracolados, um rosto levemente arredondado e tenho um corpo definido, devido a natação, que comecei a fazer aos 6 anos. Fiz 16 há 2 dias.Passei metade da tarde vendo as palestras de introdução, de boas vindas, e de instruções, que eram (realmente) chatas. Ao fim da ultima palestra, o sinal tocou.Fui em direção a saída, virei o corredor do refeitório, que me fora apresentado no dia de minha matricula, fui à lanchonete, e comprei algo para comer.No fundo do refeitório tinha uma mesa vazia. Fui até a mesa, enquanto observava o local...O Salão onde fora instalado o refeitório era enorme, muito claro, pois era coberta por imensas janelas em toda sua volta, que dava para ver todo o pátio externo, as piscinas e os arredores do colégio. As paredes eram brancas, com rodapés em um suave tom de vermelho, e muitas cadeiras e mesas, com centenas de estudantes comendo seus lanches.Eu estava comendo meu hambúrguer com fritas, sozinho, quando escutei alguém se aproximando.– Oi – Ouvi um garoto falando. Era uma voz suave, mas firme.Não respondi, pensando que não era comigo que ele estava falando, nem sequer fiz questão de me virar.Quando senti uma mão em meu ombro...Olhei pra trás e vi um garoto me encarando... Morrendo de vergonha, voltei a olhar para minha comida.Ele aparentava ter cerca de 20 anos, tinha lindos olhos azuis, cabelos negros, uma boca levemente avermelhada e uma pele branquinha com as bochechas rosadas.– Desculpa, pensei que não estivesse falando comigo. – Respondi, com os olhos fixos no meu hambúrguer.Ele passou ao meu lado, e sentou-se a minha frente.– Não tem problema – sorriu – Você é o novato, certo? Qual seu nome mesmo? – Perguntou, mantendo o sorriso.– Meu nome é Phillip, e o seu?– Jeremy, mas pode me chamar de JR. E, bom, você é um cara sortudo. – ele disse, com uma expressão animada, que me assustou um pouco.– Por quê? – Respondi, demonstrando que estava assustado.– Calma – ele riu – é que realmente estava te procurando Phillip. Passei em várias mesas falando com os novatos, procurando você. Você vai ser meu colega de quarto. Quer conhecer a escola?– Eles me mostraram a escola no dia da matricula. – Respondi rispidamente, me arrependendo logo em seguida.– Ah, desculpa. – Jeremy respondeu, demonstrando um pouco de constrangimento – Mas você não quer conhecer o seu quarto novo? – Ele deu um leve sorriso de canto de boca, um sorriso aparentemente constrangido.– Claro, por que não? Mas não vão brigar com a gente? – Respondi, forçando uma animação, pois percebi que ele ficou um pouco chateado com aquela minha resposta.– Não, você tem direito de ir para os quartos, nos intervalos de períodos. – Falou, voltando a sorrir.– Ah, Entendi. – Respondi, sem tirar os olhos do meu hambúrguer, que já estava acabando.Quando eu me preparava para levantar, uma garota chegou ao lado do Jeremy com um ar totalmente esnobe, colocou uma mão envolta de seu pescoço enquanto apontava para mim com a outra mão.Ela era magra, loira, de olhos castanhos claros, e uma pele clara, porém levemente bronzeada.– Oi Jayzinho, quem é esse newfag que você tá conversando? – Disse ela, com um tom enojado em sua voz. – Fazendo amiguinhos novos, viadinho?– Ah, vai se ferrar Elisabeth. – Jeremy respondeu irritado – Não estou com paciência pra você hoje. Tchau. – Ele respondeu me puxando pelo braço.Eu não sabia aonde enfiar a cara, uma garota chega do nada, age daquela forma, sou arrastado pelo refeitório, com um cara que acabei de conhecer me puxando pelo braço. Se tivesse sido em qualquer outra situação, eu teria feito um barraco, mas simplesmente fiquei impotente naquela hora. Não sabia como reagir, talvez o medo de falar algo e acabar sobrando pra mim."Bah, essa timidez ainda vai me ferrar todo" – Pensei.Criei coragem e disse:– Tudo bem Jeremy?– Tudo ótimo. – Ele olhou pra mim, e deu um risinho, mas deu para ver os olhos marejados. – Só não queria que no primeiro dia, você visse os pontos "positivos" do colégio, não liga pra ela, ela é uma babaca.– Ah, tudo bem – dei um sorriso – Mas quem é ela?– Ah, ela é a Lis, minha ex-namorada.– Entendi...Ele me acompanhou até o quarto, me apresentou tudo, mostrou aonde seria a minha cama, aonde era o banheiro, meu guarda roupa, e me deu a senha do Wi-Fi do quarto. (Sim, cada quarto tem seu Wi-Fi exclusivo, com uma internet muito rápida).Conversamos um pouco sobre coisas aleatórias, descobri que ele fizera 17 anos a um mês, e que tínhamos muitos gostos parecidos. Assistíamos as mesmas séries, gostávamos dos mesmos tipos de filmes, mesmas sagas, e tudo mais.O sinal tocou.– Agora começa minha maratona. – eu falei, totalmente desanimado.
– Que isso cara, otimismo, vai ser legal. – ele falou – e aliás, quase sempre tem umas festas para descontrair.Fui para a sala de aula.Entrei, e fui recebido por um homem jovem, que aparentava não passar dos 30 anos.Sentei em uma carteira vazia ao fundo, enquanto uns últimos alunos entravam na sala.– Bom, acho que a maioria de vocês não me conhece. Sou seu novo professor, estarei substituindo o Professor Henrique, que se aposentou, sou formado em “Estudos Psicológicos, Filosóficos e Sociológicos”, e estarei lecionando as duas matérias, tanto filosofia, quanto sociologia. Vocês terão aulas comigo todos os dias da semana. Meu nome é Klaus Sirnovich. Meus pais são russos, e tenho 27 anos. – ele falou com um enorme sorriso estampado em seu rosto. – espero que gostem de mim.A aula prosseguiu, fiz minhas anotações, e tudo mais.O Professor Klaus aplicou a aula muito bem, e ele agia de um modo bem jovem, brincava, zoava, ria, fazia várias piadas, que, pelo menos na minha opinião, se caracterizavam, basicamente, pelo fato dele ser bem novo para professores de sua área. Ele tinha os olhos verdes, uma cor que se assemelhava muito a de meus olhos, ele tinha um corpo bem definido, cabelos pretos, e uma barba cerrada, que dava ao seu rosto traços joviais, porém sérios e másculos. Sempre usava um chapéu-coco preto, com o cabelo liso, e um pouco comprido, jogados para os lados, as vezes caindo em seu rosto, fazendo-o sempre ter que tirar o cabelo dos olhos.Ainda tive aulas de inglês, para finalizar bem o dia, pois adoro inglês e a professora era um amor, aparentava ter uns 60 anos, era uma velhinha baixinha, nacionalizada brasileira, porém britânica. Ela era super atenciosa, e ensinava muito bem.O sinal da ultima aula tocou.Fui para o meu quarto, e Jeremy já estava lá deitado em sua cama, ouvindo musica em seu iPhone e relendo "A Esperança". Quando notou minha presença, tirou os fones de ouvido e se voltou para mim.– Como foi a aula?– Ótima, adorei os professores, tive aula com o Klaus e com a Dalila hoje. – respondi, demonstrando o quanto estava animado.– A Dalila é um amor, mas não sei quem é Klaus. – respondeu ele, olhando pro celular.– É o professor novo de Filosofia e Sociologia. – respondi – E você? Como chegou aqui tão rápido?– Tava com dor de cabeça, matei a ultima aula e fiquei aqui no quarto, ouvindo musica e lendo. – disse ele massageando as têmporas, entre o fim de suas sobrancelhas, e suas orelhas, como se estivesse tendo uma crise de enxaqueca naquele momento.– Ah, melhoras. – respondi, abrindo minha mala. – Pega. – joguei um frasco com umas pilulas para ele.– Ah... Obrigado, mas o que é isso exatamente? – Perguntou, analisando o frasco laranja.– Meu remédio de enxaqueca, ele é incrível, me faz me sentir muito melhor. – falei enquanto sentava em minha cama.– Ah, Obrigado Lip. – Respondeu abrindo um sorriso de orelha a orelha. – Você é um novato incrível. – Falou enquanto dava uma piscada e uma risada, porém parou rapidamente, e colocou a mão na cabeça.– Toma logo esse remédio, vai que é uma doença contagiosa, você me passa e eu morro – falei, fazendo-o rir de novo.– Okay.Deitei em minha cama, e fechei os olhos e peguei no sono.– Lip. – Jeremy me chamou, interrompendo meu cochilo.– Oi.– Quer sair? – Perguntou.– Não.– Quer ficar? – Perguntou enquanto dava uma risada.– Sim.– Vamos ver um filme? – Insistiu.– Que filme? – Perguntei, com aquela voz sonolenta de quem acaba de acordar.– Jogos Vorazes e Em Chamas. Tem tempo. As aulas começam depois do almoço amanha.– Okay – Falei enquanto ia pro banheiro.– Vou buscar algo para comer. – Respondeu, enquanto saia, encostando a porta.Pensei sobre o dia, e sobre como o Jeremy estava me tratando bem. Eu sou bissexual desde... ah, desde que me conheço por gente. Desde pequeno entendia que era diferente, e que os meninos da escolinha também me atraiam, tanto quanto as meninas, ou até mais. E já vi atitudes como a do Jeremy antes... Será que ele é... Bom, vamos esquecer isso, ele está apenas tentando ser meu amigo, já que, como entrei no meio do ano não fiz muitos amigos.A porta abriu e ele entrou no quarto todo feliz. Ele estava trazendo uma sacolinha com vários pacotes de doritos e pipocas de microondas, e outra com 4 garrafinhas de coca cola 600ml.– Eita, quanta coisa. – Falei surpreso.– Claro. – Ele falou sorrindo – Maratona.Eu não sei... mas talvez, só talvez, eu esteja ficando afim do Jeremy...
Notas finais
Eai? O que acharam?Será que o Jeremy gosta da fruta? HAHAEnfim. Avaliem por favor.Um grande abraço para todos, e até o próximo capitulo.♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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