A Volta dos invocadores.

18 Capítulo 18: De volta pra minha terra.


Depois daquela guerra enterramos os soldados mortos e logo fizemos um memorial em homenagem a eles, um obelisco azul simbolizando a esperança que tiveram até o fim de suas vidas, apenas 150 soldados morreram felizmente, um número não tão crítico.

Nos reunimos então no reconstruído bar de Runeterra, uma construção em madeira gigante, lá todos cantávamos ao som que vinha de Gangplank e seu grupo de amigos piratas que cantarolavam animados a música "é uma festa sem fim".

Eu agora dançava com Ankai, sem correntes, sem roupas espectrais, apenas eu e a garota que gostava dançando, depois de tudo aquilo consegui pensar sobre o que sentia por ela, eu a assustei de verdade, eu fiz o necessário porém isso pode tê-la magoado então o que eu poderia fazer além de tratá-la como ela merecia dessa vez?

Fomos até um lugar mais isolado e com menos barulheira e então começamos a conversar.

–Então... se libertou do domínio dele?-Ela falou abraçada a mim.

–Melhor, transformei-o em algo puro.-Disse a olhando nos olhos, Kate poderia ser bonita mas a garota dos meus sonhos estava bem na minha frente.

Ela então me olhou e sorrindo antes de me beijar falou:

–Você consegue tirar o melhor lado nas pessoas...

Nos beijamos por um longo tempo, ficamos lá nos conhecendo melhor, ela me contou tudo que passou, como foi expulsa por causa da profecia dita pelos seus pais que um dia ela iria contra Shurima, isso acabou acontecendo realmente e claro fizemos uma confusão que demoraria pra ser ajeitada porém nada tão extremo, ela foi cuidada como uma princesa pelo povo que habita os arredores da cidade feita por Azir, eles acreditavam que a queda de um império seria a solução, muitos membros importantes da Revolução pensam o mesmo mas isso envolveria muitos assuntos diplomáticos.

Depois de ficarmos por lá, fomos de mãos dadas até meu pai e a equipe Satisfaction, eles agora estavam criando o portal que me levaria até meu mundo, notei que os outros que vieram me salvar agora estavam ansiosos pra voltarem pra casa porém eu só queria poder ficar com Ankai, eu agora sentia algo mais especial por ela, eu a amava.

Meu pai me observou com um sorriso e então falou:

–Pronto pra não ter mais um encosto com você?

–Mais que pronto mas quanto a isso...

–Eu sei que não nos conhecemos senhor mas eu posso ir com vocês?-Ankai me interrompeu.-Meu lugar nunca foi aqui de qualquer modo e sinto que se ficar com Marck estarei indo pelo caminho certo.

–Ahn...-Meu pai a olhou pensativo.-Tudo bem mas onde irá morar?

–Ela pode ficar comigo Sr.M- Kate falou olhando pra mim.-Vou cuidar dela pra você moleque.

–O-obrigado?-Eu falei pra ela corando.

Depois de nos despedirmos de todos recebi de Garen um medalhão feito de uma pedra azul, a olhando fascinado eu decidi guardá-la comigo e levar comigo.

O portal então se acendeu num brilho azul que nos cegava, ao entrar lá tudo sumiu por alguns momentos, todos nós viajantes interdimensionais mais Jack e Ankai estávamos agora indo pro mundo humano, ao chegar lá nos encontrávamos no meio de uma praça perto da minha casa, o melhor de tudo, ver minha mãe sorrindo pra mim e correndo em minha direção pra me abraçar.

Essa meus amigos, foi a maior viagem de minha vida, o relato de uma aventura que passei por acidente, dias depois meu pai me explicou como fui parar naquele lugar. Rioters descobriram que aquele mundo que eles supunham ser criado por eles era na verdade uma dimensão paralela, chamando alguns dos campeões mundiais dez anos atrás eles os introduziram lá porém não conseguiam tirar eles de lá, meu pai e sua equipe eram alguns deles, acabou se descobrindo que para saírem teriam que caçar e derrotar uns aos outros, eles tiveram que fazer a mesma coisa que eu fiz e se unirem a algum campeão que encontrassem no caminho.

Anos depois quando eu fui parar em Runeterra, os servidores entraram em colapso, o problema não estava sendo acertado por eles, eu entrei no dia que desistiram de League of Legends. Meu pai por outro lado abraçou o projeto que o prendeu e chamou seus amigos experientes nesse mundo e então foi me resgatar colocando primeiro os legados, ele sabia que juntos sobreviveríamos a tempo deles chegarem com reforço, assim foi feito.

No fim voltamos de lá agora sãos e salvos, sem nossas armas sem mais espíritos dentro de nós. O colar que Garen me deu se revelou uma jóia muito rara capaz de observar Runeterra, ele disse que meu pai usou a mesma em sua aventura, meu pai por sua vez disse que perdeu a sua naquele mundo, talvez o pingente que eu segurava fosse o tal "olho da realidade" que ele tinha a tanto tempo.

Infelizmente os servidores de League of Legends se fecharam para sempre. Nunca mais poderíamos jogar aquele maravilhoso jogo. Porém saiba de uma coisa, não importa onde não importa como. Se aquela dimensão precisar de nós saiba que os invocadores voltar novamente.

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